Liga Europeia de Futebol de Praia 2010: Segunda etapa da Fase Regular – Marselha

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Saudações aos leitores deste blogue. Este post será invulgarmente curto e pouco informativo, mas talvez venha a ser melhorado no futuro. As razões são a necessidade de escrever sobre este assunto imediatamente, dado que ficarei sem Internet durante algum tempo, e o facto de não dispor de muito tempo para desenvolver o tema como eu gostaria.

De qualquer forma, fica aqui a nota do seguinte:

Entre os dias 25 e 27 de Junho (6ª feira a Domingo) será disputada em Marselha, na França, a segunda etapa da fase regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Os jogos têm lugar na Praia do Prado, durante a tarde, e têm transmissão directa na Eurosport e Eurosport 2, cuja programação pode ser verificada aqui. Penso que a Beach Soccer World Wide também vai transmitir os jogos, via online, aqui.

O evento compreende dois torneios: uma competição da divisão A, com 4 equipas que jogam em formato de liga, procurando amealhar pontos para o Ranking da fase regular, e um torneio da divisão B, com 3 equipas a jogarem entre si na luta por um lugar na Promotion Final a disputar em Portugal no fim do mês de Agosto.

Da divisão A estarão presentes as selecções de Portugal, Espanha, Polónia e França (os anfitriões), enquanto a divisão B contará com a presença da Bielo-Rússia, da Hungria e da Inglaterra. O espectáculo está garantido e serão certamente três dias fascinantes nas areias marselhesas. Portugal e Espanha são as equipas mais fortes da divisão A e espera-se que uma destas duas selecções vença o torneio.

Os lusos viajam para solo gaulês com uma equipa diferente da habitual, dadas as ausências de Madjer, Alan e Belchior, mas a equipa tem muitos outros jogadores com vontade de ganhar e ajudar o seu país, que farão certamente um bom trabalho. Eu acredito plenamente na vitória portuguesa, embora a selecção espanhola seja uma das equipas mais experientes da Europa e o jogo seja de dificuldade máxima. Mas Portugal tem todas as condições para ganhar! Além disso, o principal objectivo é rodar a equipa, dar minutos a jogadores menos utilizados, na sequência do processo de renovação que tem vindo a ser efectuado ao longo do tempo. Por isso, vai ser um grande torneio para Portugal, não tenho dúvidas!

Boa sorte ao pessoal da selecção nacional! Portugal está convosco!

Vamos ver o que esta competição nos reserva, em termos de equipa portuguesa e de futebol de praia em si! Tenho grandes esperanças…

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Taça da Europa de Futebol de Praia 2010: Portugal e Rússia na grande final rumo ao título continental

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Queria começar este post com um sincero pedido de desculpas a todos os protagonistas e amantes da modalidade, nos quais me incluo, por não ter actualizado o meu blogue mais cedo, sendo  agora obrigado a falar das duas primeiras jornadas da Taça da Europa em simultâneo.

Passando ao assunto que verdadeiramente interessa, penso que devo começar por dizer que a Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010 está a ser um sucesso, com muita animação e grandes momentos desportivos. A escolha de Roma para palco da grande competição não podia ser mais acertada, proporcionando um palco fantástico para os combates dos modernos gladiadores, os heróis das praias europeias. Como dizia alguém aqui há uns dias: Uma cidade antiga para uma modalidade recente.

Mas o que tem acontecido ao certo nesta 12ª edição do evento? Quem tem sido o grande destaque deste torneio espectacular? Por onde anda a nossa selecção, a flor das areias lusitanas?

Digamos que as duas equipas apuradas para a final da competição são justamente Portugal e Rússia, o que vem confirmar as minhas expectativas antes da competição, sendo estas as duas selecções que venceram os seus dois jogos até ao momento.

O caso português: Dedicação e entrega sem precedentes

A equipa portuguesa iniciou a competição frente aos rivais helvéticos, liderados pela estrela Dejan Stankovic, que impuseram inúmeras dificuldades a Portugal, parecendo determinados a impedir o sucesso das cores lusas. No entanto, a união e preserverança dos jogadores nacionais acabou por prevalecer, numa partida que se revelou um autêntico duelo de campeões, com luta até ao fim, altura em que um pavoroso pontapé de bicicleta de Madjer deu a vitória ao conjunto português. Faltavam 8 segundos para terminar o jogo e Portugal emergia vitorioso, com 2-1 no marcador!

O segundo jogo dos pupilos de José Miguel Mateus foi outra terrível prova de fogo, num combate por um lugar na final frente aos italianos, anfitriões do torneio. Que grande jogo de futebol de praia! Se a partida anterior de Portugal não fora particularmente pródiga em golos, o mesmo não sucedeu diante dos transalpinos, naquele que será provavelmente o jogo com maior número de golos da competição,com um total de 17 tentos. E, apesar de um começo de jogo complicado, em que a turma portuguesa esteve duas vezes em desvantagem, Portugal conseguiu passar para a frente do marcador e nunca viria a permitir o empate, procedendo a uma boa gestão da vantagem, apesar da excelente reacção italiana.

Madjer, mais uma vez, foi o herói do jogo, ao apontar 4 golos, mas o destaque tem de ir necessariamente para Marco e Jordan, que se estrearam a marcar com a camisola nacional no seu segundo jogo internacional. Do lado adversário, Carotenuto foi o principal destaque do encontro, tanto pela positiva como pela negativa: marcou um hat-trick, deixando os adeptos locais em delírio e incitando os colegas de equipa à reviravolta no marcador, mas também se descontrolou na parte final do jogo, quando os números da vitória portuguesa despertaram o lado conflituoso e violento do seu carácter, originando uma situação desagradável com Paulo Graça, que culminou na expulsão do jogador italiano.

A situação russa: Frieza e profunda determinação

Por seu turno, os russos tiveram de ultrapassar a França, de Eric Cantona, e a Espanha, de Joaquín Alonso, para alcançar a final de Domingo.

O primeiro jogo, apesar do resultado dilatado verificado no fim dos 36 minutos, não foi tão simples como poderia eventualmente parecer, dado que os gauleses deram uma excelente resposta sensivelmente até ao meio do jogo (meio do 2º período). No entanto, a maior qualidade russa acabou por fazer a diferença no decorrer do 2º período, com o 3º segmento de jogo a surgir como uma sucessão de golos da equipa de leste, até atingir o resultado final de 8-2. Destaques russos para Shishin (um dos  meus jogadores favoritos na equipa) e Krasheninikov, ambos com 2 golos.

O segundo jogo dos actuais campeões europeus (a Rússia venceu a Liga Europeia de Futebol de Praia 2009) foi uma meia-final muito disputada entre russos e espanhóis, com o triunfo a acabar por sorrir ao conjunto oriental, que soube recuperar de uma vantagem de dois golos no 2º período para depois dar a volta ao resultado em grande estilo. Mais uma vez, os russos foram extremamente eficazes quando assim foi preciso. Makarov foi um dos principais destaques na equipa russa, ao apontar 2 golos, sendo que Leonov, Gorchinskiy, Shakhmelyan, Eremeev e Krasheninikov também marcaram, contribuindo assim para o 7-5 final (não assisti ao jogo, pois estive fora de casa, mas fiz a gravação para o poder ver depois).

Grande final em perspectiva

É verdade. Portugal e Rússia. Mais uma vez, os dois colossos do futebol de praia europeu voltam a encontrar-se, desta vez em Roma, a capital italiana. O que acontecerá desta vez?

Podemos analisar a questão de muitos pontos de vista diferentes. Historicamente, a Taça da Europa é uma competição favorável a Portugal, sendo que a equipa portuguesa conquistou 6 troféus na competição até ao momento (mais de metade das 11 edições disputadas). Por outro lado, no ano passado, os registos de confrontos entre russos e portugueses são claramente favoráveis aos nossos rivais, que apresentam 3 vitórias em 3 jogos, a última das quais ocorreu na final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2009, em Vila Real de Santo António, quando Portugal foi derrotado por 4-3 e cedeu o título de campeão europeu à selecção russa. No entanto, nesta época, que já vai longa para a equipa de leste, os lusitanos já venceram a Rússia por uma vez, na Spring Cup Viseu 2010, que foi precisamente a única derrota dos russos neste ano. Estatisticamente, temos muito equilíbrio, portanto, entre as duas selecções.

Mas o que dizer em relação ás equipas em si? Bem, podemos começar por ter bem assente que se tratam de duas grandes equipas, as melhores do futebol de praia europeu na actualidade, apesar da concorrência da Suíça, da Itália e da Espanha. Selecções muito diferentes, é certo, mas com níveis exibicionais muito semelhantes, sendo provavelmente as únicas que conseguem rivalizar com o Brasil.

Portugal com um estilo mais fluido, mas alegre, com a bola (quase) sempre pelo ar e um estilo espectacular, capaz de fazer as delícias do público mais exigente. A Rússia com um poder físico assinalável, dada a prodigiosa preparação física dos seus atletas, e uma filosofia de jogo marcada pela disciplina táctica e pela frieza de leste, que se reflecte numa grande determinação por parte dos jogadores russos. As duas equipas são verdadeiras potência tanto no ataque como na defesa, embora o rigor defensivo dos russos seja a sua imagem de marca, enquanto Portugal é caracterizado sobretudo pelo seu jogo ofensivo de belo efeito.

Estado Físico e Psicológico

A selecção nacional portuguesa ainda não está na sua máxima força, dado que a época ainda se encontra numa fase inicial e alguns processos ainda têm de ser aperfeiçoados. No entanto, o grande problema reside na saída de três peças fundamentais do jogo da equipa lusitana (Sousa, Torres, Zé Maria), pelo que se tornou necessário chamar novos jogadores, cuja integração na selecção nacional ainda está a decorrer, com sucesso, é certo, mas gradualmente, no tempo que uma renovação da equipa precisa para se verificar. Assim, a qualidade da equipa portuguesa será certamente superior daqui a alguns meses. Mas isso não quer dizer que Portugal não esteja a jogar bem agora, tal como não quer dizer que não vença a Taça da Europa!

Os russos já tinham começado a sua preparação antes do início dos trabalhos da selecção portuguesa, motivo pelo qual levam um avanço natural. Contudo, essa vantagem pode perfeitamente não se materializar, no caso de os jogadores lusos estarem suficientemente concentrados. Além de tudo o mais, a Rússia tem as suas próprias cisões: Egor Shaykov, uma das referências do ataque, abandonou a selecção, devido aos compromissos futebolísticos. No entanto, trata-se de uma única ausência, facilmente colmatada por Eremeev, que se está a destacar no seio da equipa russa. De resto, o treinador anterior, Nikolai Pisarev, demitiu-se do cargo, dado que ia desempenhar uma função na estrutura organizativa do futebol do seu país. Os atletas não ficaram contentes com a decisão, mas tal não se reflectiu no jogo da equipa, até porque o adjunto de Nikolai Pisarev está a fazer um bom trabalho.

Conclusão: não podemos prever o resultado do Portugal vs Rússia da final. Um jogo equilibrado, com muita luta, as equipas com grandes preocupações defensivas e muita insistência no ataque para encontrar espaços que possam conduzir ao golo. Eventualmente, o jogo poderá abrir, mas isso não é muito comum num jogo frente aos russos, a não ser que sejam eles os beneficiados. Acredito na vitória de Portugal e, tendo em conta a forma como os bravos atletas portugueses se bateram perante os seus anteriores adversários, penso que não há razão para não serem capazes de derrotar a Rússia e conquistar o troféu.

FORÇA PORTUGAL!

Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010: O espectáculo vai começar!

Pois é. O tempo vai passando e a tão esperada Taça da Europa de Futebol de Praia já chegou! É verdade. Hoje, pelas 16:30, tem lugar o pontapé de saída da 12ª edição do evento, na maravilhosa capital italiana, Roma!

A competição é disputada durante 3 dias (6ª feira, Sábado e Domingo), em formato de eliminatórias, isto é, em quartos-de-final, meias-finais e final. Serão também jogados todos os jogos de consolação, a fim de ficarem definidas todas as posições da classificação, do 1º ao 8º lugares.

No primeiro dia de Jogos, dia 4 de Junho, Portugal defronta a Suíça no primeiro jogo. Vai ser certamente um grande desafio de futebol de praia, com duas equipas de grande nível, que se conhecem muito bem. O espectáculo já está garantido. Agora resta esperar pelo resultado. E eu digo: vamos ganhar! Sim! Estou consciente das dificuldades que esta partida contra os vice-campeões do mundo acarreta, mas acredito plenamente na vitória de Portugal. Temos tudo o que é preciso para vencer os helvéticos e passar às meias-finais!

Seguidamente, a Espanha e a Polónia lutarão por um lugar entre as 4 melhores equipas do torneio, num jogo em que os nossos vizinhos ibéricos são favoritos. No entanto, a Polónia deixou uma boa imagem na primeira etapa da Liga Europeia 2010, apesar de ter perdido todos os jogos, e não me parece que o jogo vá ser fácil para a turma de Amarelle.

A Rússia, actual campeã europeia, tem a tarefa relativamente complicada de passar pela França, treinada pelo experiente Eric Cantona. Contudo, tem sido notória a decadência da selecção gaulesa ao longo dos últimos dois anos, quando perderam a sua posição de destaque como uma das melhores equipas europeias. Pelo contrário, a Rússia tem vindo a crescer de uma forma impressionante, desde 2007, e inclusivamente já deu provas da sua força no decorrer desta temporada, ao vencer os três torneios em que já participou, o último dos quais foi a primeira etapa da Liga Europeia de Futebol de Praia, em Moscovo. Por isso, penso que, de uma maneira ou de outra, os russos acabarão de levar vencida a selecção francesa.

No último jogo do dia, os anfitriões da Taça da Europa debatem-se com os rivais da Hungria, na luta por um lugar nas meias-finais. Os italianos ocupam indiscutivelmente um lugar de destaque no futebol de praia europeu, embora sejam muito irregulares e, consequentemente, muito imprevisíveis: nunca se sabe muito bem o que esperar deles. De qualquer forma, são uma equipa de elite, com dois grandes jogadores (Pasquali e Carotenuto), além de outras mais valias, muito experiente, treinada por um técnico com garra (quem conhece Giancarlo Magrini sabe do que falo) e que vai fazer tudo pelo triunfo em frente ao seu público. Isto para apagar a péssima imagem transmitida pelos transalpinos no ano passado, quando perderam todos os jogos e ficaram no 8º lugar (entenda-se: o último) da classificação. A Hungria, que não tem nada a perder, vai a Roma com vontade de surpreender, esperando repetir a gracinha do ano passado, quando eliminou a Itália no primeiro jogo (5-2).

Durante os três dias, quase todos os jogos serão transmitidos em directo pela Eurosport 2. Hoje, 6ª feira, 4 de Junho, todos os jogos têm direito a transmissão directa. Além disso, todos os jogos serão transmitidos via online, no site da BSWW (Beach Soccer WorldWide), que emite os 12 jogos da competição em alta definição (não sei se isto é mesmo verdade, embora seja levado a crer que sim) para todos os fãs de futebol de praia à volta do mundo.

Podem acompanhar toda a acção da Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010 aqui.

Toca a apoiar a nossa selecção! Toca a viver a alegria e emoção deste desporto apaixonante! É a magia do futebol de praia, ao alcance de todos!

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 – Primeira Etapa da Fase Regular em Moscovo: Rússia bate Itália e vence o torneio da Divisão A

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Terminou hoje o evento russo da fase regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. No torneio da Divisão A, a Roménia venceu a Polónia por 8-6 num jogo de grandes emoções, obtendo assim 3 pontos que poderão vir a ser decisivos no Ranking da Fase Regular. A Rússia, anfitriã do torneio, não desiludiu os 4 500 fãs moscovitas presentes em Poklonnaya Hill e ganhou a partida frente aos italianos, por 4-3, numa exibição segura que valeu aos russos o título no torneio. O desafio da Divisão B será tratado noutro post brevemente.

POLÓNIA 6 – 8 ROMÉNIA: MUITA LUTA. GRANDE SAGANOWSKI. ROMÉNIA MAIS FORTE.

O primeiro jogo da divisão A foi um excelente exemplo daquilo que faz do futebol de praia uma desporto espectacular: golos fantásticos, em grande abundância, recuperações estrondosas, amor às cores nacionais, emoção até ao fim…

O jogo: 24 minutos iniciais (1º e 2º períodos)

A Polónia nunca esteve em vantagem, pois eram sempre os romenos quem conseguia marcar primeiro, embora Saganowski e os colegas encontrassem sempre uma maneira de empatar o jogo, excepto no final do 3º período. A Roménia esteve a vencer por 2-0, com golos de Maci e Croi, mas acabou por ceder o empate aos polacos com um golo de Saganowski e um prodigioso remate de longa distância de Ziober: 2-2 no final do 1º segmento de jogo.

O 2º período trouxe muitas emoções, com a vantagem romena trazida pelo livre directo de Dobre a ser prontamente desfeita pelo pontapé de saída de Saganowski, antes de a Polónia ser autenticamente cilindrada por uma Roménia implacável, liderada por Maci. O número 14 romeno apontou dois golos pavorosos, um num espectacular remate de muito longe, o outro num fenomenal pontapé de bicicleta, selando a contagem no 2º período de jogo com uma assistência para Raj, que concluiu da melhor maneira uma jogada de contra-ataque: 6-3 a favor dos romenos, deixando a Polónia numa situação deveras complicada.

3º período: intensidade descomunal

O 3º período, porém, ainda proporcionaria emoções mais fortes, com o jogo a assumir uma vivacidade muito própria da modalidade. Inicialmente, se a Roménia caiu no erro de tentar defender o resultado que trazia do 2º período, o mesmo não aconteceu com os polacos que, liderados por Saganowski, foram pressionando a defesa adversária, acabando por conseguir marcar três preciosos golos que lhe dariam o empate: 6-6, com um golo de Wymuszek e dois tentos quase seguidos de Boguslaw Saganowski. A reacção romena, no entanto, não se fez esperar, e foi pouco tempo depois do golo do empate que Croi, num livre de muito longe, bateu o guarda-redes Skrypiec, sem hipóteses de defender um remate perfeito. A Polónia tentou reagir, mas não consegui voltar a marcar, enquanto o tempo passava, até que a Roménia chegou ao oitavo golo, por intermédio de Dobre, em mais um livre cobrado a uma grande distância da baliza.

O 8-6 cortava as aspirações polacas, apesar da tentativa desesperada de Saganowski e companheiros na ânsia de marcar novos golos. Como resultado da falta de calma e fair-play, Wymuszek e Saganowski foram expulsos, na sequência de um canto em que Wydmuszek empurrou violentamente um jogador romeno e Saganowski introduziu a bola na baliza adversária num fantástico remate acrobático após o apito do árbitro, dirigindo-se ao juiz da partida aos gritos, provavelmente de forma insultuosa, visivelmente de cabeça perdida. A situação foi caricata, com a equipa Polónia a jogar os 20 segundos que faltavam em inferioridade numérica, com apenas 3 jogadores em campo, um dos quais era o guarda-redes Skrypiec. Contudo, a Roménia não marcou mais golos e o jogo terminou mesmo com um triunfo romeno por 8-6, lançando os jogadores e equipa técnica romenos numa festa sem precedentes.

Roménia e Polónia: ilações a retirar e situação actual

De facto, foi uma grande vitória, num grande jogo de futebol de praia, frente a uma excelente equipa que nunca se rendeu! A Roménia está de parabéns pelos 3 pontos que conseguiu obter, que lhe poderão vir a ser muito úteis no decorrer da competição, e pela excelente imagem que deixou ao longo da competição, num trio de boas exibições que justificam plenamente a sua presença na Divisão A da Liga Europeia. Maci, sobretudo, mostrou ser um jogador acima da média, com uma técnica fenomenal e uma energia inesgotável. Dobre, Croi e Raj também deixaram boas indicações, assim como o guarda-redes Verbi, apesar de algumas infelicidades no jogo frente aos italianos. Naturalmente que a Roménia ainda tem um longo caminho a percorrer no campo do futebol de praia europeu, mas esta evolução está a ser muito positiva.

A Polónia abandonou Moscovo sem qualquer ponto, o que não satisfaz de maneira nenhuma as aspirações dos seus jogadores para esta Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, mas demonstrou que se encontra num bom momento de forma, com uma equipa coesa e disciplinada, repleta de talentos, dos quais Saganowski e Ziober são os nomes mais sonantes. No entanto, o parâmetro defensivo devia merecer particular atenção da parte do treinador Polakowski, além de uma certa inconsistência nas actuações da sua equipa, cuja produtividade sofre variações drásticas consoante o momento do jogo, diminuindo subitamente nos instantes decisivos. Ainda assim, a Polónia tem ainda possibilidades de evitar a última posição da Divisão A e escapar a uma eventual despromoção, caso vença a França na segunda etapa da fase regular, em Marselha.

RÚSSIA 4 – 3 ITÁLIA. DUELO DE GIGANTES. ITÁLIA AGUERRIDA. EFICÁCIA E FRIEZA RUSSAS.

No último jogo do evento, os anfitriões defrontaram a congénere italiana, num combate aceso pelos 3 pontos para o Ranking da Liga Europeia e pela vitória na etapa. A Rússia, que jogava em casa, com um estádio cheio, após duas exibições muito consistentes frente a romenos e polacos, detinha o favoritismo face a uma Itália com muita garra, grande capacidade ofensiva, mas graves problemas defensivos, evidenciados nos triunfos suados obtidos nos jogos anteriores. No entanto, apesar das diferenças entre as duas selecções, esperava-se um jogo equilibrado, no qual a turma de Giancarlo Magrini daria uma boa resposta contra os rivais de leste (os italianos são um pouco assim, funcionam por adaptação do seu jogo ao nível apresentado pelos adversários).

A partida, muito renhida, correu de acordo com as minhas previsões, com uma equipa russa sempre muito concentrada, a não cometer erros e a jogar de forma simples, mas elegante, aproveitando eficazmente grande parte das suas oportunidades. Esta postura permitiu aos pupilos de Nikolai Pisarev (que cumpriu o último jogo como treinador da selecção de futebol de praia do seu país) passar para a frente do marcador várias vezes ao longo do jogo, acabando por conseguir segurar a vantagem, procedendo a uma gestão inteligente do resultado. A Itália tentou reagir, numa grande prestação, com alma e coração, continuando sempre na discussão do jogo. Conseguiu mesmo empatar a partida por duas vezes, mas a partir do terceiro golo russo, no final do 2º período, Pasquali, Carotenuto e colegas não conseguiram voltar a recuperar.

No primeiro período, o jogo estava equilibrado, com poucas oportunidades para cada equipa, sendo um remate de Carotenuto ao poste da baliza de Bukhlitskiy a melhor situação para marcar. No entanto, seria a selecção anfitriã a inaugurar o marcador, já com a segunda equipa em campo, na sequência de um canto, com Shakhmelyan a surgir na área italiana e a introduzir a bola na baliza de Spada, num lance em que a defesa transalpina esteve manifestamente mal (Pasquali e Spada deixaram a bola passar junto ao primeiro poste, Corosiniti falhou na marcação ao jogador russo). A Rússia manteve-se mais pressionante durante alguns instantes, mas a Itália voltaria a conseguir equilibrar o jogo, buscando incessantemente o empate, sobretudo Carotenuto, que acabou mesmo por marcar, num remate à meia volta, após um passe de um colega no lançamento lateral. Belo golo! Ambas as equipas tentaram alcançar a vantagem antes do fim do 1º período, mas sem sucesso.

(os restantes períodos do jogo serão convenientemente abordados em tempo incerto)

TOP 5 GOALS: Segundo a BSWW (e não Segundo Andrey Amabov)

Apresento em seguida uma selecção dos 5 melhores golos desta primeira etapa da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, numa pequena produção da Beach Soccer World Wide. Neste filme, os membros da parte dos media da organização internacional da modalidade escolheram os seus golos favoritos entre os 105 que entusiasmaram o público moscovita nos três dias de competição, quer da divisão A quer da divisão B da Liga Europeia.

O vídeo inclui dois golos de Maci (Roménia), uma relíquia de Ziober (Polónia), um tento de Shishin (Rússia) e um momento de inspiração de Romrig (Alemanha), mas não contempla nenhum dos belos golos marcados pela equipa italiana no torneio. Embora ache que os golos seleccionados são 5 autênticas maravilhas do futebol de praia, penso que pelo menos o pontapé de bicicleta de Pasquali frente à Polónia deveria ter sido contemplado. O destaque natural do filme vai para Maci, o número 14 do colectivo romeno, que deslumbrou as bancadas com os seus golos de belo efeito e mostrou que a sua equipa veio ao escalão principal do futebol de praia europeu para lutar com os grandes.

Em todo o caso, aprovo estas iniciativas da BSWW na divulgação da modalidade na Internet, especialmente no youtube, e agradeço por terem disponibilizado um tão precioso recurso, que vem enriquecer o meu blogue.

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 – Primeira Etapa da Fase Regular em Moscovo: Russos e Italianos vencem os seus desafios e defrontam-se no jogo final de Domingo.

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

A temporada europeia do futebol de praia já começou, com o desporto mais espectacular do planeta a invadir as areias do velhos continente. Técnica, criatividade, emoção, paixão e muitas surpresas são os ingredientes para um Verão repleto de grandes momentos de beach soccer: football and lifestyle.

Este ano, o início da Liga Europeia foi antecipado, pelo que o primeiro torneio da fase regular tem lugar entre os dias 28 de Maio (6ª feira) e 30 de Maio (Domingo) de 2010, na capital russa, Moscovo. Posteriormente, a Liga Europeia será suspensa durante aproximadamente um mês, sendo a Taça da Europa disputada no primeiro fim-de-semana de Junho, em Roma. A Liga Europeia regressa no fim do sexto mês do ano, com dois torneios a serem realizados, antes de as praias italianas de Bibione acolherem o Torneio de Qualificação para o Mundial 2011 da modalidade. Por fim, terá lugar o derradeiro evento da fase regular da Liga Europeia, com o tradicional Mundialito a ser disputado no início de Agosto e a Superfinal Europeia a fechar a temporada, coroando os campeões europeus de 2010.

O estádio de Poklonnaya Hill, em Victoria Park, durante a deposição e tratamento das areias utilizadas na competição. Moscovo preparou um evento de grande dimensão, num sinal de que a estrutura organizativa russa acompanhou os mais recentes êxitos da selecção do seu país, actual campeã europeia.

O estádio de Poklonnaya Hill, em Victoria Park, durante a deposição e tratamento das areias utilizadas na competição. Moscovo preparou um evento de grande dimensão, num sinal de que a estrutura organizativa russa acompanhou os recentes êxitos da selecção do seu país, campeã europeia.

Até ao momento, já tiveram lugar as duas primeiras jornadas da etapa russa da fase regular da Liga Europeia. O evento engloba duas competições distintas, a saber: um torneio quadrangular entre Rússia, Itália, Polónia e Roménia; um torneio triangular da divisão B da Liga Europeia, com Grécia, Alemanha e Israel.

Irei explorar, em seguida, os desenvolvimentos da divisão A, apresentando a situação actual de uma forma resumida. A divisão B será convenientemente explorada noutra oportunidade.

Divisão A: Coesão Colectiva para a Selecção Russa. Talento de Pasquali para os transalpinos.

Poster publicitário da Etapa Russa da Fase Regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Na imagem, o jogador russo Rustam Shakhmelyan arma o remate, em luta com o espanhol Juanma.

Poster publicitário da Etapa Russa da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Na imagem, o jogador russo Rustam Shakhmelyan arma o remate, em luta com o espanhol Juanma.

Em cada dia foram disputados dois jogos entre as equipas que compõem o elenco deste torneio.

O dia de estreia do evento viu um duelo muito aceso entre italianos e polacos, com a técnica e a garra de Pasquali a darem a vitória aos Azurri após prolongamento, num jogo complicado para a equipa treinada por Giancarlo Magrini. Mas o prato forte do dia foi a goleada que os anfitriões impuseram aos romenos, num jogo em que o público local só teve razões para sorrir.

O segundo dia de jogos teve algumas semelhanças, com a Itália a enfrentar algumas dificuldades para levar de vencida a Roménia e a Rússia a alcançar uma vitória segura e confortável frente aos rivais da Polónia, garantindo o segundo triunfo em casa para a Liga Europeia, amealhando 3 preciosos pontos para o Ranking da competição.

Resultados:

28 de Maio

Itália 6 – 6 Polónia, Itália 7 – 6 Polónia (prolongamento)

Rússia 9 – 3 Roménia

29 de Maio

Itália 8 – 7 Roménia

Rússia 7 – 2 Polónia

Síntese:

Na vitória da Itália sobre a Polónia, obtida no prolongamento de 3 minutos, por 7-6, após um empate a 6 bolas em tempo regulamentar, destaque para a fantástica prestação do capitão transalpino Roberto Pasquali, que marcou 4 vezes e foi absolutamente determinante para o sucesso da sua equipa. A sua prodigiosa actuação incluiu o derradeiro golo do jogo, obtido em Extra Time, que foi um dos melhores golos da competição (provavelmente o melhor): respondendo a um lançamento longo do guarda-redes Spada, Pasquali recebeu a bola de peito e armou o pontapé de bicicleta de uma forma magistral, disferindo um remate potente para o lado oposto da baliza polaca, num gesto técnico perfeito, que daria a almejada vantagem  ao conjunto transalpino, apesar da tentativa de defesa de Gorecki. Neste jogo, destaque ainda para Wiltold Ziober, número 7 da Polónia, que apontou 3 dos 6 golos da sua equipa, numa exibição de grande nível. A Itália conquistou os 2 primeiros pontos para o Ranking da fase regular da Liga Europeia, enquanto a Polónia não somou qualquer ponto.

Giancarlo Magrini festeja alegremente com os seus jogadores. Pasquali, o homem do jogo, mal se vê nesta fotografia, sufocado com os abraços do seu treinador e colegas de equipa. Carotenuto, que ainda discutia com os árbitros, está com cara de poucos amigos.

Giancarlo Magrini festeja alegremente com os seus jogadores. Pasquali, o homem do jogo, mal se vê nesta fotografia, sufocado com os abraços do seu treinador e colegas de equipa. Carotenuto, que ainda discutia com os árbitros, está com cara de poucos amigos.

O duelo de leste entre russos e romenos foi, como se esperava, favorável aos homens da casa, campeões da Liga Europeia em título, que ultrapassaram tranquilamente os rivais da Roménia, recentemente promovidos à divisão A da competição. O jogo começou com um golo madrugador dos romenos, com Maci a surpreender tudo e todos ao inaugurar o marcador. No entanto, a experiência e a classe russas acabaram por vir ao de cima no decorrer do encontro, o que acabaria por se reflectir nitidamente no resultado que se verificava ao fim do 1º período de jogo: 4-1 favorável aos anfitriões. O 2º período acabou por funcionar como uma gestão do resultado por parte dos russos, apesar da boa resposta dada pelos romenos, e tudo estava totalmente decidido no 3º segmento do encontro, quando a Roménia deixou de reagir da mesma forma e a Rússia também desceu um pouco o ritmo, acabando por marcar mais dois golos. No final, o resultado de 9-3 e os consequentes 3 pontos no Ranking da Liga Europeia devia-se à união e à capacidade de cooperação dos elementos russos, dos quais Leonov, Shakhmelyan e Shishin foram os principais destaques, ao apontarem 2 golos cada um. Os 3 tentos romenos foram da autoria de Maci, que surpreendeu o mundo com a sua qualidade técnica (o terceiro golo foi pavoroso).

Dmytry Shishin, um dos melhores em campo, com dois golos, em confronto com Dobre, jogador romeno.

Dmytry Shishin, um dos melhores em campo, em confronto com Dobre, jogador romeno. O jogo correu de feição ao número 6 da Rússia, que apontou 3 golos, o último dos quais numa magnífica acrobacia (overhead).

Hoje, dia 30 de Maio, os jogos da divisão A começaram com um duelo renhido entre a Itália e a Roménia, que acabaria por culminar na segunda vitória dos transalpinos e na segunda derrota dos romenos. Dado que o triunfo foi alcançado em tempo regulamentar, os italianos foram premiados com 3 pontos, somando 5 pontos no total, ao passo que os romenos permanecem em branco na fase regular da Liga Europeia. Contudo, é louvável a forma como os jogadores de leste encararam o jogo, continuando na discussão do resultado até ao último segundo, sem nunca deixar que a Itália obtivesse um vantagem superior a 2 golos (foi esta a maior discrepância verificada entre as duas equipas, no 3º período de jogo). A Itália esteve bem ao conseguir uma produtividade ofensiva muito elevada, mas tem de melhorar o aspecto defensivo se não quiser cometer os mesmos erros graves no futuro. Os destaques do lado italiano foram Pasquali, com um hat-trick (soma 7 golos no total da competição), Carotenuto (2 golos, de grande penalidade) e os guarda-redes Spada e Del Mestre, que marcaram um golo cada um, gerando uma situação bem caricata neste jogo tão emocionante. Na Roménia, muitos jogadores lograram marcar (Maci, Marian Posteuca, Raj, Croi, Jimmy), sendo que Dobre conseguiu dois golos.

O italiano Pasquale Carotenuto tenta uma das suas famosas acrobacias, enfrentando a oposição de Gabriel Dobre, da Roménia. Ambos os jogadores marcaram 2 golos para as respectivas equipas.

O italiano Pasquale Carotenuto tenta uma das suas famosas acrobacias, enfrentando a oposição de Gabriel Dobre, da Roménia. Ambos os jogadores marcaram 2 golos para as respectivas equipas.

A Rússia, no derradeiro encontro do dia, derrotou solidamente a equipa polaca por expressivos 7-2, num resultado que deve mais de metade dos seus golos a uma chuva de tentos no 3º período. À semelhança do que acontecera anteriormente aquando do confronto com os romenos, a Rússia sofreu o primeiro golo, mas tal não afectou a equipa, que conseguiu chegar à vantagem antes do intervalo. No 2º período, os russos obtiveram um golo controverso (por meio de uma grande penalidade) e foi nos últimos 12 minutos de jogo que os anfitriões brindaram os apoiantes com 4 golos de belo efeito. Eremeev foi a figura do jogo, ao apontar 3 golos, dos quais se destaca a acrobacia do primeiro tento. Leonov e Shishin, como não podia deixar de ser, também marcaram cada um o seu golinho, tal como Gorchinskiy, e até o guardião, Andrey Bukhlitsliy, fez o gosto ao pé, ao apontar o quinto golo russo no terceiro golo marcado por um guarda-redes no dia. Os dois golos de Saganowski foram insuficientes para travar o poderio russo. 6 pontos somados pela Rússia no total, enquanto a Polónia permanece no fundo da classificação, juntamente com a Roménia, ambas sem qualquer ponto.

No início do 3º período, Andrey Bukhlitsliy, o grande guarda-redes russo, beija o poste da baliza que vai defender nos 12 minutos finais. Mal sabia ele que 5 minutos mais tarde estaria a festejar o golo que ele próprio marcaria, na baliza adversária. Uma das maiores figuras da selecção russa, sem dúvida!

No início do 3º período, Andrey Bukhlitsliy, o grande guarda-redes russo, beija o poste da baliza que vai defender nos 12 minutos finais. Mal sabia ele que 5 minutos mais tarde estaria a festejar o golo que ele próprio marcaria, na baliza adversária. Uma das maiores figuras da selecção russa!

Terceiro Dia

No panorama actual, com dois jogos para serem disputados no que resta desta primeira etapa da fase regular da Liga Europeia, podemos retirar imediatamente as conclusões óbvias de que a Rússia e a Itália estão bem lançadas na campanha europeia, estando praticamente assegurada a sua presença na Superfinal da Liga Europeia, ao passo que a Roménia e a Polónia terão de lutar a todo o custo pelo acesso à referida Superfinal, bem como pela simples manutenção na Divisão A.

Os jogos de amanhã serão certamente decisivos, cada um de sua maneira: o confronto titânico entre russos e italianos será fundamental para decidir quem vence o torneio de Moscovo em si, ou seja, quem se sagra campeão da primeira etapa da fase regular da Liga Europeia; o duelo entre polacos e romenos terá importância capital na determinação da classificação final da fase regular, interferindo certamente na definição das equipas qualificadas para a Superfinal e da equipa que eventualmente possa descer à divisão B da Liga Europeia.

Boguslaw Saganowski, um dos principais jogadores da selecção polaca, vai lutar com tudo o que tem para manter a Polónia longe da Divisão B da Liga Europeia. Na imagem, Saganwoski domina a bola perante a vigilância atenta do italiano Corosiniti, no primeiro dia de competição.

Boguslaw Saganowski, um dos principais jogadores da selecção polaca, vai lutar com tudo o que tem para manter a Polónia longe da Divisão B da Liga Europeia. Na imagem, Saganwoski domina a bola perante a vigilância atenta do italiano Corosiniti, no primeiro dia de competição.

Previsões? Penso que a Rússia acabará por derrotar a Itália, uma vez que os russos estão indiscutivelmente mais fortes e mais disciplinados do que os italianos, tanto a defender como a atacar. Pasquali, Carotenuto e companhia são excelentes jogadores e marcam muitos golos, mas surgem problemas quando se trata de defender a sua própria baliza. Este poderá ser o principal factor justificativo de uma eventual derrota dos Azurri frente aos anfitriões. O apoio dos espectadores será sempre um ponto a favor da Rússia e isso também tem de ser levado em conta, além do facto de os russos parecerem mais calmos e tranquilos do que os italianos neste início de época, o que se vê facilmente pela forma como conseguiram tomar as rédeas dos jogos frente a romenos e polacos, algo que a Itália não conseguiu fazer.

Quanto à batalha entre Roménia e Polónia, tenho muitas dúvidas, pois não conheço suficientemente bem as duas equipas e acho que são bastante equivalentes uma à outra. Julgo, ainda assim, que a maior experiência de alguns jogadores polacos poderá fazer a diferença, dando a vitória e os primeiros pontos ao conjunto treinado por Polakowski.

Esperemos para ver o que sucede…