Uma Semana com Futebol de Praia 2: Lokomotiv de Moscovo Campeão Russo & Novos Vídeos da BSWW

Na sequência do meu atraso nas publicações sobre futebol de praia, agora tenho de compensar a minha demora. Por esta vontade de actualizar rapidamente o blogue, sem no entanto ter os textos preparados, vos apresento imediatamente uma versão inicial deste segundo artigo da rubrica semanal Uma Semana com Futebol de Praia, que será posteriormente actualizada, quando tiver tempo para tal. Por agora, deixo-vos com as informações do Campeonato Russo, cuja cobertura me propus a fazer no artigo anterior.

1. Campeonato Russo

Pois é. Uma grande competição, com formato semelhante ao de um campeonato do mundo, que tal como este não dura mais de uma semana. Para começar, eis os resultados dos jogos da fase de grupos deste Campeonato Russo de Futebol de Praia 2010:

2ª feira, 27 de Setembro

Grupo A: Millennium Báltico 4 – 4 Zhuravel Auto (prol: Millennium Báltico 5 – 4 Zhuravel Auto)
Grupo B: Strogino 7 – 2 Progress
Grupo C: Lokomotiv de Moscovo 6 – 1 Midesection
Grupo D: MGUP Vikings 1 – 3 Delta
Grupo A: Mundial Komvek 2 – 2 Golden (prol: Mundial Komvek 2 – 2 Golden | pen: Mundial Komvek 1 – 2 Golden)
Grupo B: Promenade Kronstadt 1 – 3 Sharp
Grupo C: IBS 7 – 4 Soviet Wings
Grupo D: FC City 8 – 1 Vira Maina

3ª feira, 28 de Setembro
Grupo B: Progress 6 – 3 Sharp
Grupo A: Zhuravel Auto 4 – 6 Golden St. Petersburg
Grupo D: Delta 8 – 3 Vira Maina
Grupo C: Midesection – 1 – 6 Soviet Wings
Grupo B: Strogino 5 – 2 Promenade Kronstadt
Grupo A: Báltico Milênio 8 – 5 Mundial Komvek
Grupo D: MGUP Vikings 4 – 4 FC City (prol: MGUP Vikings 4 – 5 FC City)
Grupo C: Lokomotiv de Moscovo 6 – 4 IBS

4ª feira, 29 de Setembro
Grupo A: Millennium Báltico 5 – 7 Golden St. Petersburg
Grupo B: Strogino 5 – 0 Sharp
Grupo C: Lokomotiv de Moscovo 6 – 5 Soviet Wings
Grupo D: MGUP Vikings 1 – 1 Vira Maina (prol: MGUP Vikings 1 – 1 Vira Maina | pen: MGUP Vikings 0 – 1 Vira Maina)
Grupo A: Zhuravel Auto 6 – 2 Mundo Komvek
Grupo B: Progress 4 – 6 Promenade Kronstadt
Grupo C: Midsection 1 – 8 IBS
Grupo D: Delta 5 – 4 FC City

Tendo em conta os resultados dos jogos, as classificações obtidas foram as seguintes.

Grupo A
1º lugar – Golden St. Petersburg (São Petersburgo) –  8 pontos
2º lugar – Millennium Báltico (Moscovo) – 5 pontos
3º lugar – Zhuravel Auto (Samara) – 3 pontos
4º lugar – Mundo Komvek (Rostov-on-Don) – 0 pontos

Grupo B
1º lugar – Strogino (Moscovo) – 9 pontos
2º lugar – Progress (Lipetsk) – 3 pontos
3º lugar – Kronstadt Promenade (Kaliningrado) – 3 pontos
4º lugar – Sharp (Krasnogorsk) – 3 pontos

Grupo C
1º lugar – Lokomotiv de Moscovo (Moscovo) – 9 pontos
2º lugar – IBS (São Petersburgo) – 6 pontos
3º lugar – Soviet Wings (Samara) – 3 pontos
4º lugar – Midsection (Rostov-on-Don) – 0 pontos

Grupo D
1º lugar – Delta (Saratov) – 9 pontos
2º lugar – FC City (São Petersburgo) – 5 pontos
3º lugar -Vira Maina (Krasnodar) – 2 pontos
4º lugar – Vikings MGUP (Moscovo) – 0 pontos

As duas equipas mais bem posicionadas de cada grupo ficaram apuradas para os quartos de final, onde os vencedores  de cada grupo defrontaram os clubes classificados em 2º lugar.

6ª feira, 1 de Outubro
1/4 de final: Golden St. Petersburg 7 – 5 Progress
1/4 de final: Strogino 6 – 1 Millennium Báltico
1/4 de final: Lokomotiv de Moscovo 6 – 5 FC City
1/4 de final: Delta 4 – 4 IBS (prol: Delta 4 – 4 IBS | pen: Delta 1 – 0 IBS)

Os vencedores dos grupos confirmaram assim o seu favoritismo e conseguiram a qualificação para as meias-finais, onde se disputaria o acesso à grande final. Golden St. Petersburg, Strogino, Lokomotiv de Moscovo e Delta foram as 4 equipas que lograram a passagem à fase decisiva da competição.

Sábado, 2 de Outubro
1/2  final: Golden St. Petersburg 1 – 8 Lokomotiv de Moscovo
1/2  final: Strogino 4 – 2 Delta

Os clubes moscovitas superiorizaram-se aos seus adversários e asseguraram a presença na final, para a qual ficava assim agendado um escaldante Lokomotiv de Moscovo vs Strogino, na reedição da final do campeonato moscovita, da qual o Lokomotiv saíra vencedor algumas semanas antes. Agora, na luta pelo título de campeão nacional, a fasquia estava mais alta para ambas as equipas e tudo poderia acontecer no entusiasmante duelo de gigantes…

Domingo, 3 de Outubro
Jogo para o 3º lugar: Golden St. Petersburg – 3 – 2 Delta
Final: Lokomotiv 2 – 2 Strogino (prol: Lokomotiv  2 – 2 Strogino | pen: Lokomotiv 1 – 0 Strogino)

E mais uma vez, contra tudo e contra todos, o Lokomotiv de Moscovo acabou por vencer, sagrando-se campeão nacional da Rússia. Um estatuto merecido por tudo aquilo que a equipa fez na competição e pela forma aguerrida como encarou a final, enfrentando uma equipa de alto nível, que só não venceu porque a estrelinha de Dejan Stankovic brilhou mais intensamente. Parabéns aos dois clubes, que confirmaram o seu estatuto de melhores equipas do país, mostrando que o futebol de praia russo continua em crescendo e é capaz de proporcionar partidas de grande qualidade.

Naturalmente, o Lokomotiv de Moscovo merece um aplauso especial, pois ser campeão tem sempre outro significado, apresenta outro valor simbólico, implica uma superação de si mesmo e do Mundo que não está presente nas almas de quem perde. Três vivas aos campeões!

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º lugar – Lokomotiv de Moscovo (Moscovo)
2º lugar – Strogino (Moscovo)
3º lugar – Golden St. Petersburg (São Petersburgo)
4º lugar – Delta (Saratov)

E claro, parabéns àqueles que, servindo os objectivos da sua equipa, se notabilizaram entre todos os jogadores, arrecadando prémios de grande valor, que devem ser referidos, fazendo jus à sua importância.

Prémios Individuais
Melhor jogador – Mozg Oleg (Delta)
Melhor guarda-redes – Igor Olenin (Strogino)
Melhor marcador – Egor Shaykov (Lokomotiv de Moscovo) – 12 golos

Shaykov, em grande forma, foi fundamental para o triunfo da sua equipa, partilhando com Stankovic a posição de melhor jogador do Lokomotiv de Moscovo. Mas o fantástico guarda-redes Olenin, do Strogino, também se destacou, com defesas que talvez o venham a catapultar para a selecção russa. E claro, o ser considerado melhor jogador de uma competição de 16 equipas só pode ser sinal de ser um grande jogador, o que constitui um excelente motivo de orgulho para Oleg, do Delta de Saratov.

Uma competição memorável, este campeonato russo. Único problema: não haver transmissão dos jogos via online!

2. Novos vídeos da Beach Soccer World Wide

Esta semana, a BSWW voltou a lançar novos vídeos no seu canal do youtube, que, naturalmente, também conheceram uma divulgação no facebook e no site oficial da organização. Ambos se referem à Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, consistindo em selecções dos melhores golos de diferentes etapas da competição.

O primeiro engloba os 5 melhores golos da quarta etapa da fase regular da EBSL (Euro Beach Soccer League), disputada em Haia, na Holanda, entre os dias 22 e 25 de Julho. Belos momentos de Nico (Suíça), Kuman (Espanha), Maci (Roménia), Rodrigues (Suíça) e Cristian Torres (Espanha). O meu favorito? Talvez o do Maci! Uma acrobacia fenomenal, num remate cheio de força junto à linha lateral! Também acho particularmente fascinante o golo do Rodrigues!

O segundo filme contém aqueles que foram considerados os 5 melhores momentos da Superfinal da EBSL, realizada em Lisboa, no nosso querido Portugal, entre 26 e 29 de Agosto, com a minha presença assídua no estádio montado no Terreiro das Missas, em Belém.

Portugal está bem representado neste vídeo, com um tiro descomunal, fisicamente inexplicável, de Madjer diante da Rússia e um pontapé de bicicleta épico do Bruno Novo, com assistência perfeita do Alan. Os restantes golos são também acrobacias de belo efeito, do espanhol Amarelle e dos suíços Stankovic e Meier (autor de um golo sobrenatural).

Enfim… FUTEBOL DE PRAIA É PURA MAGIA!

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Uma Semana com Futebol de Praia 1: Seminários FIFA & Acção nas Estepes Russas & Novidades em Areias Brasileiras

Ora aqui estou eu, como prometido aqui, com as novidades da semana na esfera internacional do futebol de praia. Visto tratar-se da primeira edição desta revista, tentarei focar não só os acontecimentos relativos aos últimos 7 dias, mas todos os desenvolvimentos relativos ao mês de Setembro. Espera-se, portanto, um post um pouco mais longo do que eu eventualmente desejaria. Mas compreende-se.

1. Acções de Formação da FIFA

Como provavelmente sabem, o futebol de praia tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Felizmente, tudo indica que esta tendência se vai manter nos próximos tempos, e ainda bem, porque o futebol de praia ainda tem um longo caminho a percorrer rumo ao almejado estatuto de modalidade profissional e, mais importante do que isso, desporto olímpico.

Para que este desenvolvimento se verifique, é fundamental a difusão do futebol de praia em países onde ainda não é praticado ou tem pouca expressão enquanto modalidade organizada. Assim, a Beach Soccer World Wide e a FIFA criaram um plano de divulgação do futebol de praia em todo o mundo, que se traduz em diversas acções de formação, dinamizadas por especialistas da modalidade, em lugares onde o beach soccer começa a atrair grande interesse.

1.1. Angelo Schirinzi na Libéria | Marcelo Mendes no Irão

Na sequência deste projecto fabuloso, realizaram-se nas últimas semanas dois seminários da FIFA coordenados por dois homens que muito têm feito pelo crescimento da modalidade em todo o mundo: o suíço Angelo Schirinzi e o brasileiro Marcelo Mendes.

Schirinzi na Libéria

O seleccionador helvético Angelo Schirinzi visitou a Libéria, mais concretamente a capital Monróvia, onde empreendeu um curso de futebol de praia dirigido a treinadores e jogadores locais. Durante 5 dias, o player-coach da Suíça partilhou todo o seu conhecimento da modalidade, tanto por meio de aulas teóricas como através de lições práticas, em plena praia africana.

 

Schirinzi em acção de formação na Libéria, ensinando a teoria do futebol de praia aos treinadores locais. Um sucesso, esta iniciativa que olha para o futuro da modalidade.

 

Louvemos Schirinzi por esta iniciativa e façamos votos para que a Libéria comece a surgir no plano do futebol de praia internacional, com uma eventual aparição no apuramento africano para o Mundial 2011.

Marcelo Mendes no Irão

Por sua vez, Marcelo Mendes, actualmente no comando técnico da selecção dos Emirados Árabes Unidos, deu um saltinho ao Irão, onde administrou uma importante acção de formação. A escolha deste destino pode parecer um pouco estranha, se pensarmos que os iranianos já contam com 3 participações em campeonatos do mundo de futebol de praia. Na verdade, este seminário não se dirigia aos iranianos, mas sim às iranianas: por incrível que pareça, um país onde a discriminação sexista ainda é uma realidade já manifesta interesse na estruturação da modalidade a nível feminino!

O resultado da iniciativa foi muito positivo, visto que as treinadoras com quem Marcelo Mendes contactou já conheciam bem as regras, mostrando vontade e empenho sem precedentes na concretização deste projecto espectacular. Dentro de campo, nem o retrogradismo das normas de vestuário impediu que as atletas dessem provas conclusivas da sua qualidade e determinação, deixando bem patente que o futebol de praia feminino tem futuro no Irão.

 

Alexandre Soares ensina alguns truques às atletas iranianas, que começam a criar laços com a modalidade. Beach Soccer growing everywhere!

Alexandre Soares ensina alguns truques às atletas iranianas, que começam a criar laços com a modalidade. Sabem o que vos digo com um sorriso? Beach Soccer growing everywhere!

 

De facto, a organização de torneios para mulheres é já uma realidade neste país do Médio Oriente, que em breve deverá contar com uma selecção feminina da modalidade!

2. Competições Russas

Para quem segue o futebol de praia com um mínimo de atenção, não é novidade nenhuma que a Rússia tem vindo a crescer na modalidade de forma abismal, ostentando actualmente o estatuto de grande potência europeia e mundial. E o segredo passa muito pela existência de toda uma série de competições nacionais, nas quais dezenas de equipas lutam pelos mais variados títulos, possibilitando a emergência de inúmeros atletas, potenciais reforços da selecção nacional do país.

Após uma longa temporada de ligas regionais, mais competitivas do que se possa eventualmente pensar, jogadas durante o Verão, chega o campeonato russo propriamente dito, disputado pelo início do Outono, nos meses de Setembro e Outubro.

2. 1. Campeonatos Regionais

O Verão de 2010 foi rico em grandes eventos de futebol de praia. As provas internacionais da Liga Europeia, da Qualificação para o Mundial e do Mundialito foram acompanhadas por torneios nacionais, disputados um pouco por toda a Europa, com particular destaque para o campeonato italiano, que reúne os melhores jogadores de todo o mundo numa liga extraordinariamente competitiva. A Rússia não for excepção e também organizou eventos internos. No entanto, não foi um campeonato nacional a prova que os clubes russos disputaram durante todo esse tempo, mas si toda uma série de competições regionais, correspondentes às várias zonas dessa país imenso que é a Rússia.

O sistema por eles implementado é complexo e envolve muitas ligas, com formatos distintos, num emaranhado de competições que não é fácil de deslindar. No entanto, duas competições se destacam acima das outras: o campeonato moscovita e o a liga de São Petersburgo.

Campeonato de Moscovo

O campeonato moscovita é uma competição longa, dividida em várias etapas realizadas ao longo da temporada, que culminam numa fase final onde as 8 melhores equipas da região da capital lutam pelo título de Campeões de Moscovo. Esta liga conta com alguns internacionais russos, como o guarda-redes Bukhlistkiy, Leonov, Shaykov, Makarov e Eremeev (todos eles do Lokomotiv de Moscovo) e até alguns estrangeiros, como é o caso do suíço Dejan Stankovic (Lokomotiv de Moscovo) e do brasileiro Bruno Xavier (Strogino).

Este ano, a fase final decorreu entre os dias 1 e 5 de Setembro, terminando com a coroação dos atletas do Lokomotiv de Moscovo. A equipa fez uma excelente campanha no torneio, coleccionando 5 vitórias folgadas que dissiparam todas as eventuais dúvidas sobre quem seriam os czares de Moscovo. Na final, o colectivo de estrelas do Lokomotiv derrotou com classe os rivais do Strogino, por um resultado de 7-4.

 

A super equipa do Lokomotiv de Moscovo foi coroada campeã moscovita de futebol de praia 2010. Estão todos de parabéns, assim como os jogadores do Strogino, que deram uma excelente réplica!

A super equipa do Lokomotiv de Moscovo foi coroada campeã moscovita de futebol de praia 2010. Estão todos de parabéns, assim como os jogadores do Strogino, que deram uma excelente réplica!

 

Assim, muitos jogadores que fazem parte da selecção nacional russa acabaram por erguer o troféu, assim como Dejan Stankovic e o guarda-redes ucraniano Sydorenko. Excelente resultado, para uma equipa que treinada pelo capitão da selecção nacional Ilya Leonov.

Open Beach Soccer League

O campeonato de São Petersburgo, denominado Open Beach Soccer League, é também uma competição constituída por várias etapas de qualificação (5) e um torneio decisivo, onde se apura o campeão regional. A liga conta com algumas caras da selecção russa, nomeadamente Krasheninikov, Shakhmelyan e Aksenov, que representam o emblema do IBS, mas também o brasileiro André, da mesma equipa (é sem dúvida um dos melhores atletas da Canarinha que eu já vi jogar até hoje).

A temporada acabou com o triunfo da equipa do FC City, com uma vitória retumbante na final frente ao IBS, por expressivos 7-1, para a qual muito terão contribuído os irmãos Biryukov, com dois golos cada um. De realçar, no entanto, que a equipa do IBS não estava completa, ressentindo-se da falta de alguns dos seus principais jogadores. De qualquer modo, o FC City, campeão de São Petersburgo, está de parabéns e certamente que continuará a conquistar títulos no futebol de praia russo. Veremos como se comportam no campeonato nacional…

2.2. Campeonato Nacional

Contrariamente àquilo que poderíamos pensar, na Rússia, o campeonato nacional não se disputa no Verão, mas sim no início do Outono. É verdade: a competição mais  importante do futebol de praia russo está reservada para os meses de Setembro e Outubro, quando o tempo começa a esfriar e o futebol de praia europeu já se encontra totalmente parado!

Não obstante a peculiaridade desta calendarização, a prova parece ser muito bem organizada, contando com os principais emblemas de toda a Rússia na luta pelo título de campeão soviético! São várias equipas de diferentes zonas do país, sendo que algumas regiões são representadas por mais equipas do que outras. Por exemplo, Moscovo é a divisão territorial com direito a um maior número de clubes, por ser a região onde o futebol de praia tem mais expressão em termos de resultados.

O formato do campeonato nacional é muito simples: dois torneios compõem a competição, sendo que o primeiro consiste numa fase de qualificação para as equipas menos cotadas e o segundo corresponde ao verdadeiro campeonato nacional. No torneio de apuramento, que se realizou entre os dias 23 e 26 de Setembro, 8 clubes de segunda linha lutaram por 3 lugares na fase final, na elite russa. O campeonato nacional propriamente ditou começa dia 27 de Setembro, terminando a 3 de Outubro. Ambas as etapas têm lugar na região russa de Anapa.

Ronda de apuramento

Na fase de qualificação, as três equipas apuradas foram:

* Golden St. Petersburg (São Petersburgo)

* Millennium Báltico (Moscovo)

* Vira Maina (Krasnodar)

 

Imagem relativa a um jogo do torneio preliminar de apuramento para a fase final do Campeonato Russo.

Imagem relativa a um jogo do torneio preliminar de apuramento para a fase final do Campeonato Russo. Muito competitiva, esta liga, sinal de evolução.

 

Basicamente, as 8 equipas dividiram-se em 2 grupos de 4 clubes cada, sendo os jogos da fase de grupos disputados entre 23 e 25 de Setembro. O Golden St. Petersburg foi vencedor do grupo B com  8 pontos (3 vitórias, 1 delas em grandes penalidades), enquanto o Millenium Báltico venceu o grupo A com 6 pontos (2 vitórias  1 derrota). Para apurar o terceiro clube a avançar para a fase final, procedeu-se a um play-off entre as equipas classificadas em 2º lugar nos dois grupos: Vira Maina e Volga Plage. O conjunto de Krasnodar (Vira Maina) acabou por sair vitorioso, conseguindo a passagem ao campeonato nacional.

A grande fase final

A fase final conta com aqueles que são considerados os 16 melhores emblemas do país: 13 equipas previamente definidas, que tiveram entrada directa na fase final, e os 3 clubes que se apuraram no torneio preliminar. As equipas foram divididas em 4 grupos de 4 equipas cada, num formato muito simples, igual ao de um campeonato do mundo de futebol de praia. Entre os dias 27 e 29 de Setembro, tem lugar a fase de grupos. As eliminatórias, com a participação das 8 sobreviventes, serão disputadas de 1 a 3 de Outubro, com a grande final de Domingo a coroar o campeão russo de 2010!

Eis os grupos da competição, determinados por meio de um sorteio realizado no dia 26 de Setembro em Anapa.

Grupo A

A1 – Millennium Báltico (Moscovo)
A2 – Zhuravel Auto (Samara)
A3 – Mundo Komvek (Rostov-na-Donu)
A4 – Golden St. Petersburg (São Petersburgo)

Grupo B

B1 – Strogino (Moscovo)
B2 – Progress (Lipetsk)
B3 – Kronstadt Promenade (Kaliningrado)
B4 – Sharp (Krasnogorsk)

Grupo C

C1 – Lokomotiv (Moscovo)
C2 – Midsection (Rostov-na-Donu)
C3 – IBS (São Petersburgo)
C4 – Soviet Wings (Samara)

Grupo D

D1 – Vikings MGUP (Moscovo)
D2 – Delta (Saratov)
D3 – FC City (São Petersburgo)
D4 – Vira Maina (Krasnodar)

O grupo da morte é o grupo C, pois inclui aqueles que são provavelmente os principais candidatos à vitória final: o Lokomotiv de Moscovo (Bukhlitskiy, Shaykov, Makarov, Shkarin, Gorchinskiy e o suíço Stankovic) e o IBS de São Petersburgo (Ippolitov, Shakhmelyan, Krasheninikov e os brasileiros André e Daniel). Além disso, no grupo C está também o Soviet Wings, equipa da região de Samara que conta com o jovem brasileiro Fernando Ddi, grande goleador que já vestiu as cores do Sporting Clube de Portugal este Verão.

Quem será Campeão?

Só para rematar, aposto na equipa do Lokomotiv de Moscovo para campeã russa. A equipa engloba mais de metade dos jogadores que são a base da equipa russa e é treinada pelo experiente Mikhail Likhatchev, auxiliado pelo valoroso Ilya Leonov, capitão da selecção nacional do seu país, que representa uma excelente voz de comando junto dos seus companheiros de equipa. Além disso, Dejan Stankovic, com a magia que o faz ser considerado melhor jogador do mundo, pode ser sempre uma mais valia para a equipa. Apesar de tudo, a equipa do IBS também se apresenta em grande plano, com os dois reforços brasileiro André e Daniel de volta, acompanhando alguns jogadores da selecção russa no sonho de serem campeões.

E claro, não nos esqueçamos do FC City, actual campeão da São Petersburgo, com uma equipa muito organizada, susceptível de causar grandes dificuldades a qualquer um! Numa segunda linha de candidatos, gostaria de destacar o Strogino, equipa moscovita que conta com muita experiência e jogadores de qualidade, embora não me pareça que tenham grandes condições para derrotar equipas como Lokomotiv de Moscovo ou IBS.

Está lançado o campeonato russo de futebol de praia 2010. Só nos resta esperar pelo desenlace…

2.3. Outras movimentações

Entretanto, os russos têm dado outros passos importantes no sentido de desenvolver rapidamente a modalidade. Uma das razões pelas quais eu digo isto é a criação de uma selecção nacional de júniores, com base num conjunto de jogadores que se destacaram nas provas juvenis, disputadas pelo país fora. Este desejo já se vinha a manifestar desde há alguns meses, mas só em meados de Setembro surgiu a confirmação. E, para ocupar o cargo de treinador desta jovem selecção, nada mais nada menos do que Nikolai Pisarev, o antigo técnico da equipa sénior. Não há dúvida, a Rússia está a apostar em força no futuro do futebol de praia do seu país!

Procura-se treinador para a Rússia!

Porém, se a equipa júnior já conhece o nome do seu treinador, o mesmo não se passa com a selecção principal, persistindo as negociações com o intuito de escolher o próximo treinador da equipa. Em Maio de 2010, o antigo técnico, Nikolai Pisarev, for obrigado a deixar o cargo devido a compromissos com projectos de futebol de onze. Na altura, o posto foi ocupado pelo treinador adjunto, Mikhail Likatchev, que desempenhou a tarefa com distinção até final de Agosto, ajudado pelo capitão de equipa, Ilya Leonov. No entanto, tratava-se apenas de uma situação provisória, que não se deveria prolongar durante muito tempo.

Chegou a ser colocada a hipótese de o próprio Leonov vir a orientar a selecção russa no futuro, mas o número 8 não admitia a possibilidade de combinar os cargos de treinador e jogador, preferindo dedicar-se exclusivamente ao trabalho de atleta, aproveitando a sua enorme frescura física (ainda tem muitos anos de futebol de praia pela frente). Assim, partindo do princípio que a solução não passaria pela continuidade de Likatchev, que até me pareceria uma boa opção, a federação russa entrou em negociações com técnicos estrangeiros, entre os quais alguns brasileiros que estão livres actualmente, mas sobretudo com o francês Eric Cantona, que já tinha sido convidado em Maio (na altura recusou em virtude de um compromisso com a selecção francesa).

Eric Cantona!?!?! Na Rússia!?!?!

A vinda de Eric Cantona seria praticável, na medida em que as suas funções na equipa gaulesa podem ter chegado ao fim. Recorde-se que a França deu um claro passo atrás no panorama do futebol de praia europeu, ao ser despromovida da divisão A da Liga Europeia, perdendo o estatuto de equipa de primeira linha que ostentara durante mais de 10 anos. Assim, pouco entusiasmado com a disputa da divisão B da Euro Liga, talvez Cantona aceite desta vez a tentadora oferta de treinar uma das melhores selecções da Europa, juntando a sua garra e determinação à frieza e força física dos russos. A concretizar-se, será bastante interessante ver a Rússia treinada por Eric Cantona. Pensem na frieza e na força física dos russos enquanto apreciam o melhor de Cantona neste pequeno vídeo:

Uma combinação Rússia-Cantona seria algo assustador! Mas ainda não existem certezas…

3. O Samba das Praias Brasileiras

Com a chegada do Outono ao hemisfério norte a temporada russa atinge o auge e termina abruptamente, logo após o jogo da final. Pelo contrário, no Brasil, país que detém a hegemonia quase perfeita do futebol de praia desde o nascimento da modalidade, a época acaba de começar, com a aproximação das estações do ano com temperaturas mais elevadas…

Assim, começam a ser disputados pequenos torneios de preparação, de carácter amigável, que visam a preparação dos atletas para os compromissos futuros. O ponto culminante de todo este processo será o tão esperado Campeonato Brasileiro, a realizar em São Paulo meados de Novembro (13 a 21). No entanto, as competições nacionais não são o único aspecto digno de referência no actual panorama brasileiro, já que a selecção Canarinha vai aproveitando o tempo disponível para treinar um pouco e realizar alguns amistosos com outras equipas.

3.1. Torneios de preparação: Clubes e Estados

No Brasil, o futebol de praia encontra-se organizado de acordo com as divisões territoriais, ou seja, as principais equipas que disputam as provas nacionais são as selecções dos diversos estados brasileiros. Estes conjuntos devem ser maioritariamente compostos por atletas oriundos do estado que representam, embora possam ocorrer algumas trocas, acompanhadas de convites a jogadores estrangeiros.

Vasco da Gama e Botafogo são pioneiros

Porém, a dimensão dos clubes começa agora a ser valorizada no Brasil, com o surgimento de interesses por parte de alguns emblemas históricos do futebol de onze, como é o caso do Botafogo e do Vasco da Gama. Mas esta excelente notícia não vem só, dado que cada um destes clubes apresentam não apenas uma secção masculina, como também uma equipa feminina, o que contribui em grande medida para a aproximação das mulheres brasileiras à modalidade, rompendo estereótipos e quebrando preconceitos!

Foi na sequência desta iniciativa corajosa e empreendedora por parte dos dois clubes (ambos do Rio de Janeiro) que se realizou no Brasil um pequeno evento, que consistiu num par de jogos entre os dois emblemas, sendo o primeiro destinado às mulheres e o segundo um combate masculino. Houve algum equilíbrio no balanço final, visto que tanto o Botafogo como o Vasco da Gama saíram vencedores de um dos confrontos e foram derrotados no outro.

Quadrangular de Selecções Estaduais c/ Bahrein

De qualquer forma, as selecções estaduais continuam a representar o cerne do futebol de praia no país e foi com o intuito de preparar o campeonato brasileiro que algumas destas equipas decidiram participar num torneio quadrangular de treino, que decorreu no fim-de-semana de 23 a 26 de Setembro. O evento teve lugar no estado do Maranhão, contando com a equipa da casa, as selecções estaduais de Ceará e Raposa, e o Bahrein, orientado por Gustava Zloccowick (Guga), que o utilizou como preparação para o apuramento para o mundial.

De destacar ainda que, no dia 18 de Setembro, as equipas dos estados de nordeste de Alagoas e Pernambuco se defrontaram num encontro amigável, disputado no Recife. Esta partida foi precedida por um jogo entre as selecções de sub 17 destes dois estados. Mais um exemplo da forma séria como os brasileiros encaram a modalidade e olham para o seu futuro a longo prazo…

3.2. Inauguração do campo de treinos do CEFAN: Amistoso diante da Argentina

Apesar de todas as mudanças estruturais que o futebol de praia brasileiro verificou em 2010, o principal marco deste ano no panorama do beach soccer no país foi a fundação de uma sede para a selecção brasileira da modalidade, que será o local oficial de todos os treinos da equipa a partir deste mês. O CEFAN (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes) está situado no Rio de Janeiro, sendo o resultado da cooperação entre a CBBS (Confederação Brasileira de Beach Soccer) e a Marinha do Brasil. Representa, indiscutivelmente, um passo decisivo no crescimento da modalidade no Brasil, bem como um exemplo para as restantes potência do futebol de praia.

Transcrevo a seguir o comentário de Júnior Negão, coordenador das selecções nacionais de futebol de praia do Brasil, a propósito desta iniciativa tão salutar:

” Agora temos uma casa. Já conquistamos muitos títulos, a Seleção Brasileira já venceu tudo, mas essa é a maior conquista do beach soccer brasileiro.”

Brasil 2 – 0 Argentina

E o futuro local de estágios da selecção brasileira não podia ser inaugurado de outra forma que não um grande jogo de futebol de praia, entre a equipa da casa e um grande rival sul-americano, num encontro de carácter amigável muito apelativo: Brasil vs Argentina! Assim, no passado dia 10 de Setembro, Canarinhos e Albicelestes disputaram a vitória numa partida muito equilibrada, que tornou a cerimónia de inauguração do campo de treinos numa verdadeira festa do futebol de praia, que acabou por ser completa com o triunfo do Brasil, por 2-0.

 

Cena do confronto entre Brasil e Argentina. Na imagem, o craque Benjamim tenta passar pelo argentino Levi, no contexto de uma partida muito disputada.

Cena do confronto entre Brasil e Argentina. Na imagem, o craque Benjamim tenta passar pelo argentino Levi, no contexto de uma partida muito disputada.

 

Como se esperava, foi uma batalha muito disputada, pautado pela solidez defensiva de ambas as equipas, que se conheciam muito bem (foi o quarto encontro entre as duas selecções no ano de 2010, sendo que os brasileiros venceram os 4 jogos). O Brasil, campeão do mundo, favorito em qualquer partida, precisou de muita concentração e preserverança para levar de vencida uma Argentina muito consistente, em resultado de um eficaz processo de renovação que iniciou este ano. O marcador ilustra bem a natureza do jogo, com apenas 2 golos em 36 minutos, o que não significa que o jogo não tenha sido interessante!

Não vi o jogo, pelo que todas estas informações são o resultado das minhas pesquisas. O jogo começou de forma muito cautelista, ficando os golos e a emoção reservadas para os períodos subsequentes. Foi assim que, no 2º período, o experiente Betinho, na sequência de um livre, inaugurou o marcador: 1-0 favorável ao Brasil. A reacção argentina não se fez esperar, com a equipa dos pampas a criar várias situações, que não se concretizaram graças à boa actuação de Mão. O 3º período trouxe um Brasil mais forte, que soube controlar o jogo, apesar do espírito combativo da Argentina. Uma finalização eficaz por parte de Sidney após roubo de bola foi o suficiente para ampliar a vantagem para 2-0.

Ficha de jogo:

Local: CEFAN (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes).

Resultado: Brasil 2 – 0 Argentina.

Brasil: 5 inicial – Mão (GR), Bueno, Betinho, Sidney e Benjamin. Suplentes utilizados- Vinícius, Juninho, Bruno Malias, Bernardo, Fred e Jorginho. Capitão: Benjamim. Treinador: Alexandre Soares.

Argentina: 5 inicial – Mendoza (GR), Galván, Franceschini, Leguizamon e De Ezeyza. Suplentes utilizados – Levi, Dallera, Vivas e Rodrigues Larreta. Capitão: Mendoza. Treinador: Hector Petrasso.

Golos: Brasil – Betinho (2º período), Sidney (3º período).

3.3. Brasil vai jogar ao Chile

Entretanto, a selecção brasileira de futebol de praia foi convidada para outro evento, a decorrer num futuro próximo, também de cariz amigável. No entanto, desta vez, o opositor é a perigosa equipa chilena, que detém o registo honroso de ter sido a única selecção nacional a conseguir vencer o Brasil em 2010, graças ao surpreendente triunfo do Chile sobre o Brasil por 11-8 na Copa Latina em Janeiro, no vídeo em baixo. Ora, o palco do reencontro entre os dois rivais não poderia ser mais favorável ao Chile do que a cidade costeira de Valparaíso, banhada pelas águas azuis do Oceano Pacífico.

Agora, o Chile tentará repetir a proeza de bater os campeões do mundo em casa, diante dos seus adeptos, num teste às capacidades organizativas da federação de futebol do país. Mas, se os jogadores chilenos tencionam mostrar que a vitória em Janeiro não foi casual, vencendo novamente, os brasileiros, por seu turno, sentem a necessidade de vingar a tragédia da Copa Latina, aliada à vontade de ganhar que surge sempre associada à selecção Canarinha de futebol de praia.

Contudo, para ambas as equipas, o jogo tem outro nível de importância: constitui um momento de preparação para as eliminatórias de apuramento da América do Sul para o Mundial 2011, fomentando a implementação e aperfeiçoamento de processos e estimulando a união entre os jogadores, factores cruciais para conseguir a almejada qualificação. O Brasil utilizará o evento também com o intuito de testar alguns jogadores mais jovens.

Eis, pois, as listas de convocados de cada selecção:

Brasil (orientado por Alexandre Soares):
Mão (GR), Tiago (GR), Buru, Betinho, Bueno Andersen, Sidney, Ricardinho, Adiélson e Benjamin (capitão).
Chile (orientado por Carlos Figueroa):
Echeverria (GR), Torres, Argote, Mena (capitão), Palma, Febre (GK), Medalla, Ragusa, Durán, Gonzalez, Albuerno e Belaúnde.

De notar, na Brasil, a ausência de Bruno Malias, devido a uma lesão contraída nos treinos, e dos atletas Daniel e André, que se encontram na Rússia para disputar o campeonato nacional do país ao serviço do IBS de São Petersburgo. A convocatória de Alexandre Soares fica também marcada pelas estreias de Tiago, Ricardinho e Adiélson, jovens jogadores que poderão ser o futuro do futebol de praia brasileiro.

No Chile, são notórias as ausências de Sanhueza e Medina, elementos fundamentais na equipa que deram um contributo importante na vitória chilena de Janeiro. No entanto, Torres, Argote e o capitão Mena são também figuras de destaque, que certamente saberão levar a sua selecção pelo caminho certo.

Enfim, será um grande jogo, com transmissão directa via Rede Globo. Eu vou tentar acompanhar pela Internet!

3.4. Mundial de clubes?

Como todos sabemos, o futebol de praia é uma modalidade que se encontra ainda pouco desenvolvida em termos de clubes, assumindo um cariz demasiado amador em praticamente todos os países, salvo raras excepções. A liga italiana, inquestionavelmente a mais competitiva do mundo, constitui o melhor exemplo da inversão desta tendência, representando por excelência a profissionalização do futebol de praia. No entanto, as competições internacionais de clubes, entre equipas regionais de países diferentes, são ainda uma miragem (ou algo muito aproximado) no panorama do futebol de praia. Como resolver esta situação?

Uma solução possível, muito cativante, por sinal, seria a instituição de um campeonato mundial de clubes, a realizar anualmente, disputado pelas equipas vencedoras das competições nacionais dos respectivos países. Por exemplo, um evento a realizar em 2011 contaria com os campeões nacionais de 2010 de Portugal, Itália, Brasil, Rússia e muitos outros países, reunidos na mesma competição, na luta pelo título mundial. O Sporting e o Milano Beach Soccer, por exemplo, teriam lugar garantido, prometendo muito espectáculo e emoção aos (tel)espectadores em todo o mundo.

 

Joan Cusco, coordenador do futsal e do futebol de praia na FIFA

Joan Cusco, coordenador do futsal e do futebol de praia na FIFA

 

Foi com esta intenção que Joan Cusco, Presidente da Secção de Futsal e Futebol de Praia da FIFA, empreendeu uma visita a São Paulo, cidade brasileira com uma forte tradição de futebol de praia, que vai colher o próximo Campeonato Brasileiro da modalidade. O distinto membro da organização sugeriu uma proposta aliciante: a realização de uma espécie de Mundialito de Clubes de Futebol de Praia, em pleno Brasil, reunindo as melhores equipas de todo o mundo e, sobretudo, os melhore jogadores. Naturalmente que a proposta foi feita na presença dos dirigentes de outras organizações e patrocinadores do futebol de praia brasileiro, tendo Joan Cusco enaltecido a importância do trabalho da Federação Paulista de Futebol de Praia na dinamização da modalidade.

Um Mundialito de Clubes seria de facto uma ideia extraordinária. No entanto, vejo um problema de peso na proposta apresentada por Cusco: a falta de tempo para organizar uma tal competição, dado que os primeiros meses do ano vão estar demasiado preenchidos com as eliminatórias de qualificação para o Mundial 2011, as preparações para a grande competição global e o próprio campeonato do mundo, enquanto os restantes serão absorvidos pela longa temporada europeia.

Enfim, são estas as novidades dominantes do Futebol de Praia no Mundo durante este último mês. Peço desculpa pela extensão do texto e pelo atraso na postagem, mas a verdade é que este post ultrapassou o âmbito da semana, referindo-se a todo o conjunto de acontecimentos do nono mês do ano.

Espero que tenham gostado das partes que leram e que o texto possa vir a ser útil para alguém!

Por favor, deixem comentários se tiverem alguma coisa a dizer! O vosso contributo é sempre fundamental, ainda para mais numa iniciativa desta envergadura!

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010: SUPERFINAL de 26 a 29 de Agosto em Belém (Lisboa)

NOTA: Podem consultar este post para informações actualizadas sobre a competição, com resultados dos jogos e a antevisão do último dia, que inclui a grande final entre Portugal e Itália. Por sua vez, este post refere-se precisamente a esse jogo da final entre Portugal e Itália, que Portugal venceu, sagrando-se campeão europeu de futebol de praia!

Saudações a todos os seguidores deste blogue e amantes da modalidade do futebol de praia. Este post tem como objectivo divulgar o grande evento desportivo que vai decorrer entre os dias 26 e 29 de Agosto na capital portuguesa, facultando a todos os potenciais interessados as informações essenciais.

Como todos terão percebido através da leitura do título e do parágrafo introdutório, vai realizar-se em Lisboa, na zona de Belém, a fase final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, que conta com a participação da selecção portuguesa. Assim, a derradeira e decisiva etapa da maior competição europeia de futebol de praia começa amanhã, 5ª feira, terminando no Domingo, 29 de Agosto, numa profusão de emoções.

O Terreiro das Missas, outrora palco da despedida dos valentes navegadores portugueses, autores de numerosos feitos no oriente, agora local de glória lusitana nos tempos modernos, onde Portugal lutará pelo título de campeão europeu das areias!

O Terreiro das Missas. Foi outrora o palco do derradeiro contacto dos valentes navegadores portugueses com a Pátria amada, o último vislumbramento de terras nacionais, antes dos numerosos feitos praticados no oriente. Será agora um novo local de glória lusitana, onde os heróis dos tempos modernos lutarão com toda sua força, com toda a sua vontade, com todo o seu amor, pelo triunfo da bandeira portuguesa sobre as restantes hostes das areias!

O torneio goza de uma localização privilegiada, uma vez que os jogos têm lugar no Terreiro das Missas, em frente ao Palácio de Belém, mas do outro lado da linha ferroviária. Foi este o local escolhido para montar o Estádio Meo, mesmo junto ao rio Tejo, num enquadramento natural deslumbrante, a escassos metros da estação de comboios de Belém, o que facilita em grande medida o acesso da população ao evento.

Ah! E a entrada no recinto é completamente gratuita, por isso, não há razão para faltar ao espectáculo do futebol de praia europeu, aqui tão perto de nós, nesta oportunidade única de assistir à magia dos craques das areias! Vamos apoiar a selecção nacional! Juntos conseguimos!

Cartaz promotor da Superfinal e da Promotion Final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. 6 equipas em busca do título europeu... 6 equipas na luta pela subida de divisão... tudo isto em Belém, em Lisboa, com entrada gratuita no Estádio Meo! O espectáculo está garantido!

Promotion Final e Superfinal: Depois da Fase Regular

Na verdade, são dois os torneios da Liga Europeia de Futebol de Praia que a cidade das sete colinas vai acolher esta semana: a Promotion Final e a Superfinal. Este último será disputado pelas 6 melhores equipas da divisão A da Liga Europeia a fim de determinar o campeão europeu da temporada. Já a Promotion Final será uma luta entre as 5 equipas mais fortes da divisão B e a pior equipa da divisão A, tendo em vista o acesso à divisão A da Liga Europeia em 2011, reservado para o vencedor do torneio.

A selecção das equipas para ambos os torneios teve como base os resultados de todas as etapas de uma fase regular, disputadas um pouco por toda a Europa, entre os meses de Maio e Julho. Assim, foram previamente realizados quatro eventos, em vários países do velho continente, que englobavam um torneio da divisão A e outro da divisão  B:

– 1ª etapa: Moscovo (Rússia) – 28 a 30 de Maio

– 2ª etapa: Marselha (França) – 27 a 29 de Junho

– 3ª etapa: Lignano Sabbiadoro (Itália) – 2 a 4 de Julho

– 4ª etapa: Haia (Holanda) – 22 a 25 de Julho

Neste pequeno vídeo podem ver aqueles que foram considerados os 5 melhores golos da 3ª etapa da Liga Europeia. São grandes momentos de futebol de praia, protagonizados por Leu (Suíça), François (França), Basquaise (França), Zeynalov (Azerbeijão) e Ziegler (Suíça). Todos estes jogadores estarão presentes na Superfinal (Suíça) ou na Promotion Final (França e Azerbeijão), defendendo a camisola da sua selecção!

Divisão A: Qualificações para a Superfinal

A divisão A era constituída por 8 selecções, sendo que em cada etapa participavam 4 equipas, que jogavam todas umas contra as outras, num formate de liga que lhes permitia conquistar pontos. Desta forma, todas as equipas participavam 2 torneios da fase regular, realizando um total de 6 jogos, o que permitia o estabelecimento de um ranking, cujos 6 primeiros lugares dariam acesso à Superfinal. Rússia, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Roménia ficaram, desta forma, apurados para a Superfinal.

A equipa classificada em 7º lugar não se qualificaria para a fase final da competição, mas teria o lugar assegurado na divisão A da Liga Europeia 2011, sendo esta a situação da selecção polaca. Pelo contrário, a selecção que ocupasse a 8ª posição seria obrigada a participar na Promotion Final, precisando de vencer o torneio a fim de manter o seu lugar na divisão A do próximo ano, o que corresponde ao panorama observado pela França neste momento.

Divisão B: Qualificações para a Promotion Final

A divisão B era composta por 11 equipas que lutariam por 5 vagas na Promotion Final de Agosto. Dado o elevado número de selecções, cada equipa realizou um único torneio, no qual a vitória garantia um lugar na almejada competição. Assim, em cada etapa da Liga Europeia, 3 equipas da divisão B degladiaram-se em busca do seu objectivo, num pequeno torneio triangular disputado em apenas 3 jogos. Israel, vencedor da etapa russa, Hungria, campeã em Marselha, e Azerbeijão, vitorioso em Lignano, foram assim seleccionados para participar na Promotion Final.

Jogo em que Israel bateu a Alemanha por 6-3.

Imagem da 1ª etapa da Liga Europeia. Aqui, o israelita Ilos luta pela posse de bola com o alemão Stolli. Neste jogo, Israel bateu a Alemanha por claros 6-3 com hat trick de Ilos.

A excepção foi a etapa de Haia, que não contou com partidas da divisão B, uma vez que as duas selecções restantes, Turquia e Noruega, haviam disputado um play-off a duas mãos na semana anterior, em Bibione, na Itália (por ocasião da qualificação europeia para o Mundial 2011), com vitória para a equipa turca.

Encontrados os vencedores das 4 etapas de apuramento, faltava apenas preencher uma vaga em aberto na Promotion Final, que deveria ser entregue ao melhor segundo classificado dos triangulares realizados em Moscovo, Marselha e Lignano. Assim sendo, a República Checa, 2º lugar na etapa italiana, teria um lugar garantido no torneio de final de Agosto. Porém, nem os checos nem os alemães podiam estar presentes na Promotion Final, por impossibilidades logísticas, o que fez da selecção inglesa, pior segundo classificado dos 3 triangulares, a herdeira legítima do espaço vazio existente.

Por fim, e como já foi referido, a outra selecção presente na Promotion Final será a França, como último classificado da divisão A no ranking da fase regular.

Formato da Superfinal

Como já referi, a Superfinal vai ser disputada por 6 equipas, que são, segundo os resultados da fase regular, as mais fortes da Europa. Apresento em seguida a lista de selecções que terão lugar na Superfinal, fazendo referência ao seu posicionamento no ranking da fase regular, bem como ao número de pontos que obtiveram durante essas etapas:

1 – Rússia (15 pontos)

2 – Suíça (15 pontos)

3 – Espanha (10 pontos)

4 – Portugal (9 pontos)

5 – Itália (8 pontos)

6 – Roménia (6 pontos)

A alegria de Maci por oposição à incredulidade de Juanma.

Imagem referente à 4ª etapa da Liga Europeia. Num jogo de grandes emoções, a Roménia esteve a perder por 6-2 frente aos espanhóis, mas acabou por ganhar por 7-6 com um golo no derradeiro segundo do encontro, conseguindo o apuramento para a Superfinal. Aqui, o romeno Maci, um dos heróis do jogo com 3 golos, celebra a vitória épica.

Mas como organizar uma competição com 6 equipas em 4 dias? Muito simples! Basta dividir as 6 selecções em 2 grupos de 3 equipas, de acordo com a classificação da fase regular. Assim, o grupo A será composto pelo vencedor da fase regular e pelas equipas posicionadas nos 4º e 6º lugares, enquanto os 5º e 3º classificados da fase regular acompanharão a selecção que ocupa o 2º lugar. De uma maneira mais fácil:

Grupo A

– Rússia

– Portugal

– Roménia

Grupo B

– Suíça

– Espanha

– Itália

Isto significa que, entre 5ª feira e Sábado, as equipas do mesmo grupo jogarão umas contra as outras, de modo a obter uma classificação final do grupo, que vai definir os confrontos de Domingo, último dia de competição: os vencedores dos grupos defrontam-se na final, enquanto as equipas classificadas em 2º lugar se defrontam na luta pelo 3º lugar do pódio, ficando a discussão da 5ª e da 6ª posição reservada para as selecções que ocuparem o 3º lugar do seu grupo.

Formato da Promotion Final

Como também já mencionei neste post, a Promotion Final também será disputada por 6 equipas, que adquiriram o direito a participar neste evento de maneiras diversas: 3 foram campeãs dos triangulares que se realizaram nas 3 primeiras etapas da fase regular, 1 venceu um play-off de acesso à competição, 1 ficou posicionada em 2º lugar num dos triangulares e 1 foi a 8ª classificada do ranking da divisão A na fase regular. Assim, as 6 selecções que se encontram em Lisboa para disputar um lugar na divisão A em 2011 são:

1 – França (8º lugar na classificação da divisão A após a fase regular)

2 – Israel (vitória no torneio de Moscovo)

3 – Azerbeijão (vitória no torneio de Lignano Sabbiadoro)

4 – Hungria (vitória no torneio de Marselha)

5 – Turquia (vitória no play-off de acesso frente à Noruega em Bibione)

6 – Inglaterra (2º lugar no torneio de Marselha) – em substituição da República Checa e da Alemanha

Hungria e Inglaterra estarão presentes na Promotion Final e jogarão novamente entre si.

Hungria e Inglaterra já se defrontaram na 2ª etapa da Liga Europeia em Marselha, com uma vitória húngara por 5-2. Na imagem, Ughy, da Hungria, remata para golo, fugindo à marcação de O' Rourke. As duas equipas voltarão a encontrar-se no grupo A da Promotion Final.

O formato da Promotion Final é, portanto, idêntico ao da Superfinal. Existem 2 grupos de 3 selecções, de acordo com o seu registo na fase regular da liga europeia (grupo A com 1º/4º/6º e grupo B com 2º/3º/5º), sendo que as equipas do mesmo grupo jogam umas contra as outras entre 26 e 28 de Agosto. No Domingo, os vencedores dos grupos jogam o assalto à divisão A na final, as equipas classificadas em 2º lugar no seu grupo disputam a presença no pódio e as selecções que ocuparem o 3º lugar do seu grupo lutarão pela 5ª posição. Os grupos são os seguintes:

Grupo A

– França

– Hungria

– Inglaterra

Grupo B

– Israel

– Azerbeijão

– Turquia

Calendário de jogos

Como disse nos tópicos anteriores, os dias 26, 27 e 28 de Agosto estão destinados à realização dos jogos da fase de grupos, ficando o Domingo, 29 de Agosto, reservado para as decisões finais desta Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Assim sendo, o calendário do evento será o seguinte:

5ª feira, 26 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel vs Turquia

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França vs Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo A – Rússia vs Roménia

17:15 – Superfinal – Grupo B – Suíça vs Itália

6ª feira, 27 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Azerbeijão vs Turquia

14:30 – Promotion Final – Grupo A – Hungria vs Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo B – Espanha vs Itália

17:15 – Superfinal – Grupo A – Portugal vs Roménia (RTP N)

Sábado, 28 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel vs Azerbeijão

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França vs Hungria

15:45 – Superfinal – Grupo B – Suíça vs Espanha

17:00 – Superfinal – Grupo A – Rússia vs Portugal (RTP N)

Domingo, 29 de Agosto

10:00 – Promotion Final – Jogo para o 5º lugar – A3 vs B3

11:30 – Superfinal – Jogo para o 5º lugar – A3 vs B3

13:00 – Promotion Final – Final – A1 vs B1

14:30 – Promotion Final – Jogo para o 3º lugar – A2 vs B2

15:45 – Superfinal – Jogo para o 3º lugar – A2 vs B2

17:00 – Superfinal – Final – A1 vs B1

Selecção Nacional Portuguesa

Portugal vai jogar na Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 como o país anfitrião e um candidato à conquista do título. A selecção nacional foi campeã europeia em 2007 e 2008, mas o ano passado deixou escapar a vitória na Liga Europeia para a Rússia, que se sagrou assim campeã da Europa em 2009. Este ano, Portugal quer recuperar o título europeu e mostrar que continua a ser a melhor selecção do velho continente, apesar das deficiências estruturais da modalidade no nosso país e do crescimento acelerado das outras potências do futebol de praia.

As acrobacias de Madjer são um trunfo à disposição da selecção nacional.

Jogadores com a qualidade de Madjer são trunfos valiosos dos quais Portugal dispõe rumo à conquista do título europeu. Grandes acrobacias do capitão português! Aqui, um belo momento do Portugal vs Polónia a contar para a o torneio de qualificação para o Mundial 2011.

Para alcançar o seu objectivo, Portugal conta com 10 jogadores brilhantes, da total confiança do se treinador, José Miguel Mateus:

Guarda-redes

– Paulo Graça (12)

– João Carlos (22)

Jogadores de campo

– Coimbra (2)

– Jordan (4)

– Alan (6)

– Madjer (7)

– Marinho (9)

– Belchior (10)

– Bilro (11)

– Bruno Novo (18)

Esta tem vindo a tornar-se, desde o torneio de qualificação para o Mundial 2011 em Bibione, a equipa de base da selecção nacional, caracterizada por uma mistura sólida de experiência e juventude, que têm proporcionado boas exibições e resultados muito positivos nas últimas competições, apesar da carência de títulos.

De facto, nesta temporada de 2010, Portugal tem sido perseguido pelo 2º lugar, sendo esta a posição que ocupou nas 3 grandes competições disputadas até agora: a Taça da Europa, o apuramento para o Mundial 2011 e o Mundialito. No entanto, a atitude dos nossos jogadores tem sido de verdadeiros campeões e acredito que estas infelicidades não se voltem a repetir.

Portugal enfrentou alguns problemas no decorrer deste ano, nomeadamente a saída de 3 jogadores fundamentais na organização da equipa (Sousa, Torres e Zé Maria), que obrigou a uma reestruturação da selecção nacional e a motivou, de certa forma, um atraso no crescimento da equipa no decorrer do ano. Felizmente, graças ao trabalho exemplar dos atletas e da equipa técnica, foi possível manter uma qualidade elevada durante toda a época e a selecção acabou por atingir o seu verdadeiro valor. Na minha opinião, isto aconteceu em meados de Julho, na segunda fase do torneio de qualificação para o Mundial 2011, verificando ainda um aperfeiçoamento no Mundialito 2010, em que Portugal se apresentou a um nível soberbo.

Grito de guerra da selecção nacional antes do confronto com a Polónia. Força, PORTUGAL!

Os 10 jogadores convocados para a Superfinal estiveram em Bibione a jogar a qualificação para o Mundial 2011. Na imagem, podemos contemplar os atletas lusitanos no momento do grito de guerra da selecção antes do confronto decisivo com a Polónia. Força, PORTUGAL!

Mas se a selecção nacional esteve assim tão bem nesses torneios, porque é que não ganho nenhum deles? Porque, meus caros amigos, houve sempre qualquer circunstância imprevisível que se interpôs no caminho de Portugal e impossibilitou a concretização do sonho lusitano:

– No apuramento para o Mundial, a suspensão simultânea de Alan e Belchior na final contra a Ucrânia foi demais para uma equipa onde estes jogadores são muito influentes, contra um adversário temível como a selecção ucraniana.

– Já no Mundialito, frente ao campeão do Mundo, Brasil, Portugal teve azar na finalização, que se juntou à ausência de Belchior, mas sobretudo à péssima arbitragem por parte do espanhol Ruben Eiriz, que desequilibrou completamente o jogo a favor da Canarinha e estragou o magnífico espectáculo do duelo lusófono a que a Praia da Rocha estava a assistir.

Portugal e a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010

Na Liga Europeia, porém, será diferente. Poderemos contar com todos os nossos jogadores, nos três jogos da competição, sem interferências da arbitragem, espero, e em que a selecção nacional terá tudo para mostrar a sua superioridade, vencendo os seus adversários rumo ao título europeu! Não vai ser nada fácil, pois estarão presentes as 6 melhores equipas do continente europeu na actualidade e todas elas ambicionam a conquista do troféu. Contudo, estou confiante no real valor de Portugal e conheço suficientemente bem estes jogadores para saber que eles vão dar tudo por tudo em busca do triunfo.

Selecção Nacional de Futebol de Praia na EBSL 2008 Superfinal

Portugal venceu a Liga Europeia de Futebol de Praia pela última vez em 2008, em Vila Real de Santo António, na altura com Hernâni como capitão. Agora, em plena capital, com o apoio do público lisboeta e Madjer a liderar uma equipa "de arromba", repetiremos o feito e seremos novamente campeões europeus! Coragem, pessoal! Vamos conseguir!

Pensando jogo a jogo, neutralizando as principais armas dos adversários e impondo o nosso futebol de praia, temos todas as chances de vencer a Superfinal. Começando por derrotar a Roménia (aqui é preciso ter cuidado com o número 14, Maci) na estreia, Portugal poderá dirigir a sua atenção para a selecção russa, campeã em título e sua grande adversária na luta pela hegemonia europeia do futebol de praia em 2010, fazendo uso de todas as suas armas para ganhar também esse jogo e alcançar a grande final. E então o pensamento luso terá de ser só um: vencer, ganhar, triunfar, independentemente do adversário e das circunstâncias. Mas antes temos de nos concentrar em vencer o nosso grupo, tarefa essa que, apesar de difícil, nós vamos conseguir!

Força Portugal! Estamos todos convosco, amigos! Desta vez seremos campeões europeus!

Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010: O espectáculo vai começar!

Pois é. O tempo vai passando e a tão esperada Taça da Europa de Futebol de Praia já chegou! É verdade. Hoje, pelas 16:30, tem lugar o pontapé de saída da 12ª edição do evento, na maravilhosa capital italiana, Roma!

A competição é disputada durante 3 dias (6ª feira, Sábado e Domingo), em formato de eliminatórias, isto é, em quartos-de-final, meias-finais e final. Serão também jogados todos os jogos de consolação, a fim de ficarem definidas todas as posições da classificação, do 1º ao 8º lugares.

No primeiro dia de Jogos, dia 4 de Junho, Portugal defronta a Suíça no primeiro jogo. Vai ser certamente um grande desafio de futebol de praia, com duas equipas de grande nível, que se conhecem muito bem. O espectáculo já está garantido. Agora resta esperar pelo resultado. E eu digo: vamos ganhar! Sim! Estou consciente das dificuldades que esta partida contra os vice-campeões do mundo acarreta, mas acredito plenamente na vitória de Portugal. Temos tudo o que é preciso para vencer os helvéticos e passar às meias-finais!

Seguidamente, a Espanha e a Polónia lutarão por um lugar entre as 4 melhores equipas do torneio, num jogo em que os nossos vizinhos ibéricos são favoritos. No entanto, a Polónia deixou uma boa imagem na primeira etapa da Liga Europeia 2010, apesar de ter perdido todos os jogos, e não me parece que o jogo vá ser fácil para a turma de Amarelle.

A Rússia, actual campeã europeia, tem a tarefa relativamente complicada de passar pela França, treinada pelo experiente Eric Cantona. Contudo, tem sido notória a decadência da selecção gaulesa ao longo dos últimos dois anos, quando perderam a sua posição de destaque como uma das melhores equipas europeias. Pelo contrário, a Rússia tem vindo a crescer de uma forma impressionante, desde 2007, e inclusivamente já deu provas da sua força no decorrer desta temporada, ao vencer os três torneios em que já participou, o último dos quais foi a primeira etapa da Liga Europeia de Futebol de Praia, em Moscovo. Por isso, penso que, de uma maneira ou de outra, os russos acabarão de levar vencida a selecção francesa.

No último jogo do dia, os anfitriões da Taça da Europa debatem-se com os rivais da Hungria, na luta por um lugar nas meias-finais. Os italianos ocupam indiscutivelmente um lugar de destaque no futebol de praia europeu, embora sejam muito irregulares e, consequentemente, muito imprevisíveis: nunca se sabe muito bem o que esperar deles. De qualquer forma, são uma equipa de elite, com dois grandes jogadores (Pasquali e Carotenuto), além de outras mais valias, muito experiente, treinada por um técnico com garra (quem conhece Giancarlo Magrini sabe do que falo) e que vai fazer tudo pelo triunfo em frente ao seu público. Isto para apagar a péssima imagem transmitida pelos transalpinos no ano passado, quando perderam todos os jogos e ficaram no 8º lugar (entenda-se: o último) da classificação. A Hungria, que não tem nada a perder, vai a Roma com vontade de surpreender, esperando repetir a gracinha do ano passado, quando eliminou a Itália no primeiro jogo (5-2).

Durante os três dias, quase todos os jogos serão transmitidos em directo pela Eurosport 2. Hoje, 6ª feira, 4 de Junho, todos os jogos têm direito a transmissão directa. Além disso, todos os jogos serão transmitidos via online, no site da BSWW (Beach Soccer WorldWide), que emite os 12 jogos da competição em alta definição (não sei se isto é mesmo verdade, embora seja levado a crer que sim) para todos os fãs de futebol de praia à volta do mundo.

Podem acompanhar toda a acção da Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010 aqui.

Toca a apoiar a nossa selecção! Toca a viver a alegria e emoção deste desporto apaixonante! É a magia do futebol de praia, ao alcance de todos!

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 – Primeira Etapa da Fase Regular em Moscovo: Rússia bate Itália e vence o torneio da Divisão A

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Terminou hoje o evento russo da fase regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. No torneio da Divisão A, a Roménia venceu a Polónia por 8-6 num jogo de grandes emoções, obtendo assim 3 pontos que poderão vir a ser decisivos no Ranking da Fase Regular. A Rússia, anfitriã do torneio, não desiludiu os 4 500 fãs moscovitas presentes em Poklonnaya Hill e ganhou a partida frente aos italianos, por 4-3, numa exibição segura que valeu aos russos o título no torneio. O desafio da Divisão B será tratado noutro post brevemente.

POLÓNIA 6 – 8 ROMÉNIA: MUITA LUTA. GRANDE SAGANOWSKI. ROMÉNIA MAIS FORTE.

O primeiro jogo da divisão A foi um excelente exemplo daquilo que faz do futebol de praia uma desporto espectacular: golos fantásticos, em grande abundância, recuperações estrondosas, amor às cores nacionais, emoção até ao fim…

O jogo: 24 minutos iniciais (1º e 2º períodos)

A Polónia nunca esteve em vantagem, pois eram sempre os romenos quem conseguia marcar primeiro, embora Saganowski e os colegas encontrassem sempre uma maneira de empatar o jogo, excepto no final do 3º período. A Roménia esteve a vencer por 2-0, com golos de Maci e Croi, mas acabou por ceder o empate aos polacos com um golo de Saganowski e um prodigioso remate de longa distância de Ziober: 2-2 no final do 1º segmento de jogo.

O 2º período trouxe muitas emoções, com a vantagem romena trazida pelo livre directo de Dobre a ser prontamente desfeita pelo pontapé de saída de Saganowski, antes de a Polónia ser autenticamente cilindrada por uma Roménia implacável, liderada por Maci. O número 14 romeno apontou dois golos pavorosos, um num espectacular remate de muito longe, o outro num fenomenal pontapé de bicicleta, selando a contagem no 2º período de jogo com uma assistência para Raj, que concluiu da melhor maneira uma jogada de contra-ataque: 6-3 a favor dos romenos, deixando a Polónia numa situação deveras complicada.

3º período: intensidade descomunal

O 3º período, porém, ainda proporcionaria emoções mais fortes, com o jogo a assumir uma vivacidade muito própria da modalidade. Inicialmente, se a Roménia caiu no erro de tentar defender o resultado que trazia do 2º período, o mesmo não aconteceu com os polacos que, liderados por Saganowski, foram pressionando a defesa adversária, acabando por conseguir marcar três preciosos golos que lhe dariam o empate: 6-6, com um golo de Wymuszek e dois tentos quase seguidos de Boguslaw Saganowski. A reacção romena, no entanto, não se fez esperar, e foi pouco tempo depois do golo do empate que Croi, num livre de muito longe, bateu o guarda-redes Skrypiec, sem hipóteses de defender um remate perfeito. A Polónia tentou reagir, mas não consegui voltar a marcar, enquanto o tempo passava, até que a Roménia chegou ao oitavo golo, por intermédio de Dobre, em mais um livre cobrado a uma grande distância da baliza.

O 8-6 cortava as aspirações polacas, apesar da tentativa desesperada de Saganowski e companheiros na ânsia de marcar novos golos. Como resultado da falta de calma e fair-play, Wymuszek e Saganowski foram expulsos, na sequência de um canto em que Wydmuszek empurrou violentamente um jogador romeno e Saganowski introduziu a bola na baliza adversária num fantástico remate acrobático após o apito do árbitro, dirigindo-se ao juiz da partida aos gritos, provavelmente de forma insultuosa, visivelmente de cabeça perdida. A situação foi caricata, com a equipa Polónia a jogar os 20 segundos que faltavam em inferioridade numérica, com apenas 3 jogadores em campo, um dos quais era o guarda-redes Skrypiec. Contudo, a Roménia não marcou mais golos e o jogo terminou mesmo com um triunfo romeno por 8-6, lançando os jogadores e equipa técnica romenos numa festa sem precedentes.

Roménia e Polónia: ilações a retirar e situação actual

De facto, foi uma grande vitória, num grande jogo de futebol de praia, frente a uma excelente equipa que nunca se rendeu! A Roménia está de parabéns pelos 3 pontos que conseguiu obter, que lhe poderão vir a ser muito úteis no decorrer da competição, e pela excelente imagem que deixou ao longo da competição, num trio de boas exibições que justificam plenamente a sua presença na Divisão A da Liga Europeia. Maci, sobretudo, mostrou ser um jogador acima da média, com uma técnica fenomenal e uma energia inesgotável. Dobre, Croi e Raj também deixaram boas indicações, assim como o guarda-redes Verbi, apesar de algumas infelicidades no jogo frente aos italianos. Naturalmente que a Roménia ainda tem um longo caminho a percorrer no campo do futebol de praia europeu, mas esta evolução está a ser muito positiva.

A Polónia abandonou Moscovo sem qualquer ponto, o que não satisfaz de maneira nenhuma as aspirações dos seus jogadores para esta Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, mas demonstrou que se encontra num bom momento de forma, com uma equipa coesa e disciplinada, repleta de talentos, dos quais Saganowski e Ziober são os nomes mais sonantes. No entanto, o parâmetro defensivo devia merecer particular atenção da parte do treinador Polakowski, além de uma certa inconsistência nas actuações da sua equipa, cuja produtividade sofre variações drásticas consoante o momento do jogo, diminuindo subitamente nos instantes decisivos. Ainda assim, a Polónia tem ainda possibilidades de evitar a última posição da Divisão A e escapar a uma eventual despromoção, caso vença a França na segunda etapa da fase regular, em Marselha.

RÚSSIA 4 – 3 ITÁLIA. DUELO DE GIGANTES. ITÁLIA AGUERRIDA. EFICÁCIA E FRIEZA RUSSAS.

No último jogo do evento, os anfitriões defrontaram a congénere italiana, num combate aceso pelos 3 pontos para o Ranking da Liga Europeia e pela vitória na etapa. A Rússia, que jogava em casa, com um estádio cheio, após duas exibições muito consistentes frente a romenos e polacos, detinha o favoritismo face a uma Itália com muita garra, grande capacidade ofensiva, mas graves problemas defensivos, evidenciados nos triunfos suados obtidos nos jogos anteriores. No entanto, apesar das diferenças entre as duas selecções, esperava-se um jogo equilibrado, no qual a turma de Giancarlo Magrini daria uma boa resposta contra os rivais de leste (os italianos são um pouco assim, funcionam por adaptação do seu jogo ao nível apresentado pelos adversários).

A partida, muito renhida, correu de acordo com as minhas previsões, com uma equipa russa sempre muito concentrada, a não cometer erros e a jogar de forma simples, mas elegante, aproveitando eficazmente grande parte das suas oportunidades. Esta postura permitiu aos pupilos de Nikolai Pisarev (que cumpriu o último jogo como treinador da selecção de futebol de praia do seu país) passar para a frente do marcador várias vezes ao longo do jogo, acabando por conseguir segurar a vantagem, procedendo a uma gestão inteligente do resultado. A Itália tentou reagir, numa grande prestação, com alma e coração, continuando sempre na discussão do jogo. Conseguiu mesmo empatar a partida por duas vezes, mas a partir do terceiro golo russo, no final do 2º período, Pasquali, Carotenuto e colegas não conseguiram voltar a recuperar.

No primeiro período, o jogo estava equilibrado, com poucas oportunidades para cada equipa, sendo um remate de Carotenuto ao poste da baliza de Bukhlitskiy a melhor situação para marcar. No entanto, seria a selecção anfitriã a inaugurar o marcador, já com a segunda equipa em campo, na sequência de um canto, com Shakhmelyan a surgir na área italiana e a introduzir a bola na baliza de Spada, num lance em que a defesa transalpina esteve manifestamente mal (Pasquali e Spada deixaram a bola passar junto ao primeiro poste, Corosiniti falhou na marcação ao jogador russo). A Rússia manteve-se mais pressionante durante alguns instantes, mas a Itália voltaria a conseguir equilibrar o jogo, buscando incessantemente o empate, sobretudo Carotenuto, que acabou mesmo por marcar, num remate à meia volta, após um passe de um colega no lançamento lateral. Belo golo! Ambas as equipas tentaram alcançar a vantagem antes do fim do 1º período, mas sem sucesso.

(os restantes períodos do jogo serão convenientemente abordados em tempo incerto)

TOP 5 GOALS: Segundo a BSWW (e não Segundo Andrey Amabov)

Apresento em seguida uma selecção dos 5 melhores golos desta primeira etapa da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, numa pequena produção da Beach Soccer World Wide. Neste filme, os membros da parte dos media da organização internacional da modalidade escolheram os seus golos favoritos entre os 105 que entusiasmaram o público moscovita nos três dias de competição, quer da divisão A quer da divisão B da Liga Europeia.

O vídeo inclui dois golos de Maci (Roménia), uma relíquia de Ziober (Polónia), um tento de Shishin (Rússia) e um momento de inspiração de Romrig (Alemanha), mas não contempla nenhum dos belos golos marcados pela equipa italiana no torneio. Embora ache que os golos seleccionados são 5 autênticas maravilhas do futebol de praia, penso que pelo menos o pontapé de bicicleta de Pasquali frente à Polónia deveria ter sido contemplado. O destaque natural do filme vai para Maci, o número 14 do colectivo romeno, que deslumbrou as bancadas com os seus golos de belo efeito e mostrou que a sua equipa veio ao escalão principal do futebol de praia europeu para lutar com os grandes.

Em todo o caso, aprovo estas iniciativas da BSWW na divulgação da modalidade na Internet, especialmente no youtube, e agradeço por terem disponibilizado um tão precioso recurso, que vem enriquecer o meu blogue.

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 – Primeira Etapa da Fase Regular em Moscovo: Russos e Italianos vencem os seus desafios e defrontam-se no jogo final de Domingo.

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

A temporada europeia do futebol de praia já começou, com o desporto mais espectacular do planeta a invadir as areias do velhos continente. Técnica, criatividade, emoção, paixão e muitas surpresas são os ingredientes para um Verão repleto de grandes momentos de beach soccer: football and lifestyle.

Este ano, o início da Liga Europeia foi antecipado, pelo que o primeiro torneio da fase regular tem lugar entre os dias 28 de Maio (6ª feira) e 30 de Maio (Domingo) de 2010, na capital russa, Moscovo. Posteriormente, a Liga Europeia será suspensa durante aproximadamente um mês, sendo a Taça da Europa disputada no primeiro fim-de-semana de Junho, em Roma. A Liga Europeia regressa no fim do sexto mês do ano, com dois torneios a serem realizados, antes de as praias italianas de Bibione acolherem o Torneio de Qualificação para o Mundial 2011 da modalidade. Por fim, terá lugar o derradeiro evento da fase regular da Liga Europeia, com o tradicional Mundialito a ser disputado no início de Agosto e a Superfinal Europeia a fechar a temporada, coroando os campeões europeus de 2010.

O estádio de Poklonnaya Hill, em Victoria Park, durante a deposição e tratamento das areias utilizadas na competição. Moscovo preparou um evento de grande dimensão, num sinal de que a estrutura organizativa russa acompanhou os mais recentes êxitos da selecção do seu país, actual campeã europeia.

O estádio de Poklonnaya Hill, em Victoria Park, durante a deposição e tratamento das areias utilizadas na competição. Moscovo preparou um evento de grande dimensão, num sinal de que a estrutura organizativa russa acompanhou os recentes êxitos da selecção do seu país, campeã europeia.

Até ao momento, já tiveram lugar as duas primeiras jornadas da etapa russa da fase regular da Liga Europeia. O evento engloba duas competições distintas, a saber: um torneio quadrangular entre Rússia, Itália, Polónia e Roménia; um torneio triangular da divisão B da Liga Europeia, com Grécia, Alemanha e Israel.

Irei explorar, em seguida, os desenvolvimentos da divisão A, apresentando a situação actual de uma forma resumida. A divisão B será convenientemente explorada noutra oportunidade.

Divisão A: Coesão Colectiva para a Selecção Russa. Talento de Pasquali para os transalpinos.

Poster publicitário da Etapa Russa da Fase Regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Na imagem, o jogador russo Rustam Shakhmelyan arma o remate, em luta com o espanhol Juanma.

Poster publicitário da Etapa Russa da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Na imagem, o jogador russo Rustam Shakhmelyan arma o remate, em luta com o espanhol Juanma.

Em cada dia foram disputados dois jogos entre as equipas que compõem o elenco deste torneio.

O dia de estreia do evento viu um duelo muito aceso entre italianos e polacos, com a técnica e a garra de Pasquali a darem a vitória aos Azurri após prolongamento, num jogo complicado para a equipa treinada por Giancarlo Magrini. Mas o prato forte do dia foi a goleada que os anfitriões impuseram aos romenos, num jogo em que o público local só teve razões para sorrir.

O segundo dia de jogos teve algumas semelhanças, com a Itália a enfrentar algumas dificuldades para levar de vencida a Roménia e a Rússia a alcançar uma vitória segura e confortável frente aos rivais da Polónia, garantindo o segundo triunfo em casa para a Liga Europeia, amealhando 3 preciosos pontos para o Ranking da competição.

Resultados:

28 de Maio

Itália 6 – 6 Polónia, Itália 7 – 6 Polónia (prolongamento)

Rússia 9 – 3 Roménia

29 de Maio

Itália 8 – 7 Roménia

Rússia 7 – 2 Polónia

Síntese:

Na vitória da Itália sobre a Polónia, obtida no prolongamento de 3 minutos, por 7-6, após um empate a 6 bolas em tempo regulamentar, destaque para a fantástica prestação do capitão transalpino Roberto Pasquali, que marcou 4 vezes e foi absolutamente determinante para o sucesso da sua equipa. A sua prodigiosa actuação incluiu o derradeiro golo do jogo, obtido em Extra Time, que foi um dos melhores golos da competição (provavelmente o melhor): respondendo a um lançamento longo do guarda-redes Spada, Pasquali recebeu a bola de peito e armou o pontapé de bicicleta de uma forma magistral, disferindo um remate potente para o lado oposto da baliza polaca, num gesto técnico perfeito, que daria a almejada vantagem  ao conjunto transalpino, apesar da tentativa de defesa de Gorecki. Neste jogo, destaque ainda para Wiltold Ziober, número 7 da Polónia, que apontou 3 dos 6 golos da sua equipa, numa exibição de grande nível. A Itália conquistou os 2 primeiros pontos para o Ranking da fase regular da Liga Europeia, enquanto a Polónia não somou qualquer ponto.

Giancarlo Magrini festeja alegremente com os seus jogadores. Pasquali, o homem do jogo, mal se vê nesta fotografia, sufocado com os abraços do seu treinador e colegas de equipa. Carotenuto, que ainda discutia com os árbitros, está com cara de poucos amigos.

Giancarlo Magrini festeja alegremente com os seus jogadores. Pasquali, o homem do jogo, mal se vê nesta fotografia, sufocado com os abraços do seu treinador e colegas de equipa. Carotenuto, que ainda discutia com os árbitros, está com cara de poucos amigos.

O duelo de leste entre russos e romenos foi, como se esperava, favorável aos homens da casa, campeões da Liga Europeia em título, que ultrapassaram tranquilamente os rivais da Roménia, recentemente promovidos à divisão A da competição. O jogo começou com um golo madrugador dos romenos, com Maci a surpreender tudo e todos ao inaugurar o marcador. No entanto, a experiência e a classe russas acabaram por vir ao de cima no decorrer do encontro, o que acabaria por se reflectir nitidamente no resultado que se verificava ao fim do 1º período de jogo: 4-1 favorável aos anfitriões. O 2º período acabou por funcionar como uma gestão do resultado por parte dos russos, apesar da boa resposta dada pelos romenos, e tudo estava totalmente decidido no 3º segmento do encontro, quando a Roménia deixou de reagir da mesma forma e a Rússia também desceu um pouco o ritmo, acabando por marcar mais dois golos. No final, o resultado de 9-3 e os consequentes 3 pontos no Ranking da Liga Europeia devia-se à união e à capacidade de cooperação dos elementos russos, dos quais Leonov, Shakhmelyan e Shishin foram os principais destaques, ao apontarem 2 golos cada um. Os 3 tentos romenos foram da autoria de Maci, que surpreendeu o mundo com a sua qualidade técnica (o terceiro golo foi pavoroso).

Dmytry Shishin, um dos melhores em campo, com dois golos, em confronto com Dobre, jogador romeno.

Dmytry Shishin, um dos melhores em campo, em confronto com Dobre, jogador romeno. O jogo correu de feição ao número 6 da Rússia, que apontou 3 golos, o último dos quais numa magnífica acrobacia (overhead).

Hoje, dia 30 de Maio, os jogos da divisão A começaram com um duelo renhido entre a Itália e a Roménia, que acabaria por culminar na segunda vitória dos transalpinos e na segunda derrota dos romenos. Dado que o triunfo foi alcançado em tempo regulamentar, os italianos foram premiados com 3 pontos, somando 5 pontos no total, ao passo que os romenos permanecem em branco na fase regular da Liga Europeia. Contudo, é louvável a forma como os jogadores de leste encararam o jogo, continuando na discussão do resultado até ao último segundo, sem nunca deixar que a Itália obtivesse um vantagem superior a 2 golos (foi esta a maior discrepância verificada entre as duas equipas, no 3º período de jogo). A Itália esteve bem ao conseguir uma produtividade ofensiva muito elevada, mas tem de melhorar o aspecto defensivo se não quiser cometer os mesmos erros graves no futuro. Os destaques do lado italiano foram Pasquali, com um hat-trick (soma 7 golos no total da competição), Carotenuto (2 golos, de grande penalidade) e os guarda-redes Spada e Del Mestre, que marcaram um golo cada um, gerando uma situação bem caricata neste jogo tão emocionante. Na Roménia, muitos jogadores lograram marcar (Maci, Marian Posteuca, Raj, Croi, Jimmy), sendo que Dobre conseguiu dois golos.

O italiano Pasquale Carotenuto tenta uma das suas famosas acrobacias, enfrentando a oposição de Gabriel Dobre, da Roménia. Ambos os jogadores marcaram 2 golos para as respectivas equipas.

O italiano Pasquale Carotenuto tenta uma das suas famosas acrobacias, enfrentando a oposição de Gabriel Dobre, da Roménia. Ambos os jogadores marcaram 2 golos para as respectivas equipas.

A Rússia, no derradeiro encontro do dia, derrotou solidamente a equipa polaca por expressivos 7-2, num resultado que deve mais de metade dos seus golos a uma chuva de tentos no 3º período. À semelhança do que acontecera anteriormente aquando do confronto com os romenos, a Rússia sofreu o primeiro golo, mas tal não afectou a equipa, que conseguiu chegar à vantagem antes do intervalo. No 2º período, os russos obtiveram um golo controverso (por meio de uma grande penalidade) e foi nos últimos 12 minutos de jogo que os anfitriões brindaram os apoiantes com 4 golos de belo efeito. Eremeev foi a figura do jogo, ao apontar 3 golos, dos quais se destaca a acrobacia do primeiro tento. Leonov e Shishin, como não podia deixar de ser, também marcaram cada um o seu golinho, tal como Gorchinskiy, e até o guardião, Andrey Bukhlitsliy, fez o gosto ao pé, ao apontar o quinto golo russo no terceiro golo marcado por um guarda-redes no dia. Os dois golos de Saganowski foram insuficientes para travar o poderio russo. 6 pontos somados pela Rússia no total, enquanto a Polónia permanece no fundo da classificação, juntamente com a Roménia, ambas sem qualquer ponto.

No início do 3º período, Andrey Bukhlitsliy, o grande guarda-redes russo, beija o poste da baliza que vai defender nos 12 minutos finais. Mal sabia ele que 5 minutos mais tarde estaria a festejar o golo que ele próprio marcaria, na baliza adversária. Uma das maiores figuras da selecção russa, sem dúvida!

No início do 3º período, Andrey Bukhlitsliy, o grande guarda-redes russo, beija o poste da baliza que vai defender nos 12 minutos finais. Mal sabia ele que 5 minutos mais tarde estaria a festejar o golo que ele próprio marcaria, na baliza adversária. Uma das maiores figuras da selecção russa!

Terceiro Dia

No panorama actual, com dois jogos para serem disputados no que resta desta primeira etapa da fase regular da Liga Europeia, podemos retirar imediatamente as conclusões óbvias de que a Rússia e a Itália estão bem lançadas na campanha europeia, estando praticamente assegurada a sua presença na Superfinal da Liga Europeia, ao passo que a Roménia e a Polónia terão de lutar a todo o custo pelo acesso à referida Superfinal, bem como pela simples manutenção na Divisão A.

Os jogos de amanhã serão certamente decisivos, cada um de sua maneira: o confronto titânico entre russos e italianos será fundamental para decidir quem vence o torneio de Moscovo em si, ou seja, quem se sagra campeão da primeira etapa da fase regular da Liga Europeia; o duelo entre polacos e romenos terá importância capital na determinação da classificação final da fase regular, interferindo certamente na definição das equipas qualificadas para a Superfinal e da equipa que eventualmente possa descer à divisão B da Liga Europeia.

Boguslaw Saganowski, um dos principais jogadores da selecção polaca, vai lutar com tudo o que tem para manter a Polónia longe da Divisão B da Liga Europeia. Na imagem, Saganwoski domina a bola perante a vigilância atenta do italiano Corosiniti, no primeiro dia de competição.

Boguslaw Saganowski, um dos principais jogadores da selecção polaca, vai lutar com tudo o que tem para manter a Polónia longe da Divisão B da Liga Europeia. Na imagem, Saganwoski domina a bola perante a vigilância atenta do italiano Corosiniti, no primeiro dia de competição.

Previsões? Penso que a Rússia acabará por derrotar a Itália, uma vez que os russos estão indiscutivelmente mais fortes e mais disciplinados do que os italianos, tanto a defender como a atacar. Pasquali, Carotenuto e companhia são excelentes jogadores e marcam muitos golos, mas surgem problemas quando se trata de defender a sua própria baliza. Este poderá ser o principal factor justificativo de uma eventual derrota dos Azurri frente aos anfitriões. O apoio dos espectadores será sempre um ponto a favor da Rússia e isso também tem de ser levado em conta, além do facto de os russos parecerem mais calmos e tranquilos do que os italianos neste início de época, o que se vê facilmente pela forma como conseguiram tomar as rédeas dos jogos frente a romenos e polacos, algo que a Itália não conseguiu fazer.

Quanto à batalha entre Roménia e Polónia, tenho muitas dúvidas, pois não conheço suficientemente bem as duas equipas e acho que são bastante equivalentes uma à outra. Julgo, ainda assim, que a maior experiência de alguns jogadores polacos poderá fazer a diferença, dando a vitória e os primeiros pontos ao conjunto treinado por Polakowski.

Esperemos para ver o que sucede…