Portugal e Itália na grande final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010!

Nota: Este post diz respeito aos 3 primeiros dias de competição na Superfinal da Liga Europeia, correspondentes à fase de grupos. A final, bem como os restantes jogos de definição da classificação, teve lugar no Domingo, 29 de Agosto. Poderão encontrar informação  relativa ao jogo da final neste post triunfal.

A Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 tem deslumbrado centenas de adeptos nas areias de Belém, no estádio montado no Terreiro das Missas. Um espectáculo emocionante, com 107 golos em 12 jogos até ao momento, tem sido a nota dominante dos dois torneios disputados na capital portuguesa: a Promotion Final (destinada a definir a equipa que ascende à divisão A) e a Superfinal (a verdadeira competição, cujo vencedor se sagra campeão europeu).

Pois bem, este fabuloso evento, que tem trazido a magia do futebol de praia até Lisboa, vai acabar já amanhã, mas não sem antes proporcionar um número record de 6 desafios ao público fantástico que tem colorido as bancadas desta fase final. Duas das partidas são autênticas finais! Façamos uma revisão geral do que aconteceu até agora e uma retrospectiva dos confrontos de amanhã.

5ª feira, 26 de Agosto

Foi o dia inaugural da fase final da Liga Europeia aqui em Lisboa, no qual eu tive a honra de marcar presença. O estádio em Belém começou por estar vazio, mas acabou por ir enchendo à medida que nos aproximávamos do final do dia. Nos jogos da Promotion Final, assistimos a um confronto muito equilibrado entre Turquia e Israel, decidido apenas nos penaltis, com vitória turca, enquanto a França goleou a Inglaterra com 4 golos de Sciortino.

A Superfinal trouxe muita emoção e dois grandes jogos, com a Rússia a recuperar de uma desvantagem de 1 golo para bater os romenos por 6-4 e a Itália a protagonizar uma excelente exibição frente à Suíça, vencendo por 8-6, apesar dos esforços dos helvéticos no 3º período e dos 4 golos que Stankovic marcou neste jogo soberbo.

Imagem do jogo com maior número de golos de todo o evento: 14

No jogo inaugural do grupo B, a Itália surpreendeu muita gente (incluindo eu) e derrotou a Suíça por 8-6. Na imagem, Stephan Leu (nº6) da Suíça remata perante a oposição do italiano Corosiniti (nº8). Foi o jogo com mais golos de todo o evento, contabilizando um total de 14.

Resultados dos jogos

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel 3 – 3 Turquia | Israel 3 – 3 Turquia prol. | Israel 2 – 3 Turquia pen.

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França 10 – 4 Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo A – Rússia 6 – 4 Roménia

17:15 – Superfinal – Grupo B – Suíça 6 – 8 Itália

6ª feira, 27 de Agosto

Mais uma vez, o estádio estava vazio aquando do pontapé de saída do primeiro jogo, mas foi surgindo cada vez mais público, até a bancada principal estar quase completamente cheia para ver Portugal bater a Roménia por 6-1! Madjer não jogou, por precaução, tendo em conta a sua lesão lombar, mas Alan marcou um hat-trick que impulsionou o triunfo português, para o qual também contribuíram os dois golos de Bruno Novo e um magnífico pontapé de bicicleta de Belchior. Em suma, a exibição arrebatadora da selecção nacional foi claramente demais para a equipa da Roménia, que apesar do esforço dos seus jogadores nunca conseguiu contrariar a toada ofensiva dos lusos.

Antes da magia lusitana entrar em acção, a Itália derrotou a selecção espanhola, em mais um grande jogo de futebol de praia, com muita emoção no 3º período de jogo, numa partida disputada até ao último segundo. Na divisão B, destaque para a vitória da Turquia sobre o Azerbeijão, em resultado de um notável espírito de equipa e de uma força de vontade inesgotável por parte dos otomanos, além do triunfo húngaro sobre os ingleses, num jogo em que os magiares tiveram a arte suficiente para dar a volta.

A Itália ficava assim apurada para a final da Superfinal, aguardando o seu adversário, que deveria sair do confronto entre Portugal e Rússia. Por outro lado, Espanha, Suíça e Roménia perdiam a hipótese de lutar pelo título europeu, embora se mantivessem em disputa preciosos pontos no ranking europeu. Na Promotion Final, a Turquia, com duas vitórias, ficava apurada para a final, onde defrontaria o vencedor do França – Hungria. Israel, Azerbeijão e Inglaterra ficavam assim de fora da luta por um lugar na divisão A.

Muitos aplausos para os heróis das praias de Portugal!

Entrada em campo da selecção nacional portuguesa ante do jogo com a Roménia. Momento de ovação aos craques das areias lusitanas, que alguns instantes depois iriam deliciar as centenas de espectadores com a sua mestria. Eu próprio apareço nesta fotografia! Alguém me vê?

Resultados dos jogos

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Azerbeijão 4 – 5 Turquia

14:30 – Promotion Final – Grupo A – Hungria 5 – 3 Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo B – Espanha 5 – 6 Itália

17:15 – Superfinal – Grupo A – Portugal 6 – 1 Roménia

Sábado, 28 de Agosto

Mais um grande dia de jogos no areal de Belém, em que a taxa de ocupação das bancadas verificou uma subida exponencial, que culminou no tão esperado Rússia – Portugal, disputado ao final da tarde, com muita gente nas bancadas a apoiar a nossa selecção! Mas antes, 3 jogos tiveram lugar neste Sábado soalheiro junto ao rio Tejo.

Na Promotion Final, Israel e Azerbeijão protagonizaram o jogo com menos golos de todo o evento, com apenas 4 tentos a serem apontados pelas duas equipas, mas que nem por isso deixou de ser pródigo em emoção e luta até ao final, com a equipa israelita a conseguir emergir vitoriosa, obtendo o 2º lugar no seu grupo e ganhando a possibilidade de lutar pelo 3º lugar na competição. No outro jogo da mesma competição, a Hungria opôs uma resistência digna aos gauleses, que, mesmo assim, estiveram quase sempre em vantagem e acabaram por conseguir a goleada no 3º período, numa fase em que a Hungria arriscava tudo. A França conseguiu assim o apuramento para a final do seu torneio, onde vai lutar com a Turquia por um lugar na divisão A em 2011.

A Superfinal começou com um encontro prometedor entre espanhóis e suíços, com os helvéticos a serem mais fortes e a conseguirem dominar a equipa de Amarelle, que ainda não recuperou a sua melhor forma. A Suíça nunca esteve em desvantagem e soube controlar o jogo com distinção, atingindo um resultado folgado após os 36 minutos de jogo, com Stankovic e Spacca a bisarem. Depois, a campeã em título, Rússia, defrontou a equipa da casa, Portugal, vice-campeão da Europa e com muita vontade de ganhar.

De facto, estiveram em campo duas das melhores equipas do mundo, candidatas à vitória em qualquer competição em que participam, que são neste momento, a par da Itália, as melhores selecções do continente. Este duelo só podia dar um grande espectáculo, e foi isso que aconteceu, embora a solidez defensiva tenha sido um factor dominante no jogo de hoje. E foi graças à sólida mistura de concentração, paciência e muita entreajuda que Portugal venceu a congénere russa, com 3 golos do capitão, Madjer, e 1 de Belchior, a superarem os tentos de Makarov e Gorchinskiy. Todos os jogadores portugueses estão de parabéns por tudo aquilo que fizeram hoje, que lhes permitiu chegar à grande final de Domingo, onde vão encontrar a poderosa Itália. A Rússia, que apesar de ter perdido também está de parabéns, vai lutar pelo bronze nesta Superfinal diante da Suíça.

Madjer marca um golo de livre directo frente à Rússia

Quarto golo de Portugal, num livre de longe cobrado por Madjer, que rematou com violência e uma extraordinária precisão para o fundo das redes defendidas pelo guardião russo Bukhlitskiy. Grande momento de futebol de praia e golo fantástico de Madjer (o 3º da conta pessoal).

Resultados dos jogos

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel 3 – 1 Azerbeijão

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França 7 – 2 Hungria

15:45 – Superfinal – Grupo B – Suíça 6 – 3 Espanha

17:00 – Superfinal – Grupo A – Rússia 4 – 2 Portugal

Domingo, 29 de Agosto

Chegou o dia das decisões finais. Na Promotion Final, a temível e experiente França defronta a lutadora Turquia no jogo cujo vencedor ganha um bilhete para a divisão A do próximo ano, onde competirá com Rússia, Suíça, Espanha, Portugal, Itália, Roménia e Polónia. Vai ser um desafio muito interessante, com duas equipas a dar tudo o que têm, mas penso que a França acabará por conseguir vencer, apesar do assinalável espírito combativo da selecção turca. De resto, Israel defronta a Hungria (jogo curioso) na luta pelo 3º lugar da Promotion Final, enquanto Azerbeijão e Inglaterra, velhos conhecidos, se encontram na luta pelo 5º lugar da competição.

A Superfinal reúne um trio de grandes jogos, aos quais decerto valerá a pena assistir. Espanha e Roménia abrem o espectáculo do melhor futebol de praia europeu, com um duelo cativante entre duas equipas que perderam os dois jogos que disputaram até agora. O vencedor fica em 5º lugar, escapando assim ao fundo da tabela classificativa, numa partida que promete muitos golos e emoção, a julgar pelo último confronto entre estas duas selecções (a Roménia bateu a Espanha por 7-6 num grande jogo em que os ibéricos estiveram a vencer por 6-2, em Haia, na Holanda).

Rússia e Suíça tentarão chegar ao pódio, naquele que será o quarto confronto entre as duas equipas nesta época. Espera-se um jogo emotivo, entre duas selecções que se conhecem muito bem e que incluem grandes jogadores, como o suíço Stankovic, melhor jogador do último mundial, e o guarda-redes russo Bukhlitskiy.

O dia fecha com a grande final, tão aguardada pelo público lisboeta e por todos os amantes da modalidade fantástica que é o futebol de praia: Portugal vs Itália! Duas equipas que se conhecem muito bem, com grandes jogadores e que farão tudo para vencer esta final! Golear a Roménia e derrotar a Rússia são feitos épicos, assim como bater a Suíça e vencer a Espanha são obras colossais, que provam bem a qualidade destas duas equipas. Curiosamente, portugueses e italianos chegaram a esta Superfinal da Liga Europeia com menos pontos do que as outras selecções de topo, mas o que é certo é que ambas as equipas estão em grande forma e preparadas para proporcionar um grande espectáculo no areal de Belém.

Triunfo de Portugal na meia-final da Taça da Europa de Futebol de Praia 2010.

Imagem referente ao Portugal vs Itália da 1/2 final da Taça da Europa de Futebol de Praia 2010. Portugal venceu por 10-7 num espectáculo emocionante! Aqui, Bruno Novo tenta roubar a bola a Carotenuto, sob a vigilância atenta de Palmacci.

Espero um jogo aberto, como tem vindo a ser hábito entre estas duas selecções, com muito equilíbrio e emoção, numa partida em que os detalhes serão fundamentais. A Itália sofreu algumas alterações, decorrentes da mudança de treinador, e surgiu neste torneio com uma equipa ligeiramente diferente, que vale mais colectivamente e que dará tudo pelo título europeu, conquistado pela única vez em 2005. Portugal, que alcançou o seu melhor nível em meados de Julho, na segunda fase da qualificação para o Mundial 2011, está num excelente momento de forma, contando com grandes jogadores, capazes de resolver um desafio pela sua técnica descomunal, bem como com uma qualidade defensiva bem acima da média, que poderá ser muito útil amanhã.

Infelizmente, Belchior, que viu o cartão amarelo nos dois jogos anteriores, vai estar suspenso e não poderá defrontar a Itália. Mesmo assim, eu sei que o seleccionador nacional, José Miguel Mateus, vai conseguir resolver o problema da melhor maneira, através de uma rotação inteligente dos jogadores do plantel, que decerto farão tudo o que puderem rumo ao título europeu.

Estou confiante. FORÇA PORTUGAL! PARA GANHAR A LIGA EUROPEIA!

Horário dos jogos

10:00 – Promotion Final – 5º/6º lugares – Inglaterra vs Azerbeijão

11:30 – Superfinal – 5º/6º lugares – Roménia vs Espanha

13:00 – Promotion Final – Final – França vs Turquia (Eurosport 2)

14:30 – Promotion Final – 3º/4º lugares – Hungria vs Israel

15:45 – Superfinal – 3º/4º lugares – Rússia vs Suíça (Eurosport 2)

17:00 – Superfinal – Final Portugal vs Itália (RTP N/Eurosport)

Nota: Todos os jogos têm transmissão directa no site da Beach Soccer World Wide.

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Liga Europeia de Futebol de Praia 2010: SUPERFINAL de 26 a 29 de Agosto em Belém (Lisboa)

NOTA: Podem consultar este post para informações actualizadas sobre a competição, com resultados dos jogos e a antevisão do último dia, que inclui a grande final entre Portugal e Itália. Por sua vez, este post refere-se precisamente a esse jogo da final entre Portugal e Itália, que Portugal venceu, sagrando-se campeão europeu de futebol de praia!

Saudações a todos os seguidores deste blogue e amantes da modalidade do futebol de praia. Este post tem como objectivo divulgar o grande evento desportivo que vai decorrer entre os dias 26 e 29 de Agosto na capital portuguesa, facultando a todos os potenciais interessados as informações essenciais.

Como todos terão percebido através da leitura do título e do parágrafo introdutório, vai realizar-se em Lisboa, na zona de Belém, a fase final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, que conta com a participação da selecção portuguesa. Assim, a derradeira e decisiva etapa da maior competição europeia de futebol de praia começa amanhã, 5ª feira, terminando no Domingo, 29 de Agosto, numa profusão de emoções.

O Terreiro das Missas, outrora palco da despedida dos valentes navegadores portugueses, autores de numerosos feitos no oriente, agora local de glória lusitana nos tempos modernos, onde Portugal lutará pelo título de campeão europeu das areias!

O Terreiro das Missas. Foi outrora o palco do derradeiro contacto dos valentes navegadores portugueses com a Pátria amada, o último vislumbramento de terras nacionais, antes dos numerosos feitos praticados no oriente. Será agora um novo local de glória lusitana, onde os heróis dos tempos modernos lutarão com toda sua força, com toda a sua vontade, com todo o seu amor, pelo triunfo da bandeira portuguesa sobre as restantes hostes das areias!

O torneio goza de uma localização privilegiada, uma vez que os jogos têm lugar no Terreiro das Missas, em frente ao Palácio de Belém, mas do outro lado da linha ferroviária. Foi este o local escolhido para montar o Estádio Meo, mesmo junto ao rio Tejo, num enquadramento natural deslumbrante, a escassos metros da estação de comboios de Belém, o que facilita em grande medida o acesso da população ao evento.

Ah! E a entrada no recinto é completamente gratuita, por isso, não há razão para faltar ao espectáculo do futebol de praia europeu, aqui tão perto de nós, nesta oportunidade única de assistir à magia dos craques das areias! Vamos apoiar a selecção nacional! Juntos conseguimos!

Cartaz promotor da Superfinal e da Promotion Final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. 6 equipas em busca do título europeu... 6 equipas na luta pela subida de divisão... tudo isto em Belém, em Lisboa, com entrada gratuita no Estádio Meo! O espectáculo está garantido!

Promotion Final e Superfinal: Depois da Fase Regular

Na verdade, são dois os torneios da Liga Europeia de Futebol de Praia que a cidade das sete colinas vai acolher esta semana: a Promotion Final e a Superfinal. Este último será disputado pelas 6 melhores equipas da divisão A da Liga Europeia a fim de determinar o campeão europeu da temporada. Já a Promotion Final será uma luta entre as 5 equipas mais fortes da divisão B e a pior equipa da divisão A, tendo em vista o acesso à divisão A da Liga Europeia em 2011, reservado para o vencedor do torneio.

A selecção das equipas para ambos os torneios teve como base os resultados de todas as etapas de uma fase regular, disputadas um pouco por toda a Europa, entre os meses de Maio e Julho. Assim, foram previamente realizados quatro eventos, em vários países do velho continente, que englobavam um torneio da divisão A e outro da divisão  B:

– 1ª etapa: Moscovo (Rússia) – 28 a 30 de Maio

– 2ª etapa: Marselha (França) – 27 a 29 de Junho

– 3ª etapa: Lignano Sabbiadoro (Itália) – 2 a 4 de Julho

– 4ª etapa: Haia (Holanda) – 22 a 25 de Julho

Neste pequeno vídeo podem ver aqueles que foram considerados os 5 melhores golos da 3ª etapa da Liga Europeia. São grandes momentos de futebol de praia, protagonizados por Leu (Suíça), François (França), Basquaise (França), Zeynalov (Azerbeijão) e Ziegler (Suíça). Todos estes jogadores estarão presentes na Superfinal (Suíça) ou na Promotion Final (França e Azerbeijão), defendendo a camisola da sua selecção!

Divisão A: Qualificações para a Superfinal

A divisão A era constituída por 8 selecções, sendo que em cada etapa participavam 4 equipas, que jogavam todas umas contra as outras, num formate de liga que lhes permitia conquistar pontos. Desta forma, todas as equipas participavam 2 torneios da fase regular, realizando um total de 6 jogos, o que permitia o estabelecimento de um ranking, cujos 6 primeiros lugares dariam acesso à Superfinal. Rússia, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Roménia ficaram, desta forma, apurados para a Superfinal.

A equipa classificada em 7º lugar não se qualificaria para a fase final da competição, mas teria o lugar assegurado na divisão A da Liga Europeia 2011, sendo esta a situação da selecção polaca. Pelo contrário, a selecção que ocupasse a 8ª posição seria obrigada a participar na Promotion Final, precisando de vencer o torneio a fim de manter o seu lugar na divisão A do próximo ano, o que corresponde ao panorama observado pela França neste momento.

Divisão B: Qualificações para a Promotion Final

A divisão B era composta por 11 equipas que lutariam por 5 vagas na Promotion Final de Agosto. Dado o elevado número de selecções, cada equipa realizou um único torneio, no qual a vitória garantia um lugar na almejada competição. Assim, em cada etapa da Liga Europeia, 3 equipas da divisão B degladiaram-se em busca do seu objectivo, num pequeno torneio triangular disputado em apenas 3 jogos. Israel, vencedor da etapa russa, Hungria, campeã em Marselha, e Azerbeijão, vitorioso em Lignano, foram assim seleccionados para participar na Promotion Final.

Jogo em que Israel bateu a Alemanha por 6-3.

Imagem da 1ª etapa da Liga Europeia. Aqui, o israelita Ilos luta pela posse de bola com o alemão Stolli. Neste jogo, Israel bateu a Alemanha por claros 6-3 com hat trick de Ilos.

A excepção foi a etapa de Haia, que não contou com partidas da divisão B, uma vez que as duas selecções restantes, Turquia e Noruega, haviam disputado um play-off a duas mãos na semana anterior, em Bibione, na Itália (por ocasião da qualificação europeia para o Mundial 2011), com vitória para a equipa turca.

Encontrados os vencedores das 4 etapas de apuramento, faltava apenas preencher uma vaga em aberto na Promotion Final, que deveria ser entregue ao melhor segundo classificado dos triangulares realizados em Moscovo, Marselha e Lignano. Assim sendo, a República Checa, 2º lugar na etapa italiana, teria um lugar garantido no torneio de final de Agosto. Porém, nem os checos nem os alemães podiam estar presentes na Promotion Final, por impossibilidades logísticas, o que fez da selecção inglesa, pior segundo classificado dos 3 triangulares, a herdeira legítima do espaço vazio existente.

Por fim, e como já foi referido, a outra selecção presente na Promotion Final será a França, como último classificado da divisão A no ranking da fase regular.

Formato da Superfinal

Como já referi, a Superfinal vai ser disputada por 6 equipas, que são, segundo os resultados da fase regular, as mais fortes da Europa. Apresento em seguida a lista de selecções que terão lugar na Superfinal, fazendo referência ao seu posicionamento no ranking da fase regular, bem como ao número de pontos que obtiveram durante essas etapas:

1 – Rússia (15 pontos)

2 – Suíça (15 pontos)

3 – Espanha (10 pontos)

4 – Portugal (9 pontos)

5 – Itália (8 pontos)

6 – Roménia (6 pontos)

A alegria de Maci por oposição à incredulidade de Juanma.

Imagem referente à 4ª etapa da Liga Europeia. Num jogo de grandes emoções, a Roménia esteve a perder por 6-2 frente aos espanhóis, mas acabou por ganhar por 7-6 com um golo no derradeiro segundo do encontro, conseguindo o apuramento para a Superfinal. Aqui, o romeno Maci, um dos heróis do jogo com 3 golos, celebra a vitória épica.

Mas como organizar uma competição com 6 equipas em 4 dias? Muito simples! Basta dividir as 6 selecções em 2 grupos de 3 equipas, de acordo com a classificação da fase regular. Assim, o grupo A será composto pelo vencedor da fase regular e pelas equipas posicionadas nos 4º e 6º lugares, enquanto os 5º e 3º classificados da fase regular acompanharão a selecção que ocupa o 2º lugar. De uma maneira mais fácil:

Grupo A

– Rússia

– Portugal

– Roménia

Grupo B

– Suíça

– Espanha

– Itália

Isto significa que, entre 5ª feira e Sábado, as equipas do mesmo grupo jogarão umas contra as outras, de modo a obter uma classificação final do grupo, que vai definir os confrontos de Domingo, último dia de competição: os vencedores dos grupos defrontam-se na final, enquanto as equipas classificadas em 2º lugar se defrontam na luta pelo 3º lugar do pódio, ficando a discussão da 5ª e da 6ª posição reservada para as selecções que ocuparem o 3º lugar do seu grupo.

Formato da Promotion Final

Como também já mencionei neste post, a Promotion Final também será disputada por 6 equipas, que adquiriram o direito a participar neste evento de maneiras diversas: 3 foram campeãs dos triangulares que se realizaram nas 3 primeiras etapas da fase regular, 1 venceu um play-off de acesso à competição, 1 ficou posicionada em 2º lugar num dos triangulares e 1 foi a 8ª classificada do ranking da divisão A na fase regular. Assim, as 6 selecções que se encontram em Lisboa para disputar um lugar na divisão A em 2011 são:

1 – França (8º lugar na classificação da divisão A após a fase regular)

2 – Israel (vitória no torneio de Moscovo)

3 – Azerbeijão (vitória no torneio de Lignano Sabbiadoro)

4 – Hungria (vitória no torneio de Marselha)

5 – Turquia (vitória no play-off de acesso frente à Noruega em Bibione)

6 – Inglaterra (2º lugar no torneio de Marselha) – em substituição da República Checa e da Alemanha

Hungria e Inglaterra estarão presentes na Promotion Final e jogarão novamente entre si.

Hungria e Inglaterra já se defrontaram na 2ª etapa da Liga Europeia em Marselha, com uma vitória húngara por 5-2. Na imagem, Ughy, da Hungria, remata para golo, fugindo à marcação de O' Rourke. As duas equipas voltarão a encontrar-se no grupo A da Promotion Final.

O formato da Promotion Final é, portanto, idêntico ao da Superfinal. Existem 2 grupos de 3 selecções, de acordo com o seu registo na fase regular da liga europeia (grupo A com 1º/4º/6º e grupo B com 2º/3º/5º), sendo que as equipas do mesmo grupo jogam umas contra as outras entre 26 e 28 de Agosto. No Domingo, os vencedores dos grupos jogam o assalto à divisão A na final, as equipas classificadas em 2º lugar no seu grupo disputam a presença no pódio e as selecções que ocuparem o 3º lugar do seu grupo lutarão pela 5ª posição. Os grupos são os seguintes:

Grupo A

– França

– Hungria

– Inglaterra

Grupo B

– Israel

– Azerbeijão

– Turquia

Calendário de jogos

Como disse nos tópicos anteriores, os dias 26, 27 e 28 de Agosto estão destinados à realização dos jogos da fase de grupos, ficando o Domingo, 29 de Agosto, reservado para as decisões finais desta Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Assim sendo, o calendário do evento será o seguinte:

5ª feira, 26 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel vs Turquia

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França vs Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo A – Rússia vs Roménia

17:15 – Superfinal – Grupo B – Suíça vs Itália

6ª feira, 27 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Azerbeijão vs Turquia

14:30 – Promotion Final – Grupo A – Hungria vs Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo B – Espanha vs Itália

17:15 – Superfinal – Grupo A – Portugal vs Roménia (RTP N)

Sábado, 28 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel vs Azerbeijão

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França vs Hungria

15:45 – Superfinal – Grupo B – Suíça vs Espanha

17:00 – Superfinal – Grupo A – Rússia vs Portugal (RTP N)

Domingo, 29 de Agosto

10:00 – Promotion Final – Jogo para o 5º lugar – A3 vs B3

11:30 – Superfinal – Jogo para o 5º lugar – A3 vs B3

13:00 – Promotion Final – Final – A1 vs B1

14:30 – Promotion Final – Jogo para o 3º lugar – A2 vs B2

15:45 – Superfinal – Jogo para o 3º lugar – A2 vs B2

17:00 – Superfinal – Final – A1 vs B1

Selecção Nacional Portuguesa

Portugal vai jogar na Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 como o país anfitrião e um candidato à conquista do título. A selecção nacional foi campeã europeia em 2007 e 2008, mas o ano passado deixou escapar a vitória na Liga Europeia para a Rússia, que se sagrou assim campeã da Europa em 2009. Este ano, Portugal quer recuperar o título europeu e mostrar que continua a ser a melhor selecção do velho continente, apesar das deficiências estruturais da modalidade no nosso país e do crescimento acelerado das outras potências do futebol de praia.

As acrobacias de Madjer são um trunfo à disposição da selecção nacional.

Jogadores com a qualidade de Madjer são trunfos valiosos dos quais Portugal dispõe rumo à conquista do título europeu. Grandes acrobacias do capitão português! Aqui, um belo momento do Portugal vs Polónia a contar para a o torneio de qualificação para o Mundial 2011.

Para alcançar o seu objectivo, Portugal conta com 10 jogadores brilhantes, da total confiança do se treinador, José Miguel Mateus:

Guarda-redes

– Paulo Graça (12)

– João Carlos (22)

Jogadores de campo

– Coimbra (2)

– Jordan (4)

– Alan (6)

– Madjer (7)

– Marinho (9)

– Belchior (10)

– Bilro (11)

– Bruno Novo (18)

Esta tem vindo a tornar-se, desde o torneio de qualificação para o Mundial 2011 em Bibione, a equipa de base da selecção nacional, caracterizada por uma mistura sólida de experiência e juventude, que têm proporcionado boas exibições e resultados muito positivos nas últimas competições, apesar da carência de títulos.

De facto, nesta temporada de 2010, Portugal tem sido perseguido pelo 2º lugar, sendo esta a posição que ocupou nas 3 grandes competições disputadas até agora: a Taça da Europa, o apuramento para o Mundial 2011 e o Mundialito. No entanto, a atitude dos nossos jogadores tem sido de verdadeiros campeões e acredito que estas infelicidades não se voltem a repetir.

Portugal enfrentou alguns problemas no decorrer deste ano, nomeadamente a saída de 3 jogadores fundamentais na organização da equipa (Sousa, Torres e Zé Maria), que obrigou a uma reestruturação da selecção nacional e a motivou, de certa forma, um atraso no crescimento da equipa no decorrer do ano. Felizmente, graças ao trabalho exemplar dos atletas e da equipa técnica, foi possível manter uma qualidade elevada durante toda a época e a selecção acabou por atingir o seu verdadeiro valor. Na minha opinião, isto aconteceu em meados de Julho, na segunda fase do torneio de qualificação para o Mundial 2011, verificando ainda um aperfeiçoamento no Mundialito 2010, em que Portugal se apresentou a um nível soberbo.

Grito de guerra da selecção nacional antes do confronto com a Polónia. Força, PORTUGAL!

Os 10 jogadores convocados para a Superfinal estiveram em Bibione a jogar a qualificação para o Mundial 2011. Na imagem, podemos contemplar os atletas lusitanos no momento do grito de guerra da selecção antes do confronto decisivo com a Polónia. Força, PORTUGAL!

Mas se a selecção nacional esteve assim tão bem nesses torneios, porque é que não ganho nenhum deles? Porque, meus caros amigos, houve sempre qualquer circunstância imprevisível que se interpôs no caminho de Portugal e impossibilitou a concretização do sonho lusitano:

– No apuramento para o Mundial, a suspensão simultânea de Alan e Belchior na final contra a Ucrânia foi demais para uma equipa onde estes jogadores são muito influentes, contra um adversário temível como a selecção ucraniana.

– Já no Mundialito, frente ao campeão do Mundo, Brasil, Portugal teve azar na finalização, que se juntou à ausência de Belchior, mas sobretudo à péssima arbitragem por parte do espanhol Ruben Eiriz, que desequilibrou completamente o jogo a favor da Canarinha e estragou o magnífico espectáculo do duelo lusófono a que a Praia da Rocha estava a assistir.

Portugal e a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010

Na Liga Europeia, porém, será diferente. Poderemos contar com todos os nossos jogadores, nos três jogos da competição, sem interferências da arbitragem, espero, e em que a selecção nacional terá tudo para mostrar a sua superioridade, vencendo os seus adversários rumo ao título europeu! Não vai ser nada fácil, pois estarão presentes as 6 melhores equipas do continente europeu na actualidade e todas elas ambicionam a conquista do troféu. Contudo, estou confiante no real valor de Portugal e conheço suficientemente bem estes jogadores para saber que eles vão dar tudo por tudo em busca do triunfo.

Selecção Nacional de Futebol de Praia na EBSL 2008 Superfinal

Portugal venceu a Liga Europeia de Futebol de Praia pela última vez em 2008, em Vila Real de Santo António, na altura com Hernâni como capitão. Agora, em plena capital, com o apoio do público lisboeta e Madjer a liderar uma equipa "de arromba", repetiremos o feito e seremos novamente campeões europeus! Coragem, pessoal! Vamos conseguir!

Pensando jogo a jogo, neutralizando as principais armas dos adversários e impondo o nosso futebol de praia, temos todas as chances de vencer a Superfinal. Começando por derrotar a Roménia (aqui é preciso ter cuidado com o número 14, Maci) na estreia, Portugal poderá dirigir a sua atenção para a selecção russa, campeã em título e sua grande adversária na luta pela hegemonia europeia do futebol de praia em 2010, fazendo uso de todas as suas armas para ganhar também esse jogo e alcançar a grande final. E então o pensamento luso terá de ser só um: vencer, ganhar, triunfar, independentemente do adversário e das circunstâncias. Mas antes temos de nos concentrar em vencer o nosso grupo, tarefa essa que, apesar de difícil, nós vamos conseguir!

Força Portugal! Estamos todos convosco, amigos! Desta vez seremos campeões europeus!

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010: Terceira Etapa em Lignano Sabbiadoro – Portugal alcança uma vitória retumbante contra os rivais italianos. Suíça vence França.

Paraíso dos turistas!

Lignano Sabbiadoro, bela cidade italiana, acolhe a 3ª etapa da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010.

Saudações a todos os leitores deste blogue e interessados na modalidade do futebol de praia. Hoje, dia 2 de Julho, teve início a terceira etapa da fase regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Este evento tem lugar no Noroeste de Itália, em Lignano Sabbiadoro, terminando no próximo Domingo, 4 de Julho.

Tal como as etapas anteriores, o torneio está dividido em duas competições, a saber, um torneio da divisão B da Liga Europeia, disputado pelas equipas do Azerbeijão, da Holanda e da República Checa, e uma competição para as equipas da divisão A, que conta com a presença de Portugal, Itália, Suíça e França.

Em cada torneio, as equipas jogam todas umas contra as outras, em formato de liga. O vencedor da competição da divisão B consegue o apuramento para a Promotion Final, o mesmo acontecendo com a equipa classificada em 2º lugar, caso tenha um registo melhor do que o das restantes selecções classificadas na 2ª posição dos outros torneios da divisão B (de momento, é a Alemanha quem ostenta esse registo, com 3 pontos e uma goal average de um golo negativo).

Na divisão A, as equipas acumulam pontos, tendo em vista a progressão no ranking da fase regular, que selecciona as 6 melhores equipas para participar na Superfinal, enquanto a selecção classificada em 8º lugar se vê obrigada a disputar a Promotion Final, lutando pela manutenção na divisão A da Liga Europeia do ano seguinte com 5 equipas vindas da divisão B (os vencedores dos quatro torneios da fase regular e o melhor segundo classificado).

Mas isso será só em Agosto, no final do Verão. Por agora concentremo-nos no torneio de qualificação de Lignano Sabbiadoro!

DIVISÃO B

O primeiro jogo do dia foi o confronto do torneio da divisão B entre Azerbeijão e República Checa. Isto quer dizer que a selecção holandesa ficou de fora do primeiro dia de competição em Lignano Sabbiadoro, deixando a responsabilidade de abrir o torneio da divisão B aos rivais azeris e checos.

AZERBEIJÃO 5 – 4 REPÚBLICA CHECA

Gustavo Zloccowick, mais conhecido por Guga, tem treinado várias selecções, espalhando a magia do futebol de praia um pouco por todo o mundo. Louvável!

Azerbeijão e República Checa são duas equipas a ter em conta quando falamos da segunda linha do futebol de praia europeu. Não são grandes selecções, surgiram há relativamente pouco tempo e ainda evidenciam alguns problemas que as tornam mais vulneráveis, mas têm vindo a crescer e um excelente ritmo nos últimos anos: os checos, terminaram a Liga Europeia de 2008 num brilhante 6º lugar, após terem conseguido o apuramento para a Superfinal, enquanto os azeris, que já foram treinados pelo brasileiro Guga, chegaram aos quartos-de-final do torneio de qualificação para o Mundial 2009.

Estas duas equipas nunca se haviam defrontado na história do futebol de praia, mas terão uma nova oportunidade dentro em breve, no torneio de qualificação para o Mundial 2011, a disputar nas próximas semanas em Bibione, também na Itália. De facto, Azerbeijão e República Checa foram inseridos no mesmo grupo, tendo como outros adversários a França e o Cazaquistão. Isto significa que, além da importância do jogo de hoje em termos de Liga Europeia, o duelo tinha particular importância por servir de preparação para o grande jogo do torneio de apuramento para o campeonato do mundo. Mas falemos agora sobre o jogo em si.

1º período: Azerbeijão começa de forma explosiva. Checos não conseguem marcar.

No primeiro período, os azeris entraram muito bem no jogo, marcando dois golos muito cedo, ainda nos dois primeiros minutos de jogo. No primeiro golo, o capitão azerbeijanês Elshad Guliyev rematou de muito longe, contando com a ajuda da areia, que desviou a bola na direcção da baliza. O segundo tento foi apontado por Elvin Guliyev, num remate forte após um bom passe do irmão Elshad Guliyev.

Os checos não conseguiram travar a energia azerbeijã e cedo se encontraram numa situação muito desfavorável, mas foram conseguindo conter a energia dos jogadores adversários, começando a chegar com perigo à baliza defendida pelo guarda-redes Kurdov. Contudo, o Azerbeijão, tacticamente superior tanto no ataque como na defesa, conseguiu segurar a vantagem, apesar dos eforços da República Checa, que chegou a conseguir atirar uma bola à barra. Resultado no final do 1º período: 2-0, com vantagem para a selecção azeri.

2º período: 6 golos e muita emoção! Azerbeijão permanece na frente.

O 2º período começou de uma forma totalmente diferente, com os checos a procurar o empate com determinação, jogando sem medo, exercendo uma pressão intensa sobre a selecção azerbeijã, que pareceu entrar em campo com alguma timidez. A República Checa conseguiu chegar ao primeiro golo por intermédio de Salak, na recarga após um remate forte de um colega de equipa. A vantagem do Azerbeijão não durou muito tempo, pois o mesmo Salak fez o empate alguns instantes depois, emendando um remate fraco de Dlouhy. 2-2 no marcador, resultado que se desfez na jogada seguinte, quando Zeynalov aproveitou da melhor maneira o pontapé de saída para fazer o terceiro golo da sua equipa: 3-2, vencia o Azerbeijão.

O jogo estava emocionante e assim continuou até ao fim do 2º período. O mesmo Zeynalov tentou marcar o seu segundo golo da tarde através de um remate acrobático, mas a bola saiu por cima da baliza, numa altura em que os Azeris pareciam ter retomado o controlo do jogo. Contudo, a reacção checa não se fez esperar, com Salak a empatar de novo a partida, apontando o terceiro golo na sua conta pessoal: Dlouhy conduziu o ataque com garra, fez o passe para Salak à meia volta e este não teve dificuldades em bater o guardião Kurdov: 3-3. O Azerbeijão voltava a pagar caro pelas suas falhas defensivas, muito bem aproveitadas pela atitude enérgica da República Checa.

Após um período do jogo com oportunidades para ambas as selecções, incluindo um cabeceamento de Cibula, da República Checa, ao poste da baliza azeri, e outro remate de cabeça, de Elvin Guliyev, que acertou em cheio na trave da baliza contrária, foi a equipa azerbeijã quem conseguiu chegar ao golo, com Huseynov a finalizar da melhor maneira um livre do meio campo, castigando um segundo atraso por parte dos checos: 4-3. E os problemas dos checos não ficaram por aqui, já que o Azerbeijão continuou a atacar, ampliando rapidamente a vantagem, num grande trabalho de Azizzade, que tocou a bola por cima de um adversário e rematou forte para o fundo das redes checas: era o 5-3, resultado que se manteve até ao fim do 2º período, apesar dos esforços da República Checa, incluindo um remate de Kovarek à barra da baliza de Kurdov.

3º período: República Checa tenta, mas não consegue empatar. Azerbeijão seguro, mas com azar.

O 3º período viu novamente uma selecção checa que entrou muito pressionante,  procurando golos que lhe permitissem permanecer na discussão do resultado. Porém, o Azerbeijão esteve bem a defender e acabou por conseguir sacudir a pressão dos checos, chegando com perigo à baliza checa, com um remate à trave de Zeynalov. Ainda assim, a República Checa não desistia e acabou mesmo por chegar ao golo: Salak, o jogador checo que mais se destacou, levantou a bola e rematou à meia volta, num belo gesto técnico, com a bola a embater no poste e a sobrar para Kuchera, que reduziu para 5-4 e manteve vivas as esperanças da equipa checa. Apesar disso, o resultado não sofreu mais alterações, com o Azerbeijão a resistir com bravura às tentativas dos checos, gerindo a vantagem com distinção e criando também algumas oportunidades de golo (contando com um remate ao poste de Elvin Guliyev).

Resultado final: 5-4 favorável aos azeris, num jogo em que a disciplina táctica se sobrepôs ao lado mais físico do futebol de praia. O Azerbeijão conquistou assim 3 pontos que poderão vir a ser preciosos nesta competição, ficando bem lançado rumo ao apuramento para a Promotion Final, enquanto a República Checa se encontra numa situação muito complicada, precisando de vencer a Holanda em tempo regulamentar e esperar que a Holanda derrote o Azerbeijão, também em tempo regulamentar, para ter esperanças de vencer este torneio de divisão B.

DIVISÃO A

Os jogos referentes ao torneio da divisão A neste primeiro dia de competição foram um interessante confronto entre França e Suíça, que terminou com o esperado triunfo dos helvéticos por 5-1, e um fantástico duelo entre portugueses e italianos, com a selecção nacional a sair vencedora por claros 6-2.

SUÍÇA 5 – 1 FRANÇA

Neste primeiro jogo da competição da divisão A defrontavam-se as únicas equipas que ainda não tinham pontuado nesta edição da Liga Europeia, mas por razões bem diferentes: a França porque saíra derrotada dos três jogos que disputara na segunda etapa da fase regular, em Marselha; a Suíça porque simplesmente ainda não tinha participado em nenhum evento da fase regular da Liga Europeia, tendo a sua estreia neste torneio em Lignano Sabbiadoro. De qualquer forma, qualquer uma das equipas só tinha a vitória em mente.

O cinco inicial da Suíça foi composto por Valentim (guarda-redes), Leu, Ziegler, Spacca e Stankovic, enquanto a França entrou em campo com Hamel (guarda-redes), François, Mendy, Basquaise e Sciortino.

O jogo: Suíça indiscutivelmente mais forte. França nada eficaz. Resultado justo.

Suíça domina.

A Suíça venceu a França sem grandes dificuldades. Na imagem, Jeremy Basquaise, capitão francês, luta pela posse de bola com Stephan Leu, capitão suíço. Dois grandes jogadores!

O jogo começou com algum equilíbrio, sendo notável a forma como a equipa francesa encarou o desafio, dispondo das primeiras oportunidades de golo. No entanto, como sempre, faltou a capacidade de finalização aos jogadores gauleses, que cedo enfrentaram sérias dificuldades defensivas, devido às rápidas combinações dos suíços no ataque. Os helvéticos, embora não controlassem propriamente o jogo, eram a equipa mais perigosa e foi num magnífico lance de inspiração que Stephan Leu, num remate de muito longe, bateu o guardião francês Sebastien Hamel: 1-0 favorável aos suíços, resultado que se manteve até ao fim do 1º período.

O 2º período trouxe uma França mais atrevida do que nos 12 minutos iniciais, mas só durante os primeiros minutos. Após algumas oportunidades desperdiçadas pelos jogadores franceses, numa fase em que os suíços pareciam ter algumas dificuldades na contenção do jogo gaulês, os comandados de Eric Cantona voltaram a ser dominados pelos suíços, que mais tarde ou mais cedo acabariam por marcar. E se Dejan Stankovic, a principal estrela da selecção helvética, cabeceou ao lado na sequência de um pontapé de canto cobrado na esquerda, o mesmo não aconteceu com Samuel Lutz, que aproveitou da melhor maneira uma tremenda falha de marcação da defensiva francesa para colocar a bola no interior da baliza de Hamel, após um outro canto.

O 2-0 não durou muito tempo, já que os suíços voltaram à carga poucos instantes depois, e desta vez por intermédio do melhor jogador do Mundial FIFA 2009, Stankovic: num lance rápido de contra-ataque, o número 9 da Suíça chutou forte para o fundo das redes gaulesas, num remate fantástico, dotado de uma potência extraordinária, num gesto prodigioso do atleta helvético. 3-0 no marcado, resultado que não sofreu alterações até ao fim do 2º período, apesar dos esforços suíços.

No derradeiro período do jogo, a França finalmente conseguiu chegar ao golo, num belo remate de Stéphane François, a bater de muito longe o guarda-redes Valentim Jaeggy. Porém, o 3-1 não constituiu um grande incentivo para os jogadores franceses, que não foram capazes de operar a reviravolta no marcador. Antes pelo contrário, foi a selecção suíça que, com o pragmatismo do costume, ampliou a vantagem, numa grande penalidade facilmente convertida por Stankovic: 4-1 a favor dos suíços, que restabeleceram assim a vantagem de 2 golos. Mais uma vez, a França não soube reagir e foram os helvéticos quem continuou a dominar o jogo, defendendo bem a vantagem e dispondo de algumas oportunidades para a dilatar ainda mais. O jogo continuou assim até ao final, com os gauleses cada vez mais desmotivados, e um golo de Stephan Meier no último segundo do jogo a colocar um ponto final ao quarto desaire consecutivo da França na Liga Europeia: 5-1.

Momento espectacular do capitão francês!

O inconformado Basquaise fez tudo para evitar o desaire da sua selecção, mas não conseguiu marcar. Na imagem, executa um grande pontapé de bicicleta, que infelizmente não deu golo.

Conclusões: Suíça entra com o pé direito. França em sarilhos

Que ilações poderemos nós retirar deste primeiro encontro do torneio da divisão A da Liga Europeia? Para começar, a Suíça, que fez uma boa exibição, conquistou 3 pontos importantes na Liga Europeia, começando da melhor maneira a caminhada rumo à Superfinal de Agosto. Os dois jogos que se avizinham frente a Itália e Portugal serão verdadeiros testes às capacidades dos suíços, que decerto pretendem repetir a vitória de 2008, quando venceram o torneio de Lignano Sabbiadoro.

A França, por seu turno, mostrou a insegurança do costume e perdeu mais uma oportunidade para ganhar pontos que lhe permitam escapar à última posição no ranking da fase regular. Os jogos seguintes serão ainda mais difíceis, frente às selecções italiana e portuguesa que não irão facilitar a tarefa. A França é neste momento a única equipa da divisão A sem qualquer ponto conquistado e parece que vai mesmo ficar no 8º lugar do ranking, sendo obrigada a disputar aPromotion Final em Agosto, com a obrigação de vencer para continuar na divisão A da Liga Europeia em 2010.

Jogadores suíços (Leu, Ziegler, Spacca, Stankovic e Valentin) festejam um golo com alegria contrastante em relação ao misto de desespero e frustração do francês Pagis.

PORTUGAL 6 – 2 ITÁLIA

O jogo final do dia reservou um emocionante duelo entre a selecção da casa e a equipa portuguesa. Os Azurri contaram com o apoio do simpático público de Lignano Sabbiadoro, que apesar de tudo não foi suficiente para encher o estádio montado no local: uma belíssima praia do Mar Adriático.

A selecção italiana partia para este torneio com 5 pontos, resultantes da sua prestação na etapa realizada em Moscovo, precisando de vencer alguns jogos para subir a sua classificação no ranking da fase regular e assegurar a qualificação para a Superfinal da Liga Europeia. Contudo, o verdadeiro objectivo dos transalpinos era (e continua a ser) a conquista desta terceira etapa da fase regular, com um sabor especial por ser disputada diante dos seus fãs.

A selecção portuguesa, por seu turno, chegou a Lignano Sabbiadoro com 3 pontos, obtidos na etapa marselhesa da competição, num torneio em que uma equipa portuguesa diferente da habitual foi ganhando experiência e progredindo jogo após jogo. No entanto, para esta etapa italiana, os objectivos do seleccionador nacional José Miguel são a conquista de pontos que assegurem uma boa classificação no ranking da fase regular e a utilização dos jogos como forma de treino para o torneio de apuramento para o Mundial 2011, tendo convocado para este efeito os jogadores que lhe dão mais garantias.

Antes de começar o jogo, o ambiente entre as equipas era fantástico, caracterizado por uma louvável boa disposição, bem evidente nos cumprimentos calorosos entre os jogadores e na forma amistosa como Madjer e Pasquali, capitães de equipa, trataram do sorteio habitual com os oficiais de arbitragem. Sorrisos, brincadeiras e muita alegria entre jogadores que se conhecem muito bem, sendo inclusivamente colegas de equipa nos clubes italianos que representam (actualmente, Madjer e Belchior jogam na Roma, onde também actuam Pasquali, Carotenuto e Spada). Após o pontapé de saída inicial, os sorrisos desapareceram e os atletas encararam o desafio com a seriedade própria de um grande jogo entre Portugal e Itália. Tinha começado a luta de titãs!

No último confronto entre Portugal e Itália, a selecção nacional derrotou os transalpinos por 10-7. Foi na meia-final da Taça Europa de Futebol de Praia 2010, realizada em Roma. Na imagem, Madjer tenta rematar, com Carotenuto pela frente.

No último confronto entre Portugal e Itália, a selecção nacional derrotou os transalpinos por 10-7. Foi na meia-final da Taça Europa de Futebol de Praia 2010, realizada em Roma. Na imagem, relativa a essa partida, Madjer tenta rematar, com Carotenuto pela frente. Espectáculo!

1º período: Portugal mais forte. Dois golos sem resposta. Paulo Graça em grande!

Portugal alinhou com o guarda-redes Paulo Graça, Coimbra, Alan, Madjer e Belchior, enquanto os italianos iniciaram o jogo com Spada na baliza, Leghissa, Pasquali, Corosiniti e Carotenuto como jogadores de campo. A partida começou equilibrada, com ambas as equipas a tentarem pegar no jogo, mas sem arriscar nada em termos defensivos. O primeiro lance de perigo pertenceu a Alan, que rematou em acrobacia em direcção à baliza italiana, mas o guarda-redes Spada estava atento e desviou para canto.

Portugal mostrou desde cedo uma notável segurança defensiva, que se viria a manter durante os 36 minutos de jogo, sendo uma das chaves para o sucesso lusitano na partida. Com uma organização táctica praticamente perfeita e um guardião inspirado (como sempre), os jogadores portugueses travaram todas as investidas italianas no 1º período, enquanto iam procurando golos no ataque, praticando o seu futebol de praia, de uma forma elegante e eficaz.

Rui Coimbra inaugurou o marcador no início do jogo, num cabeceamento de defesa impossível para Spada, correspondendo da melhor maneira a um lançamento do guarda-redes Paulo Graça. E se o guardião português tinha estado no primeiro golo ao assistir o seu colega de equipa, o segundo tento da equipa das quinas foi mesmo da sua autoria, através de um portentoso remate de muito longe, com a bola a viajar rasteira a grande velocidade na direcção da baliza italiana e Spada a não conseguir suster o remate. Belo momento do nosso guarda-redes, que instantes antes rematara ao poste e já merecia há muito um golo com a camisola da selecção nacional!

Grande ambiente o que se vive na selecção nacional de futebol de praia!

Os craques portugueses, Coimbra e Belchior, festejam um golo lusitano, provavelmente o primeiro, da autoria de Rui Coimbra. Muito bem! Temos equipa! Continuem!

O 2-0 verificado no final do 1º período justificava-se plenamente, pois Portugal tinha sido nitidamente a melhor equipa ao longo dos 12 minutos iniciais, controlando o jogo da melhor forma. Os italianos praticamente só haviam criado perigo na sequência de livres directos, que Paulo Graça se encarregou de defender com distinção!

2º período: Segurança lusitana. Portugal dilata a vantagem. Itália luta sem sucesso.

O 2º período trouxe novas emoções e 4 golos aos adeptos presentes no local e a todos os espectadores que, como eu, acompanhavam a partida pela televisão ou via Internet. O pontapé de saída pertencia à Itália, mas o temível remate de Pasquali foi travado pela barreira. Na primeira jogada da selecção portuguesa, Paulo Graça fez um lançamento longo para a corrida veloz de Belchior pela direita, com um remate forte do número 10 lusitano, defendido por Del Mestre, mas com a bola a ficar à mercê de Madjer, que chegara rapidamente à baliza italiana, preparado para a recarga, que valeu o terceiro golo para Portugal: 3-0 no marcador.

 Dois grandes jogadores, colegas de equipa na AS Roma!

Pasquali tenta escapar ao (im)pressionante Madjer, que segue no seu encalço. Dois grandes jogadores, colegas de equipa na AS Roma!

Não podia ter começado de forma mais favorável a Portugal este 2º período. Moralizados pela larga vantagem obtida, os jogadores portugueses permaneceram no ataque, criando várias oportunidades para dilatar a vantagem. Os pupilos de Giancarlo Magrini, decerto nada satisfeito(s) com o resultado, iam tentando reduzir a desvantagem, mas sem sucesso, graças à fabulosa solidez defensiva da selecção portuguesa. O trio Madjer-Alan-Belchior jogava bom futebol de praia, e foi numa destas jogadas que Portugal chegou ao quarto golo, apontado por Bilro, com assistência de Belchior. Naquela que foi provavelmente a fase mais interessante do jogo, o número 7 italiano Roberto Pasquali marcou o primeiro golo da formação da casa, através de um fortíssimo remate no pontapé de saída, que Paulo Graça não conseguiu suster, apesar de ainda ter tocado na bola.

Após esta parte mais fantástica do jogo, com o resultado em 4-1 favorável a Portugal, os golos começaram a escassear, embora o nível de futebol de praia se mantivesse elevado. Os lusos continuaram a atacar mais durante algum tempo, enquanto Madjer, Alan e Belchior permaneceram em campo, mas a dada altura foi a Itália quem conseguiu pegar no jogo e levar perigo à baliza de Paulo Graça. No entanto, a boa prestação defensiva de Portugal e as defesas de grande nível do guardião luso impediram novos golos italianos.

Entretanto, a selecção nacional nunca abdicou do ataque, e numa altura em que começava a conseguir libertar-se da pressão italiana, Portugal chegou ao quito golo: Paulo Neves foi carregado em falta por Carotenuto ainda na área lusitana e bateu Del Mestre na conversão do livre directo correspondente, num remate forte, bem direccionado, pela areia, com a bola a tocar no poste e a entrar na baliza italiana! Faltavam poucos segundos para terminar o 2º período e foi com 5-1 no marcador que as equipas partiram para intervalo.

3º período: Gestão do resultado. Um golo para cada lado.

O 3º período começou com a selecção nacional no ataque, impulsionada pelas iniciativas de Madjer, Alan e Belchior. Os golos, porém, não surgiram, e os transalpinos, gradualmente, foram conseguindo tomar conta do jogo, procurando desesperadamente um golo que os mantivesse em jogo. Mas mais uma vez a selecção nacional esteve impecável na forma como defendeu, inibindo as investidas italianas, que raramente conduziam a situações de perigo. Quando isso acontecia, estava lá o enorme Paulo Graça para negar o golo aos Azurri. Uma certa falta de acerto ofensivo dos italianos em algumas jogadas também contribuiu para o insucesso da equipa da casa.

Bruno Novo marcou um belo golo numa brilhante jogada individual.

Bruno Novo marcou um belo golo numa brilhante jogada individual. Na imagem, o número 18 português no momento da fotografia de equipa em 2009.

De resto, com Bruno Novo, Jordan e Neves a renderem Alan, Madjer e Belchior, o seleccionador nacional teve a oportunidade de fazer descansar os três jogadores mais célebres, sem que os jogadores mais jovens dessem sinais de fraqueza (aquela etapa marselhesa foi de facto fundamental para integrar melhor os jogadores mais novos e subir o seu nível de jogo). E as coisas estavam a correr mesmo bem, porque Portugal também conseguia sair para o ataque, com algumas jogadas de belo efeito, que podiam ter dado golo. O sexto tento acabou mesmo por sair, numa arrancada de Bruno Novo, que depois de roubar a bola a Carotenuto consegui fugir ao atacante italiano e rematar com sucesso para o fundo das redes azurras: 6-1 no marcador.

Após este golo, que matou o jogo, José Miguel substituiu Paulo Graça por João Carlos, que teve a oportunidade de se estrear no torneio, e trocou Bruno Novo por Alan, aproveitando os últimos minutos de jogo para fazer experiências (como forma de treino para a qualificação para o Mundial 2011). O resultado foi muito positivo, com Portugal a dispor de boas oportunidades para dilatar a vantagem, embora tal não tenha acontecido. De facto, foi a Itália quem conseguiu marcar, num pontapé de bicicleta de Pasquale Carotenuto sem hipótese de defesa para João Carlos Delgado. Alguns segundos volvidos, o árbitro apitou para o final do jogo, numa partida em que Portugal triunfou por expressivos 6-2.

A arbitragem fora justa, apesar dos protestos dos jogadores italianos em algumas partes do jogo (naturalmente, falo de Carotenuto e sobretudo Pasquali). Isto numa partida espectacular, com 8 golos, onde se jogou futebol de praia de qualidade, com duas boas equipas, sendo que Portugal se superiorizou claramente à Itália, conseguindo uma vitória merecida.

Selecção Nacional: Ponto da Situação

Assim, a selecção nacional começou da melhor maneira a terceira etapa da Liga Europeia, conquistando 3 pontos importantes para o ranking da fase regular e protagonizando uma excelente exibição diante de um grande adversário, que até jogou bem, apesar de algumas limitações evidentes. Portugal está bem lançado para vencer o torneio e confirmou o seu estatuto como uma das melhores selecções europeias neste momento.

Após a prestação menos bem conseguida na etapa marselhesa da Liga Europeia, muitas vozes da imprensa desportiva se levantaram contra a selecção nacional, considerando as prestações muito abaixo do esperado e duvidando da qualidade de Portugal. Muitas pessoas aproveitaram para insistir na velha história de que a selecção está muito dependente de Madjer, Alan e Belchior. Ora, neste primeiro jogo da etapa italiana, ficou provado que Portugal está actualmente num grande momento de forma, preparado para vencer qualquer equipa e qualquer competição, fazendo frente às saídas de Torres, Sousa e Zé Maria de uma forma exemplar.

Falhas defensivas como esta não se verificaram no jogo com a Itália.

Os jogadores mais jovens da nossa selecção conquistaram experiência na etapa marselhesa, onde evidenciaram alguns problemas que foram exemplarmente corrigidos nos jogos seguintes. Falhas defensivas como a da imagem não se verificaram no jogo com a Itália.

Portugal demonstrou também que os jogadores mais jovens têm qualidade e estão perfeitamente integrados na selecção nacional, sendo possível substituir os jogadores do cinco inicial sem que se verifique um abaixamento do nível de jogo. Aliás, neste maravilhoso jogo entre Portugal e Itália, todos os golos lusos foram apontados por jogadores diferentes, o que significa que 6 atletas portugueses conseguiram inscrever o seu nome na lista dos marcadores. E, na verdade, apenas um desses golos foi apontado por um jogador do trio Madjer-Alan-Belchior (o terceiro golo, da autoria de Madjer), enquanto os restantes 5 tentos foram marcados por outros jogadores. Por isso, acho que é altura de as pessoas admitirem que Portugal tem uma equipa forte em todos os aspectos, muito completa, com excelentes opções no banco e a capacidade para bater qualquer equipa.

Agora é preciso pensar em vencer a França amanhã, por um resultado seguro, com uma exibição personalizada como a de hoje. Seria bom que os jogadores portugueses aproveitassem para marcar mais alguns golos, expressando a sua técnica individual neste jogo que se pode tornar fácil. Mas é preciso cuidado, porque a França é uma equipa com potencialidades, embora estejam a fazer uma campanha desastrosa em 2010. Depois, será necessário derrotar a Suíça com mais uma grande exibição para vencer o torneio e alcançar a melhor classificação possível na fase regular da Liga Europeia.

RESULTADOS E CALENDÁRIO DE JOGOS:

1ª jornada – 2 de Julho:

Divisão B: Azerbeijão 5 – 4 República Checa

Divisão A: Suíça 5 – 1 França

Divisão A: Portugal 6 – 2 Itália

2ª jornada – 3 de Julho:

Divisão B: República Checa – Holanda (Eurosport 2) 14:00

Divisão A: França  – Portugal (Eurosport 2) 15:15

Divisão A: Suíça – Itália (Eurosport 2) 16:30

3ª jornada – 4 de Julho:

Divisão B: Holanda – Azerbeijão (Eurosport 2) 14:00

Divisão A: Portugal – Suíça (Eurosport 2) 15:15

Divisão A: Itália – França (Eurosport 2) 16:30

Nota: Todos os jogos podem ser vistos no site oficial da Beach Soccer World Wide, aqui. Uma vez no site, terão de clicar em Live Broadcast para ter acesso à transmissão dos jogos em directo.

O jogo: Suíça indiscutivelmente mais forte. França nada eficaz. Resultado justo.

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 – Segunda Etapa da Fase Regular em Marselha: Hungria vence torneio da Divisão B e fica apurada para a Promotion Final

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Terminou no passado Domingo a segunda etapa da fase regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. O evento foi disputado na Praia do Prado, na bela cidade de Marselha, situada na região meridional da França. O estádio montado no areal gaulês acolheu todos os jogos da competição ao longo dos três dias de prova, cada vez com mais espectadores nas bancadas vibrando com as emoções do futebol de praia. Mais um evento fabuloso para recordar no futuro!

Tal como na etapa anterior, foi disputado um torneio no âmbito da divisão A (que conta com as 8 equipas mais bem classificadas no ranking da Liga Europeia do ano passado) e uma competição separada para a divisão B (as restantes selecções do velho continente interessadas em participar na grande competição).

O torneio da divisão A contou com Portugal, Espanha, Polónia e França (país anfitrião), que jogaram em formato de liga (round robin), enquanto o torneio da divisão B nos reservou um combate aguerrido entre Bielo-rússia, Inglaterra e Hungria, na luta por um lugar na Promotion Final da Liga Europeia (competição a disputar no final do mês de Agosto cujo vencedor fica apurado para a divisão A da Liga Europeia do ano seguinte).

Neste post, concentrar-me-ei apenas no torneio da divisão B, que foi bastante interessante e merece a nossa atenção.

HUNGRIA 5 – 5 BIELO-RÚSSIA (HUNGRIA 8 – 5 BIELO-RÚSSIA no prolongamento)

Este torneio começou com um duelo aceso entre húngaros e bielo-russos nas primeiras horas da tarde do dia 25 de Junho. Ambas as equipas queriam vencer, pois sendo esta uma competição disputada por três equipas, das quais apenas uma poderia carimbar o passaporte para a Promotion Final, a derrota num dos jogos implicaria uma dependência de terceiros.

Neste duro combate entre equipas que nunca se tinham defrontado antes na história do futebol de praia, o equilíbrio foi a nota dominante, pelo que os três períodos de jogo terminaram com um empate a 5 bolas. No prolongamento de 3 minutos, a Hungria foi nitidamente mais forte e conseguiu marcar 3 golos, fixando assim o resultado final em 8-5 e conquistando 2 pontos preciosos. O húngaro Simonyi foi o homem do jogo, ao apontar 4 golos, sendo que o seu colega Ughy apontou 2 tentos. Assim, num jogo em que esteve em desvantagem durante muito tempo, a Hungrua acabou por alcançar a vitória (e confesso que não vi o jogo, as informações que tenho vêm das minhas fontes na Internet).

INGLATERRA 2 – 5 HUNGRIA

No dia seguinte, a equipa húngara, decerto moralizada pelo extraordinário triunfo do dia anterior, encontrou a selecção inglesa, que apesar de não ser uma grande equipa europeia, tivera uma participação muito positiva na Spring Cup Viseu 2010, onde se agigantara perante portugueses, suíços e russos (todos potências do futebol de praia). Esperava-se uma batalha equilibrada entre duas equipas que já se haviam encontrado em ocasiões anteriores, a última das quais tinha sido em 2008, numa etapa de qualificação da Liga Europeia.

Um jogo que vale a pena recordar: incrivelmente, o resultado verificado no final dos 36 minutos era um constrangedor 0-0 (foi a única vez que eu vi algo assim no futebol de praia), acabando a Hungria por emergir vitoriosa no prolongamento, que terminou com 3-1 no marcador (4 golos em 3 minutos, contrastando com aquilo que tinha sido o jogo até então).

Neste jogo de que falamos, realizado a 26 de Junho de 2010, a história foi bem diferente, embora o desfecho tenha sido idêntico: a Hungria foi mais forte desde o início e conseguiu construir uma vantagem confortável, que soube gerir até ao fim. Logo no primeiro minuto, Ughy inaugurou o marcador a favor da Hungria, com um remate do meio-campo, e pouco tempo depois o inevitável Simonyi apontou dois golos, em remates de longe, de belo efeito.

O 3-0 verificado no final do primeiro período passou para 4-0 com mais um golo de Simonyi, num tiro de longa distância (fiquei pasmado, acreditem que foi um grande golo), logo no início do 2º período. A Inglaterra, da qual pouco se tinha visto até então, começou a conseguir sacudir a pressão húngara e chegar com perigo ao ataque, acabando por reduzir para 4-1 por intermédio de Evans, num belo gesto acrobático, momentos antes de Funnel apontar o segundo tento britânico, na sequência de uma grande penalidade.

Porém, no terceiro período a Hungria não vacilou e jogou de forma consistente, de igual para igual com a selecção inglesa, acabando por marcar mais um golo (Ughy) que lhe deu alguma tranquilidade e fazendo uma boa gestão da vantagem de 5-2, que se manteve até ao fim, apesar dos esforços desesperados dos britânicos. A Hungria alcançava assim 3 pontos que lhe garantiam o apuramento para a Promotion Final, acabando a competição com 5 pontos em dois jogos. Impecável!

BIELO-RÚSSIA 1 – 3 INGLATERRA

Com a Hungria qualificada para a Promotion Final da Liga Europeia, o derradeiro jogo da divisão B nesta segunda etapa da fase regular perdia interesse. Ainda assim, Bielo-rússia e Inglaterra estavam motivadas para a partida, ansiando por uma vitória ilustrativa da sua qualidade. Além disso, ingleses e bielo-russos ainda tinham uma forma de conseguir o apuramento para a fase final em Agosto: sendo o melhor 2º lugar dos 4 torneios disputados na fase regular.

Todavia, isso só aconteceria se uma das equipas vencesse em tempo regulamentar, conquistando os 3 pontos, por um resultado que lhes permitisse ficar com uma goal average melhor do que a das restantes equipas classificadas em 2º lugar nos outros torneios da divisão B. Ora, tendo em conta que a Alemanha se classificara na 2ª posição do torneio da divisão B em Moscovo, com 3 pontos, uma goal average de 1 golo negativo e 10 golos marcados, a equipa posicionada no 2º lugar do torneio de Marselha precisava de superar estes números para ultrapassar a Alemanha como melhor 2º classificado dos torneios da divisão B, mantendo vivas as esperanças de participar na Promotion Final no final de Agosto.

O confronto entre ingleses e bielo-russos foi uma partida muito fechada, cautelista, com as equipas mais preocupadas com a segurança defensiva do que com o ataque propriamente dito (também por alguma falta de acerto do jogo ofensivo). O primeiro período não teve golos, resultado que se adequava perfeitamente à forma como o encontro estava a decorrer.

Na segunda parte, as equipas continuaram a procurar o golo com muitas precauções, estando os ingleses mais atrevidos no ataque. Como resultado, numa boa jogada da equipa britânica, Tony Kerr controlou a bola pelo ar e assistiu o experiente O’ Rourke para o primeiro golo do jogo: 1-0 favorável à Inglaterra. No entanto, os bretões não foram capazes de segurar a vontagem e alguns minutos mais tarde a Bielo-rússia conseguiu mesmo o empate, por intermédio de Brysthsel, na sequência de um livre directo próximo da baliza defendida por Webb: 1-1. A Inglaterra tentou recuperar imediatamente a vantagem, mas o remate de O’ Callaghan no pontapé de saída atingiu com estrondo a barra da baliza bielo-russa.

O terceiro período trouxe duas equipas motivadas, num derradeiro esforço por alcançar a vantagem, sempre com os ingleses ligeiramente mais fortes, na minha opinião. Evans acabou por ser o homem do jogo, ao apontar dois golos nos minutos finais do jogo, assegurando uma vitória de 3-1 para a sua equipa. Os bielo-russos, ainda dispuseram de uma grande oportunidade para reduzir a vantagem, nos últimos segundos do jogo, através de uma grande penalidade, mas o guarda-redes Webb conseguiu suster o remate adversário.

Terminou assim o último jogo do torneio da divisão B em Marselha, com uma Inglaterra vitoriosa, a conseguir alcançar a mesma goal average que os alemães haviam obtido no evento de Moscovo, mas com menos golos marcados (5 golos dos ingleses contra 10 dos germânicos), o que colocava automaticamente os britânicos de fora da Promotion Final. Ainda assim, conseguiam um triunfo importante para a afirmação do futebol de praia inglês, mostrando que o trabalho desenvolvido nos últimos meses é positivo e abrindo novos horizontes para o torneio de apuramento para o Mundial 2011.

A Bielo-rússia, por seu turno, não conseguiu manter o mesmo nível competitivo do jogo frente à Hungria, acabando por ser eliminada da divisão B da Liga Europeia com duas derrotas. Resta saber como se comportará a equipa na qualificação para o campeonato do mundo, onde ficou inserida num grupo particularmente difícil (com Suíça, Hungria e Ucrânia).

DIVISÃO B: torneio de Marselha

1ª jornada – 25 de Junho:

Hungria 5 – 5 Bielo-rússia (Hungria 8 – 5 Bielo-rússia no prolongamento)

2ª jornada – 25 de Junho:

Inglaterra 2 – 5 Hungria

3ª jornada – 25 de Junho:

Bielo-rússia 1 – 3 Inglaterra

Classificação:

1º lugar – Hungria – 5 pontos (+6) – Apurada para a Promotion Final

2º lugar – Inglaterra – 3 pontos (-1)

3º lugar – Bielo-rússia – 0 pontos (-5)

Melhores marcadores:

1 – Simonyi (Hungria) – 7 golos

2 – Ughy (Hungria) – 4 golos

3 – Evans (Inglaterra) – 3 golos

Foi um torneio interessante, onde o nível de futebol de praia nem sempre foi o melhor, mas que deu gozo acompanhar. Só foi pena que eu tenha perdido o jogo com mais golos e mais emoção! Mas enfim, gostei de ver a Hungria a jogar. Parece que a experiência acumulada na Taça da Europa contra as selecções mais fortes tem feito crescer aquela equipa! Vejamos o que fazem no futuro.

E foi o meu comentário final num post que já vai longo…

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010: Segunda etapa da Fase Regular – Marselha

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Saudações aos leitores deste blogue. Este post será invulgarmente curto e pouco informativo, mas talvez venha a ser melhorado no futuro. As razões são a necessidade de escrever sobre este assunto imediatamente, dado que ficarei sem Internet durante algum tempo, e o facto de não dispor de muito tempo para desenvolver o tema como eu gostaria.

De qualquer forma, fica aqui a nota do seguinte:

Entre os dias 25 e 27 de Junho (6ª feira a Domingo) será disputada em Marselha, na França, a segunda etapa da fase regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Os jogos têm lugar na Praia do Prado, durante a tarde, e têm transmissão directa na Eurosport e Eurosport 2, cuja programação pode ser verificada aqui. Penso que a Beach Soccer World Wide também vai transmitir os jogos, via online, aqui.

O evento compreende dois torneios: uma competição da divisão A, com 4 equipas que jogam em formato de liga, procurando amealhar pontos para o Ranking da fase regular, e um torneio da divisão B, com 3 equipas a jogarem entre si na luta por um lugar na Promotion Final a disputar em Portugal no fim do mês de Agosto.

Da divisão A estarão presentes as selecções de Portugal, Espanha, Polónia e França (os anfitriões), enquanto a divisão B contará com a presença da Bielo-Rússia, da Hungria e da Inglaterra. O espectáculo está garantido e serão certamente três dias fascinantes nas areias marselhesas. Portugal e Espanha são as equipas mais fortes da divisão A e espera-se que uma destas duas selecções vença o torneio.

Os lusos viajam para solo gaulês com uma equipa diferente da habitual, dadas as ausências de Madjer, Alan e Belchior, mas a equipa tem muitos outros jogadores com vontade de ganhar e ajudar o seu país, que farão certamente um bom trabalho. Eu acredito plenamente na vitória portuguesa, embora a selecção espanhola seja uma das equipas mais experientes da Europa e o jogo seja de dificuldade máxima. Mas Portugal tem todas as condições para ganhar! Além disso, o principal objectivo é rodar a equipa, dar minutos a jogadores menos utilizados, na sequência do processo de renovação que tem vindo a ser efectuado ao longo do tempo. Por isso, vai ser um grande torneio para Portugal, não tenho dúvidas!

Boa sorte ao pessoal da selecção nacional! Portugal está convosco!

Vamos ver o que esta competição nos reserva, em termos de equipa portuguesa e de futebol de praia em si! Tenho grandes esperanças…

Taça da Europa de Futebol de Praia 2010: Portugal e Rússia na grande final rumo ao título continental

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Queria começar este post com um sincero pedido de desculpas a todos os protagonistas e amantes da modalidade, nos quais me incluo, por não ter actualizado o meu blogue mais cedo, sendo  agora obrigado a falar das duas primeiras jornadas da Taça da Europa em simultâneo.

Passando ao assunto que verdadeiramente interessa, penso que devo começar por dizer que a Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010 está a ser um sucesso, com muita animação e grandes momentos desportivos. A escolha de Roma para palco da grande competição não podia ser mais acertada, proporcionando um palco fantástico para os combates dos modernos gladiadores, os heróis das praias europeias. Como dizia alguém aqui há uns dias: Uma cidade antiga para uma modalidade recente.

Mas o que tem acontecido ao certo nesta 12ª edição do evento? Quem tem sido o grande destaque deste torneio espectacular? Por onde anda a nossa selecção, a flor das areias lusitanas?

Digamos que as duas equipas apuradas para a final da competição são justamente Portugal e Rússia, o que vem confirmar as minhas expectativas antes da competição, sendo estas as duas selecções que venceram os seus dois jogos até ao momento.

O caso português: Dedicação e entrega sem precedentes

A equipa portuguesa iniciou a competição frente aos rivais helvéticos, liderados pela estrela Dejan Stankovic, que impuseram inúmeras dificuldades a Portugal, parecendo determinados a impedir o sucesso das cores lusas. No entanto, a união e preserverança dos jogadores nacionais acabou por prevalecer, numa partida que se revelou um autêntico duelo de campeões, com luta até ao fim, altura em que um pavoroso pontapé de bicicleta de Madjer deu a vitória ao conjunto português. Faltavam 8 segundos para terminar o jogo e Portugal emergia vitorioso, com 2-1 no marcador!

O segundo jogo dos pupilos de José Miguel Mateus foi outra terrível prova de fogo, num combate por um lugar na final frente aos italianos, anfitriões do torneio. Que grande jogo de futebol de praia! Se a partida anterior de Portugal não fora particularmente pródiga em golos, o mesmo não sucedeu diante dos transalpinos, naquele que será provavelmente o jogo com maior número de golos da competição,com um total de 17 tentos. E, apesar de um começo de jogo complicado, em que a turma portuguesa esteve duas vezes em desvantagem, Portugal conseguiu passar para a frente do marcador e nunca viria a permitir o empate, procedendo a uma boa gestão da vantagem, apesar da excelente reacção italiana.

Madjer, mais uma vez, foi o herói do jogo, ao apontar 4 golos, mas o destaque tem de ir necessariamente para Marco e Jordan, que se estrearam a marcar com a camisola nacional no seu segundo jogo internacional. Do lado adversário, Carotenuto foi o principal destaque do encontro, tanto pela positiva como pela negativa: marcou um hat-trick, deixando os adeptos locais em delírio e incitando os colegas de equipa à reviravolta no marcador, mas também se descontrolou na parte final do jogo, quando os números da vitória portuguesa despertaram o lado conflituoso e violento do seu carácter, originando uma situação desagradável com Paulo Graça, que culminou na expulsão do jogador italiano.

A situação russa: Frieza e profunda determinação

Por seu turno, os russos tiveram de ultrapassar a França, de Eric Cantona, e a Espanha, de Joaquín Alonso, para alcançar a final de Domingo.

O primeiro jogo, apesar do resultado dilatado verificado no fim dos 36 minutos, não foi tão simples como poderia eventualmente parecer, dado que os gauleses deram uma excelente resposta sensivelmente até ao meio do jogo (meio do 2º período). No entanto, a maior qualidade russa acabou por fazer a diferença no decorrer do 2º período, com o 3º segmento de jogo a surgir como uma sucessão de golos da equipa de leste, até atingir o resultado final de 8-2. Destaques russos para Shishin (um dos  meus jogadores favoritos na equipa) e Krasheninikov, ambos com 2 golos.

O segundo jogo dos actuais campeões europeus (a Rússia venceu a Liga Europeia de Futebol de Praia 2009) foi uma meia-final muito disputada entre russos e espanhóis, com o triunfo a acabar por sorrir ao conjunto oriental, que soube recuperar de uma vantagem de dois golos no 2º período para depois dar a volta ao resultado em grande estilo. Mais uma vez, os russos foram extremamente eficazes quando assim foi preciso. Makarov foi um dos principais destaques na equipa russa, ao apontar 2 golos, sendo que Leonov, Gorchinskiy, Shakhmelyan, Eremeev e Krasheninikov também marcaram, contribuindo assim para o 7-5 final (não assisti ao jogo, pois estive fora de casa, mas fiz a gravação para o poder ver depois).

Grande final em perspectiva

É verdade. Portugal e Rússia. Mais uma vez, os dois colossos do futebol de praia europeu voltam a encontrar-se, desta vez em Roma, a capital italiana. O que acontecerá desta vez?

Podemos analisar a questão de muitos pontos de vista diferentes. Historicamente, a Taça da Europa é uma competição favorável a Portugal, sendo que a equipa portuguesa conquistou 6 troféus na competição até ao momento (mais de metade das 11 edições disputadas). Por outro lado, no ano passado, os registos de confrontos entre russos e portugueses são claramente favoráveis aos nossos rivais, que apresentam 3 vitórias em 3 jogos, a última das quais ocorreu na final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2009, em Vila Real de Santo António, quando Portugal foi derrotado por 4-3 e cedeu o título de campeão europeu à selecção russa. No entanto, nesta época, que já vai longa para a equipa de leste, os lusitanos já venceram a Rússia por uma vez, na Spring Cup Viseu 2010, que foi precisamente a única derrota dos russos neste ano. Estatisticamente, temos muito equilíbrio, portanto, entre as duas selecções.

Mas o que dizer em relação ás equipas em si? Bem, podemos começar por ter bem assente que se tratam de duas grandes equipas, as melhores do futebol de praia europeu na actualidade, apesar da concorrência da Suíça, da Itália e da Espanha. Selecções muito diferentes, é certo, mas com níveis exibicionais muito semelhantes, sendo provavelmente as únicas que conseguem rivalizar com o Brasil.

Portugal com um estilo mais fluido, mas alegre, com a bola (quase) sempre pelo ar e um estilo espectacular, capaz de fazer as delícias do público mais exigente. A Rússia com um poder físico assinalável, dada a prodigiosa preparação física dos seus atletas, e uma filosofia de jogo marcada pela disciplina táctica e pela frieza de leste, que se reflecte numa grande determinação por parte dos jogadores russos. As duas equipas são verdadeiras potência tanto no ataque como na defesa, embora o rigor defensivo dos russos seja a sua imagem de marca, enquanto Portugal é caracterizado sobretudo pelo seu jogo ofensivo de belo efeito.

Estado Físico e Psicológico

A selecção nacional portuguesa ainda não está na sua máxima força, dado que a época ainda se encontra numa fase inicial e alguns processos ainda têm de ser aperfeiçoados. No entanto, o grande problema reside na saída de três peças fundamentais do jogo da equipa lusitana (Sousa, Torres, Zé Maria), pelo que se tornou necessário chamar novos jogadores, cuja integração na selecção nacional ainda está a decorrer, com sucesso, é certo, mas gradualmente, no tempo que uma renovação da equipa precisa para se verificar. Assim, a qualidade da equipa portuguesa será certamente superior daqui a alguns meses. Mas isso não quer dizer que Portugal não esteja a jogar bem agora, tal como não quer dizer que não vença a Taça da Europa!

Os russos já tinham começado a sua preparação antes do início dos trabalhos da selecção portuguesa, motivo pelo qual levam um avanço natural. Contudo, essa vantagem pode perfeitamente não se materializar, no caso de os jogadores lusos estarem suficientemente concentrados. Além de tudo o mais, a Rússia tem as suas próprias cisões: Egor Shaykov, uma das referências do ataque, abandonou a selecção, devido aos compromissos futebolísticos. No entanto, trata-se de uma única ausência, facilmente colmatada por Eremeev, que se está a destacar no seio da equipa russa. De resto, o treinador anterior, Nikolai Pisarev, demitiu-se do cargo, dado que ia desempenhar uma função na estrutura organizativa do futebol do seu país. Os atletas não ficaram contentes com a decisão, mas tal não se reflectiu no jogo da equipa, até porque o adjunto de Nikolai Pisarev está a fazer um bom trabalho.

Conclusão: não podemos prever o resultado do Portugal vs Rússia da final. Um jogo equilibrado, com muita luta, as equipas com grandes preocupações defensivas e muita insistência no ataque para encontrar espaços que possam conduzir ao golo. Eventualmente, o jogo poderá abrir, mas isso não é muito comum num jogo frente aos russos, a não ser que sejam eles os beneficiados. Acredito na vitória de Portugal e, tendo em conta a forma como os bravos atletas portugueses se bateram perante os seus anteriores adversários, penso que não há razão para não serem capazes de derrotar a Rússia e conquistar o troféu.

FORÇA PORTUGAL!

Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010: O espectáculo vai começar!

Pois é. O tempo vai passando e a tão esperada Taça da Europa de Futebol de Praia já chegou! É verdade. Hoje, pelas 16:30, tem lugar o pontapé de saída da 12ª edição do evento, na maravilhosa capital italiana, Roma!

A competição é disputada durante 3 dias (6ª feira, Sábado e Domingo), em formato de eliminatórias, isto é, em quartos-de-final, meias-finais e final. Serão também jogados todos os jogos de consolação, a fim de ficarem definidas todas as posições da classificação, do 1º ao 8º lugares.

No primeiro dia de Jogos, dia 4 de Junho, Portugal defronta a Suíça no primeiro jogo. Vai ser certamente um grande desafio de futebol de praia, com duas equipas de grande nível, que se conhecem muito bem. O espectáculo já está garantido. Agora resta esperar pelo resultado. E eu digo: vamos ganhar! Sim! Estou consciente das dificuldades que esta partida contra os vice-campeões do mundo acarreta, mas acredito plenamente na vitória de Portugal. Temos tudo o que é preciso para vencer os helvéticos e passar às meias-finais!

Seguidamente, a Espanha e a Polónia lutarão por um lugar entre as 4 melhores equipas do torneio, num jogo em que os nossos vizinhos ibéricos são favoritos. No entanto, a Polónia deixou uma boa imagem na primeira etapa da Liga Europeia 2010, apesar de ter perdido todos os jogos, e não me parece que o jogo vá ser fácil para a turma de Amarelle.

A Rússia, actual campeã europeia, tem a tarefa relativamente complicada de passar pela França, treinada pelo experiente Eric Cantona. Contudo, tem sido notória a decadência da selecção gaulesa ao longo dos últimos dois anos, quando perderam a sua posição de destaque como uma das melhores equipas europeias. Pelo contrário, a Rússia tem vindo a crescer de uma forma impressionante, desde 2007, e inclusivamente já deu provas da sua força no decorrer desta temporada, ao vencer os três torneios em que já participou, o último dos quais foi a primeira etapa da Liga Europeia de Futebol de Praia, em Moscovo. Por isso, penso que, de uma maneira ou de outra, os russos acabarão de levar vencida a selecção francesa.

No último jogo do dia, os anfitriões da Taça da Europa debatem-se com os rivais da Hungria, na luta por um lugar nas meias-finais. Os italianos ocupam indiscutivelmente um lugar de destaque no futebol de praia europeu, embora sejam muito irregulares e, consequentemente, muito imprevisíveis: nunca se sabe muito bem o que esperar deles. De qualquer forma, são uma equipa de elite, com dois grandes jogadores (Pasquali e Carotenuto), além de outras mais valias, muito experiente, treinada por um técnico com garra (quem conhece Giancarlo Magrini sabe do que falo) e que vai fazer tudo pelo triunfo em frente ao seu público. Isto para apagar a péssima imagem transmitida pelos transalpinos no ano passado, quando perderam todos os jogos e ficaram no 8º lugar (entenda-se: o último) da classificação. A Hungria, que não tem nada a perder, vai a Roma com vontade de surpreender, esperando repetir a gracinha do ano passado, quando eliminou a Itália no primeiro jogo (5-2).

Durante os três dias, quase todos os jogos serão transmitidos em directo pela Eurosport 2. Hoje, 6ª feira, 4 de Junho, todos os jogos têm direito a transmissão directa. Além disso, todos os jogos serão transmitidos via online, no site da BSWW (Beach Soccer WorldWide), que emite os 12 jogos da competição em alta definição (não sei se isto é mesmo verdade, embora seja levado a crer que sim) para todos os fãs de futebol de praia à volta do mundo.

Podem acompanhar toda a acção da Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010 aqui.

Toca a apoiar a nossa selecção! Toca a viver a alegria e emoção deste desporto apaixonante! É a magia do futebol de praia, ao alcance de todos!