Portugal e Itália na grande final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010!

Nota: Este post diz respeito aos 3 primeiros dias de competição na Superfinal da Liga Europeia, correspondentes à fase de grupos. A final, bem como os restantes jogos de definição da classificação, teve lugar no Domingo, 29 de Agosto. Poderão encontrar informação  relativa ao jogo da final neste post triunfal.

A Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 tem deslumbrado centenas de adeptos nas areias de Belém, no estádio montado no Terreiro das Missas. Um espectáculo emocionante, com 107 golos em 12 jogos até ao momento, tem sido a nota dominante dos dois torneios disputados na capital portuguesa: a Promotion Final (destinada a definir a equipa que ascende à divisão A) e a Superfinal (a verdadeira competição, cujo vencedor se sagra campeão europeu).

Pois bem, este fabuloso evento, que tem trazido a magia do futebol de praia até Lisboa, vai acabar já amanhã, mas não sem antes proporcionar um número record de 6 desafios ao público fantástico que tem colorido as bancadas desta fase final. Duas das partidas são autênticas finais! Façamos uma revisão geral do que aconteceu até agora e uma retrospectiva dos confrontos de amanhã.

5ª feira, 26 de Agosto

Foi o dia inaugural da fase final da Liga Europeia aqui em Lisboa, no qual eu tive a honra de marcar presença. O estádio em Belém começou por estar vazio, mas acabou por ir enchendo à medida que nos aproximávamos do final do dia. Nos jogos da Promotion Final, assistimos a um confronto muito equilibrado entre Turquia e Israel, decidido apenas nos penaltis, com vitória turca, enquanto a França goleou a Inglaterra com 4 golos de Sciortino.

A Superfinal trouxe muita emoção e dois grandes jogos, com a Rússia a recuperar de uma desvantagem de 1 golo para bater os romenos por 6-4 e a Itália a protagonizar uma excelente exibição frente à Suíça, vencendo por 8-6, apesar dos esforços dos helvéticos no 3º período e dos 4 golos que Stankovic marcou neste jogo soberbo.

Imagem do jogo com maior número de golos de todo o evento: 14

No jogo inaugural do grupo B, a Itália surpreendeu muita gente (incluindo eu) e derrotou a Suíça por 8-6. Na imagem, Stephan Leu (nº6) da Suíça remata perante a oposição do italiano Corosiniti (nº8). Foi o jogo com mais golos de todo o evento, contabilizando um total de 14.

Resultados dos jogos

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel 3 – 3 Turquia | Israel 3 – 3 Turquia prol. | Israel 2 – 3 Turquia pen.

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França 10 – 4 Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo A – Rússia 6 – 4 Roménia

17:15 – Superfinal – Grupo B – Suíça 6 – 8 Itália

6ª feira, 27 de Agosto

Mais uma vez, o estádio estava vazio aquando do pontapé de saída do primeiro jogo, mas foi surgindo cada vez mais público, até a bancada principal estar quase completamente cheia para ver Portugal bater a Roménia por 6-1! Madjer não jogou, por precaução, tendo em conta a sua lesão lombar, mas Alan marcou um hat-trick que impulsionou o triunfo português, para o qual também contribuíram os dois golos de Bruno Novo e um magnífico pontapé de bicicleta de Belchior. Em suma, a exibição arrebatadora da selecção nacional foi claramente demais para a equipa da Roménia, que apesar do esforço dos seus jogadores nunca conseguiu contrariar a toada ofensiva dos lusos.

Antes da magia lusitana entrar em acção, a Itália derrotou a selecção espanhola, em mais um grande jogo de futebol de praia, com muita emoção no 3º período de jogo, numa partida disputada até ao último segundo. Na divisão B, destaque para a vitória da Turquia sobre o Azerbeijão, em resultado de um notável espírito de equipa e de uma força de vontade inesgotável por parte dos otomanos, além do triunfo húngaro sobre os ingleses, num jogo em que os magiares tiveram a arte suficiente para dar a volta.

A Itália ficava assim apurada para a final da Superfinal, aguardando o seu adversário, que deveria sair do confronto entre Portugal e Rússia. Por outro lado, Espanha, Suíça e Roménia perdiam a hipótese de lutar pelo título europeu, embora se mantivessem em disputa preciosos pontos no ranking europeu. Na Promotion Final, a Turquia, com duas vitórias, ficava apurada para a final, onde defrontaria o vencedor do França – Hungria. Israel, Azerbeijão e Inglaterra ficavam assim de fora da luta por um lugar na divisão A.

Muitos aplausos para os heróis das praias de Portugal!

Entrada em campo da selecção nacional portuguesa ante do jogo com a Roménia. Momento de ovação aos craques das areias lusitanas, que alguns instantes depois iriam deliciar as centenas de espectadores com a sua mestria. Eu próprio apareço nesta fotografia! Alguém me vê?

Resultados dos jogos

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Azerbeijão 4 – 5 Turquia

14:30 – Promotion Final – Grupo A – Hungria 5 – 3 Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo B – Espanha 5 – 6 Itália

17:15 – Superfinal – Grupo A – Portugal 6 – 1 Roménia

Sábado, 28 de Agosto

Mais um grande dia de jogos no areal de Belém, em que a taxa de ocupação das bancadas verificou uma subida exponencial, que culminou no tão esperado Rússia – Portugal, disputado ao final da tarde, com muita gente nas bancadas a apoiar a nossa selecção! Mas antes, 3 jogos tiveram lugar neste Sábado soalheiro junto ao rio Tejo.

Na Promotion Final, Israel e Azerbeijão protagonizaram o jogo com menos golos de todo o evento, com apenas 4 tentos a serem apontados pelas duas equipas, mas que nem por isso deixou de ser pródigo em emoção e luta até ao final, com a equipa israelita a conseguir emergir vitoriosa, obtendo o 2º lugar no seu grupo e ganhando a possibilidade de lutar pelo 3º lugar na competição. No outro jogo da mesma competição, a Hungria opôs uma resistência digna aos gauleses, que, mesmo assim, estiveram quase sempre em vantagem e acabaram por conseguir a goleada no 3º período, numa fase em que a Hungria arriscava tudo. A França conseguiu assim o apuramento para a final do seu torneio, onde vai lutar com a Turquia por um lugar na divisão A em 2011.

A Superfinal começou com um encontro prometedor entre espanhóis e suíços, com os helvéticos a serem mais fortes e a conseguirem dominar a equipa de Amarelle, que ainda não recuperou a sua melhor forma. A Suíça nunca esteve em desvantagem e soube controlar o jogo com distinção, atingindo um resultado folgado após os 36 minutos de jogo, com Stankovic e Spacca a bisarem. Depois, a campeã em título, Rússia, defrontou a equipa da casa, Portugal, vice-campeão da Europa e com muita vontade de ganhar.

De facto, estiveram em campo duas das melhores equipas do mundo, candidatas à vitória em qualquer competição em que participam, que são neste momento, a par da Itália, as melhores selecções do continente. Este duelo só podia dar um grande espectáculo, e foi isso que aconteceu, embora a solidez defensiva tenha sido um factor dominante no jogo de hoje. E foi graças à sólida mistura de concentração, paciência e muita entreajuda que Portugal venceu a congénere russa, com 3 golos do capitão, Madjer, e 1 de Belchior, a superarem os tentos de Makarov e Gorchinskiy. Todos os jogadores portugueses estão de parabéns por tudo aquilo que fizeram hoje, que lhes permitiu chegar à grande final de Domingo, onde vão encontrar a poderosa Itália. A Rússia, que apesar de ter perdido também está de parabéns, vai lutar pelo bronze nesta Superfinal diante da Suíça.

Madjer marca um golo de livre directo frente à Rússia

Quarto golo de Portugal, num livre de longe cobrado por Madjer, que rematou com violência e uma extraordinária precisão para o fundo das redes defendidas pelo guardião russo Bukhlitskiy. Grande momento de futebol de praia e golo fantástico de Madjer (o 3º da conta pessoal).

Resultados dos jogos

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel 3 – 1 Azerbeijão

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França 7 – 2 Hungria

15:45 – Superfinal – Grupo B – Suíça 6 – 3 Espanha

17:00 – Superfinal – Grupo A – Rússia 4 – 2 Portugal

Domingo, 29 de Agosto

Chegou o dia das decisões finais. Na Promotion Final, a temível e experiente França defronta a lutadora Turquia no jogo cujo vencedor ganha um bilhete para a divisão A do próximo ano, onde competirá com Rússia, Suíça, Espanha, Portugal, Itália, Roménia e Polónia. Vai ser um desafio muito interessante, com duas equipas a dar tudo o que têm, mas penso que a França acabará por conseguir vencer, apesar do assinalável espírito combativo da selecção turca. De resto, Israel defronta a Hungria (jogo curioso) na luta pelo 3º lugar da Promotion Final, enquanto Azerbeijão e Inglaterra, velhos conhecidos, se encontram na luta pelo 5º lugar da competição.

A Superfinal reúne um trio de grandes jogos, aos quais decerto valerá a pena assistir. Espanha e Roménia abrem o espectáculo do melhor futebol de praia europeu, com um duelo cativante entre duas equipas que perderam os dois jogos que disputaram até agora. O vencedor fica em 5º lugar, escapando assim ao fundo da tabela classificativa, numa partida que promete muitos golos e emoção, a julgar pelo último confronto entre estas duas selecções (a Roménia bateu a Espanha por 7-6 num grande jogo em que os ibéricos estiveram a vencer por 6-2, em Haia, na Holanda).

Rússia e Suíça tentarão chegar ao pódio, naquele que será o quarto confronto entre as duas equipas nesta época. Espera-se um jogo emotivo, entre duas selecções que se conhecem muito bem e que incluem grandes jogadores, como o suíço Stankovic, melhor jogador do último mundial, e o guarda-redes russo Bukhlitskiy.

O dia fecha com a grande final, tão aguardada pelo público lisboeta e por todos os amantes da modalidade fantástica que é o futebol de praia: Portugal vs Itália! Duas equipas que se conhecem muito bem, com grandes jogadores e que farão tudo para vencer esta final! Golear a Roménia e derrotar a Rússia são feitos épicos, assim como bater a Suíça e vencer a Espanha são obras colossais, que provam bem a qualidade destas duas equipas. Curiosamente, portugueses e italianos chegaram a esta Superfinal da Liga Europeia com menos pontos do que as outras selecções de topo, mas o que é certo é que ambas as equipas estão em grande forma e preparadas para proporcionar um grande espectáculo no areal de Belém.

Triunfo de Portugal na meia-final da Taça da Europa de Futebol de Praia 2010.

Imagem referente ao Portugal vs Itália da 1/2 final da Taça da Europa de Futebol de Praia 2010. Portugal venceu por 10-7 num espectáculo emocionante! Aqui, Bruno Novo tenta roubar a bola a Carotenuto, sob a vigilância atenta de Palmacci.

Espero um jogo aberto, como tem vindo a ser hábito entre estas duas selecções, com muito equilíbrio e emoção, numa partida em que os detalhes serão fundamentais. A Itália sofreu algumas alterações, decorrentes da mudança de treinador, e surgiu neste torneio com uma equipa ligeiramente diferente, que vale mais colectivamente e que dará tudo pelo título europeu, conquistado pela única vez em 2005. Portugal, que alcançou o seu melhor nível em meados de Julho, na segunda fase da qualificação para o Mundial 2011, está num excelente momento de forma, contando com grandes jogadores, capazes de resolver um desafio pela sua técnica descomunal, bem como com uma qualidade defensiva bem acima da média, que poderá ser muito útil amanhã.

Infelizmente, Belchior, que viu o cartão amarelo nos dois jogos anteriores, vai estar suspenso e não poderá defrontar a Itália. Mesmo assim, eu sei que o seleccionador nacional, José Miguel Mateus, vai conseguir resolver o problema da melhor maneira, através de uma rotação inteligente dos jogadores do plantel, que decerto farão tudo o que puderem rumo ao título europeu.

Estou confiante. FORÇA PORTUGAL! PARA GANHAR A LIGA EUROPEIA!

Horário dos jogos

10:00 – Promotion Final – 5º/6º lugares – Inglaterra vs Azerbeijão

11:30 – Superfinal – 5º/6º lugares – Roménia vs Espanha

13:00 – Promotion Final – Final – França vs Turquia (Eurosport 2)

14:30 – Promotion Final – 3º/4º lugares – Hungria vs Israel

15:45 – Superfinal – 3º/4º lugares – Rússia vs Suíça (Eurosport 2)

17:00 – Superfinal – Final Portugal vs Itália (RTP N/Eurosport)

Nota: Todos os jogos têm transmissão directa no site da Beach Soccer World Wide.

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Liga Europeia de Futebol de Praia 2010: SUPERFINAL de 26 a 29 de Agosto em Belém (Lisboa)

NOTA: Podem consultar este post para informações actualizadas sobre a competição, com resultados dos jogos e a antevisão do último dia, que inclui a grande final entre Portugal e Itália. Por sua vez, este post refere-se precisamente a esse jogo da final entre Portugal e Itália, que Portugal venceu, sagrando-se campeão europeu de futebol de praia!

Saudações a todos os seguidores deste blogue e amantes da modalidade do futebol de praia. Este post tem como objectivo divulgar o grande evento desportivo que vai decorrer entre os dias 26 e 29 de Agosto na capital portuguesa, facultando a todos os potenciais interessados as informações essenciais.

Como todos terão percebido através da leitura do título e do parágrafo introdutório, vai realizar-se em Lisboa, na zona de Belém, a fase final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, que conta com a participação da selecção portuguesa. Assim, a derradeira e decisiva etapa da maior competição europeia de futebol de praia começa amanhã, 5ª feira, terminando no Domingo, 29 de Agosto, numa profusão de emoções.

O Terreiro das Missas, outrora palco da despedida dos valentes navegadores portugueses, autores de numerosos feitos no oriente, agora local de glória lusitana nos tempos modernos, onde Portugal lutará pelo título de campeão europeu das areias!

O Terreiro das Missas. Foi outrora o palco do derradeiro contacto dos valentes navegadores portugueses com a Pátria amada, o último vislumbramento de terras nacionais, antes dos numerosos feitos praticados no oriente. Será agora um novo local de glória lusitana, onde os heróis dos tempos modernos lutarão com toda sua força, com toda a sua vontade, com todo o seu amor, pelo triunfo da bandeira portuguesa sobre as restantes hostes das areias!

O torneio goza de uma localização privilegiada, uma vez que os jogos têm lugar no Terreiro das Missas, em frente ao Palácio de Belém, mas do outro lado da linha ferroviária. Foi este o local escolhido para montar o Estádio Meo, mesmo junto ao rio Tejo, num enquadramento natural deslumbrante, a escassos metros da estação de comboios de Belém, o que facilita em grande medida o acesso da população ao evento.

Ah! E a entrada no recinto é completamente gratuita, por isso, não há razão para faltar ao espectáculo do futebol de praia europeu, aqui tão perto de nós, nesta oportunidade única de assistir à magia dos craques das areias! Vamos apoiar a selecção nacional! Juntos conseguimos!

Cartaz promotor da Superfinal e da Promotion Final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. 6 equipas em busca do título europeu... 6 equipas na luta pela subida de divisão... tudo isto em Belém, em Lisboa, com entrada gratuita no Estádio Meo! O espectáculo está garantido!

Promotion Final e Superfinal: Depois da Fase Regular

Na verdade, são dois os torneios da Liga Europeia de Futebol de Praia que a cidade das sete colinas vai acolher esta semana: a Promotion Final e a Superfinal. Este último será disputado pelas 6 melhores equipas da divisão A da Liga Europeia a fim de determinar o campeão europeu da temporada. Já a Promotion Final será uma luta entre as 5 equipas mais fortes da divisão B e a pior equipa da divisão A, tendo em vista o acesso à divisão A da Liga Europeia em 2011, reservado para o vencedor do torneio.

A selecção das equipas para ambos os torneios teve como base os resultados de todas as etapas de uma fase regular, disputadas um pouco por toda a Europa, entre os meses de Maio e Julho. Assim, foram previamente realizados quatro eventos, em vários países do velho continente, que englobavam um torneio da divisão A e outro da divisão  B:

– 1ª etapa: Moscovo (Rússia) – 28 a 30 de Maio

– 2ª etapa: Marselha (França) – 27 a 29 de Junho

– 3ª etapa: Lignano Sabbiadoro (Itália) – 2 a 4 de Julho

– 4ª etapa: Haia (Holanda) – 22 a 25 de Julho

Neste pequeno vídeo podem ver aqueles que foram considerados os 5 melhores golos da 3ª etapa da Liga Europeia. São grandes momentos de futebol de praia, protagonizados por Leu (Suíça), François (França), Basquaise (França), Zeynalov (Azerbeijão) e Ziegler (Suíça). Todos estes jogadores estarão presentes na Superfinal (Suíça) ou na Promotion Final (França e Azerbeijão), defendendo a camisola da sua selecção!

Divisão A: Qualificações para a Superfinal

A divisão A era constituída por 8 selecções, sendo que em cada etapa participavam 4 equipas, que jogavam todas umas contra as outras, num formate de liga que lhes permitia conquistar pontos. Desta forma, todas as equipas participavam 2 torneios da fase regular, realizando um total de 6 jogos, o que permitia o estabelecimento de um ranking, cujos 6 primeiros lugares dariam acesso à Superfinal. Rússia, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Roménia ficaram, desta forma, apurados para a Superfinal.

A equipa classificada em 7º lugar não se qualificaria para a fase final da competição, mas teria o lugar assegurado na divisão A da Liga Europeia 2011, sendo esta a situação da selecção polaca. Pelo contrário, a selecção que ocupasse a 8ª posição seria obrigada a participar na Promotion Final, precisando de vencer o torneio a fim de manter o seu lugar na divisão A do próximo ano, o que corresponde ao panorama observado pela França neste momento.

Divisão B: Qualificações para a Promotion Final

A divisão B era composta por 11 equipas que lutariam por 5 vagas na Promotion Final de Agosto. Dado o elevado número de selecções, cada equipa realizou um único torneio, no qual a vitória garantia um lugar na almejada competição. Assim, em cada etapa da Liga Europeia, 3 equipas da divisão B degladiaram-se em busca do seu objectivo, num pequeno torneio triangular disputado em apenas 3 jogos. Israel, vencedor da etapa russa, Hungria, campeã em Marselha, e Azerbeijão, vitorioso em Lignano, foram assim seleccionados para participar na Promotion Final.

Jogo em que Israel bateu a Alemanha por 6-3.

Imagem da 1ª etapa da Liga Europeia. Aqui, o israelita Ilos luta pela posse de bola com o alemão Stolli. Neste jogo, Israel bateu a Alemanha por claros 6-3 com hat trick de Ilos.

A excepção foi a etapa de Haia, que não contou com partidas da divisão B, uma vez que as duas selecções restantes, Turquia e Noruega, haviam disputado um play-off a duas mãos na semana anterior, em Bibione, na Itália (por ocasião da qualificação europeia para o Mundial 2011), com vitória para a equipa turca.

Encontrados os vencedores das 4 etapas de apuramento, faltava apenas preencher uma vaga em aberto na Promotion Final, que deveria ser entregue ao melhor segundo classificado dos triangulares realizados em Moscovo, Marselha e Lignano. Assim sendo, a República Checa, 2º lugar na etapa italiana, teria um lugar garantido no torneio de final de Agosto. Porém, nem os checos nem os alemães podiam estar presentes na Promotion Final, por impossibilidades logísticas, o que fez da selecção inglesa, pior segundo classificado dos 3 triangulares, a herdeira legítima do espaço vazio existente.

Por fim, e como já foi referido, a outra selecção presente na Promotion Final será a França, como último classificado da divisão A no ranking da fase regular.

Formato da Superfinal

Como já referi, a Superfinal vai ser disputada por 6 equipas, que são, segundo os resultados da fase regular, as mais fortes da Europa. Apresento em seguida a lista de selecções que terão lugar na Superfinal, fazendo referência ao seu posicionamento no ranking da fase regular, bem como ao número de pontos que obtiveram durante essas etapas:

1 – Rússia (15 pontos)

2 – Suíça (15 pontos)

3 – Espanha (10 pontos)

4 – Portugal (9 pontos)

5 – Itália (8 pontos)

6 – Roménia (6 pontos)

A alegria de Maci por oposição à incredulidade de Juanma.

Imagem referente à 4ª etapa da Liga Europeia. Num jogo de grandes emoções, a Roménia esteve a perder por 6-2 frente aos espanhóis, mas acabou por ganhar por 7-6 com um golo no derradeiro segundo do encontro, conseguindo o apuramento para a Superfinal. Aqui, o romeno Maci, um dos heróis do jogo com 3 golos, celebra a vitória épica.

Mas como organizar uma competição com 6 equipas em 4 dias? Muito simples! Basta dividir as 6 selecções em 2 grupos de 3 equipas, de acordo com a classificação da fase regular. Assim, o grupo A será composto pelo vencedor da fase regular e pelas equipas posicionadas nos 4º e 6º lugares, enquanto os 5º e 3º classificados da fase regular acompanharão a selecção que ocupa o 2º lugar. De uma maneira mais fácil:

Grupo A

– Rússia

– Portugal

– Roménia

Grupo B

– Suíça

– Espanha

– Itália

Isto significa que, entre 5ª feira e Sábado, as equipas do mesmo grupo jogarão umas contra as outras, de modo a obter uma classificação final do grupo, que vai definir os confrontos de Domingo, último dia de competição: os vencedores dos grupos defrontam-se na final, enquanto as equipas classificadas em 2º lugar se defrontam na luta pelo 3º lugar do pódio, ficando a discussão da 5ª e da 6ª posição reservada para as selecções que ocuparem o 3º lugar do seu grupo.

Formato da Promotion Final

Como também já mencionei neste post, a Promotion Final também será disputada por 6 equipas, que adquiriram o direito a participar neste evento de maneiras diversas: 3 foram campeãs dos triangulares que se realizaram nas 3 primeiras etapas da fase regular, 1 venceu um play-off de acesso à competição, 1 ficou posicionada em 2º lugar num dos triangulares e 1 foi a 8ª classificada do ranking da divisão A na fase regular. Assim, as 6 selecções que se encontram em Lisboa para disputar um lugar na divisão A em 2011 são:

1 – França (8º lugar na classificação da divisão A após a fase regular)

2 – Israel (vitória no torneio de Moscovo)

3 – Azerbeijão (vitória no torneio de Lignano Sabbiadoro)

4 – Hungria (vitória no torneio de Marselha)

5 – Turquia (vitória no play-off de acesso frente à Noruega em Bibione)

6 – Inglaterra (2º lugar no torneio de Marselha) – em substituição da República Checa e da Alemanha

Hungria e Inglaterra estarão presentes na Promotion Final e jogarão novamente entre si.

Hungria e Inglaterra já se defrontaram na 2ª etapa da Liga Europeia em Marselha, com uma vitória húngara por 5-2. Na imagem, Ughy, da Hungria, remata para golo, fugindo à marcação de O' Rourke. As duas equipas voltarão a encontrar-se no grupo A da Promotion Final.

O formato da Promotion Final é, portanto, idêntico ao da Superfinal. Existem 2 grupos de 3 selecções, de acordo com o seu registo na fase regular da liga europeia (grupo A com 1º/4º/6º e grupo B com 2º/3º/5º), sendo que as equipas do mesmo grupo jogam umas contra as outras entre 26 e 28 de Agosto. No Domingo, os vencedores dos grupos jogam o assalto à divisão A na final, as equipas classificadas em 2º lugar no seu grupo disputam a presença no pódio e as selecções que ocuparem o 3º lugar do seu grupo lutarão pela 5ª posição. Os grupos são os seguintes:

Grupo A

– França

– Hungria

– Inglaterra

Grupo B

– Israel

– Azerbeijão

– Turquia

Calendário de jogos

Como disse nos tópicos anteriores, os dias 26, 27 e 28 de Agosto estão destinados à realização dos jogos da fase de grupos, ficando o Domingo, 29 de Agosto, reservado para as decisões finais desta Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Assim sendo, o calendário do evento será o seguinte:

5ª feira, 26 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel vs Turquia

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França vs Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo A – Rússia vs Roménia

17:15 – Superfinal – Grupo B – Suíça vs Itália

6ª feira, 27 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Azerbeijão vs Turquia

14:30 – Promotion Final – Grupo A – Hungria vs Inglaterra

15:45 – Superfinal – Grupo B – Espanha vs Itália

17:15 – Superfinal – Grupo A – Portugal vs Roménia (RTP N)

Sábado, 28 de Agosto

13:15 – Promotion Final – Grupo B – Israel vs Azerbeijão

14:30 – Promotion Final – Grupo A – França vs Hungria

15:45 – Superfinal – Grupo B – Suíça vs Espanha

17:00 – Superfinal – Grupo A – Rússia vs Portugal (RTP N)

Domingo, 29 de Agosto

10:00 – Promotion Final – Jogo para o 5º lugar – A3 vs B3

11:30 – Superfinal – Jogo para o 5º lugar – A3 vs B3

13:00 – Promotion Final – Final – A1 vs B1

14:30 – Promotion Final – Jogo para o 3º lugar – A2 vs B2

15:45 – Superfinal – Jogo para o 3º lugar – A2 vs B2

17:00 – Superfinal – Final – A1 vs B1

Selecção Nacional Portuguesa

Portugal vai jogar na Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 como o país anfitrião e um candidato à conquista do título. A selecção nacional foi campeã europeia em 2007 e 2008, mas o ano passado deixou escapar a vitória na Liga Europeia para a Rússia, que se sagrou assim campeã da Europa em 2009. Este ano, Portugal quer recuperar o título europeu e mostrar que continua a ser a melhor selecção do velho continente, apesar das deficiências estruturais da modalidade no nosso país e do crescimento acelerado das outras potências do futebol de praia.

As acrobacias de Madjer são um trunfo à disposição da selecção nacional.

Jogadores com a qualidade de Madjer são trunfos valiosos dos quais Portugal dispõe rumo à conquista do título europeu. Grandes acrobacias do capitão português! Aqui, um belo momento do Portugal vs Polónia a contar para a o torneio de qualificação para o Mundial 2011.

Para alcançar o seu objectivo, Portugal conta com 10 jogadores brilhantes, da total confiança do se treinador, José Miguel Mateus:

Guarda-redes

– Paulo Graça (12)

– João Carlos (22)

Jogadores de campo

– Coimbra (2)

– Jordan (4)

– Alan (6)

– Madjer (7)

– Marinho (9)

– Belchior (10)

– Bilro (11)

– Bruno Novo (18)

Esta tem vindo a tornar-se, desde o torneio de qualificação para o Mundial 2011 em Bibione, a equipa de base da selecção nacional, caracterizada por uma mistura sólida de experiência e juventude, que têm proporcionado boas exibições e resultados muito positivos nas últimas competições, apesar da carência de títulos.

De facto, nesta temporada de 2010, Portugal tem sido perseguido pelo 2º lugar, sendo esta a posição que ocupou nas 3 grandes competições disputadas até agora: a Taça da Europa, o apuramento para o Mundial 2011 e o Mundialito. No entanto, a atitude dos nossos jogadores tem sido de verdadeiros campeões e acredito que estas infelicidades não se voltem a repetir.

Portugal enfrentou alguns problemas no decorrer deste ano, nomeadamente a saída de 3 jogadores fundamentais na organização da equipa (Sousa, Torres e Zé Maria), que obrigou a uma reestruturação da selecção nacional e a motivou, de certa forma, um atraso no crescimento da equipa no decorrer do ano. Felizmente, graças ao trabalho exemplar dos atletas e da equipa técnica, foi possível manter uma qualidade elevada durante toda a época e a selecção acabou por atingir o seu verdadeiro valor. Na minha opinião, isto aconteceu em meados de Julho, na segunda fase do torneio de qualificação para o Mundial 2011, verificando ainda um aperfeiçoamento no Mundialito 2010, em que Portugal se apresentou a um nível soberbo.

Grito de guerra da selecção nacional antes do confronto com a Polónia. Força, PORTUGAL!

Os 10 jogadores convocados para a Superfinal estiveram em Bibione a jogar a qualificação para o Mundial 2011. Na imagem, podemos contemplar os atletas lusitanos no momento do grito de guerra da selecção antes do confronto decisivo com a Polónia. Força, PORTUGAL!

Mas se a selecção nacional esteve assim tão bem nesses torneios, porque é que não ganho nenhum deles? Porque, meus caros amigos, houve sempre qualquer circunstância imprevisível que se interpôs no caminho de Portugal e impossibilitou a concretização do sonho lusitano:

– No apuramento para o Mundial, a suspensão simultânea de Alan e Belchior na final contra a Ucrânia foi demais para uma equipa onde estes jogadores são muito influentes, contra um adversário temível como a selecção ucraniana.

– Já no Mundialito, frente ao campeão do Mundo, Brasil, Portugal teve azar na finalização, que se juntou à ausência de Belchior, mas sobretudo à péssima arbitragem por parte do espanhol Ruben Eiriz, que desequilibrou completamente o jogo a favor da Canarinha e estragou o magnífico espectáculo do duelo lusófono a que a Praia da Rocha estava a assistir.

Portugal e a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010

Na Liga Europeia, porém, será diferente. Poderemos contar com todos os nossos jogadores, nos três jogos da competição, sem interferências da arbitragem, espero, e em que a selecção nacional terá tudo para mostrar a sua superioridade, vencendo os seus adversários rumo ao título europeu! Não vai ser nada fácil, pois estarão presentes as 6 melhores equipas do continente europeu na actualidade e todas elas ambicionam a conquista do troféu. Contudo, estou confiante no real valor de Portugal e conheço suficientemente bem estes jogadores para saber que eles vão dar tudo por tudo em busca do triunfo.

Selecção Nacional de Futebol de Praia na EBSL 2008 Superfinal

Portugal venceu a Liga Europeia de Futebol de Praia pela última vez em 2008, em Vila Real de Santo António, na altura com Hernâni como capitão. Agora, em plena capital, com o apoio do público lisboeta e Madjer a liderar uma equipa "de arromba", repetiremos o feito e seremos novamente campeões europeus! Coragem, pessoal! Vamos conseguir!

Pensando jogo a jogo, neutralizando as principais armas dos adversários e impondo o nosso futebol de praia, temos todas as chances de vencer a Superfinal. Começando por derrotar a Roménia (aqui é preciso ter cuidado com o número 14, Maci) na estreia, Portugal poderá dirigir a sua atenção para a selecção russa, campeã em título e sua grande adversária na luta pela hegemonia europeia do futebol de praia em 2010, fazendo uso de todas as suas armas para ganhar também esse jogo e alcançar a grande final. E então o pensamento luso terá de ser só um: vencer, ganhar, triunfar, independentemente do adversário e das circunstâncias. Mas antes temos de nos concentrar em vencer o nosso grupo, tarefa essa que, apesar de difícil, nós vamos conseguir!

Força Portugal! Estamos todos convosco, amigos! Desta vez seremos campeões europeus!

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010: Segunda etapa da Fase Regular – Marselha

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Saudações aos leitores deste blogue. Este post será invulgarmente curto e pouco informativo, mas talvez venha a ser melhorado no futuro. As razões são a necessidade de escrever sobre este assunto imediatamente, dado que ficarei sem Internet durante algum tempo, e o facto de não dispor de muito tempo para desenvolver o tema como eu gostaria.

De qualquer forma, fica aqui a nota do seguinte:

Entre os dias 25 e 27 de Junho (6ª feira a Domingo) será disputada em Marselha, na França, a segunda etapa da fase regular da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010. Os jogos têm lugar na Praia do Prado, durante a tarde, e têm transmissão directa na Eurosport e Eurosport 2, cuja programação pode ser verificada aqui. Penso que a Beach Soccer World Wide também vai transmitir os jogos, via online, aqui.

O evento compreende dois torneios: uma competição da divisão A, com 4 equipas que jogam em formato de liga, procurando amealhar pontos para o Ranking da fase regular, e um torneio da divisão B, com 3 equipas a jogarem entre si na luta por um lugar na Promotion Final a disputar em Portugal no fim do mês de Agosto.

Da divisão A estarão presentes as selecções de Portugal, Espanha, Polónia e França (os anfitriões), enquanto a divisão B contará com a presença da Bielo-Rússia, da Hungria e da Inglaterra. O espectáculo está garantido e serão certamente três dias fascinantes nas areias marselhesas. Portugal e Espanha são as equipas mais fortes da divisão A e espera-se que uma destas duas selecções vença o torneio.

Os lusos viajam para solo gaulês com uma equipa diferente da habitual, dadas as ausências de Madjer, Alan e Belchior, mas a equipa tem muitos outros jogadores com vontade de ganhar e ajudar o seu país, que farão certamente um bom trabalho. Eu acredito plenamente na vitória portuguesa, embora a selecção espanhola seja uma das equipas mais experientes da Europa e o jogo seja de dificuldade máxima. Mas Portugal tem todas as condições para ganhar! Além disso, o principal objectivo é rodar a equipa, dar minutos a jogadores menos utilizados, na sequência do processo de renovação que tem vindo a ser efectuado ao longo do tempo. Por isso, vai ser um grande torneio para Portugal, não tenho dúvidas!

Boa sorte ao pessoal da selecção nacional! Portugal está convosco!

Vamos ver o que esta competição nos reserva, em termos de equipa portuguesa e de futebol de praia em si! Tenho grandes esperanças…

Taça da Europa de Futebol de Praia 2010: Portugal e Rússia na grande final rumo ao título continental

Nota: Se procuram informações sobre a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, realizada em Lisboa, em Belém, visitem este post, onde poderão encontrar tudo o que pretendem.

Queria começar este post com um sincero pedido de desculpas a todos os protagonistas e amantes da modalidade, nos quais me incluo, por não ter actualizado o meu blogue mais cedo, sendo  agora obrigado a falar das duas primeiras jornadas da Taça da Europa em simultâneo.

Passando ao assunto que verdadeiramente interessa, penso que devo começar por dizer que a Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010 está a ser um sucesso, com muita animação e grandes momentos desportivos. A escolha de Roma para palco da grande competição não podia ser mais acertada, proporcionando um palco fantástico para os combates dos modernos gladiadores, os heróis das praias europeias. Como dizia alguém aqui há uns dias: Uma cidade antiga para uma modalidade recente.

Mas o que tem acontecido ao certo nesta 12ª edição do evento? Quem tem sido o grande destaque deste torneio espectacular? Por onde anda a nossa selecção, a flor das areias lusitanas?

Digamos que as duas equipas apuradas para a final da competição são justamente Portugal e Rússia, o que vem confirmar as minhas expectativas antes da competição, sendo estas as duas selecções que venceram os seus dois jogos até ao momento.

O caso português: Dedicação e entrega sem precedentes

A equipa portuguesa iniciou a competição frente aos rivais helvéticos, liderados pela estrela Dejan Stankovic, que impuseram inúmeras dificuldades a Portugal, parecendo determinados a impedir o sucesso das cores lusas. No entanto, a união e preserverança dos jogadores nacionais acabou por prevalecer, numa partida que se revelou um autêntico duelo de campeões, com luta até ao fim, altura em que um pavoroso pontapé de bicicleta de Madjer deu a vitória ao conjunto português. Faltavam 8 segundos para terminar o jogo e Portugal emergia vitorioso, com 2-1 no marcador!

O segundo jogo dos pupilos de José Miguel Mateus foi outra terrível prova de fogo, num combate por um lugar na final frente aos italianos, anfitriões do torneio. Que grande jogo de futebol de praia! Se a partida anterior de Portugal não fora particularmente pródiga em golos, o mesmo não sucedeu diante dos transalpinos, naquele que será provavelmente o jogo com maior número de golos da competição,com um total de 17 tentos. E, apesar de um começo de jogo complicado, em que a turma portuguesa esteve duas vezes em desvantagem, Portugal conseguiu passar para a frente do marcador e nunca viria a permitir o empate, procedendo a uma boa gestão da vantagem, apesar da excelente reacção italiana.

Madjer, mais uma vez, foi o herói do jogo, ao apontar 4 golos, mas o destaque tem de ir necessariamente para Marco e Jordan, que se estrearam a marcar com a camisola nacional no seu segundo jogo internacional. Do lado adversário, Carotenuto foi o principal destaque do encontro, tanto pela positiva como pela negativa: marcou um hat-trick, deixando os adeptos locais em delírio e incitando os colegas de equipa à reviravolta no marcador, mas também se descontrolou na parte final do jogo, quando os números da vitória portuguesa despertaram o lado conflituoso e violento do seu carácter, originando uma situação desagradável com Paulo Graça, que culminou na expulsão do jogador italiano.

A situação russa: Frieza e profunda determinação

Por seu turno, os russos tiveram de ultrapassar a França, de Eric Cantona, e a Espanha, de Joaquín Alonso, para alcançar a final de Domingo.

O primeiro jogo, apesar do resultado dilatado verificado no fim dos 36 minutos, não foi tão simples como poderia eventualmente parecer, dado que os gauleses deram uma excelente resposta sensivelmente até ao meio do jogo (meio do 2º período). No entanto, a maior qualidade russa acabou por fazer a diferença no decorrer do 2º período, com o 3º segmento de jogo a surgir como uma sucessão de golos da equipa de leste, até atingir o resultado final de 8-2. Destaques russos para Shishin (um dos  meus jogadores favoritos na equipa) e Krasheninikov, ambos com 2 golos.

O segundo jogo dos actuais campeões europeus (a Rússia venceu a Liga Europeia de Futebol de Praia 2009) foi uma meia-final muito disputada entre russos e espanhóis, com o triunfo a acabar por sorrir ao conjunto oriental, que soube recuperar de uma vantagem de dois golos no 2º período para depois dar a volta ao resultado em grande estilo. Mais uma vez, os russos foram extremamente eficazes quando assim foi preciso. Makarov foi um dos principais destaques na equipa russa, ao apontar 2 golos, sendo que Leonov, Gorchinskiy, Shakhmelyan, Eremeev e Krasheninikov também marcaram, contribuindo assim para o 7-5 final (não assisti ao jogo, pois estive fora de casa, mas fiz a gravação para o poder ver depois).

Grande final em perspectiva

É verdade. Portugal e Rússia. Mais uma vez, os dois colossos do futebol de praia europeu voltam a encontrar-se, desta vez em Roma, a capital italiana. O que acontecerá desta vez?

Podemos analisar a questão de muitos pontos de vista diferentes. Historicamente, a Taça da Europa é uma competição favorável a Portugal, sendo que a equipa portuguesa conquistou 6 troféus na competição até ao momento (mais de metade das 11 edições disputadas). Por outro lado, no ano passado, os registos de confrontos entre russos e portugueses são claramente favoráveis aos nossos rivais, que apresentam 3 vitórias em 3 jogos, a última das quais ocorreu na final da Liga Europeia de Futebol de Praia 2009, em Vila Real de Santo António, quando Portugal foi derrotado por 4-3 e cedeu o título de campeão europeu à selecção russa. No entanto, nesta época, que já vai longa para a equipa de leste, os lusitanos já venceram a Rússia por uma vez, na Spring Cup Viseu 2010, que foi precisamente a única derrota dos russos neste ano. Estatisticamente, temos muito equilíbrio, portanto, entre as duas selecções.

Mas o que dizer em relação ás equipas em si? Bem, podemos começar por ter bem assente que se tratam de duas grandes equipas, as melhores do futebol de praia europeu na actualidade, apesar da concorrência da Suíça, da Itália e da Espanha. Selecções muito diferentes, é certo, mas com níveis exibicionais muito semelhantes, sendo provavelmente as únicas que conseguem rivalizar com o Brasil.

Portugal com um estilo mais fluido, mas alegre, com a bola (quase) sempre pelo ar e um estilo espectacular, capaz de fazer as delícias do público mais exigente. A Rússia com um poder físico assinalável, dada a prodigiosa preparação física dos seus atletas, e uma filosofia de jogo marcada pela disciplina táctica e pela frieza de leste, que se reflecte numa grande determinação por parte dos jogadores russos. As duas equipas são verdadeiras potência tanto no ataque como na defesa, embora o rigor defensivo dos russos seja a sua imagem de marca, enquanto Portugal é caracterizado sobretudo pelo seu jogo ofensivo de belo efeito.

Estado Físico e Psicológico

A selecção nacional portuguesa ainda não está na sua máxima força, dado que a época ainda se encontra numa fase inicial e alguns processos ainda têm de ser aperfeiçoados. No entanto, o grande problema reside na saída de três peças fundamentais do jogo da equipa lusitana (Sousa, Torres, Zé Maria), pelo que se tornou necessário chamar novos jogadores, cuja integração na selecção nacional ainda está a decorrer, com sucesso, é certo, mas gradualmente, no tempo que uma renovação da equipa precisa para se verificar. Assim, a qualidade da equipa portuguesa será certamente superior daqui a alguns meses. Mas isso não quer dizer que Portugal não esteja a jogar bem agora, tal como não quer dizer que não vença a Taça da Europa!

Os russos já tinham começado a sua preparação antes do início dos trabalhos da selecção portuguesa, motivo pelo qual levam um avanço natural. Contudo, essa vantagem pode perfeitamente não se materializar, no caso de os jogadores lusos estarem suficientemente concentrados. Além de tudo o mais, a Rússia tem as suas próprias cisões: Egor Shaykov, uma das referências do ataque, abandonou a selecção, devido aos compromissos futebolísticos. No entanto, trata-se de uma única ausência, facilmente colmatada por Eremeev, que se está a destacar no seio da equipa russa. De resto, o treinador anterior, Nikolai Pisarev, demitiu-se do cargo, dado que ia desempenhar uma função na estrutura organizativa do futebol do seu país. Os atletas não ficaram contentes com a decisão, mas tal não se reflectiu no jogo da equipa, até porque o adjunto de Nikolai Pisarev está a fazer um bom trabalho.

Conclusão: não podemos prever o resultado do Portugal vs Rússia da final. Um jogo equilibrado, com muita luta, as equipas com grandes preocupações defensivas e muita insistência no ataque para encontrar espaços que possam conduzir ao golo. Eventualmente, o jogo poderá abrir, mas isso não é muito comum num jogo frente aos russos, a não ser que sejam eles os beneficiados. Acredito na vitória de Portugal e, tendo em conta a forma como os bravos atletas portugueses se bateram perante os seus anteriores adversários, penso que não há razão para não serem capazes de derrotar a Rússia e conquistar o troféu.

FORÇA PORTUGAL!

Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010: O espectáculo vai começar!

Pois é. O tempo vai passando e a tão esperada Taça da Europa de Futebol de Praia já chegou! É verdade. Hoje, pelas 16:30, tem lugar o pontapé de saída da 12ª edição do evento, na maravilhosa capital italiana, Roma!

A competição é disputada durante 3 dias (6ª feira, Sábado e Domingo), em formato de eliminatórias, isto é, em quartos-de-final, meias-finais e final. Serão também jogados todos os jogos de consolação, a fim de ficarem definidas todas as posições da classificação, do 1º ao 8º lugares.

No primeiro dia de Jogos, dia 4 de Junho, Portugal defronta a Suíça no primeiro jogo. Vai ser certamente um grande desafio de futebol de praia, com duas equipas de grande nível, que se conhecem muito bem. O espectáculo já está garantido. Agora resta esperar pelo resultado. E eu digo: vamos ganhar! Sim! Estou consciente das dificuldades que esta partida contra os vice-campeões do mundo acarreta, mas acredito plenamente na vitória de Portugal. Temos tudo o que é preciso para vencer os helvéticos e passar às meias-finais!

Seguidamente, a Espanha e a Polónia lutarão por um lugar entre as 4 melhores equipas do torneio, num jogo em que os nossos vizinhos ibéricos são favoritos. No entanto, a Polónia deixou uma boa imagem na primeira etapa da Liga Europeia 2010, apesar de ter perdido todos os jogos, e não me parece que o jogo vá ser fácil para a turma de Amarelle.

A Rússia, actual campeã europeia, tem a tarefa relativamente complicada de passar pela França, treinada pelo experiente Eric Cantona. Contudo, tem sido notória a decadência da selecção gaulesa ao longo dos últimos dois anos, quando perderam a sua posição de destaque como uma das melhores equipas europeias. Pelo contrário, a Rússia tem vindo a crescer de uma forma impressionante, desde 2007, e inclusivamente já deu provas da sua força no decorrer desta temporada, ao vencer os três torneios em que já participou, o último dos quais foi a primeira etapa da Liga Europeia de Futebol de Praia, em Moscovo. Por isso, penso que, de uma maneira ou de outra, os russos acabarão de levar vencida a selecção francesa.

No último jogo do dia, os anfitriões da Taça da Europa debatem-se com os rivais da Hungria, na luta por um lugar nas meias-finais. Os italianos ocupam indiscutivelmente um lugar de destaque no futebol de praia europeu, embora sejam muito irregulares e, consequentemente, muito imprevisíveis: nunca se sabe muito bem o que esperar deles. De qualquer forma, são uma equipa de elite, com dois grandes jogadores (Pasquali e Carotenuto), além de outras mais valias, muito experiente, treinada por um técnico com garra (quem conhece Giancarlo Magrini sabe do que falo) e que vai fazer tudo pelo triunfo em frente ao seu público. Isto para apagar a péssima imagem transmitida pelos transalpinos no ano passado, quando perderam todos os jogos e ficaram no 8º lugar (entenda-se: o último) da classificação. A Hungria, que não tem nada a perder, vai a Roma com vontade de surpreender, esperando repetir a gracinha do ano passado, quando eliminou a Itália no primeiro jogo (5-2).

Durante os três dias, quase todos os jogos serão transmitidos em directo pela Eurosport 2. Hoje, 6ª feira, 4 de Junho, todos os jogos têm direito a transmissão directa. Além disso, todos os jogos serão transmitidos via online, no site da BSWW (Beach Soccer WorldWide), que emite os 12 jogos da competição em alta definição (não sei se isto é mesmo verdade, embora seja levado a crer que sim) para todos os fãs de futebol de praia à volta do mundo.

Podem acompanhar toda a acção da Taça da Europa de Futebol de Praia Roma 2010 aqui.

Toca a apoiar a nossa selecção! Toca a viver a alegria e emoção deste desporto apaixonante! É a magia do futebol de praia, ao alcance de todos!

EUSO 2009: um ano depois (as provas)

Foi precisamente no dia 5 de Abril de 2009 que a comitiva portuguesa das EUSO Murcia 2009 regressou a casa, trazendo moralizadoras e merecidas medalhas de bronze, mas, acima de tudo, memórias fantásticas de uma semana inesquecível.

Deste modo, assinalando o primeiro aniversário da chegada dos jovens cientistas à pátria,  pretendo recordar aqui os melhores momentos das Olimpíadas de Ciência da União Europeia do ano passado, evidenciando os motivos que tornaram esta aventura uma experiência tão enriquecedora e memorável.

As provas: grandes testes ao nosso potencial e lições para o futuro.

Seguindo as normas da organização, os testes das EUSO 2009 envolviam sempre uma componente experimental e uma vertente teórica. Genericamente, podemos dizer que o trabalho laboratorial era a base de tudo, uma vez que a avaliação dos grupos residia nos registos de medições e resultados, bem como nas respostas a questões relacionadas com as actividades a realizar.

Foram realizadas duas provas: uma no dia 31 de Março (3ª feira) e outra no dia 2 de Abril (5ª feira). Ambas as provas estavam divididas em 3 partes, referentes aos três domínios da ciência abordados, passo a citar, a Biologia, a Química e a Física. No entanto, não deixou de ser curioso que, no teste do dia 31 de Março, o segmento de Biologia se tratasse, na verdade, de uma actividade de Química, com um pequeno exercício no final sobre o ciclo de vida do bicho-da-seda.

De um modo geral, para quem não estiver interessado em ler  informação específica sobre cada uma das provas, posso dizer que foram muito interessantes, estimulando o nosso espírito científico e desenvolvendo a nossa capacidade de resposta a problemas inéditos. Fomos a Espanha com o intuito de honrar o nosso país, procurando ultrapassar as dificuldades que certamente iríamos encontrar, na tentativa de superar o nosso melhor. Ao mesmo tempo, participámos nesta grande competição científica tendo como propósito aprofundar os nossos conhecimentos nas nossas áreas predilectas e desenvolver competências fundamentais para a nossa formação e carreira.

Pois bem, não poderíamos ter sido mais bem sucedidos nestes objectivos, algo que podemos confirmar pela extraordinária evolução que protagonizámos do primeiro para o segundo teste. Por isso vos digo: foi formidável!

Competências adquiridas:

  • encarar situações novas
  • reagir a adversidades
  • trabalhar em equipa
  • aprender com os erros

1ª prova: fibras têxteis

Cada prova estava subordinado a um tema em concreto, que funcionava como mote de todo o teste. Na primeira prova, o tema central eram as fibras têxteis, dado que 2009 foi considerado o Ano Internacional das Fibras Naturais. A parte de Biologia, ou melhor, a primeira parte de Química, girava em torno da temática da seda e do famoso bichinho que produz esta fibra natural, devido ao simbolismo da cultura da seda naquela região de Espanha. E, se a segunda actividade de Química incluía uma titulação e a síntese artificial de nylon, a parte de Física baseava-se numa comparação das propriedades da seda e do nylon.

Não nos correu bem esta prova. O nosso grupo estava habituado a trabalhar em conjunto durante na totalidade do tempo, realizando todas as actividades do teste colectivamente. Ora acontece que este sistema tinha muitas vantagens  nas provas das Olimpíadas de Física, onde a sua utilização nos tinha catapultado para o primeiro lugar nas regionais e nas nacionais, mas não se aplicava ao modelo de prova das EUSO, com três actividades complicadas, repletas de problemas novos para nós, que exigiam muito tempo e toda a nossa concentração.

Durante a prova, encontrámos diversas contrariedades contra as quais nada podíamos fazer, e outras que, com mais experiência de laboratório e concentração em alguns instantes, talvez tivéssemos conseguido ultrapassar. O estado de saúde do Duarte, um bocado adoentado, com sintomas de gripe, veio prejudicar o nosso desempenho, apesar da atitude aguerrida do nosso companheiro de equipa. Outro aspecto altamente imprevisível que nos impediu de triunfar foi as deploráveis condições das balanças da universidade, cujos pratos não estavam completamente fixos, impedindo assim uma medição rigorosa das massas, que nos fez errar o cálculo das densidades.

No entanto, o resultado teria sido muitas vezes melhor se tivéssemos terminado a prova, algo que não aconteceu devido à nossa deficiente divisão de tarefas, ou se tivéssemos encarado as questões com mais atenção, pois tínhamos capacidade para fazer melhor, não fossem as condicionantes de tempo e a grande dimensão da prova. Resultado final: 31 pontos num total de 94 possíveis. Um novo record nas nossas carreiras de estudantes: a pior classificação de sempre (como o Duarte fez questão de referir, com humor).

Os testes exigiam mais experiência de laboratório e uma tripartição do trabalho, com um aluno especializado em cada uma das actividades. Não era difícil entender isto, mesmo para quem pensava que a prova tinha corrido bem (que ingenuidade, a nossa). De facto, sentimos que não tínhamos feito má figura, uma vez que havíamos percebido os conteúdos abordados e tínhamos realizado praticamente todos os trabalhos laboratoriais (como eu disse depois no hotel, “não perdemos o comboio da ciência”). No entanto, os pontos residiam nas questões, e nesse capítulo tínhamos cometido demasiados erros…

2ª prova: sumos de fruta

Se bem me lembro, o teste do dia 2 de Abril centrava-se no estudo dos sumos de fruta segundo diferentes perspectivas. A parte de Biologia, desta vez incidia realmente sobre a ciência da vida, girava em torno da observação microscópica de seres vivos de de diferentes reinos, que suscitava questões diversas, estando de alguma maneira relacionada com a questão dos sumos (não me recordo exactamente como). A actividade de Química, por sua vez, voltava a incluir titulações e diversos cálculos envolvendo moles, enquanto o grupo de Física tinha como grande objectivo a determinação da capacidade térmica mássica do sumo (utilizando água em substituição deste líquido).

Tirando preciosas ilações da prova anterior, optámos por uma inteligente divisão de tarefas, desdobrando a nossa equipa nos seus três membros constituintes: Frederico, o biólogo, Duarte, o químico, André, o físico. E assim, motivados pela perspectiva de uma grande prova, demos início às actividades, cada um responsável pela sua parte, após um curto período de análise do teste em conjunto. Naturalmente que também houve entreajuda nesta prova, mas ocorreu de uma forma muito mais estratégica e profícua do que na ocasião anterior.

Firmes no nosso propósito, com uma postura correcta face aos trabalhos propostos, não recuámos perante as adversidades e fizemos frente aos problemas, contornando as barreiras que se nos afiguravam. Todos nos confrontámos com situações de difícil resolução, mas uma análise cuidada das circunstâncias e muita determinação na tentativa de corrigir os erros permitiram encontrar as soluções adequadas. Quando precisávamos da ajuda de um colega, quer para questões técnicas quer em termos de conhecimentos, não hesitávamos em pedir e o nosso compatriota vinha prestar auxílio tão rapidamente quanto as suas actividades o permitiam. Funcionámos muito bem.

No fim, eu, que cooperei activamente com os meus colegas, intervindo nas várias partes da prova, e tinha compreendido perfeitamente todos os exercícios do segmento de Física, acabei por não conseguir chegar aos resultados desejados. Porquê? Pela mesma razão pela qual não conseguíramos determinar as densidades do nylon e da seda no primeiro teste: balança com o prato mal colocado. Já me debati diversas vezes com a questão e a conclusão é inevitável! Um mau posicionamento daquela peça da balança prejudicou as medições das massas de água, influenciando todos os resultados na mesma ordem de grandeza, visto que o gráfico obtido era uma recta, mas em vez de passar pela origem interceptava o semieixo positivo das abcissas.

Tentei de tudo para rectificar a situação, mas já era tarde e tive de trabalhar com os dados que tinha, até porque sabia que o meu procedimento estava correcto! Depois, todos os exercícios ficaram errados, em cadeia, e eu nada podia fazer! Se não fosse o raio da balança… aqui está um parâmetro em que o material da nossa escola tem alguma superioridade!

No final, viemos a saber que a nossa classificação nesta prova tinha sido de 70 pontos num universo de 86 possíveis. Nada mau! Fizemos grandes progressos relativamente ao teste anterior! E, aparentemente, as minhas peripécias com a balança não tiveram um efeito demasiado negativo no resultado final, posto que preenchi correctamente os registos, elaborei um gráfico de acordo com os meus dados e ainda acertei a uma questão de escolha múltipla. Fui penalizado nos valores das massas, no cálculo da capacidade térmica mássica e nas duas alíneas que se seguiram, dependentes da determinação de c. De resto, como o motivo do meu erro foi uma questão exterior à minha responsabilidade, e também participei activamente nas respostas ao questionário de biologia, cooperando magnificamente com o Fred, fiquei de consciência tranquila e sinto que cumpri o meu dever como membro da equipa.

E assim se demonstrou que o trio de cientistas do Restelo tinha um imenso valor e aprendera imenso com a experiência do primeiro teste! Se, no dia 31 de Março, tínhamos conseguido não perder o expresso europeu da ciência, na segunda prova não só apanhámos o comboio, como também chegámos ao fim da linha! Ou pelo menos ficámos perto. Como disse a professora Isaura Vieira, da DGIDC, “se tivesse havido uma terceira prova…”.

Aviso: mais tarde falarei sobre os outros aspectos das EUSO 2009.