2010 (parte 1): Formação Académica, Olimpíadas de Física, Futebol de Praia

Não sei bem por onde começar. Digamos que 2010 terminou, dando lugar a um novo ano, com 12 meses repletos de acontecimentos, ainda não sabemos quais: 2011.

Da minha parte, desejo a todos os meus familiares/amigos/conhecidos/leitores um excelente ano novo! Faço votos para que todos gozem de uma saúde revigoradora, capaz de vos impulsionar para grandes conquistas, concretizando os vossos desejos! E sempre numa perspectiva de paz e harmonia na relação com os outros, que vos permita encarar o dia seguinte com alegria e vontade de contribuir para um mundo melhor!

Eu, pelo meu turno, tenho um conjunto de objectivos e expectativas pessoais para 2011, intrinsecamente ligadas ao balanço individual que faço do ano de 2010, que se vai distanciando progressivamente, apesar de se ter despedido de nós num passado tão recente. Bem, passemos então à minha retrospectiva de 2010 e projecção de 2011.

2010

Não me sinto capaz de descrever o ano de 2010 numa ou duas palavras, por isso começarei pelo princípio, pelos factos, que são dados concretos. Foi um ano em que operei a transição dos 16 para os 17 anos de idade, o que se verificou, mais precisamente, no dia 9 de Junho (de 2010, claro está). Foi também o ano em que concluí o 11º ano de escolaridade, no Curso de Ciências e Tecnologias, e iniciei o 12º ano, última etapa do Ensino Secundário antes da entrada no Ensino Superior.

Espreitando horizontes futuros, participei nas Olimpíadas Portuguesas de Física, tanto na Fase Regional (Sul e Ilhas) como na Fase Nacional, obtendo o apuramento para o fascinante programa Quark, que tem em vista a preparação e selecção dos estudantes a participar nas Olimpíadas Internacionais e nas Olimpíadas Ibero-Americanas. Cultivando outra grande paixão, assisti pela primeira vez ao vivo a jogos de futebol de praia, quer ao Mundialito em Portimão quer à Superfinal da Liga Europeia em Lisboa, em experiências maravilhosas.

Mais viajado no contexto nacional, não deixei de fazer uma pequena visita ao estrangeiro, visitando a capital brasileira (Brasília) numa estadia da minha mãe. A nível de saúde, tudo decorreu dentro da normalidade, com uma energia vital que sempre me permitiu encarar o dia seguinte com vontade (ignoremos o pequeno mas muito aborrecido contratempo associado à fractura da falange distal do dedo médio da mão esquerda).

Bem, acabei de enumerar alguns factos decisivos na minha análise pessoal do ano de 2010. Que interpretações poderei fazer destes e de outros acontecimentos?

Um ano sorridente

Bem, em primeiro lugar, direi que não posso deixar de sorrir quando contemplo, com alguma saudade, este inesquecível ano de 2010. Claro que não se compôs inteiramente de coisas positivas, albergando também, aqui ou ali, uma ou outra experiência mais desagradável. Contudo, os momentos negativos são muitas vezes melhor fonte de aprendizagem do que as alegrias da vida, algo que eu julgo poder aplicar ao meu ano de 2010: retirei ensinamentos positivos de cada acontecimento, de cada experiência, de cada atitude, minha ou alheia, e assim saí beneficiado de todo este processo, chegando a 2011 com uma maior preparação para a vida do que aquela que tinha 365 dias atrás. Além disso, penso que os tais aspectos negativos foram claramente ofuscados pela riqueza de experiências positivas que marcou este twenty ten.

Formação Académica

Passando ao exame da componente académica, verifico que os meus objectivos foram alcançados com sucesso. Tanto o 2º como o 3º períodos lectivos do 11º ano decorreram dentro das minhas expectativas, com o meu trabalho a potenciar notas altas, que se coadunavam com as minhas capacidades. Os exames nacionais não correram tão bem, não por falta de estudo, mas por pequenas distracções idiotas e factores exteriores a mim, que me privaram das notas que ambicionava, levando a uma descida de 1 valor nas disciplinas de Física e Química e de Biologia e Geologia. Ainda assim, a minha média interna pouco se ressentiu dessa descida, que não hipoteca, de modo algum, a minha entrada na Universidade (todo indica que conseguirei entrar em qualquer curso com bastante segurança).

Nos últimos meses de 2010, o 1º período do 12º ano de escolaridade trouxe-me boas expectativas para esta derradeira etapa do Ensino Secundário, dado que desenvolvi um trabalho metódico e contínuo, que se espelhou na concretização das minhas expectativas, começando o ano com notas altas que me proporcionam uma boa base de trabalho para o futuro.

Olimpíadas de Física

As Olimpíadas de Física correspondem a outro capítulo da minha formação académica, complementando a acção do ensino a nível escolar. Indubitavelmente, esta iniciativa louvável da Sociedade Portuguesa de Física (SPF) tem contribuído para alimentar a minha paixão pela Física, fornecendo-me um conjunto de bases que decerto me serão muito úteis no futuro, não só em termos de aquisição de conhecimentos científicos, mas também ao nível da participação em projectos de grande envergadura no âmbito da Física. Em relação ao primeiro aspecto, as provas testaram e estimularam a minha capacidade de resolução de problemas, confrontando-me com situações novas, tendo sobretudo contribuído para me aproximar mais da componente experimental.

Acerca da outra componente, igualmente importante, sublinharei a oportunidade de conhecer, a propósito da Fase Regional (na qual me classifiquei entre os 10 primeiros, com grande surpresa minha), o edifício do Instituto Superior Técnico (IST) do Tagus Park, em Oeiras, que muito cativou a minha atenção, embora presentemente não o veja como uma hipótese para o meu futuro. Porém, a experiência verdadeiramente inesquecível estava guardada para o dia 5 de Junho, data da Fase Nacional, realizada em Lisboa, no estimado Museu da Electricidade, onde conheci muitas pessoas e fiz alguns amigos, ao longo de um dia que começou com muitos nervos, mas se tornou magnífico com um almoço de grupo, a visita ao museu, a participação nas iniciativas científico-desportivas ao ar livre e a declaração dos vencedores, durante a qual me foi atribuída uma surpreendente menção honrosa, acompanhada da informação de que estava pré-seleccionado para integrar o programa FísicaQuark, a ter lugar na Universidade de Coimbra nos primeiros meses de 2011! Foi fantástico.

Futebol de Praia

Viajando de paixão em paixão, passamos agora a uma outra, curiosamente também começada pela letra f (felizmente): o futebol de praia! Ora, não é novidade nenhuma este meu fascínio pela modalidade desportiva. No entanto, em 2010, vivi experiências memoráveis que ainda não figuravam na minha história pessoal. Se, por força da menor frequência dos treinos e incompatibilidade de horários, não foi tão assíduo na assistência aos treinos da selecção nacional, se, por impossibilidade logística, não tive a oportunidade de estar presente em Viseu aquando da realização da competitiva Spring Cup 2010, com muita pena minha, a verdade é que nada tenho a lamentar em relação à forma como vivi o futebol de praia no ano transacto, dado que os meus desejos se viriam a realizar gradualmente.

É neste contexto que se enquadra o fim-de-semana em Portimão, onde assisti ao espectáculo (sim, não há palavra melhor para descrever o ambiente fantástico com o qual contactei e do qual fui parte) do Mundialito de Futebol de Praia 2010! A selecção nacional não venceu a competição, infelizmente (por motivos diversos, que não vou explicar aqui), mas fez uma bela prestação! E se a equipa lusitana não logrou oferecer ao público presente o terceiro título consecutivo na competição, não deixou de me proporcionar momentos fantásticos, não só no estádio mas também fora dele, quando tive a honra de almoçar com o grupo da selecção nacional, a convite do seleccionador nacional, José Miguel Mateus, e do coordenador nacional do futebol de praia, João Morais. E assim, antes do jogo decisivo frente ao Brasil, tive a oportunidade de contactar de uma maneira diferente com os heróis da equipa das quinas, em momentos de pura boa disposição!

E, se a selecção nacional não teve sorte na primeira competição de futebol de praia a que fui assistir ao vivo, as minhas preces de adepto não poderiam ter sido mais bem atendidas pelas forças do destino (ou da BSWW), uma vez que a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia se disputaria em Lisboa, mais concretamente em Belém, a cerca de apenas 2 km do meu local de residência! Não havendo interferência com as datas de férias, fui certamente o espectador “civil” mais assíduo de toda a competição, testemunhando 16 dos 18 jogos que tiveram lugar no Terreiro das Missas. Enfim, foi um torneio verdadeiramente incrível e uma experiência fabulosa, principalmente porque Portugal se sagrou campeão europeu de futebol de praia, após uma final à qual assisti na bancada VIP, acompanhado por 11 pessoas muito especiais que aceitaram o meu convite para virem puxar pela selecção nacional na última batalha da época! E depois os autógrafos, o contacto com pessoas que não conhecia, a partilha da alegria sentida por todos os membros da família do futebol de praia português…

Encerrando o assunto do futebol de praia, direi que foi mesmo um ano especial, não só pelas marcas anteriormente referidas, mas também porque o trajecto da selecção nacional foi muito positivo, conseguindo a qualificação para o mundial, a reconquista do título europeu e a recuperação da liderança do ranking europeu da modalidade, numa temporada que poderia ter sido ainda mais rica em títulos, dado que Portugal alcançou todas as finais de torneios importantes. A equipa demonstrou evolução ao longo do ano e reagiu com distinção às adversidades que foram surgindo, como a saída de jogadores importantes na equipa, contraposta por uma eficaz adaptação de novos jogadores à selecção nacional. A nível de clubes, Portugal deu um passo decisivo, por meio da organização do primeiro circuito nacional de futebol de praia, sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Testes Intermédios: Desilusão? Não! Aprendizagem e Evolução!

Ultimamente, tenho andado visivelmente atarefado. Motivo? Testes intermédios, meus caros amigos. Infelizmente para mim, a suspensão da minha redacção no blogue não foi tão benéfica como eu gostaria, dado que as notas obtidas nas provas não foram ou não se adivinham tão altas como eu gostaria. São boas notas, e não me impedem de vir alcançar os meus objectivos escolares. Em todo o caso, acho que poderiam ter sido mais altas, sobretudo pela forma como eu perdi pontos estupidamente nas duas provas realizadas: as de Física e Química A e de Matemática A. Mas comecemos pelo princípio.

Testes Intermédios: A Causa dos meus Celeumas Interiores

Na sequência da preparação para os exames nacionais das disciplinas específicas, tenho vindo a realizar diversas provas elaboradas pela equipa do Ministério da Educação, que constituem os chamados testes intermédios. Como alunos do 11º ano de escolaridade, temos exames de Física e Química A e de Biologia e Geologia no final deste ano lectivo, além dos exames de Português e Matemática no fim do 12º ano. Assim, ao longo dos 2º e 3º períodos, os testes intermédios do GAVE têm povoado o nosso calendário escolar, substituindo alguns testes das respectivas disciplinas e intervindo nas contas para a avaliação dos alunos.

Ora acontece que o intermédio de Física e Química estava marcado para o dia 30 de Abril, enquanto a prova de Matemática fora agendada para 6 de Maio. Deste modo, o calendário de testes ia abrir com dois importantes momentos de avaliação, com a importante função de nos preparar para a realidade dos exames. Quais eram os meus objectivos? Ter as notas mais altas possíveis, para subir as notas de 19 que trazia do período anterior em ambas as disciplinas para dois 20s mais honrosos e estáveis. Até aqui tudo bem.

Não tive grandes problemas na preparação para os dois testes intermédios. Revendo a matéria na teoria ou exercitando os conhecimentos na prática (incluindo a realização de testes intermédios de anos anteriores), atingi um patamar que me conferia alguma segurança para as provas, possibilitando as almejadas notas caso estivesse concentrado. E as provas, tanto uma como a outra, correram bem. O pior foi depois, quando comecei a ver que tinha errado qualquer coisa nos dois teste intermédios. Apesar das semelhanças entre os dois casos, seria conveniente distinguir as situações.

Física e Química A: Problemas com a Calculadora?

Falando mais aprofundadamente do teste intermédio de Física e Química, o único problema antes da realização do teste parecia ser a falta de calculadora gráfica (tinha uma, mas não estava a funcionar). Na aula anterior à prova, vários colegas (daqueles que tinham anulado a matrícula) se tinham oferecido para me emprestar a sua calculadora.

Ficara combinado que, caso a minha calculadora não estivesse a funcionar, o Luís emprestar-me-ia a sua máquina. No entanto, a anomalia da minha calculadora era simples: não passava de uma questão de pilhas gastas. E assim, uma vez solucionado o problema, a HP 9 g estava novamente operacional e em condições de me conceder os 8 preciosos pontos da regressão linear (que podia vir a sair, como efectivamente aconteceu). Como aluno aplicado, desejando evitar surpresas desagradáveis durante a realização da prova, decidi testar aquela funcionalidade da máquina, usando os dados de um exercício do livro, com 10 valores para x e y. O resultado da experiência foi positivo. «Estou pronto para o teste.» pensei eu. E estava. Mas na hora H, as coisas não correram tão bem como estava previsto…

Física e Química A: A Prova

Eis a deslumbrante hp 9g: a calculadora mas famosa da minha turma! (ou pelo menos a que mais tem dado que falar, dadas as suas singularidades muito peculiares)

Eis a deslumbrante hp 9g: a calculadora mas famosa da minha turma! (ou pelo menos a que mais tem dado que falar, dadas as suas singularidades muito peculiares)

30 de Maio. Dia do teste intermédio. 90 minutos para resolver o teste e tentar chegar ao 20. O teste não era propriamente difícil, a maior parte das questões eram bastante óbvias e não havia assim nenhum exercício que fizesse pensar mais um bocadinho. Ainda assim, acho que 4 questões de desenvolvimento com texto (e não por cálculos) foi claramente excessivo, porque envolvem sempre muitos pontos que precisam de ser focados, acabando por ter reflexos em termos de tempo (pelo menos para mim, que sou um bocado perfeccionista nestas coisas).

Por ter demorado demasiado tempo nas justificações textuais, acabei por resolver os dois últimos exercícios de cálculo sob pressão, cometendo alguns erros por distracção, que foram prontamente corrigidos, acabando por não ter qualquer influência na minha nota. Anteriormente, tinha resolvido a questão 3.3 (envolvia uma regressão linear), seguindo os passos correctos, com a minha super calculadora hp, sem qualquer hesitação, confiante da verdade do meu resultado. E assim, foi satisfeito que deixei a sala do teste, sem certezas, mas com algumas esperanças de poder chegar ao 20 (ou pelo menos com um arredondamento, em caso de erro de cálculo).

Física e Química A: Errei a Regressão Linear!!!??? Mas Porquê!!!???

Todavia, se havia algum exercício que eu nunca esperaria errar era o cálculo da regressão linear, que eu fizera atentamente, com todo o cuidado, para grande alegria do meu espírito científico. Compreende-se, portanto, qual o meu espanto, quando na aula de 3ª feira (4 de Maio), a primeira após o teste intermédio, o professor me disse que tinha voltado a errar a regressão linear! Asseverei que tinha utilizado a calculadora correctamente, que tinha conseguido fazer uma regressão linear, e que tinha obtido um valor do declive da recta através da máquina! Não teria trocado os valores de x com os de y? Não! Não teria trocado o declive com a ordenada na origem? Também não!

A fim de descobrir a causa do meu erro, voltei a realizar o cálculo da regressão linear, verificando os valores, gravados na memória da calculadora, que tinham sido introduzidos por mim no dia do teste. Estavam todos certos, mas o resultado continuava a estar incorrecto! E foi então que eu descobri! Tornando a fiscalizar a situação, apercebi-me de que os dados que eu tinha usado na véspera do teste ainda continuavam guardados, conservados em latência na memória da calculadora, tendo interferido com os valores do exercício do teste intermédio, originando uma regressão linear referente a dois conjuntos de dados totalmente diferentes! Estava explicado o meu resultado tão exótico, justificando as 8 décimas de desconto das quais já não poderia fugir. Boing!

Passei o resto da aula de Física e Química atormentado pela ideia de que perdera pontos estupidamente, num acesso de irresponsabilidade que, certamente, me iria privar da nota máxima no teste intermédio, mas, pior do que isso, poderia eventualmente custar o 20 no final do ano. Como se não bastasse, na aula de 5ª feira, o professor abalou ainda mais a minha consciência preocupada, fazendo referência a um erro ou outro na minha parte de Química. O quê! Não queria acreditar! Mais uma contrariedade para desgraçar os meus objectivos? O professor disse que talvez estivesse a fazer confusão, pois não se recordava bem das provas, e acabou por me aconselhar com simpatia que não me preocupasse. Ainda assim, a ideia de ter menos de 19,2 não deixou de importunar a minha mente de ideias fixas.

Física e Química A: Mais Erros? Sustos. Balanço. Projecção.

No dia seguinte (posso dizer hoje), na escola, a primeira aula do dia era nada mais nada menos do que Física e Química! O sumário, muito simples, dividia-se em duas partes distintas: a resolução de exercícios sobre a matéria leccionada na aula anterior e a entrega dos testes intermédios, acompanhada de breves comentários e conselhos do professor às nossas notas. Quando recebi o meu teste fiquei aliviado! UFA! 19,2! Quando já receava uma nota mais longínqua das minhas ambições, devido aos supostos erros na parte da Química, aquele resultado foi a melhor notícia que eu poderia ter recebido! Isto, claro, tendo em conta que a razão pela qual não fiz o pleno foi um azar na utilização da calculadora, exclusivamente da minha responsabilidade, é certo, mas que causa sempre alguma frustração, não obstante o meu monopólio da culpa.

Em suma, este teste intermédio representou mais uma oportunidade desperdiçada para eu ter 20 valores exactos numa prova da disciplina e leva a que seja preciso eu regressar a um registo mais elevado na prova seguinte para alcançar a almejada classificação icosaédrica no final do ano.

O professor já nos disse, em contornos gerais, qual vai ser a matéria para o próximo teste, que, em princípio, terá lugar dia 4 de Junho. Até lá, vou aprofundar a revisão das matérias anteriores e estudar devidamente a última unidade, para conseguir um conhecimento adequado da matéria, que permita atingir essa nota. No dia anterior ao teste, deitar-me-ei mais cedo do que é habitual, para estar de cabeça fresca na manhã seguinte, e farei o teste com muita concentração, para não dar erros estúpidos em cálculos elementares e coisas afins. Estou confiante. E tem de ser mesmo assim.

Matemática A: Preparação e Teste

Em relação à Matemática, pouco (!) tenho a dizer. Como preparação, revi as noções de teoria mais importantes acerca das funções, utilizando também alguns exercícios, e resolvi testes intermédios de anos anteriores, além de fichas de escolha múltipla (recursos atenciosamente facultados pela professora a toda a turma). Os exercícios que requeriam o uso da calculadora gráfica foram um ponto importante do meu estudo. Ainda tive tempo para ajudar alguns colegas a estudar e esclarecer um ou outra dúvida de algum, o que considero ser importante, pois os bons amigos merecem sempre a nossa ajuda, enquanto nos for humanamente possível prestar esse auxílio.

Parti confiante para o teste. Fiquei sentado do lado da janela, iluminado pela luz solar, munido de todo o material necessários à realização da prova. Correu tudo muito bem, não senti problemas durante a realização dos exercícios (que eram, regra geral, fáceis), e deixei a sala seguro de mim mesmo e das minhas respostas. Contudo, no decorrer do dia de ontem, uma ligeira suspeita atormentava a minha mente conturbada. Uma pequena nuance tinha ficado em suspenso desde a realização da prova…

Matemática A: Derivadas – Complicar o que é fácil

Na alínea 4.2, que envolvia o cálculo de uma derivada, muito fácil, por sinal, eu compliquei o exercício, utilizando a minha capacidade natural de complicar o que é simples por natureza. Embora soubesse perfeitamente que a derivada de uma função f+g é igual à soma da derivada de f com a derivada de g, no momento, pensei que poderia existir naquele exercício uma armadilha (não me perguntem porquê, foi um impulso de idiotice inexplicável, daqueles que por vezes me sucedem nas perguntas mais fáceis dos testes) e escrevi a expressão numa forma muito mais complexa, o que dificultou o cálculo da derivada (estendia-se para além dos limites do programa), que eu acabaria por errar!

Durante a prova, embora duvidasse um pouco da validade do meu processo, achei que estaria correcto, caindo numa cegueira que se prolongaria durante cerca de 24 horas. Porém, a escuridão algébrica só durou até à aula de Matemática de hoje, quando as minhas dúvidas se intensificaram, levando a que, inevitavelmente, pegasse no enunciado do teste e verificasse a minha resolução do exercício em questão. Receando seriamente ter cometido um erro (como alguns minutos mais tarde viria a perceber), resolvi o exercício de outro modo, mais complexo, mas que me levaria a um resultado inequivocamente correcto (usei os limites para determinar as derivadas). E, gradualmente, fui começando a ver que tinha metido água…

No final da aula, quando todos os meus colegas tinham abandonado a sala, interpelei a professora acerca dos critérios de correcção para aquela pergunta. Segundo as informações do GAVE, o cálculo da derivada vale 8 pontos, mas basta manifestar intenção de determinar o a derivada para conquistar 2 décimas. Por outras palavras, teria 6 décimas de desconto no exercício, sendo que a melhor nota possível passava a ser de 19,4 valores. Não era nada mau, convenhamos. Despedi-me da professora, agradecendo, e assim terminou uma semana dominada pela azáfama dos testes intermédios.

Matemática A – Expectativas e Projectos

Bem, tenho esperanças de não ter cometido mais nenhum erro no teste intermédio de Matemática. Penso que tal é possível, tendo em conta que aquela era a única pergunta do teste em que eu estava um pouco relutante. Um 19,4 seria uma excelente nota, mesmo ali na fronteira do 19, a espreitar o 20, mesmo sem chegar ao meu objectivo. Vou aguardar pacientemente, ciente dos factos, mas acreditando nesta nota como a verdadeira.

De resto, a situação é idêntica à da disciplina de Física e Química: preciso de tirar um 20 no próximo teste, custe o que custar! Sim, é preciso! E, acima de tudo, é possível! Tenho de manter os conhecimentos que já tenho sobre a matéria anterior, com a rectificação das derivadas, para não voltar a cometer o mesmo erro. Além disso, a derradeira unidade do programa, referente a sucessões, também terá de ser cuidadosamente estudada, para não perder pontos com essa matéria. Segredos para o sucesso: deitar cedo para ter um número de horas de descanso suficientes para manter a lucidez em níveis bem elevados e fazer tudo com atenção redobrada, para não me enganar na passagem de valores do enunciado para a folha de teste nem nos cálculos mais simples (geralmente, são aí os meus erros em Matemática).

Conclusão: Erguer o semblante

E pronto! Aqui estou eu, pronto para o que der e vier! A margem de erro nas duas disciplinas já terminou e tenho de me mentalizar de que tenho de melhorar, porque posso subir e quero alcançar o progresso!

Peço desculpa aos leitores pelo egocentrismo assumido deste post, mas tentem perceber que eu estava mesmo a precisar de escrever sobre estes assuntos para arrumar as ideias e moralizar a minha mente, que ficou um pouco atordoada por estas pequenas frustrações. Por favor, não vejam o post como um momento de exibicionismo, pois fui sincero em tudo o que escrevi, nunca tendo como objectivo publicitar a minha imagem ou qualquer coisa do género. Os meus desejos e ambições, por mais altos que sejam, não significam que eu não seja humilde e tenha uma postura sensata de encarar os estudos e a vida em geral.

Dedo partido: retrospectiva (5 semanas)

Quarta-feira. 22 de Fevereiro de 2010. Como provavelmente saberão, quer por me conhecerem na vida real, quer por terem lido um post anterior, tenho um dedo partido. Hoje podem ser comemoradas as 5 semanas decorridas sobre a identificação do problema e o início do respectivo tratamento (mas que raio de coisa para se celebrar).

A sério. É mesmo verdade. Aquilo que considerei a princípio uma pancada perfeitamente inócua no dedo médio da mão esquerda era na verdade uma fractura na falange distal, mais concretamente ao nível da cartilagem de crescimento.

E por mais insignificante e anódino que este facto possa parecer, se eu não tivesse tido os cuidados adequados, o dedo poderia ter sofrido um desvio, começando a crescer na direcção errada. Esta situação conduziria à necessidade de uma intervenção cirúrgica, que implicaria um intervalo de tempo bem mais alargado para a recuperação total do dedo e seria certamente dispendiosa. Mas deixemos as considerações gerais sobre o assunto, recorrendo a uma cronologia dos acontecimentos.

Primeira Consulta

Onde é que eu tinha ficado no outro post? Ah, sim! Já me lembro! Nas vésperas da minha visita ao hospital, numa sexta-feira, tinha esperanças de me vir a ser removida a monstruosa tala que tanto me atormentava, sem cessar de comprimir este meu pobre dedo, como se não tivesse sido suficientemente fustigado pelas fatalidades do destino.

De facto, na consulta no hospital da CUF Infante Santo, com o Doutor Jorge Fonseca, excelente ortopedista, soube com grande satisfação que me seria retirada a terrível peça metálica, mas a frustração que se lhe seguiu quando soube que a tala seria substituída por um dedal de plástico quase anulou essa alegria momentânea. Ainda assim, ao envergar o pequeno objecto hospitalar, seguro com um pouco de fita adesiva, ficava livre da asfixia sudorípara em que as ligaduras envolviam a minha desafortunada mão, bem como das forças compressoras induzidas no meu dedo infeliz pelo metal implacável.

Fachada do Hospital da CUF Infante Santo

Actividade física?

No entanto, existiam demasiados pontos negativos, que me povoaram a alma de inquietações e uma raiva interior contra as circunstâncias da vida. Estava proibido de realizar qualquer tipo de actividade física nas 3 semanas seguintes e não tinha permissão para praticar exercícios que implicassem a utilização da mão esquerda nos dois meses subsequentes. Visto que as modalidades desportivas abordadas desde aquele momento até ao fim do 2º período seriam o andebol, o voleibol e o basquetebol, as minhas aulas práticas de educação física ficariam reduzidas aos testes de condição física.

De qualquer maneira, o Doutor escreveu uma declaração médica no qual explicava a situação em questão e estabelecia as restrições acima referidas. Assim, ficou combinado entre mim e a professora que a minha avaliação nas modalidades testadas seria de alguma maneira substituída por um trabalho teórico sobre andebol e basquetebol.

Segunda Consulta

7×2 vezes o sol se pôs, 28/2 vezes o sol nasceu (não liguem a esta forma estúpida de dizer que passaram 2 semanas) e regressei ao consultório do Doutor Jorge Fonseca, como tinha ficado previamente estabelecido. À semelhança do que acontecera na visita anterior, fui muito bem recebido, com um profissionalismo afável e correcto do Doutor, que explicava efectivamente os processos ortopédicos implícitos na evolução do estado do meu dedo e no tratamento do mesmo, em vez de se limitar a enumerar os procedimentos necessários para curar a fractura na cartilagem de crescimento.

A forma paciente como analisou as radiografias (em ambas as ocasiões) e esquematizou a falange distal num desenho anatómico (ainda na primeira consulta) agradaram ao meu espírito científico e permitiram que a minha curiosidade fosse saciada. Por estas mesmas razões, fiquei com uma óptima imagem do Doutor Jorge Fonseca e aconselho todos os que tiverem algum problema de ortopedia a dirigirem-se ao hospital da CUF a procurar os seus serviços.

Desenvolvimentos recentes (até agora)

Nesta consulta ficou definido que eu teria de continuar a usar o dedal 24 horas por dia durante duas semanas, mas apenas por uma questão de protecção, pois a fractura já está praticamente curada. Dadas as notáveis melhorias, o médico autorizou a prática de actividades físicas que não implicassem o uso da mão esquerda, tais como a natação, a corrida e o próprio futebol (desde que não ocupe a ingrata e muito arriscada função de guarda-redes). Por fim, ficou estabelecido que poderia deixar de usar o dedal duas semanas mais tarde, no dia 26 de Fevereiro.

Deste modo, felizmente, já tive a oportunidade de desfrutar de dois banhos muito do meu agrado na piscina do hotel onde passei as férias de Carnaval (o primeiro dos quais está aqui retratado). Mas o grande motivo de contentamento para mim neste momento foi o facto de já ter podido integrar as peladinhas de futebol com os meus colegas na escola, mas não no papel de guarda-redes (naturalmente). Na segunda-feira, uns cruzamentos e tal. Na terça-feira, uns joguinhos de bancos entre os pavilhões e uma participação num confronto disputado no relvado sintético da escola, no extenso intevalo de meia hora entre as aulas de Biologia e Química.

Como certamente terão entendido, faltam apenas dois dias para o meu dedo contactar finalmente com o ar em redor, sem receios, destemido e livre de materiais metálicos ou plásticos que tentem submeter a uma ditadura áspera e cruel. No entanto, durante os joguinhos de futebol terei de continuar a usar a protecção, por uma questão de segurança. Nunca sabemos o que nos traz o dia de amanhã…

Nota: reparei que o outro post acerca deste assunto recebeu algumas visitas de pessoas que procuravam conselhos em casos de dedos partidos. Como estes meus textos não se destinam propriamente a fornecer dicas às pessoas que lhes permitam decidir o que fazer nestas situações, reservei uma pequena parte no final deste post para apresentar algumas directivas muito gerais.

Radiografia aos dedos: podemos distinguir facilmente as diferentes falanges

Sinais de dedo partido: inchaço (edema), dedo vermelho (inicialmente) ou negro (mais tarde), dificuldade em dobras ou esticar completamente o dedo, dor aguda quando faz movimentos.

Atitude imediata: dirigir-se ao serviço de urgências de um hospital, preferencialmente de confiança (não aconselho o hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa). Manter o dedo bem esticado, para não permitir a sua deformação.

No hospital: o seu dedo será submetido a uma radiografia, que posteriormente será analisada pelo médico, para verificar se está mesmo fracturado.

Tratamento: o dedo partido deve ser envolvido por uma tala e várias ligaduras, a fim de ser mantido bem esticado nas semanas seguintes, para curar a fractura. A tala provavelmente terá de ser renovada ao longo do tempo, precisando apenas de frequentar o posto médico mais próximo de sua casa para o efeito.

Consultas: terá de realizar consultas de rotina, para verificar a evolução do seu dedo e alterar de alguma forma o tratamento, que pode ser suavizado, no caso de uma boa evolução, ou eventualmente acompanhado de uma intervenção cirúrgica, se tiver ocorrido algum problema.

Tempo de recuperação: o tempo que o restabelecimento total do dedo vai demorar depende da localização da fractura, isto é, da falange em que ocorreu o problema (proximal, intermédia ou distal), da gravidade da fractura e da sua idade (quanto mais jovem for, mais cartilaginosos serão os seus ossos, e, consequentemente, mais fácil será a correcção de eventuais anomalias).

Dedo partido!

Aviso: se procura informações úteis sobre fracturas nas falanges e tudo o que envolva dedos partidos, por favor, consulte o post Dedo partido: retrospectiva (5 semanas), publicado algum tempo depois deste texto, que termina com uma análise mais detalhada e completa da questão, contendo alguns conselhos para pessoas com este problema.

Pois é. Ainda não tinha referido isto aqui no blogue, mas a verdade é que desde a terça-feira da semana passada (19 de Janeiro) tenho andado com uma minúscula limitação a nível físico: uma fractura na falange distal do dedo médio da mão esquerda.

Assinalada a vermelho, a falange distal do dedo médio, onde se localiza a minha pequena fractura

Sim, eu sei. Uma coisa tão pequena! Nem deve doer! Isso passa!

Foi o que eu pensei há 9 dias. No intervalo de meia hora entre as aulas de Biologia e Física estavam todos os rapazes da turma a jogar futebol no campo sintético, juntamente com alguns alunos do 7º ano, estreando a bola que tinha sido comprada a meias por todos os elementos interessados. Eu era um dos futebolistas de intervalo. No início comecei a jogar numa posição mais avançada do terreno, mas tinha combinado com o guarda-redes da minha equipa que trocávamos assim que ele sofresse um golo. O tento da equipa adversária não demorou muito tempo a surgir e quando dou por mim já fui parar à baliza.

Sofri um golo. Sofri outro golo. Mais ninguém se voluntariou para a ingrata posição de guarda-redes e eu tive de me contentar com ela até ao fim do encontro. Foi a minha “desgraça”.

A certa altura, numa das vagas ofensivas da equipa adversária, um colega qualquer (não me lembro quem) rematou forte à figura. Devido à minha carência de goalkeeping skills não consegui agarrar a bola (nem sequer tentei) e ela embateu violentamente na referida falange distal. Claro que doeu um pouco na altura, mas foi uma daquelas sensações passageiras sem quaisquer efeitos na meia hora seguinte.

Já na aula de Física, quando esticava o dedo, sentia uma dor aguda,  percebia que alguma coisa não devia estar bem. No entanto, tornei a encarar o fenómeno como uma dor momentânea que acabaria por passar pouco tempo depois.

No meu serão nocturno, depois de realizar os trabalhos de casa, comecei a sentir dificuldades na utilização do dedo médio para escrever no teclado do computador. Como se não bastasse, a parte inferior da unha estava negra. Este conjunto de circunstâncias despertou em mim a suspeição de que o caso fosse mais grave do que eu pensava. Receios hipocondríacos apoderaram-se da minha mente já cansada àquela hora da noite e após investigações levadas a cabo na casa de banho com o espelho e a tesoura, decidi que pôr gelo seria a melhor opção. Na cozinha, a arca frigorífica começou a emitir ruídos estridentes que acordaram a minha mãe: piiiiiin piiiiiin… Uma vez a pé, a minha mãe ajudou-me com o gelo e agendámos uma visita ao hospital na manhã seguinte.

Quarta-feira, dia em que supostamente teria natação na educação física às 10:00, na qual não poderia participar pela falta de mobilidade do dedo médio da mão direita, lá fomos os dois ao ignóbil hospital de São Francisco Xavier, por ser o mais próximo de casa. Uma espelunca, basicamente.

Não venham ao Hospital de São Francisco Xavier!

Eu e os outros clientes que se encontravam nas urgências fomos muito mal atendidos. Para além da grande confusão que impera naquela parte do hospital, os erros informáticos, demasiado frequentes, nunca são corrigidos pelos funcionários, excepto quando os clientes se apercebem. Uma senhora que chegara uma hora antes de mim nunca teria sido chamada para fazer a radiografia se não se tivesse apercebido da situação, insurgindo-se contra a incompetência do pessoal do hospital. De resto, quando cheguei à secção de ortopedia, “tinha ocorrido um erro no sistema” e a radiografia não tinha chegado.

O “ilustre” médico, visivelmente um novato, estava a ensinar duas estagiárias que deviam ser poucos anos mais velhas do que eu. E pareciam todos mais interessados nas suas brincadeiras e risos idiotas do que nos problemas dos clientes em questão.

Quanto ao meu dedo, disseram que não se conseguia perceber bem se existia ou não uma fractura e colocaram a hipótese de se tratar de um problema no tendão. E, sem me mandarem fazer mais radiografias ou qualquer outro tipo de exames, finalizaram dizendo que o tratamento era o mesmo em ambos os casos e atando um pedaço de fita adesiva em torno do dedo médio e do anelar, servindo este último de tala, para imobilizar o dedo fracturado, e colocou um lenço à volta do meu pescoço para apoiar a minha mão. Para cúmulo, o médico disse que eu deveria manter aquela montagem durante duas semanas.

Quem me viu na escola com este tratamento percebeu logo o quão ridícula e improfícua aquela fita adesiva enrolada ás três pancadas à volta dos dois dedos se revelava. De pouco ou nada serviria para eu curar a minha lesão. E a razão é muito simples: não podemos tratar eficazmente de um problema sem o conhecermos realmente.

À noite, depois das aulas, a minha mãe levou-me ao Hospital da CUF Infante Santo, este sim uma infra-estrutura digna e funcional, onde repeti a radiografia e me foi diagnosticada uma microfissura na falange distal. Agora sim, uma análise cuidada dos resultados que permitiu obter conclusões fiáveis. Uma tala verdadeira revestida internamente por uma suave superfície esponjosa à volta do dedo médio e uma ligadura constituíram o processo de tratamento, que culminaria numa consulta com um médico ortopedista na sexta-feira da semana seguinte. Tudo isto num ambiente saudável, rodeado de gente inteligente, compreensiva e amigável.

Pois bem, esse dia será já amanhã, 29 de Janeiro, e eu espero sinceramente ser autorizado a abandonar esta montagem que mumifica o dedo e a mão. Acho que tenho feito progressos nos últimos dias e quando tenho o dedo imóvel (99% do tempo) não sinto quaisquer dores. Como o dedo se conserva no interior da tala, também não tenho tido grande oportunidade de observar o seu aspecto morfológico (exceptuando quinta-feira de manhã e terça-feira à hora do almoço, quando fui mudar as ligaduras ao posto médico de Algés), mas penso que tudo estará a evoluir positivamente. Vamos esperar pelo melhor!

Quem sabe se na próxima segunda-feira poderei voltar a participar nos maravilhosos jogos de futebol dos intervalos! Ah, mas não vou ficar na baliza!

Nota: De realçar ainda o aspecto exótico que a minha mão esquerda adquiriu. O meu dedo médio é bastante mais comprido e mais grosso do que os restantes. Como se não bastasse, está sempre esticado. Isto tem uma consequência muito peculiar quando eu coloco a palma da mão virada para cima e dobro os dedos que ainda apresentam alguma mobilidade. Cerca de 587 pessoas já fizeram questão de me lembrar esse facto. Geralmente não simpatizo com este tipo de graçolas brejeiras, essas obscenidades! Mas neste caso não deixa de ser um facto singularmente curioso