Tavares, Durval, Bruno Novo e Jordan lideram a divisão Norte da Liga Italiana!

A selecção portuguesa de futebol de praia é reconhecidamente uma das melhores da modalidade, representando o país ao mais alto nível em todas as competições internacionais, coma jogadores de grande qualidade técnica que proporcionam grandes espectáculos nas areias de todo o mundo.

Contudo, os atletas portugueses não se destacam apenas ao nível da selecção nacional, uma vez que também no futebol de praia existem clubes que competem em ligas nacionais. O Campeonato Italiano destaca-se entre as ligas existentes, reunindo um vasto número de equipas, onde actuam os melhores jogadores do futebol de praia italiano, europeu e mundial. Desta forma, os jogadores portugueses, enquanto grandes atletas da modalidade, costumam marcar presença nas competições italianas, onde por vezes alcançam excelentes resultados. Tem sido o caso de Madjer, Alan, Belchior, Hernâni, Marinho, Torres, Sousa e Zé Maria, que nas últimas temporadas têm feito excelentes prestações, ao serviço dos mais diversos emblemas transalpinos.

No entanto, não são só estes nomes mais ilustres da selecção nacional que participam nos eventos italianos! De facto, se já em 2010 Nuno Tavares e Durval haviam participado no Campeonato Italiano ao serviço do Sambenedettese, este ano foram 4 os portugueses contratados pelo clube de San Benedetto del Tronto, com Bruno Novo e Jordan a juntarem-se aos companheiros de selecção para a temporada de 2011!

E a época não podia ter começado melhor! Após uma primeira semana marcada pela apresentação oficial da equipa e pelos treinos, o Sambenedettese disputou, no passado fim-de-semana, em Viareggio, a primeira etapa da divisão Norte, na qual está inserido. Enfrentando 3 equipas muito diferentes, a equipa mais portuguesa do Norte de Itália soube contornar todas as dificuldades que se lhe afiguraram, derrotando Casino de Veneza, Viareggio e Coliseu, com a particularidade de todos os golos da equipa, nos 3 jogos, terem sido marcados pelos jogadores portugueses!

Durval e Jordan (a vermelho e azul) jogaram na equipa do Sambenedettese que derrotou o Casino de Veneza por 4-3 no jogo inaugural da primeira etapa. Os golos foram da autoria de Jordan, Bruno Novo e Durval (2).

O primeiro adversário era o mais acessível, apesar de ter sabido construir uma oposição de peso ao conjunto do Sambenedettese. Ainda assim, os 2 golos de Durval, experiente na Liga Italiana, e as estreias em grande de Jordan e Bruno Novo, com 1 golo de cada um, foram suficientes para a equipa de San Benedetto vencer o jogo (4-3) e conqusitar os primeiros 3 pontos.

O segundo jogo constituía um desafio mais imponente, uma vez que o Sambenedettese teria como adversário o conjunto da casa, o histórico Viareggio. Porém, mais uma vez, a capacidade ofensiva dos jogadores lusitanos potenciou um excelente resultado, com Bruno Novo em grande destaque, ao apontar 3 golos, bem como Tavares, autor de 2 tentos, e ainda Durval, que marcou o outro golo da equipa. O clube de San Benedetto venceu por 6-4 e alcançou assim a sua segunda vitória consecutiva, somando 6 pontos. Finalmente, no terceiro jogo desta primeira etapa, o Sambenedettese enfrentava a fortíssima equipa do Coliseu, que contava nas suas fileiras com grandes nomes da modalidade, tais como os italianos Del Mestre, Leghissa, Soria e Maradona Junior, os espanhóis Javi Torres, Cristian Torres e Kuman e o brasileiro Rui Mota. Porém, a equipa do Sambenedettese contava com Jordan, Bruno Novo, Durval e Tavares, que mais uma vez deram provas da sua enorme qualidade e derrotaram com categoria os seus adversários.

Num jogo muito equilibrado, em que a incerteza no marcador foi uma constante, Jordan marcou por uma vez, sendo que Durval e Bruno Novo bisaram, terminando o tempo regulamentar com uma igualdade a 5 bolas. Foi então necessário recorrer ao prolongamento de 3 minutos, em que o Sambenedettese conseguiu confirmar o ascendente que se vinha a verificar desde o 3º período, com um golo de Durval que fez o 6-5 favorável à equipa de San Benedetto, que conquistou assim 2 preciosos pontos.

A equipa do Sambenedettese lidera neste momento o grupo Norte do Campeonato Italiano, com 8 pontos conquistados, beneficiando dos deslizes do Coliseu e do Milão, surpreendentemente derrotado pelo Viareggio. Por seu turno, Bruno Novo e Durval estão bem posicionados na classificação de marcadores, com 6 golos apontados por cada um, sendo que os outros golos da equipa foram da autoria de Jordan e Tavares, cada um com 2 tentos registados.

Para mais informações sobre os jogos aconselhamos a consulta do site oficial da competição. Aproveitamos para anunciar que a segunda etapa da divisão Norte se disputará entre os dias 7 e 10 de Julho, enquanto as duas etapas da divisão Sul se disputarão entre os dias 1 e 3 de Julho e 14 e 17 de Julho. A fase final terá lugar em Ostia, perto de Roma, entre 26 e 28 de Julho.

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O Desporto

O desporto moderno é uma combinação de ciência, destreza, dedicação e esforço total. A prática desportiva regular constitui um factor indispensável na manutenção, protecção e melhoria da saúde. Para ser eficaz, não precisa de ser esgotante ou dolorosa, mas sim regular, adaptada à idade, à condição física, bem como às características e limitações de cada indivíduo, aliando a todos estes factores o convívio, que permite ampliar os benefícios do movimento, com reflexos evidentes na saúde.

A tese relaciona a competição desportiva actual com agilidade, ciência e empenho. Considera também a actividade física um requisito fundamental para ser saudável, defendendo uma adequação da actividade física ao contexto individual. Finalmente, o autor admite a preponderância da vertente afectiva. Todavia, penso que certas componentes do desporto, como o prazer ou a dimensão sócio-política não foram devidamente exploradas pelo autor, pelo que tenciono relacionar a prática desportiva com estes elementos.

Praticar desporto potencia a expulsão das energias negativas e a expressão individual, levando a um prazer. A actividade desportiva propicia a satisfação dos instintos competitivos do homem, transferindo essas inclinações para a luta da superação dos outros ou de si. Tal exteriorização conduz à libertação espiritual, gerando harmonia interior: o indivíduo exprime-se emocionalmente, alcançando um prazer momentâneo. Assim, Broun Heywood conecta o desporto à expressão das emoções, associando-a à manifestação do carácter: “Os desportos não constroem o carácter. Revelam-no.”.

Adicionalmente, o desporto constitui um elo de ligação entre os homens, incitando amizades e funcionando como meio de comunicação. Estimulando a cooperação, os desportos aproximam os intervenientes, que poderão estabelecer amizades. Além disso, o desporto facilita a interacção entre indivíduos de contextos socioculturais distintos, ou de origens distintas. O desporto pode, inclusivamente, aproximar países em tensão política, como aconteceu na troca de presentes entre os capitães das selecções norte-americana e iraniana, que precedeu uma partida do mundial de futebol de praia 2007, simbolizando paz. Assim, Jean Giraudoux afirma que “O desporto é o Esperanto das raças”, referindo-se ao desporto como meio de comunicação universal.

Sumariando, o desporto corresponde a momentos de expansão do indivíduo que lhe proporcionam prazer e contribuem para uma vida equilibrada. Igualmente notável é a união que o desporto pode produzir nos seres humanos, ultrapassando barreiras sociais e políticas. O desporto apresenta, assim, inúmeros benefícios dignos de menção.

2010 (parte 1): Formação Académica, Olimpíadas de Física, Futebol de Praia

Não sei bem por onde começar. Digamos que 2010 terminou, dando lugar a um novo ano, com 12 meses repletos de acontecimentos, ainda não sabemos quais: 2011.

Da minha parte, desejo a todos os meus familiares/amigos/conhecidos/leitores um excelente ano novo! Faço votos para que todos gozem de uma saúde revigoradora, capaz de vos impulsionar para grandes conquistas, concretizando os vossos desejos! E sempre numa perspectiva de paz e harmonia na relação com os outros, que vos permita encarar o dia seguinte com alegria e vontade de contribuir para um mundo melhor!

Eu, pelo meu turno, tenho um conjunto de objectivos e expectativas pessoais para 2011, intrinsecamente ligadas ao balanço individual que faço do ano de 2010, que se vai distanciando progressivamente, apesar de se ter despedido de nós num passado tão recente. Bem, passemos então à minha retrospectiva de 2010 e projecção de 2011.

2010

Não me sinto capaz de descrever o ano de 2010 numa ou duas palavras, por isso começarei pelo princípio, pelos factos, que são dados concretos. Foi um ano em que operei a transição dos 16 para os 17 anos de idade, o que se verificou, mais precisamente, no dia 9 de Junho (de 2010, claro está). Foi também o ano em que concluí o 11º ano de escolaridade, no Curso de Ciências e Tecnologias, e iniciei o 12º ano, última etapa do Ensino Secundário antes da entrada no Ensino Superior.

Espreitando horizontes futuros, participei nas Olimpíadas Portuguesas de Física, tanto na Fase Regional (Sul e Ilhas) como na Fase Nacional, obtendo o apuramento para o fascinante programa Quark, que tem em vista a preparação e selecção dos estudantes a participar nas Olimpíadas Internacionais e nas Olimpíadas Ibero-Americanas. Cultivando outra grande paixão, assisti pela primeira vez ao vivo a jogos de futebol de praia, quer ao Mundialito em Portimão quer à Superfinal da Liga Europeia em Lisboa, em experiências maravilhosas.

Mais viajado no contexto nacional, não deixei de fazer uma pequena visita ao estrangeiro, visitando a capital brasileira (Brasília) numa estadia da minha mãe. A nível de saúde, tudo decorreu dentro da normalidade, com uma energia vital que sempre me permitiu encarar o dia seguinte com vontade (ignoremos o pequeno mas muito aborrecido contratempo associado à fractura da falange distal do dedo médio da mão esquerda).

Bem, acabei de enumerar alguns factos decisivos na minha análise pessoal do ano de 2010. Que interpretações poderei fazer destes e de outros acontecimentos?

Um ano sorridente

Bem, em primeiro lugar, direi que não posso deixar de sorrir quando contemplo, com alguma saudade, este inesquecível ano de 2010. Claro que não se compôs inteiramente de coisas positivas, albergando também, aqui ou ali, uma ou outra experiência mais desagradável. Contudo, os momentos negativos são muitas vezes melhor fonte de aprendizagem do que as alegrias da vida, algo que eu julgo poder aplicar ao meu ano de 2010: retirei ensinamentos positivos de cada acontecimento, de cada experiência, de cada atitude, minha ou alheia, e assim saí beneficiado de todo este processo, chegando a 2011 com uma maior preparação para a vida do que aquela que tinha 365 dias atrás. Além disso, penso que os tais aspectos negativos foram claramente ofuscados pela riqueza de experiências positivas que marcou este twenty ten.

Formação Académica

Passando ao exame da componente académica, verifico que os meus objectivos foram alcançados com sucesso. Tanto o 2º como o 3º períodos lectivos do 11º ano decorreram dentro das minhas expectativas, com o meu trabalho a potenciar notas altas, que se coadunavam com as minhas capacidades. Os exames nacionais não correram tão bem, não por falta de estudo, mas por pequenas distracções idiotas e factores exteriores a mim, que me privaram das notas que ambicionava, levando a uma descida de 1 valor nas disciplinas de Física e Química e de Biologia e Geologia. Ainda assim, a minha média interna pouco se ressentiu dessa descida, que não hipoteca, de modo algum, a minha entrada na Universidade (todo indica que conseguirei entrar em qualquer curso com bastante segurança).

Nos últimos meses de 2010, o 1º período do 12º ano de escolaridade trouxe-me boas expectativas para esta derradeira etapa do Ensino Secundário, dado que desenvolvi um trabalho metódico e contínuo, que se espelhou na concretização das minhas expectativas, começando o ano com notas altas que me proporcionam uma boa base de trabalho para o futuro.

Olimpíadas de Física

As Olimpíadas de Física correspondem a outro capítulo da minha formação académica, complementando a acção do ensino a nível escolar. Indubitavelmente, esta iniciativa louvável da Sociedade Portuguesa de Física (SPF) tem contribuído para alimentar a minha paixão pela Física, fornecendo-me um conjunto de bases que decerto me serão muito úteis no futuro, não só em termos de aquisição de conhecimentos científicos, mas também ao nível da participação em projectos de grande envergadura no âmbito da Física. Em relação ao primeiro aspecto, as provas testaram e estimularam a minha capacidade de resolução de problemas, confrontando-me com situações novas, tendo sobretudo contribuído para me aproximar mais da componente experimental.

Acerca da outra componente, igualmente importante, sublinharei a oportunidade de conhecer, a propósito da Fase Regional (na qual me classifiquei entre os 10 primeiros, com grande surpresa minha), o edifício do Instituto Superior Técnico (IST) do Tagus Park, em Oeiras, que muito cativou a minha atenção, embora presentemente não o veja como uma hipótese para o meu futuro. Porém, a experiência verdadeiramente inesquecível estava guardada para o dia 5 de Junho, data da Fase Nacional, realizada em Lisboa, no estimado Museu da Electricidade, onde conheci muitas pessoas e fiz alguns amigos, ao longo de um dia que começou com muitos nervos, mas se tornou magnífico com um almoço de grupo, a visita ao museu, a participação nas iniciativas científico-desportivas ao ar livre e a declaração dos vencedores, durante a qual me foi atribuída uma surpreendente menção honrosa, acompanhada da informação de que estava pré-seleccionado para integrar o programa FísicaQuark, a ter lugar na Universidade de Coimbra nos primeiros meses de 2011! Foi fantástico.

Futebol de Praia

Viajando de paixão em paixão, passamos agora a uma outra, curiosamente também começada pela letra f (felizmente): o futebol de praia! Ora, não é novidade nenhuma este meu fascínio pela modalidade desportiva. No entanto, em 2010, vivi experiências memoráveis que ainda não figuravam na minha história pessoal. Se, por força da menor frequência dos treinos e incompatibilidade de horários, não foi tão assíduo na assistência aos treinos da selecção nacional, se, por impossibilidade logística, não tive a oportunidade de estar presente em Viseu aquando da realização da competitiva Spring Cup 2010, com muita pena minha, a verdade é que nada tenho a lamentar em relação à forma como vivi o futebol de praia no ano transacto, dado que os meus desejos se viriam a realizar gradualmente.

É neste contexto que se enquadra o fim-de-semana em Portimão, onde assisti ao espectáculo (sim, não há palavra melhor para descrever o ambiente fantástico com o qual contactei e do qual fui parte) do Mundialito de Futebol de Praia 2010! A selecção nacional não venceu a competição, infelizmente (por motivos diversos, que não vou explicar aqui), mas fez uma bela prestação! E se a equipa lusitana não logrou oferecer ao público presente o terceiro título consecutivo na competição, não deixou de me proporcionar momentos fantásticos, não só no estádio mas também fora dele, quando tive a honra de almoçar com o grupo da selecção nacional, a convite do seleccionador nacional, José Miguel Mateus, e do coordenador nacional do futebol de praia, João Morais. E assim, antes do jogo decisivo frente ao Brasil, tive a oportunidade de contactar de uma maneira diferente com os heróis da equipa das quinas, em momentos de pura boa disposição!

E, se a selecção nacional não teve sorte na primeira competição de futebol de praia a que fui assistir ao vivo, as minhas preces de adepto não poderiam ter sido mais bem atendidas pelas forças do destino (ou da BSWW), uma vez que a Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia se disputaria em Lisboa, mais concretamente em Belém, a cerca de apenas 2 km do meu local de residência! Não havendo interferência com as datas de férias, fui certamente o espectador “civil” mais assíduo de toda a competição, testemunhando 16 dos 18 jogos que tiveram lugar no Terreiro das Missas. Enfim, foi um torneio verdadeiramente incrível e uma experiência fabulosa, principalmente porque Portugal se sagrou campeão europeu de futebol de praia, após uma final à qual assisti na bancada VIP, acompanhado por 11 pessoas muito especiais que aceitaram o meu convite para virem puxar pela selecção nacional na última batalha da época! E depois os autógrafos, o contacto com pessoas que não conhecia, a partilha da alegria sentida por todos os membros da família do futebol de praia português…

Encerrando o assunto do futebol de praia, direi que foi mesmo um ano especial, não só pelas marcas anteriormente referidas, mas também porque o trajecto da selecção nacional foi muito positivo, conseguindo a qualificação para o mundial, a reconquista do título europeu e a recuperação da liderança do ranking europeu da modalidade, numa temporada que poderia ter sido ainda mais rica em títulos, dado que Portugal alcançou todas as finais de torneios importantes. A equipa demonstrou evolução ao longo do ano e reagiu com distinção às adversidades que foram surgindo, como a saída de jogadores importantes na equipa, contraposta por uma eficaz adaptação de novos jogadores à selecção nacional. A nível de clubes, Portugal deu um passo decisivo, por meio da organização do primeiro circuito nacional de futebol de praia, sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Uma Semana com Futebol de Praia 2: Lokomotiv de Moscovo Campeão Russo & Novos Vídeos da BSWW

Na sequência do meu atraso nas publicações sobre futebol de praia, agora tenho de compensar a minha demora. Por esta vontade de actualizar rapidamente o blogue, sem no entanto ter os textos preparados, vos apresento imediatamente uma versão inicial deste segundo artigo da rubrica semanal Uma Semana com Futebol de Praia, que será posteriormente actualizada, quando tiver tempo para tal. Por agora, deixo-vos com as informações do Campeonato Russo, cuja cobertura me propus a fazer no artigo anterior.

1. Campeonato Russo

Pois é. Uma grande competição, com formato semelhante ao de um campeonato do mundo, que tal como este não dura mais de uma semana. Para começar, eis os resultados dos jogos da fase de grupos deste Campeonato Russo de Futebol de Praia 2010:

2ª feira, 27 de Setembro

Grupo A: Millennium Báltico 4 – 4 Zhuravel Auto (prol: Millennium Báltico 5 – 4 Zhuravel Auto)
Grupo B: Strogino 7 – 2 Progress
Grupo C: Lokomotiv de Moscovo 6 – 1 Midesection
Grupo D: MGUP Vikings 1 – 3 Delta
Grupo A: Mundial Komvek 2 – 2 Golden (prol: Mundial Komvek 2 – 2 Golden | pen: Mundial Komvek 1 – 2 Golden)
Grupo B: Promenade Kronstadt 1 – 3 Sharp
Grupo C: IBS 7 – 4 Soviet Wings
Grupo D: FC City 8 – 1 Vira Maina

3ª feira, 28 de Setembro
Grupo B: Progress 6 – 3 Sharp
Grupo A: Zhuravel Auto 4 – 6 Golden St. Petersburg
Grupo D: Delta 8 – 3 Vira Maina
Grupo C: Midesection – 1 – 6 Soviet Wings
Grupo B: Strogino 5 – 2 Promenade Kronstadt
Grupo A: Báltico Milênio 8 – 5 Mundial Komvek
Grupo D: MGUP Vikings 4 – 4 FC City (prol: MGUP Vikings 4 – 5 FC City)
Grupo C: Lokomotiv de Moscovo 6 – 4 IBS

4ª feira, 29 de Setembro
Grupo A: Millennium Báltico 5 – 7 Golden St. Petersburg
Grupo B: Strogino 5 – 0 Sharp
Grupo C: Lokomotiv de Moscovo 6 – 5 Soviet Wings
Grupo D: MGUP Vikings 1 – 1 Vira Maina (prol: MGUP Vikings 1 – 1 Vira Maina | pen: MGUP Vikings 0 – 1 Vira Maina)
Grupo A: Zhuravel Auto 6 – 2 Mundo Komvek
Grupo B: Progress 4 – 6 Promenade Kronstadt
Grupo C: Midsection 1 – 8 IBS
Grupo D: Delta 5 – 4 FC City

Tendo em conta os resultados dos jogos, as classificações obtidas foram as seguintes.

Grupo A
1º lugar – Golden St. Petersburg (São Petersburgo) –  8 pontos
2º lugar – Millennium Báltico (Moscovo) – 5 pontos
3º lugar – Zhuravel Auto (Samara) – 3 pontos
4º lugar – Mundo Komvek (Rostov-on-Don) – 0 pontos

Grupo B
1º lugar – Strogino (Moscovo) – 9 pontos
2º lugar – Progress (Lipetsk) – 3 pontos
3º lugar – Kronstadt Promenade (Kaliningrado) – 3 pontos
4º lugar – Sharp (Krasnogorsk) – 3 pontos

Grupo C
1º lugar – Lokomotiv de Moscovo (Moscovo) – 9 pontos
2º lugar – IBS (São Petersburgo) – 6 pontos
3º lugar – Soviet Wings (Samara) – 3 pontos
4º lugar – Midsection (Rostov-on-Don) – 0 pontos

Grupo D
1º lugar – Delta (Saratov) – 9 pontos
2º lugar – FC City (São Petersburgo) – 5 pontos
3º lugar -Vira Maina (Krasnodar) – 2 pontos
4º lugar – Vikings MGUP (Moscovo) – 0 pontos

As duas equipas mais bem posicionadas de cada grupo ficaram apuradas para os quartos de final, onde os vencedores  de cada grupo defrontaram os clubes classificados em 2º lugar.

6ª feira, 1 de Outubro
1/4 de final: Golden St. Petersburg 7 – 5 Progress
1/4 de final: Strogino 6 – 1 Millennium Báltico
1/4 de final: Lokomotiv de Moscovo 6 – 5 FC City
1/4 de final: Delta 4 – 4 IBS (prol: Delta 4 – 4 IBS | pen: Delta 1 – 0 IBS)

Os vencedores dos grupos confirmaram assim o seu favoritismo e conseguiram a qualificação para as meias-finais, onde se disputaria o acesso à grande final. Golden St. Petersburg, Strogino, Lokomotiv de Moscovo e Delta foram as 4 equipas que lograram a passagem à fase decisiva da competição.

Sábado, 2 de Outubro
1/2  final: Golden St. Petersburg 1 – 8 Lokomotiv de Moscovo
1/2  final: Strogino 4 – 2 Delta

Os clubes moscovitas superiorizaram-se aos seus adversários e asseguraram a presença na final, para a qual ficava assim agendado um escaldante Lokomotiv de Moscovo vs Strogino, na reedição da final do campeonato moscovita, da qual o Lokomotiv saíra vencedor algumas semanas antes. Agora, na luta pelo título de campeão nacional, a fasquia estava mais alta para ambas as equipas e tudo poderia acontecer no entusiasmante duelo de gigantes…

Domingo, 3 de Outubro
Jogo para o 3º lugar: Golden St. Petersburg – 3 – 2 Delta
Final: Lokomotiv 2 – 2 Strogino (prol: Lokomotiv  2 – 2 Strogino | pen: Lokomotiv 1 – 0 Strogino)

E mais uma vez, contra tudo e contra todos, o Lokomotiv de Moscovo acabou por vencer, sagrando-se campeão nacional da Rússia. Um estatuto merecido por tudo aquilo que a equipa fez na competição e pela forma aguerrida como encarou a final, enfrentando uma equipa de alto nível, que só não venceu porque a estrelinha de Dejan Stankovic brilhou mais intensamente. Parabéns aos dois clubes, que confirmaram o seu estatuto de melhores equipas do país, mostrando que o futebol de praia russo continua em crescendo e é capaz de proporcionar partidas de grande qualidade.

Naturalmente, o Lokomotiv de Moscovo merece um aplauso especial, pois ser campeão tem sempre outro significado, apresenta outro valor simbólico, implica uma superação de si mesmo e do Mundo que não está presente nas almas de quem perde. Três vivas aos campeões!

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º lugar – Lokomotiv de Moscovo (Moscovo)
2º lugar – Strogino (Moscovo)
3º lugar – Golden St. Petersburg (São Petersburgo)
4º lugar – Delta (Saratov)

E claro, parabéns àqueles que, servindo os objectivos da sua equipa, se notabilizaram entre todos os jogadores, arrecadando prémios de grande valor, que devem ser referidos, fazendo jus à sua importância.

Prémios Individuais
Melhor jogador – Mozg Oleg (Delta)
Melhor guarda-redes – Igor Olenin (Strogino)
Melhor marcador – Egor Shaykov (Lokomotiv de Moscovo) – 12 golos

Shaykov, em grande forma, foi fundamental para o triunfo da sua equipa, partilhando com Stankovic a posição de melhor jogador do Lokomotiv de Moscovo. Mas o fantástico guarda-redes Olenin, do Strogino, também se destacou, com defesas que talvez o venham a catapultar para a selecção russa. E claro, o ser considerado melhor jogador de uma competição de 16 equipas só pode ser sinal de ser um grande jogador, o que constitui um excelente motivo de orgulho para Oleg, do Delta de Saratov.

Uma competição memorável, este campeonato russo. Único problema: não haver transmissão dos jogos via online!

2. Novos vídeos da Beach Soccer World Wide

Esta semana, a BSWW voltou a lançar novos vídeos no seu canal do youtube, que, naturalmente, também conheceram uma divulgação no facebook e no site oficial da organização. Ambos se referem à Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, consistindo em selecções dos melhores golos de diferentes etapas da competição.

O primeiro engloba os 5 melhores golos da quarta etapa da fase regular da EBSL (Euro Beach Soccer League), disputada em Haia, na Holanda, entre os dias 22 e 25 de Julho. Belos momentos de Nico (Suíça), Kuman (Espanha), Maci (Roménia), Rodrigues (Suíça) e Cristian Torres (Espanha). O meu favorito? Talvez o do Maci! Uma acrobacia fenomenal, num remate cheio de força junto à linha lateral! Também acho particularmente fascinante o golo do Rodrigues!

O segundo filme contém aqueles que foram considerados os 5 melhores momentos da Superfinal da EBSL, realizada em Lisboa, no nosso querido Portugal, entre 26 e 29 de Agosto, com a minha presença assídua no estádio montado no Terreiro das Missas, em Belém.

Portugal está bem representado neste vídeo, com um tiro descomunal, fisicamente inexplicável, de Madjer diante da Rússia e um pontapé de bicicleta épico do Bruno Novo, com assistência perfeita do Alan. Os restantes golos são também acrobacias de belo efeito, do espanhol Amarelle e dos suíços Stankovic e Meier (autor de um golo sobrenatural).

Enfim… FUTEBOL DE PRAIA É PURA MAGIA!

Uma Semana com Futebol de Praia 1: Seminários FIFA & Acção nas Estepes Russas & Novidades em Areias Brasileiras

Ora aqui estou eu, como prometido aqui, com as novidades da semana na esfera internacional do futebol de praia. Visto tratar-se da primeira edição desta revista, tentarei focar não só os acontecimentos relativos aos últimos 7 dias, mas todos os desenvolvimentos relativos ao mês de Setembro. Espera-se, portanto, um post um pouco mais longo do que eu eventualmente desejaria. Mas compreende-se.

1. Acções de Formação da FIFA

Como provavelmente sabem, o futebol de praia tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Felizmente, tudo indica que esta tendência se vai manter nos próximos tempos, e ainda bem, porque o futebol de praia ainda tem um longo caminho a percorrer rumo ao almejado estatuto de modalidade profissional e, mais importante do que isso, desporto olímpico.

Para que este desenvolvimento se verifique, é fundamental a difusão do futebol de praia em países onde ainda não é praticado ou tem pouca expressão enquanto modalidade organizada. Assim, a Beach Soccer World Wide e a FIFA criaram um plano de divulgação do futebol de praia em todo o mundo, que se traduz em diversas acções de formação, dinamizadas por especialistas da modalidade, em lugares onde o beach soccer começa a atrair grande interesse.

1.1. Angelo Schirinzi na Libéria | Marcelo Mendes no Irão

Na sequência deste projecto fabuloso, realizaram-se nas últimas semanas dois seminários da FIFA coordenados por dois homens que muito têm feito pelo crescimento da modalidade em todo o mundo: o suíço Angelo Schirinzi e o brasileiro Marcelo Mendes.

Schirinzi na Libéria

O seleccionador helvético Angelo Schirinzi visitou a Libéria, mais concretamente a capital Monróvia, onde empreendeu um curso de futebol de praia dirigido a treinadores e jogadores locais. Durante 5 dias, o player-coach da Suíça partilhou todo o seu conhecimento da modalidade, tanto por meio de aulas teóricas como através de lições práticas, em plena praia africana.

 

Schirinzi em acção de formação na Libéria, ensinando a teoria do futebol de praia aos treinadores locais. Um sucesso, esta iniciativa que olha para o futuro da modalidade.

 

Louvemos Schirinzi por esta iniciativa e façamos votos para que a Libéria comece a surgir no plano do futebol de praia internacional, com uma eventual aparição no apuramento africano para o Mundial 2011.

Marcelo Mendes no Irão

Por sua vez, Marcelo Mendes, actualmente no comando técnico da selecção dos Emirados Árabes Unidos, deu um saltinho ao Irão, onde administrou uma importante acção de formação. A escolha deste destino pode parecer um pouco estranha, se pensarmos que os iranianos já contam com 3 participações em campeonatos do mundo de futebol de praia. Na verdade, este seminário não se dirigia aos iranianos, mas sim às iranianas: por incrível que pareça, um país onde a discriminação sexista ainda é uma realidade já manifesta interesse na estruturação da modalidade a nível feminino!

O resultado da iniciativa foi muito positivo, visto que as treinadoras com quem Marcelo Mendes contactou já conheciam bem as regras, mostrando vontade e empenho sem precedentes na concretização deste projecto espectacular. Dentro de campo, nem o retrogradismo das normas de vestuário impediu que as atletas dessem provas conclusivas da sua qualidade e determinação, deixando bem patente que o futebol de praia feminino tem futuro no Irão.

 

Alexandre Soares ensina alguns truques às atletas iranianas, que começam a criar laços com a modalidade. Beach Soccer growing everywhere!

Alexandre Soares ensina alguns truques às atletas iranianas, que começam a criar laços com a modalidade. Sabem o que vos digo com um sorriso? Beach Soccer growing everywhere!

 

De facto, a organização de torneios para mulheres é já uma realidade neste país do Médio Oriente, que em breve deverá contar com uma selecção feminina da modalidade!

2. Competições Russas

Para quem segue o futebol de praia com um mínimo de atenção, não é novidade nenhuma que a Rússia tem vindo a crescer na modalidade de forma abismal, ostentando actualmente o estatuto de grande potência europeia e mundial. E o segredo passa muito pela existência de toda uma série de competições nacionais, nas quais dezenas de equipas lutam pelos mais variados títulos, possibilitando a emergência de inúmeros atletas, potenciais reforços da selecção nacional do país.

Após uma longa temporada de ligas regionais, mais competitivas do que se possa eventualmente pensar, jogadas durante o Verão, chega o campeonato russo propriamente dito, disputado pelo início do Outono, nos meses de Setembro e Outubro.

2. 1. Campeonatos Regionais

O Verão de 2010 foi rico em grandes eventos de futebol de praia. As provas internacionais da Liga Europeia, da Qualificação para o Mundial e do Mundialito foram acompanhadas por torneios nacionais, disputados um pouco por toda a Europa, com particular destaque para o campeonato italiano, que reúne os melhores jogadores de todo o mundo numa liga extraordinariamente competitiva. A Rússia não for excepção e também organizou eventos internos. No entanto, não foi um campeonato nacional a prova que os clubes russos disputaram durante todo esse tempo, mas si toda uma série de competições regionais, correspondentes às várias zonas dessa país imenso que é a Rússia.

O sistema por eles implementado é complexo e envolve muitas ligas, com formatos distintos, num emaranhado de competições que não é fácil de deslindar. No entanto, duas competições se destacam acima das outras: o campeonato moscovita e o a liga de São Petersburgo.

Campeonato de Moscovo

O campeonato moscovita é uma competição longa, dividida em várias etapas realizadas ao longo da temporada, que culminam numa fase final onde as 8 melhores equipas da região da capital lutam pelo título de Campeões de Moscovo. Esta liga conta com alguns internacionais russos, como o guarda-redes Bukhlistkiy, Leonov, Shaykov, Makarov e Eremeev (todos eles do Lokomotiv de Moscovo) e até alguns estrangeiros, como é o caso do suíço Dejan Stankovic (Lokomotiv de Moscovo) e do brasileiro Bruno Xavier (Strogino).

Este ano, a fase final decorreu entre os dias 1 e 5 de Setembro, terminando com a coroação dos atletas do Lokomotiv de Moscovo. A equipa fez uma excelente campanha no torneio, coleccionando 5 vitórias folgadas que dissiparam todas as eventuais dúvidas sobre quem seriam os czares de Moscovo. Na final, o colectivo de estrelas do Lokomotiv derrotou com classe os rivais do Strogino, por um resultado de 7-4.

 

A super equipa do Lokomotiv de Moscovo foi coroada campeã moscovita de futebol de praia 2010. Estão todos de parabéns, assim como os jogadores do Strogino, que deram uma excelente réplica!

A super equipa do Lokomotiv de Moscovo foi coroada campeã moscovita de futebol de praia 2010. Estão todos de parabéns, assim como os jogadores do Strogino, que deram uma excelente réplica!

 

Assim, muitos jogadores que fazem parte da selecção nacional russa acabaram por erguer o troféu, assim como Dejan Stankovic e o guarda-redes ucraniano Sydorenko. Excelente resultado, para uma equipa que treinada pelo capitão da selecção nacional Ilya Leonov.

Open Beach Soccer League

O campeonato de São Petersburgo, denominado Open Beach Soccer League, é também uma competição constituída por várias etapas de qualificação (5) e um torneio decisivo, onde se apura o campeão regional. A liga conta com algumas caras da selecção russa, nomeadamente Krasheninikov, Shakhmelyan e Aksenov, que representam o emblema do IBS, mas também o brasileiro André, da mesma equipa (é sem dúvida um dos melhores atletas da Canarinha que eu já vi jogar até hoje).

A temporada acabou com o triunfo da equipa do FC City, com uma vitória retumbante na final frente ao IBS, por expressivos 7-1, para a qual muito terão contribuído os irmãos Biryukov, com dois golos cada um. De realçar, no entanto, que a equipa do IBS não estava completa, ressentindo-se da falta de alguns dos seus principais jogadores. De qualquer modo, o FC City, campeão de São Petersburgo, está de parabéns e certamente que continuará a conquistar títulos no futebol de praia russo. Veremos como se comportam no campeonato nacional…

2.2. Campeonato Nacional

Contrariamente àquilo que poderíamos pensar, na Rússia, o campeonato nacional não se disputa no Verão, mas sim no início do Outono. É verdade: a competição mais  importante do futebol de praia russo está reservada para os meses de Setembro e Outubro, quando o tempo começa a esfriar e o futebol de praia europeu já se encontra totalmente parado!

Não obstante a peculiaridade desta calendarização, a prova parece ser muito bem organizada, contando com os principais emblemas de toda a Rússia na luta pelo título de campeão soviético! São várias equipas de diferentes zonas do país, sendo que algumas regiões são representadas por mais equipas do que outras. Por exemplo, Moscovo é a divisão territorial com direito a um maior número de clubes, por ser a região onde o futebol de praia tem mais expressão em termos de resultados.

O formato do campeonato nacional é muito simples: dois torneios compõem a competição, sendo que o primeiro consiste numa fase de qualificação para as equipas menos cotadas e o segundo corresponde ao verdadeiro campeonato nacional. No torneio de apuramento, que se realizou entre os dias 23 e 26 de Setembro, 8 clubes de segunda linha lutaram por 3 lugares na fase final, na elite russa. O campeonato nacional propriamente ditou começa dia 27 de Setembro, terminando a 3 de Outubro. Ambas as etapas têm lugar na região russa de Anapa.

Ronda de apuramento

Na fase de qualificação, as três equipas apuradas foram:

* Golden St. Petersburg (São Petersburgo)

* Millennium Báltico (Moscovo)

* Vira Maina (Krasnodar)

 

Imagem relativa a um jogo do torneio preliminar de apuramento para a fase final do Campeonato Russo.

Imagem relativa a um jogo do torneio preliminar de apuramento para a fase final do Campeonato Russo. Muito competitiva, esta liga, sinal de evolução.

 

Basicamente, as 8 equipas dividiram-se em 2 grupos de 4 clubes cada, sendo os jogos da fase de grupos disputados entre 23 e 25 de Setembro. O Golden St. Petersburg foi vencedor do grupo B com  8 pontos (3 vitórias, 1 delas em grandes penalidades), enquanto o Millenium Báltico venceu o grupo A com 6 pontos (2 vitórias  1 derrota). Para apurar o terceiro clube a avançar para a fase final, procedeu-se a um play-off entre as equipas classificadas em 2º lugar nos dois grupos: Vira Maina e Volga Plage. O conjunto de Krasnodar (Vira Maina) acabou por sair vitorioso, conseguindo a passagem ao campeonato nacional.

A grande fase final

A fase final conta com aqueles que são considerados os 16 melhores emblemas do país: 13 equipas previamente definidas, que tiveram entrada directa na fase final, e os 3 clubes que se apuraram no torneio preliminar. As equipas foram divididas em 4 grupos de 4 equipas cada, num formato muito simples, igual ao de um campeonato do mundo de futebol de praia. Entre os dias 27 e 29 de Setembro, tem lugar a fase de grupos. As eliminatórias, com a participação das 8 sobreviventes, serão disputadas de 1 a 3 de Outubro, com a grande final de Domingo a coroar o campeão russo de 2010!

Eis os grupos da competição, determinados por meio de um sorteio realizado no dia 26 de Setembro em Anapa.

Grupo A

A1 – Millennium Báltico (Moscovo)
A2 – Zhuravel Auto (Samara)
A3 – Mundo Komvek (Rostov-na-Donu)
A4 – Golden St. Petersburg (São Petersburgo)

Grupo B

B1 – Strogino (Moscovo)
B2 – Progress (Lipetsk)
B3 – Kronstadt Promenade (Kaliningrado)
B4 – Sharp (Krasnogorsk)

Grupo C

C1 – Lokomotiv (Moscovo)
C2 – Midsection (Rostov-na-Donu)
C3 – IBS (São Petersburgo)
C4 – Soviet Wings (Samara)

Grupo D

D1 – Vikings MGUP (Moscovo)
D2 – Delta (Saratov)
D3 – FC City (São Petersburgo)
D4 – Vira Maina (Krasnodar)

O grupo da morte é o grupo C, pois inclui aqueles que são provavelmente os principais candidatos à vitória final: o Lokomotiv de Moscovo (Bukhlitskiy, Shaykov, Makarov, Shkarin, Gorchinskiy e o suíço Stankovic) e o IBS de São Petersburgo (Ippolitov, Shakhmelyan, Krasheninikov e os brasileiros André e Daniel). Além disso, no grupo C está também o Soviet Wings, equipa da região de Samara que conta com o jovem brasileiro Fernando Ddi, grande goleador que já vestiu as cores do Sporting Clube de Portugal este Verão.

Quem será Campeão?

Só para rematar, aposto na equipa do Lokomotiv de Moscovo para campeã russa. A equipa engloba mais de metade dos jogadores que são a base da equipa russa e é treinada pelo experiente Mikhail Likhatchev, auxiliado pelo valoroso Ilya Leonov, capitão da selecção nacional do seu país, que representa uma excelente voz de comando junto dos seus companheiros de equipa. Além disso, Dejan Stankovic, com a magia que o faz ser considerado melhor jogador do mundo, pode ser sempre uma mais valia para a equipa. Apesar de tudo, a equipa do IBS também se apresenta em grande plano, com os dois reforços brasileiro André e Daniel de volta, acompanhando alguns jogadores da selecção russa no sonho de serem campeões.

E claro, não nos esqueçamos do FC City, actual campeão da São Petersburgo, com uma equipa muito organizada, susceptível de causar grandes dificuldades a qualquer um! Numa segunda linha de candidatos, gostaria de destacar o Strogino, equipa moscovita que conta com muita experiência e jogadores de qualidade, embora não me pareça que tenham grandes condições para derrotar equipas como Lokomotiv de Moscovo ou IBS.

Está lançado o campeonato russo de futebol de praia 2010. Só nos resta esperar pelo desenlace…

2.3. Outras movimentações

Entretanto, os russos têm dado outros passos importantes no sentido de desenvolver rapidamente a modalidade. Uma das razões pelas quais eu digo isto é a criação de uma selecção nacional de júniores, com base num conjunto de jogadores que se destacaram nas provas juvenis, disputadas pelo país fora. Este desejo já se vinha a manifestar desde há alguns meses, mas só em meados de Setembro surgiu a confirmação. E, para ocupar o cargo de treinador desta jovem selecção, nada mais nada menos do que Nikolai Pisarev, o antigo técnico da equipa sénior. Não há dúvida, a Rússia está a apostar em força no futuro do futebol de praia do seu país!

Procura-se treinador para a Rússia!

Porém, se a equipa júnior já conhece o nome do seu treinador, o mesmo não se passa com a selecção principal, persistindo as negociações com o intuito de escolher o próximo treinador da equipa. Em Maio de 2010, o antigo técnico, Nikolai Pisarev, for obrigado a deixar o cargo devido a compromissos com projectos de futebol de onze. Na altura, o posto foi ocupado pelo treinador adjunto, Mikhail Likatchev, que desempenhou a tarefa com distinção até final de Agosto, ajudado pelo capitão de equipa, Ilya Leonov. No entanto, tratava-se apenas de uma situação provisória, que não se deveria prolongar durante muito tempo.

Chegou a ser colocada a hipótese de o próprio Leonov vir a orientar a selecção russa no futuro, mas o número 8 não admitia a possibilidade de combinar os cargos de treinador e jogador, preferindo dedicar-se exclusivamente ao trabalho de atleta, aproveitando a sua enorme frescura física (ainda tem muitos anos de futebol de praia pela frente). Assim, partindo do princípio que a solução não passaria pela continuidade de Likatchev, que até me pareceria uma boa opção, a federação russa entrou em negociações com técnicos estrangeiros, entre os quais alguns brasileiros que estão livres actualmente, mas sobretudo com o francês Eric Cantona, que já tinha sido convidado em Maio (na altura recusou em virtude de um compromisso com a selecção francesa).

Eric Cantona!?!?! Na Rússia!?!?!

A vinda de Eric Cantona seria praticável, na medida em que as suas funções na equipa gaulesa podem ter chegado ao fim. Recorde-se que a França deu um claro passo atrás no panorama do futebol de praia europeu, ao ser despromovida da divisão A da Liga Europeia, perdendo o estatuto de equipa de primeira linha que ostentara durante mais de 10 anos. Assim, pouco entusiasmado com a disputa da divisão B da Euro Liga, talvez Cantona aceite desta vez a tentadora oferta de treinar uma das melhores selecções da Europa, juntando a sua garra e determinação à frieza e força física dos russos. A concretizar-se, será bastante interessante ver a Rússia treinada por Eric Cantona. Pensem na frieza e na força física dos russos enquanto apreciam o melhor de Cantona neste pequeno vídeo:

Uma combinação Rússia-Cantona seria algo assustador! Mas ainda não existem certezas…

3. O Samba das Praias Brasileiras

Com a chegada do Outono ao hemisfério norte a temporada russa atinge o auge e termina abruptamente, logo após o jogo da final. Pelo contrário, no Brasil, país que detém a hegemonia quase perfeita do futebol de praia desde o nascimento da modalidade, a época acaba de começar, com a aproximação das estações do ano com temperaturas mais elevadas…

Assim, começam a ser disputados pequenos torneios de preparação, de carácter amigável, que visam a preparação dos atletas para os compromissos futuros. O ponto culminante de todo este processo será o tão esperado Campeonato Brasileiro, a realizar em São Paulo meados de Novembro (13 a 21). No entanto, as competições nacionais não são o único aspecto digno de referência no actual panorama brasileiro, já que a selecção Canarinha vai aproveitando o tempo disponível para treinar um pouco e realizar alguns amistosos com outras equipas.

3.1. Torneios de preparação: Clubes e Estados

No Brasil, o futebol de praia encontra-se organizado de acordo com as divisões territoriais, ou seja, as principais equipas que disputam as provas nacionais são as selecções dos diversos estados brasileiros. Estes conjuntos devem ser maioritariamente compostos por atletas oriundos do estado que representam, embora possam ocorrer algumas trocas, acompanhadas de convites a jogadores estrangeiros.

Vasco da Gama e Botafogo são pioneiros

Porém, a dimensão dos clubes começa agora a ser valorizada no Brasil, com o surgimento de interesses por parte de alguns emblemas históricos do futebol de onze, como é o caso do Botafogo e do Vasco da Gama. Mas esta excelente notícia não vem só, dado que cada um destes clubes apresentam não apenas uma secção masculina, como também uma equipa feminina, o que contribui em grande medida para a aproximação das mulheres brasileiras à modalidade, rompendo estereótipos e quebrando preconceitos!

Foi na sequência desta iniciativa corajosa e empreendedora por parte dos dois clubes (ambos do Rio de Janeiro) que se realizou no Brasil um pequeno evento, que consistiu num par de jogos entre os dois emblemas, sendo o primeiro destinado às mulheres e o segundo um combate masculino. Houve algum equilíbrio no balanço final, visto que tanto o Botafogo como o Vasco da Gama saíram vencedores de um dos confrontos e foram derrotados no outro.

Quadrangular de Selecções Estaduais c/ Bahrein

De qualquer forma, as selecções estaduais continuam a representar o cerne do futebol de praia no país e foi com o intuito de preparar o campeonato brasileiro que algumas destas equipas decidiram participar num torneio quadrangular de treino, que decorreu no fim-de-semana de 23 a 26 de Setembro. O evento teve lugar no estado do Maranhão, contando com a equipa da casa, as selecções estaduais de Ceará e Raposa, e o Bahrein, orientado por Gustava Zloccowick (Guga), que o utilizou como preparação para o apuramento para o mundial.

De destacar ainda que, no dia 18 de Setembro, as equipas dos estados de nordeste de Alagoas e Pernambuco se defrontaram num encontro amigável, disputado no Recife. Esta partida foi precedida por um jogo entre as selecções de sub 17 destes dois estados. Mais um exemplo da forma séria como os brasileiros encaram a modalidade e olham para o seu futuro a longo prazo…

3.2. Inauguração do campo de treinos do CEFAN: Amistoso diante da Argentina

Apesar de todas as mudanças estruturais que o futebol de praia brasileiro verificou em 2010, o principal marco deste ano no panorama do beach soccer no país foi a fundação de uma sede para a selecção brasileira da modalidade, que será o local oficial de todos os treinos da equipa a partir deste mês. O CEFAN (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes) está situado no Rio de Janeiro, sendo o resultado da cooperação entre a CBBS (Confederação Brasileira de Beach Soccer) e a Marinha do Brasil. Representa, indiscutivelmente, um passo decisivo no crescimento da modalidade no Brasil, bem como um exemplo para as restantes potência do futebol de praia.

Transcrevo a seguir o comentário de Júnior Negão, coordenador das selecções nacionais de futebol de praia do Brasil, a propósito desta iniciativa tão salutar:

” Agora temos uma casa. Já conquistamos muitos títulos, a Seleção Brasileira já venceu tudo, mas essa é a maior conquista do beach soccer brasileiro.”

Brasil 2 – 0 Argentina

E o futuro local de estágios da selecção brasileira não podia ser inaugurado de outra forma que não um grande jogo de futebol de praia, entre a equipa da casa e um grande rival sul-americano, num encontro de carácter amigável muito apelativo: Brasil vs Argentina! Assim, no passado dia 10 de Setembro, Canarinhos e Albicelestes disputaram a vitória numa partida muito equilibrada, que tornou a cerimónia de inauguração do campo de treinos numa verdadeira festa do futebol de praia, que acabou por ser completa com o triunfo do Brasil, por 2-0.

 

Cena do confronto entre Brasil e Argentina. Na imagem, o craque Benjamim tenta passar pelo argentino Levi, no contexto de uma partida muito disputada.

Cena do confronto entre Brasil e Argentina. Na imagem, o craque Benjamim tenta passar pelo argentino Levi, no contexto de uma partida muito disputada.

 

Como se esperava, foi uma batalha muito disputada, pautado pela solidez defensiva de ambas as equipas, que se conheciam muito bem (foi o quarto encontro entre as duas selecções no ano de 2010, sendo que os brasileiros venceram os 4 jogos). O Brasil, campeão do mundo, favorito em qualquer partida, precisou de muita concentração e preserverança para levar de vencida uma Argentina muito consistente, em resultado de um eficaz processo de renovação que iniciou este ano. O marcador ilustra bem a natureza do jogo, com apenas 2 golos em 36 minutos, o que não significa que o jogo não tenha sido interessante!

Não vi o jogo, pelo que todas estas informações são o resultado das minhas pesquisas. O jogo começou de forma muito cautelista, ficando os golos e a emoção reservadas para os períodos subsequentes. Foi assim que, no 2º período, o experiente Betinho, na sequência de um livre, inaugurou o marcador: 1-0 favorável ao Brasil. A reacção argentina não se fez esperar, com a equipa dos pampas a criar várias situações, que não se concretizaram graças à boa actuação de Mão. O 3º período trouxe um Brasil mais forte, que soube controlar o jogo, apesar do espírito combativo da Argentina. Uma finalização eficaz por parte de Sidney após roubo de bola foi o suficiente para ampliar a vantagem para 2-0.

Ficha de jogo:

Local: CEFAN (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes).

Resultado: Brasil 2 – 0 Argentina.

Brasil: 5 inicial – Mão (GR), Bueno, Betinho, Sidney e Benjamin. Suplentes utilizados- Vinícius, Juninho, Bruno Malias, Bernardo, Fred e Jorginho. Capitão: Benjamim. Treinador: Alexandre Soares.

Argentina: 5 inicial – Mendoza (GR), Galván, Franceschini, Leguizamon e De Ezeyza. Suplentes utilizados – Levi, Dallera, Vivas e Rodrigues Larreta. Capitão: Mendoza. Treinador: Hector Petrasso.

Golos: Brasil – Betinho (2º período), Sidney (3º período).

3.3. Brasil vai jogar ao Chile

Entretanto, a selecção brasileira de futebol de praia foi convidada para outro evento, a decorrer num futuro próximo, também de cariz amigável. No entanto, desta vez, o opositor é a perigosa equipa chilena, que detém o registo honroso de ter sido a única selecção nacional a conseguir vencer o Brasil em 2010, graças ao surpreendente triunfo do Chile sobre o Brasil por 11-8 na Copa Latina em Janeiro, no vídeo em baixo. Ora, o palco do reencontro entre os dois rivais não poderia ser mais favorável ao Chile do que a cidade costeira de Valparaíso, banhada pelas águas azuis do Oceano Pacífico.

Agora, o Chile tentará repetir a proeza de bater os campeões do mundo em casa, diante dos seus adeptos, num teste às capacidades organizativas da federação de futebol do país. Mas, se os jogadores chilenos tencionam mostrar que a vitória em Janeiro não foi casual, vencendo novamente, os brasileiros, por seu turno, sentem a necessidade de vingar a tragédia da Copa Latina, aliada à vontade de ganhar que surge sempre associada à selecção Canarinha de futebol de praia.

Contudo, para ambas as equipas, o jogo tem outro nível de importância: constitui um momento de preparação para as eliminatórias de apuramento da América do Sul para o Mundial 2011, fomentando a implementação e aperfeiçoamento de processos e estimulando a união entre os jogadores, factores cruciais para conseguir a almejada qualificação. O Brasil utilizará o evento também com o intuito de testar alguns jogadores mais jovens.

Eis, pois, as listas de convocados de cada selecção:

Brasil (orientado por Alexandre Soares):
Mão (GR), Tiago (GR), Buru, Betinho, Bueno Andersen, Sidney, Ricardinho, Adiélson e Benjamin (capitão).
Chile (orientado por Carlos Figueroa):
Echeverria (GR), Torres, Argote, Mena (capitão), Palma, Febre (GK), Medalla, Ragusa, Durán, Gonzalez, Albuerno e Belaúnde.

De notar, na Brasil, a ausência de Bruno Malias, devido a uma lesão contraída nos treinos, e dos atletas Daniel e André, que se encontram na Rússia para disputar o campeonato nacional do país ao serviço do IBS de São Petersburgo. A convocatória de Alexandre Soares fica também marcada pelas estreias de Tiago, Ricardinho e Adiélson, jovens jogadores que poderão ser o futuro do futebol de praia brasileiro.

No Chile, são notórias as ausências de Sanhueza e Medina, elementos fundamentais na equipa que deram um contributo importante na vitória chilena de Janeiro. No entanto, Torres, Argote e o capitão Mena são também figuras de destaque, que certamente saberão levar a sua selecção pelo caminho certo.

Enfim, será um grande jogo, com transmissão directa via Rede Globo. Eu vou tentar acompanhar pela Internet!

3.4. Mundial de clubes?

Como todos sabemos, o futebol de praia é uma modalidade que se encontra ainda pouco desenvolvida em termos de clubes, assumindo um cariz demasiado amador em praticamente todos os países, salvo raras excepções. A liga italiana, inquestionavelmente a mais competitiva do mundo, constitui o melhor exemplo da inversão desta tendência, representando por excelência a profissionalização do futebol de praia. No entanto, as competições internacionais de clubes, entre equipas regionais de países diferentes, são ainda uma miragem (ou algo muito aproximado) no panorama do futebol de praia. Como resolver esta situação?

Uma solução possível, muito cativante, por sinal, seria a instituição de um campeonato mundial de clubes, a realizar anualmente, disputado pelas equipas vencedoras das competições nacionais dos respectivos países. Por exemplo, um evento a realizar em 2011 contaria com os campeões nacionais de 2010 de Portugal, Itália, Brasil, Rússia e muitos outros países, reunidos na mesma competição, na luta pelo título mundial. O Sporting e o Milano Beach Soccer, por exemplo, teriam lugar garantido, prometendo muito espectáculo e emoção aos (tel)espectadores em todo o mundo.

 

Joan Cusco, coordenador do futsal e do futebol de praia na FIFA

Joan Cusco, coordenador do futsal e do futebol de praia na FIFA

 

Foi com esta intenção que Joan Cusco, Presidente da Secção de Futsal e Futebol de Praia da FIFA, empreendeu uma visita a São Paulo, cidade brasileira com uma forte tradição de futebol de praia, que vai colher o próximo Campeonato Brasileiro da modalidade. O distinto membro da organização sugeriu uma proposta aliciante: a realização de uma espécie de Mundialito de Clubes de Futebol de Praia, em pleno Brasil, reunindo as melhores equipas de todo o mundo e, sobretudo, os melhore jogadores. Naturalmente que a proposta foi feita na presença dos dirigentes de outras organizações e patrocinadores do futebol de praia brasileiro, tendo Joan Cusco enaltecido a importância do trabalho da Federação Paulista de Futebol de Praia na dinamização da modalidade.

Um Mundialito de Clubes seria de facto uma ideia extraordinária. No entanto, vejo um problema de peso na proposta apresentada por Cusco: a falta de tempo para organizar uma tal competição, dado que os primeiros meses do ano vão estar demasiado preenchidos com as eliminatórias de qualificação para o Mundial 2011, as preparações para a grande competição global e o próprio campeonato do mundo, enquanto os restantes serão absorvidos pela longa temporada europeia.

Enfim, são estas as novidades dominantes do Futebol de Praia no Mundo durante este último mês. Peço desculpa pela extensão do texto e pelo atraso na postagem, mas a verdade é que este post ultrapassou o âmbito da semana, referindo-se a todo o conjunto de acontecimentos do nono mês do ano.

Espero que tenham gostado das partes que leram e que o texto possa vir a ser útil para alguém!

Por favor, deixem comentários se tiverem alguma coisa a dizer! O vosso contributo é sempre fundamental, ainda para mais numa iniciativa desta envergadura!

Uma Semana com Futebol de Praia – Introdução ao Projecto

Saudações a todos os leitores deste blogue e adeptos do beach soccer. Trago hoje, 19 de Setembro de 2010, grandes novidades: a inauguração de uma rubrica semanal sobre a modalidade espectacular que existe no futebol de praia.

Mas para quê?

A iniciativa partiu da minha vontade de divulgar a modalidade, incluindo aquelas novidades curiosas que costumam escapar a toda a gente. Um artigo semanal com os desenvolvimentos recentes seria o ideal para satisfazer estes objectivos, nascendo assim esta ideia.

Madjer e Júnior. Dois grandes ícones da História da modalidade!

O Campeonato Brasileiro, com a participação de craques portugueses, será um dos muitos assuntos em destaque nas próximas semanas. Na imagem, Madjer surge ao lado de Júnior, antigo jogador da selecção brasileira, muitas vezes eleito melhor jogador do mundo e grande fonte de inspiração para o atleta lusitano. A fotografia foi tirada a propósito da participação de Madjer no Campeonato Brasileiro de 2008.

A escolha do título não se afigurava uma tarefa fácil. Contudo, surgiram duas hipóteses potencialmente interessantes: Beach Soccer Friday (pois, inicialmente, tinha previsto uma postagem semanal à 6ª feira) e Uma Semana com Futebol de Praia. Indeciso, pedi então ajuda ao estimado Ricardo Sá, leitor assíduo do blogue e grande fã da modalidade, que me sugeriu a segunda opção. Concordei e assim ficou decidido!

A propósito, algumas edições desta rubrica semanal contarão com a colaboração desse valioso membro da comunidade do futebol de praia, que da sua ilha açoriana de São Miguel segue sempre todas as competições internacionais da modalidade. Ficou acordado entre nós que o Ricardo me auxiliaria com a componente de pesquisa, fornecendo informações de grande utilidade que, por vezes, me poderão escapar. Como se costuma dizer, duas cabeças pensam sempre melhor do que uma.

Aspectos Relevantes

De resto, os artigos serão publicados ao Domingo, e não à 6ª feira, como eu tinha pensado primeiro. Eventualmente, em semanas de menor actividade no plano do futebol de praia internacional, farei uma exposição de outro assunto merecedor da atenção da blogosfera no âmbito do futebol de praia.

Já agora, aproveito para prometer também a publicação de, pelo menos, um post semanal sobre outro assunto qualquer, de maneira a tornar este blogue o espaço que eu pretendi que ele fosse e que há muito deixou de ser, após um início auspicioso.

Por fim, gostaria de apelar à vossa participação em Uma Semana com Futebol de Praia. Os textos nunca serão demasiado extensos e o aspecto gráfico/audiovisual será igualmente tido em consideração. Gostaria muito de receber os vossos comentários, sejam vocês amigos meus, simples conhecidos, pessoal da família do futebol de praia português/mundial  e qualquer pessoa que ache interessante este projecto.

A Suíça é um dos países europeus onde o futebol de praia tem conhecido uma maior evolução.

Beach Soccer Weekly: Road to a Dream - O programa semanal de futebol de praia emitido por um canal desportivo suíço, no qual se inspirou esta minha iniciativa.

Nota: Louvo e agradeço aos criadores do programa de televisão suíço Beach Soccer Weekly: Road to a Dream, pois foram uma fonte de inspiração em que esta minha ideia se baseou. Parabéns pela iniciativa e um grande obrigado pela projecção que deram ao futebol de praia!

Portugal Campeão Europeu de Futebol de Praia 2010!

11 dias decorridos sobre a triunfal conquista da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, a minha insuperável alegria de adepto fervoroso da selecção nacional ainda não se esgotou e continua a fazer sorrir a minha alma feliz.

Será fácil compreender que, mais de uma semana depois do feito heróico dos guerreiros das areias lusitanas, o sentimento vitorioso que dominou o meu estado de espírito tenha sido de alguma maneira atenuada pelo tempo. De facto, é esta a infeliz razão pela qual não conseguirei traduzir da forma mais adequada o entusiasmo e o deslumbramento com que vivi estes belíssimos momentos do futebol de praia nacional.

No entanto, esta fantástica experiência emocional permanece bem viva na minha mente e será com um enorme prazer que sempre recordarei cada instante daquele dia estóico. Memórias que nunca se apagarão, podem crer.

Uma coisa é certa: Portugal venceu a Liga Europeia de Futebol de Praia 2010 e sagrou-se campeão europeu da modalidade desportiva mais espectacular do planeta! Parabéns a todos, pessoal! Foram extraordinários!

Festejos dos jogadores portugueses no momento em que recebem a taça!

No momento em que o capitão português Madjer ergueu a taça da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010, todos os jogadores e membros da equipa técnica festejaram efusivamente a grande conquista do desporto nacional! Somos enormes! Grande feito! Parabéns, Portugal!

Liga Europeia de Futebol de Praia 2010: Superfinal em Lisboa

Para quem não se encontra dentro do assunto, direi rapidamente que a Liga Europeia de Futebol de Praia consiste na numa competição anual, que compreende uma fase regular (composta por várias etapas) e uma Superfinal, sendo todos estes torneios disputados ao longo dos meses de Verão, em diferentes locais do continente europeu. Sendo considerada a competição mais importante do futebol de praia europeu, todas as grandes selecções ambicionam a sua conquista, numa série de combates épicos cujo vencedor final sai de sobremaneira glorificado.

Em 2010, após uma fase regular muito dinâmica com 4 etapas disputadas em Moscovo, Marselha, Lignano Sabbiadoro e Haia, a Superfinal foi disputada em Lisboa, entre os dias 26 e 29 de Agosto, sendo o palco escolhido para o evento a arena montada no Terreiro das Missas, mesmo em frente ao Palácio de Belém. Seguindo este link, poderão encontrar informação detalhada acerca do evento, incluindo as equipas participantes e o formato da competição.

Portugal em Grande no Grupo A da Superfinal

Ora, na grande Superfinal da Liga Europeia, a selecção nacional de futebol de praia, jogando diante dos seus adeptos, não tinha outro pensamento em mente que não a vitória no torneio e a conquista do título de campeão europeu! Foi com esta disposição que os jogadores portugueses entraram em campo, demonstrando uma energia e uma vontade sem precedentes. Portugal apresentou uma mistura inteligente de concentração, paciência e criatividade, praticando um futebol de praia elegante e eficaz, dedicando também particular atenção ao aspecto defensivo.

Foi graças a esta postura de campeões (porque foi essa a postura ostentada pelos nossos atletas) que Portugal passou no primeiro teste com distinção, superando com classe os seus dois primeiros adversários, passo a citar, a imprevisibilidade dos surpreendentes romenos e a frieza física tipicamente russa. Para ser mais específico, direi que a selecção portuguesa goleou a Roménia por 6 bolas a 1 e venceu a Rússia com 4 golos contra 2 da equipa de leste.

A solidez defensiva foi um dos pilares da selecção nacional ao longo do torneio.

A solidez defensiva foi um pilar fundamental da selecção nacional ao longo do torneio, com apenas 5 golos sofridos em 3 jogos. Na imagem, Bruno Novo atrasa a bola para o guarda-redes João Carlos, na ponta final do Portugal vs Roménia, que Portugal venceu por 6-1.

Assim, com dois triunfos em outros tantos jogos, Portugal alcançou o 1º lugar no grupo A da Superfinal, com 6 pontos, enquanto a Rússia, que derrotara a Roménia por 6 bolas a 4, se classificou na 2ª posição com 3 pontos, deixando os romenos no derradeiro posto do grupo sem terem pontuado. A vitória no grupo dava acesso directo à final, pelo que Portugal marcaria presença no tão esperado jogo do título, a ter lugar no Domingo, 29 de Agosto. Na grande final, Portugal defrontaria a Itália, vencedora do grupo B. Os resultados de todos os jogos da fase de grupos, as classificações finais dos grupos e os resumos dos três primeiros dias de competição estão disponíveis aqui.

A Final!

Uma vez eliminada a perigosa selecção russa, actual grande rival de Portugal na luta pela hegemonia europeia, Portugal tinha todas as condições para recuperar o título continental, precisando para isso de vencer apenas mais um jogo. Mas o adversário não ia ser nada fácil, pois a Itália surgia em Lisboa muito renovada, com um novo treinador que revolucionara positivamente a equipa, lançando os Azurri num colossal rumo vitorioso que só poderia ser quebrado por uma grande equipa. Portugal precisaria assim do seu melhor futebol de praia para levar de vencida uma selecção disposta a tudo para conseguir o título europeu!

Componente circunstancial 1: Belchior suspenso, Madjer lesionado

Todavia, Portugal encontrou várias adversidades neste jogo decisivo da Liga Europeia 2010. A ausência forçada de Belchior, suspenso por acumulação de cartões amarelos nos jogos anteriores, era naturalmente um contratempo ao qual o seleccionador nacional José Miguel Mateus teria de saber reagir. Além disso, Madjer, que havia sido o herói do dia anterior frente à Rússia, ainda não estava a 100%, fruto de uma lesão lombar que ainda não tinha ultrapassado completamente.

A situação agravou-se no decorrer do jogo, quando o número 7 de Portugal, ainda no 1º período, numa queda infeliz decorrente de uma das suas espectaculares acrobacias, se ressentiu da sua fustigantes lesão e teve de abandonar o campo, envolto num mar de dores que não podiam ser bom presságio. Ainda assim, graças ao bom trabalho do enfermeiro Farinha e à força de vontade inesgotável de João Vítor Saraiva, o Madjer ainda voltou a entrar em campo, mas fez menos minutos do que costuma e o seu rendimento foi mais baixo do que o habitual, apesar de ter ficado muito perto do golo por várias ocasiões.

Esta coragem do capitão português, disposto aos mais penosos sacrifícios na luta pela vitória, faz de João Vítor Saraiva um grande jogador!

Madjer numa das suas fabulosas acrobacias, ainda no 1º período de jogo, que acabariam por agravar a sua lesão. Esta coragem do capitão português, disposto aos mais penosos sacrifícios na luta pela vitória do seu país, faz de João Vítor Saraiva um grande jogador! Magnífico!

Componente circunstancial 2: Azar com os ferros, Rasulo e Del Mestre.

Além dos problemas associados à ausência de Belchior e aos problemas físicos de Madjer, Portugal não foi bafejado pela sorte neste derradeiro jogo da temporada europeia. Por duas vezes os jogadores portugueses acertaram nos ferros da baliza transalpina: a primeira num livre directo de Jordan, cujo tiro de raiva embateu violentamente no poste, a segunda no remate desafortunado de Alan, com a bola a ressaltar na areia e a subir demasiado, tocando na barra e passando por cima da baliza italiana.

Foram de facto muitos os remates lusitanos que não conheceram as redes Azurras por puro milagre, também porque os guarda-redes adversários protagonizaram uma série de defesas impossíveis, como uma defesa de Rasulo com as pernas a um remate poderoso de Madjer e uma defesa também com os membros inferiores de Del Mestre, que no início do 3º período parou incrivelmente um fantástico pontapé de bicicleta de Jordan. Enfim, foram estas apenas algumas das situações em que o azar bateu à porta de Portugal, mas acreditem, estimados leitores, que não foram as únicas.

Superação Total: Fulgor Lusitano!

Como facilmente terão percebido, não foi nada fácil a tarefa portuguesa nesta final da Liga Europeia. A excelente qualidade evidenciada pelos adversários, os contratempos referentes a problemas com os nossos jogadores e a falta de sorte que acompanhou Portugal até ao apito final do árbitro constituíram um forte entrave ao triunfo da equipa das quinas, que teve de dar o seu melhor para alcançar a almejada vitória.

Não obstante todas adversidades anteriormente numeradas, os jogadores da selecção nacional portaram-se como verdadeiros heróis, lutando com todas as suas forças, alimentados pelo desejo de colocar o nome do seu país no lugar mais alto do pódio. Aplicando na perfeição os processos de jogo implementados pelo seu treinador, cumprindo todas as indicações do mestre tanto a atacar como a defender, Portugal protagonizou uma excelente exibição, alicerçada numa base defensiva muito sólida e na técnica fantástica dos seus jogadores, capazes de desequilibrar o encontro a qualquer momento.

O jogo: Até ao golo de Gori

A Itália manteve-se sempre na discussão do resultado, com grande espírito guerreiro, e apesar da superioridade lusitana, nunca desanimou, o que proporcionou uma grande final.

A Itália manteve-se sempre na discussão do resultado, com grande espírito guerreiro e nunca desistiu, o que proporcionou uma grande final. Na imagem, os jogadores italianos entoam a letra do hino nacional do seu país antes do encontro com Portugal.

Que grande jogo de futebol de praia e que grande conquista da selecção nacional! Praticamente entrou no jogo a perder (1-0) num bom lance de Corosiniti, mas conseguiu empatar (1-1) apenas alguns minutos volvidos, num portentoso remate longínquo de Alan, que veio na sequência de uma fantástica reacção por parte da equipa das quinas! E foi com muita garra, muita dedicação, que procurou o golo até ao fim do 1º período, ainda que sem sucesso. Mas o 2º período também começou com Portugal no ataque e, após uma sucessão de oportunidades por concretizar, Bruno Novo apontou o seu primeiro golo da tarde, num remate acrobático de belo efeito, após passe de Paulo Graça. Um grande golo que deu a vantagem (2-1) mais que merecida àquela que estava a provar ser a melhor equipa.

O 2º período continuou a ser totalmente controlado por Portugal, que tentou ampliar a vantagem, ainda que sem êxito. Ora, na derradeira etapa do encontro, a selecção nacional entrou a todo o gás, em busca do golo da tranquilidade, remetendo os jogadores italianos para o seu meio-campo e reafirmando a determinação lusitana em vencer a partida. Contudo, o terceiro tento português não se verificou e foi mesmo a Itália quem, numa das muito raras  situações de perigo para a baliza de Paulo Graça, chegou ao golo: o estreante Gori empatou a partida (2-2) num espectacular pontapé de bicicleta, que consternou o Terreiro das Missas, numa onda de apreensão que gelou os adeptos…

O jogo: Os melhores vencem no final numa explosão de emoções.

Faltavam nessa altura cerca de 5 minutos para o fim do encontro. A final empatada, entre dois titãs do futebol de praia europeu. Um estádio inteiro sustendo a respiração, aguardando um desfecho emocionante para um jogo que seria, com toda a certeza, épico. Estaria a Itália em vantagem psicológica, atendendo ao contexto em que o tento de Gori surgiu? Talvez, mas Portugal continuou a fazer o seu jogo, com serenidade e confiança, sem nunca se desorientar e mantendo sempre o rumo correcto. A consistência táctica de Portugal não foi nada afectada, o que permitiu conter de forma impecável o ímpeto italiano, que não causou estragos na defensiva lusitana. Vigiada a situação a nível defensivo, era urgente repor a vantagem no marcador, algo que requereria um acto de bravura, um momento de inspiração apenas possível para um grande jogador! E, desta vez, esse grande jogador não foi Madjer, nem Alan, nem Belchior, mas sim o grande Bruno Novo!

Uma corrida desconcertante do número 18 de Portugal por entre os defesas italianos colocou o nosso jogador em excelente posição para receber o lançamento de Paulo Graça, que funcionou como um passe soberbo para o remate violentíssimo do Bruno Novo, na direcção das baliza transalpina. Apesar da pontaria e da potência do pontapé, o implacável Del Mestre ainda conseguiu conter esta tentativa do herói da Nazaré, mas nada pode fazer contra a recarga vitoriosa do atleta lusitano: recepção sublime com o joelho direito e tiro certeiro com o pé esquerdo, com a bola a passar rente ao poste sem grandes hipóteses para o pobre guarda-redes Azurri.

Era a loucura no estádio de Belém! O público de pé, a gritar e a aplaudir a nossa selecção! Ambiente ao rubro nas bancadas, com os espectadores em êxtase graças à vantagem de Portugal! Os atletas a festejar, de forma efusiva, o brilhantismo do Bruno Novo, em particular o próprio, que esboçou uma série de gestos triunfais enquanto berrava, celebrando o 3-2, apenas antes de ser abalroado pelo Bilro, também ele em delírio!

E foi com num clima de grande tensão que assistimos (pois eu estava lá) aos 3 últimos minutos do jogo, em que o espírito de entreajuda e a solidez defensiva demonstrados pela nossa selecção conseguiram assegurar a inviolabilidade das redes lusitanas! Paulo Graça impecável, defendendo um livre perigoso de Carotenuto, a menos de 1 minuto do fim, foi juntamente com Bilro, Marinho e Coimbra o herói dessa fase do jogo, na qual o resultado não sofreria alterações. O apito final acabou por soar, 36 minutos decorridos desde o início deste jogo memorável, que consagrou Portugal campeão europeu de futebol de praia 2010!

Este vídeo diz respeito aos derradeiros instantes do jogo, a partir da defesa de Paulo Graça ao livre de Carotenuto, incluindo o princípio da festa. Agradeço ao adepto (desconhecido) que filmou o vídeo, proporcionando um enriquecimento deste post no meu blogue!

A Festa depois do jogo: Absolutamente descomunal!

É verdade que chorei. Sim, chorei, e não me envergonho disso, antes pelo contrário: acho que expressei verdadeiramente os meus mais profundos sentimentos naquele momento e fico feliz por pensar que vivi esta experiência extraordinária em toda a sua dimensão. Não numa perspectiva de fanatismo (o que pode ser facilmente refutado se tivermos em conta os autógrafos que pedi a jogadores de outras selecções no decorrer do evento), mas de uma forma saudável que me permitiu desfrutar ao máximo deste triunfo histórico e desta alegria imensa que foi assistir ao vivo pela primeira vez a uma grande conquista da selecção nacional.

Mas, embora os meus rituais sejam raros entre os restantes membros da plateia, ninguém foi indiferente ao grande feito que o futebol de praia português acabava de alcançar, algo que foi bem visível na forma como o público participou na festa e aplaudiu com entusiasmo os grandes heróis das areias lusitanas! Sim, todo o estádio vibrou em uníssono com a magia da selecção nacional, cuja bravura e dedicação às cores nacionais lhe proporcionou um brilhante título europeu! E foi decerto um dia especial na carreira dos atletas, assim acarinhados pelo apoio do público da capital!

Os heróis lusitanos celebraram efusivamente a conquista da Liga Europeia de Futebol de Praia 2010! Novamente Campeões Europeus! Parabéns a todo este grupo fantástico! São os maiores!

Os heróis lusitanos celebraram efusivamente a conquista da Liga Europeia de Futebol de Praia! Novamente Campeões Europeus! Parabéns a todo este grupo fantástico! São os maiores!

O momento em que o troféu foi entregue à selecção nacional foi inesquecível e marcou mais um passo na História do futebol de praia nacional e europeu. Somos novamente Campeões da Europa! Parabéns a todos, amigos!

Madjer, Melhor Jogador do Torneio (outra vez)

A distinção do Madjer como melhor jogador do torneio foi um prémio justo pela forma corajosa como o lendário craque português entrou em campo, numa luta dupla contra os seus adversários e uma lesão fustigante que o atormentou durante toda a competição. O Madjer fez tudo o que podia, pondo em risco a sua própria integridade física para servir o país ao qual tanto tem dado, acabando por se revelar determinante para a conquista do troféu, dada a imprescindibilidade do seu hat trick frente à Rússia para que Portugal marcasse presença na final.

A imagem aguerrida do capitão luso, que mesmo a precisar de uma cama ficou diversas vezes perto do golo diante da Itália, faz dele uma figura incontornável da modalidade na Europa e o jogador que, sem dúvida alguma (e sem querer tirar mérito ao Stankovic) mais merecia esta distinção (foi considerado melhor jogador da Liga Europeia pela 5ª vez). Enquanto o Madjer recebia o distintivo das mãos do doutor João Morais, com a mão atrás das costas de maneira a aliviar as dores, o público delirava com a atribuição do prémio individual mais honroso ao grande craque português.

Grandes jogadores! Mas que trio!

Madjer, eleito melhor jogador da Liga Europeia de Futebol de praia 2010, juntamente com os vencedores dos outros prémios: Andrey Bukhlitskiy, melhor guarda-redes, e Dejan Stankovic, melhor marcador do evento com 8 golos. Mas que trio! Parabéns aos três, sobretudo ao Madjer!

Gostaria também de dizer, rapidamente, num parênteses rápido, que havia outros jogadores na selecção nacional com credenciais para conquistar o prémio de melhor jogador, nomeadamente o Alan, elemento fundamental na conquista do troféu, determinante na construção do jogo de Portugal e detentor de uma técnica extraordinária, e o Bruno Novo, que afinal acabou por ser o herói da final, bem como o melhor marcador da selecção portuguesa, com 4 golos apontados, contrariando a ideia daqueles pobres ignorantes “treinadores de bancada” para os quais a selecção é só Madjer, Alan e Belchior.

De resto, na minha opinião, gostaria de manifestar a minha convicção de que o Paulo Graça, guarda-redes da selecção nacional, merecia mais do que qualquer outro jogador ter sido eleito melhor guarda-redes da competição, atendendo ao baixíssimo número de golos sofridos (5), às suas defesas espectaculares (e extremamente influentes) e à sua preponderância na organização do jogo ofensivo da nossa selecção. A imprensa preferiu atribuir o prémio ao Andrey Bukhlitskiy, da Rússia, que apesar de não ter sido, na minha opinião, o melhor do torneio, é também um grande guarda-redes, ficando o prémio bem entregue. Para finalizar a listagem dos prémios, resta-me dizer que o já referido Dejan Stankovic se sagrou melhor marcador do torneio, graças aos seus 8 tentos na Superfinal ao serviço da Suíça.

Agradecimentos

Dois grandes guarda-redes de futebol de praia: Paulo Graça e João Carlos Delgado.

João Carlos entra para o lugar de Paulo Graça nos minutos finais da partida frente aos russos. Dois grandes guarda-redes, nos quais temos muito orgulho pela forma destemida como defendem as redes nacionais!

Antes de prosseguir com os agradecimentos a quem contribuiu para este grandioso espectáculo desportivo, social e emocional, gostaria de aconselhar a leitura deste artigo, escrito pelo guarda-redes da selecção nacional João Carlos Delgado, no qual faz um excelente resumo do jogo e da alegria imensa que este grupo maravilhoso viveu ao sabor desta conquista brilhante, expressando também a sua gratidão para com todos os membros da família do futebol de praia nacional. Mais um grande exemplo do espírito de união e amizade que reina na melhor selecção da Europa!

Não posso terminar este post sem agradecer a todos os familiares e amigos que me acompanharam ao longo dos 4 dias de competição, tornando estes momentos ainda mais coloridos e felizes para mim, sobretudo o dia da grande final. Um muito obrigado a todos, porque foram espectaculares no apoio a Portugal neste dia memorável! Adorei a vossa companhia e espero que tenham desfrutado da experiência, tanto do futebol de praia como do espectacular ambiente que vivemos nas bancadas!

E claro, quero deixar aqui as minhas sinceras palavras de agradecimento e admiração por quem, graças ao seu trabalho e esforço pessoal, conseguiu recuperar este título europeu, que nos fugia caprichosamente desde 2008. Um muito obrigado a toda a família da selecção nacional por terem tornado possível esta espectáculo tão belo, que nunca esquecerei, e por me terem sempre recebido com boa disposição e amabilidade ao longo desta temporada de 2010. Foram todos espectaculares e estão de parabéns! Orgulho em ser Português!