Motivo de insatisfação no 12º ano de escolaridade


Saudações a todos. Hoje volto a escrever aqui no blogue, desta vez sobre aquela que é praticamente a única razão para eu não gostar deste interessante 12º ano de escolaridade.

a

Por uma nota cai o valor médio.

Optar pelas disciplinas ideais

Reduz em parte o mal, sem ser remédio.

a

Tirar às obras o que delas faz

Um astro da cultura portuguesa!

a

Governam os critérios. Imorais,

Urinam! Quem trabalha não tem paz

Entregue «ao que é pedido» e «à clareza»

Sentindo a bela língua em podre tédio!

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Para quem não entendeu exactamente a razão do meu protesto, sugiro que experimentem uma leitura na vertical. Por vezes ajuda a entender o sentido da mensagem, sendo esta uma dessas vezes.

Não, não tenho raiva contra ninguém em particular nem nenhuma disciplina em concreto. Nem é a forma como a matéria é leccionada o que mais me aborrece. Aquilo que me põe fora de mim é o suposto rigor na avaliação, que, ao superar os limites do humanamente concebível, de forma desmesurada, acaba por se anular a si mesmo.

Claro que tudo isto depende sempre do contexto do aluno, da sua experiência pessoal e do seu percurso biográfico e escolar. Esta é a minha opinião, materializada/literaturizada. Naturalmente que estou aberto a concepções diferentes e até opostas!

Tenham cuidado com esta disciplina traiçoeira e tentem gostar das obras, numa luta contra o sistema de avaliação em que o segredo passa pela preserverança e pela dedicação, além do gosto pela verdadeira literatura!

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4 Respostas to “Motivo de insatisfação no 12º ano de escolaridade”

  1. Pedro Says:

    Concordo plenamente contigo… Tenho sentido alguma frustração. Tentar analisar minuciosamente Fernando Pessoa e fazer de conta que se tem omnisciência sobre o que ele produziu é degradante.

    • Andrey Amabov Says:

      Sublime comentário! Era precisamente a isso que eu me referia.

      Critico o esquema de avaliação da disciplina por tentar objectivizar o que não é passível de ser objectivizado, por tratar obras subjectivas de grande expressividade como ensaios científicos e por criar distâncias entre os alunos e as obras leccionadas.

      Querer compreender omniscientemente, como disseste, uma mente tão complexa e tão cheia de dúvidas como a de Fernando Pessoa não faz qualquer sentido.

      Obrigado pelo teu comentário. E, já agora, o adjectivo “podre” no último verso revela uma inspiração associada aos teus textos!

      • Pedro Pereira Says:

        Este assunto dá pano para mangas e eu não me conformo.

      • Andrey Amabov Says:

        Nem eu! Mas há que arregaçar as mangas e tentar reagir a esta situação da melhor forma possível, impedindo que sejamos prejudicados pelas deficiências do sistema.


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