Testes Intermédios: Desilusão? Não! Aprendizagem e Evolução!


Ultimamente, tenho andado visivelmente atarefado. Motivo? Testes intermédios, meus caros amigos. Infelizmente para mim, a suspensão da minha redacção no blogue não foi tão benéfica como eu gostaria, dado que as notas obtidas nas provas não foram ou não se adivinham tão altas como eu gostaria. São boas notas, e não me impedem de vir alcançar os meus objectivos escolares. Em todo o caso, acho que poderiam ter sido mais altas, sobretudo pela forma como eu perdi pontos estupidamente nas duas provas realizadas: as de Física e Química A e de Matemática A. Mas comecemos pelo princípio.

Testes Intermédios: A Causa dos meus Celeumas Interiores

Na sequência da preparação para os exames nacionais das disciplinas específicas, tenho vindo a realizar diversas provas elaboradas pela equipa do Ministério da Educação, que constituem os chamados testes intermédios. Como alunos do 11º ano de escolaridade, temos exames de Física e Química A e de Biologia e Geologia no final deste ano lectivo, além dos exames de Português e Matemática no fim do 12º ano. Assim, ao longo dos 2º e 3º períodos, os testes intermédios do GAVE têm povoado o nosso calendário escolar, substituindo alguns testes das respectivas disciplinas e intervindo nas contas para a avaliação dos alunos.

Ora acontece que o intermédio de Física e Química estava marcado para o dia 30 de Abril, enquanto a prova de Matemática fora agendada para 6 de Maio. Deste modo, o calendário de testes ia abrir com dois importantes momentos de avaliação, com a importante função de nos preparar para a realidade dos exames. Quais eram os meus objectivos? Ter as notas mais altas possíveis, para subir as notas de 19 que trazia do período anterior em ambas as disciplinas para dois 20s mais honrosos e estáveis. Até aqui tudo bem.

Não tive grandes problemas na preparação para os dois testes intermédios. Revendo a matéria na teoria ou exercitando os conhecimentos na prática (incluindo a realização de testes intermédios de anos anteriores), atingi um patamar que me conferia alguma segurança para as provas, possibilitando as almejadas notas caso estivesse concentrado. E as provas, tanto uma como a outra, correram bem. O pior foi depois, quando comecei a ver que tinha errado qualquer coisa nos dois teste intermédios. Apesar das semelhanças entre os dois casos, seria conveniente distinguir as situações.

Física e Química A: Problemas com a Calculadora?

Falando mais aprofundadamente do teste intermédio de Física e Química, o único problema antes da realização do teste parecia ser a falta de calculadora gráfica (tinha uma, mas não estava a funcionar). Na aula anterior à prova, vários colegas (daqueles que tinham anulado a matrícula) se tinham oferecido para me emprestar a sua calculadora.

Ficara combinado que, caso a minha calculadora não estivesse a funcionar, o Luís emprestar-me-ia a sua máquina. No entanto, a anomalia da minha calculadora era simples: não passava de uma questão de pilhas gastas. E assim, uma vez solucionado o problema, a HP 9 g estava novamente operacional e em condições de me conceder os 8 preciosos pontos da regressão linear (que podia vir a sair, como efectivamente aconteceu). Como aluno aplicado, desejando evitar surpresas desagradáveis durante a realização da prova, decidi testar aquela funcionalidade da máquina, usando os dados de um exercício do livro, com 10 valores para x e y. O resultado da experiência foi positivo. «Estou pronto para o teste.» pensei eu. E estava. Mas na hora H, as coisas não correram tão bem como estava previsto…

Física e Química A: A Prova

Eis a deslumbrante hp 9g: a calculadora mas famosa da minha turma! (ou pelo menos a que mais tem dado que falar, dadas as suas singularidades muito peculiares)

Eis a deslumbrante hp 9g: a calculadora mas famosa da minha turma! (ou pelo menos a que mais tem dado que falar, dadas as suas singularidades muito peculiares)

30 de Maio. Dia do teste intermédio. 90 minutos para resolver o teste e tentar chegar ao 20. O teste não era propriamente difícil, a maior parte das questões eram bastante óbvias e não havia assim nenhum exercício que fizesse pensar mais um bocadinho. Ainda assim, acho que 4 questões de desenvolvimento com texto (e não por cálculos) foi claramente excessivo, porque envolvem sempre muitos pontos que precisam de ser focados, acabando por ter reflexos em termos de tempo (pelo menos para mim, que sou um bocado perfeccionista nestas coisas).

Por ter demorado demasiado tempo nas justificações textuais, acabei por resolver os dois últimos exercícios de cálculo sob pressão, cometendo alguns erros por distracção, que foram prontamente corrigidos, acabando por não ter qualquer influência na minha nota. Anteriormente, tinha resolvido a questão 3.3 (envolvia uma regressão linear), seguindo os passos correctos, com a minha super calculadora hp, sem qualquer hesitação, confiante da verdade do meu resultado. E assim, foi satisfeito que deixei a sala do teste, sem certezas, mas com algumas esperanças de poder chegar ao 20 (ou pelo menos com um arredondamento, em caso de erro de cálculo).

Física e Química A: Errei a Regressão Linear!!!??? Mas Porquê!!!???

Todavia, se havia algum exercício que eu nunca esperaria errar era o cálculo da regressão linear, que eu fizera atentamente, com todo o cuidado, para grande alegria do meu espírito científico. Compreende-se, portanto, qual o meu espanto, quando na aula de 3ª feira (4 de Maio), a primeira após o teste intermédio, o professor me disse que tinha voltado a errar a regressão linear! Asseverei que tinha utilizado a calculadora correctamente, que tinha conseguido fazer uma regressão linear, e que tinha obtido um valor do declive da recta através da máquina! Não teria trocado os valores de x com os de y? Não! Não teria trocado o declive com a ordenada na origem? Também não!

A fim de descobrir a causa do meu erro, voltei a realizar o cálculo da regressão linear, verificando os valores, gravados na memória da calculadora, que tinham sido introduzidos por mim no dia do teste. Estavam todos certos, mas o resultado continuava a estar incorrecto! E foi então que eu descobri! Tornando a fiscalizar a situação, apercebi-me de que os dados que eu tinha usado na véspera do teste ainda continuavam guardados, conservados em latência na memória da calculadora, tendo interferido com os valores do exercício do teste intermédio, originando uma regressão linear referente a dois conjuntos de dados totalmente diferentes! Estava explicado o meu resultado tão exótico, justificando as 8 décimas de desconto das quais já não poderia fugir. Boing!

Passei o resto da aula de Física e Química atormentado pela ideia de que perdera pontos estupidamente, num acesso de irresponsabilidade que, certamente, me iria privar da nota máxima no teste intermédio, mas, pior do que isso, poderia eventualmente custar o 20 no final do ano. Como se não bastasse, na aula de 5ª feira, o professor abalou ainda mais a minha consciência preocupada, fazendo referência a um erro ou outro na minha parte de Química. O quê! Não queria acreditar! Mais uma contrariedade para desgraçar os meus objectivos? O professor disse que talvez estivesse a fazer confusão, pois não se recordava bem das provas, e acabou por me aconselhar com simpatia que não me preocupasse. Ainda assim, a ideia de ter menos de 19,2 não deixou de importunar a minha mente de ideias fixas.

Física e Química A: Mais Erros? Sustos. Balanço. Projecção.

No dia seguinte (posso dizer hoje), na escola, a primeira aula do dia era nada mais nada menos do que Física e Química! O sumário, muito simples, dividia-se em duas partes distintas: a resolução de exercícios sobre a matéria leccionada na aula anterior e a entrega dos testes intermédios, acompanhada de breves comentários e conselhos do professor às nossas notas. Quando recebi o meu teste fiquei aliviado! UFA! 19,2! Quando já receava uma nota mais longínqua das minhas ambições, devido aos supostos erros na parte da Química, aquele resultado foi a melhor notícia que eu poderia ter recebido! Isto, claro, tendo em conta que a razão pela qual não fiz o pleno foi um azar na utilização da calculadora, exclusivamente da minha responsabilidade, é certo, mas que causa sempre alguma frustração, não obstante o meu monopólio da culpa.

Em suma, este teste intermédio representou mais uma oportunidade desperdiçada para eu ter 20 valores exactos numa prova da disciplina e leva a que seja preciso eu regressar a um registo mais elevado na prova seguinte para alcançar a almejada classificação icosaédrica no final do ano.

O professor já nos disse, em contornos gerais, qual vai ser a matéria para o próximo teste, que, em princípio, terá lugar dia 4 de Junho. Até lá, vou aprofundar a revisão das matérias anteriores e estudar devidamente a última unidade, para conseguir um conhecimento adequado da matéria, que permita atingir essa nota. No dia anterior ao teste, deitar-me-ei mais cedo do que é habitual, para estar de cabeça fresca na manhã seguinte, e farei o teste com muita concentração, para não dar erros estúpidos em cálculos elementares e coisas afins. Estou confiante. E tem de ser mesmo assim.

Matemática A: Preparação e Teste

Em relação à Matemática, pouco (!) tenho a dizer. Como preparação, revi as noções de teoria mais importantes acerca das funções, utilizando também alguns exercícios, e resolvi testes intermédios de anos anteriores, além de fichas de escolha múltipla (recursos atenciosamente facultados pela professora a toda a turma). Os exercícios que requeriam o uso da calculadora gráfica foram um ponto importante do meu estudo. Ainda tive tempo para ajudar alguns colegas a estudar e esclarecer um ou outra dúvida de algum, o que considero ser importante, pois os bons amigos merecem sempre a nossa ajuda, enquanto nos for humanamente possível prestar esse auxílio.

Parti confiante para o teste. Fiquei sentado do lado da janela, iluminado pela luz solar, munido de todo o material necessários à realização da prova. Correu tudo muito bem, não senti problemas durante a realização dos exercícios (que eram, regra geral, fáceis), e deixei a sala seguro de mim mesmo e das minhas respostas. Contudo, no decorrer do dia de ontem, uma ligeira suspeita atormentava a minha mente conturbada. Uma pequena nuance tinha ficado em suspenso desde a realização da prova…

Matemática A: Derivadas – Complicar o que é fácil

Na alínea 4.2, que envolvia o cálculo de uma derivada, muito fácil, por sinal, eu compliquei o exercício, utilizando a minha capacidade natural de complicar o que é simples por natureza. Embora soubesse perfeitamente que a derivada de uma função f+g é igual à soma da derivada de f com a derivada de g, no momento, pensei que poderia existir naquele exercício uma armadilha (não me perguntem porquê, foi um impulso de idiotice inexplicável, daqueles que por vezes me sucedem nas perguntas mais fáceis dos testes) e escrevi a expressão numa forma muito mais complexa, o que dificultou o cálculo da derivada (estendia-se para além dos limites do programa), que eu acabaria por errar!

Durante a prova, embora duvidasse um pouco da validade do meu processo, achei que estaria correcto, caindo numa cegueira que se prolongaria durante cerca de 24 horas. Porém, a escuridão algébrica só durou até à aula de Matemática de hoje, quando as minhas dúvidas se intensificaram, levando a que, inevitavelmente, pegasse no enunciado do teste e verificasse a minha resolução do exercício em questão. Receando seriamente ter cometido um erro (como alguns minutos mais tarde viria a perceber), resolvi o exercício de outro modo, mais complexo, mas que me levaria a um resultado inequivocamente correcto (usei os limites para determinar as derivadas). E, gradualmente, fui começando a ver que tinha metido água…

No final da aula, quando todos os meus colegas tinham abandonado a sala, interpelei a professora acerca dos critérios de correcção para aquela pergunta. Segundo as informações do GAVE, o cálculo da derivada vale 8 pontos, mas basta manifestar intenção de determinar o a derivada para conquistar 2 décimas. Por outras palavras, teria 6 décimas de desconto no exercício, sendo que a melhor nota possível passava a ser de 19,4 valores. Não era nada mau, convenhamos. Despedi-me da professora, agradecendo, e assim terminou uma semana dominada pela azáfama dos testes intermédios.

Matemática A – Expectativas e Projectos

Bem, tenho esperanças de não ter cometido mais nenhum erro no teste intermédio de Matemática. Penso que tal é possível, tendo em conta que aquela era a única pergunta do teste em que eu estava um pouco relutante. Um 19,4 seria uma excelente nota, mesmo ali na fronteira do 19, a espreitar o 20, mesmo sem chegar ao meu objectivo. Vou aguardar pacientemente, ciente dos factos, mas acreditando nesta nota como a verdadeira.

De resto, a situação é idêntica à da disciplina de Física e Química: preciso de tirar um 20 no próximo teste, custe o que custar! Sim, é preciso! E, acima de tudo, é possível! Tenho de manter os conhecimentos que já tenho sobre a matéria anterior, com a rectificação das derivadas, para não voltar a cometer o mesmo erro. Além disso, a derradeira unidade do programa, referente a sucessões, também terá de ser cuidadosamente estudada, para não perder pontos com essa matéria. Segredos para o sucesso: deitar cedo para ter um número de horas de descanso suficientes para manter a lucidez em níveis bem elevados e fazer tudo com atenção redobrada, para não me enganar na passagem de valores do enunciado para a folha de teste nem nos cálculos mais simples (geralmente, são aí os meus erros em Matemática).

Conclusão: Erguer o semblante

E pronto! Aqui estou eu, pronto para o que der e vier! A margem de erro nas duas disciplinas já terminou e tenho de me mentalizar de que tenho de melhorar, porque posso subir e quero alcançar o progresso!

Peço desculpa aos leitores pelo egocentrismo assumido deste post, mas tentem perceber que eu estava mesmo a precisar de escrever sobre estes assuntos para arrumar as ideias e moralizar a minha mente, que ficou um pouco atordoada por estas pequenas frustrações. Por favor, não vejam o post como um momento de exibicionismo, pois fui sincero em tudo o que escrevi, nunca tendo como objectivo publicitar a minha imagem ou qualquer coisa do género. Os meus desejos e ambições, por mais altos que sejam, não significam que eu não seja humilde e tenha uma postura sensata de encarar os estudos e a vida em geral.

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11 Respostas to “Testes Intermédios: Desilusão? Não! Aprendizagem e Evolução!”

  1. Pedro Says:

    Sou um bom aluno a matemática. Não sou um excelente aluno, mas sou, efectivamente, um bom aluno. No 2º período, tive 16.

    A principal razão para este facto é o meu conformismo. Não me esforço. Embora esteja sempre atento nas aulas, não trabalho em casa. Chego a fazer menos que o q.b. para alcançar estas notas.

    Para o teste intermédio estudei algumas horas na véspera.
    Já recebi a nota: 12,5.

    Como instantaneamente deves ter concluído, estou extremamente desiludido e frustrado. A sério que me sinto burro (concordo contigo, o teste intermédio era muito acessível).

    Constatei, porem, que os meus erros no teste, foram provocados por uma tremenda distracção e não por falta de estudo ou conhecimento. Consegui perceber este facto, dado que sabia a “chave” para a resolução de todos os exercícios, mas falhei estupidamente em cálculos simples e em pormenores que foram retirando muitos pontos (com excepção do exercício da derivada – não consegui fazer a derivada da função, que era uma fracção com a incógnita no denominador, o que me fez optar por um caminho alternativo que estava, obviamente, errado).

    Resta-me um teste para mostrar que mereço manter a nota.

    Muitos parabéns pelas tuas excelentes notas e pela determinação em fazer sempre melhor.

    Nota 1: Sei que, provavelmente, me vais aconselhar a dedicar-me mais a matemática, mas eu estou resignado. prefiro “apostar” fortemente nas outras disciplinas e manter este nível a matemática, que me confere uma media que satisfaz os meus interesses.

    Nota 2: Não consegui colocar acentos ao longo de todo o comentário..

    • Andrey Amabov Says:

      Em relação ao teu desempenho em Matemática, não tenho nada a dizer. Respeito a tua opção de gestão escolar e a tua forma muito segura e convicta de ver a questão. 16 valores já é uma boa classificação (como de resto disseste) e certamente que te dará uma grande margem de manobra para a entrada na universidade, sobretudo se tiveres notas superiores noutras disciplinas, como é o caso. Fica descansado quanto a este assunto, pois o caso do Marco, pessoa extremamente inteligente que inexplicavelmente teve classificações baixas a Matemática, abriu bastante os meus horizontes e fez-me perceber que as notas também estão muito relacionadas com as opções das pessoas e uma gestão racional do tempo (e não apenas com o empenho nas aulas, o estudo em casa e as capacidades das pessoas, que até acabam por ser o menos importante).

      Acho apenas que vale a pena reforçares o teu estudo para o último teste do ano para, de facto, conseguires manter a tua nota. De resto, terminando o ano com um teste superior a 16 valores, não vejo razão para desceres a nota de Matemática, dado que um teste pode correr mal a qualquer um. Não desanimes e tenta estar mais concentrado na próxima vez!

      Contudo, se não fiquei surpreendido com a tua postura peculiar face à Matemática, devo admitir que me espantei pelo simples facto de tu teres Matemática A. Isso significa que estás em Ciências Sócio-económicas? Pensava que estavas em humanidades, mas devo ter sido induzido em erro pelo Marco da primeira vez que ele me falou de ti.

      Por fim, queria agradecer pelas tuas palavras de alento no final do teu comentário e dizer que espero não voltar a publicar um post tão aborrecido e deprimente como este, em que ridiculamente me queixo das décimas que a minha obtusidade inexplicável me fez perder nos testes intermédios.

      Nota 1: Aquilo que eu errei no teste intermédio foi precisamente esse exercício da derivada, em que a função tinha a incógnita no denominador. Eu sabia calcular a derivada, conhecia a regra, foi nela que pensei em primeiro lugar! Porém, achei que não podia ser assim tão fácil e devia haver ali uma rasteira qualquer. Para ter mais segurança, escrevi a expressão de uma forma diferente, que apesar de estar correcta, dificultava o cálculo da derivada. Em vez de aplicar a fórmula correcta, que estava além dos limites do programa, segui outra via, que julgava estar certa na altura, mas não podia ser aplicada ali. E assim errei o cálculo da derivada. Todavia, como fiz uma tentativa para a calcular, chegando a uma valor errado, tenho direito a 2 décimas dentro dos 8 pontos que o cálculo da derivada valia. E, como espero ter o resto do exercício certo, posso vir a ter apenas 6 pontos de desconto. Resta-me aguardar pelo resultado. Em todo o caso, no próximo teste, só posso ter o 20 em mente.

      Nota 2: Os acentos já foram colocados. Recentemente, também me aconteceu isso numa área restrita do site da FIFA.

      • Pedro Says:

        Sim, estou em ciências sócio-económicas 🙂
        A escolha deste curso foi baseada no critério da exclusão de algumas disciplinas. No entanto (não tendo escolhido economia porque, efectivamente, gostava de economia, mas sim como uma alternativa), ao longo destes quase 2 anos, apercebi-me que fiz uma escolha acertadíssima, na medida em que me sinto completamente enquadrado no curso.
        Ainda penso na hipotese de me candidatar a algum curso universitário relacionado com a área humanística, usando a nota de português, mas ainda tenho muito tempo para reflectir…

      • Andrey Amabov Says:

        Muito bem. Fico feliz por saber que gostas do teu curso e te sentes na área mais adequada para ti. A exclusão de partes é um método que, apesar de tudo o que tem de perigoso e falível, costuma resultar, e sucedeu assim contigo. E é claro que ainda te podes candidatar a um curso de humanidades! Basta teres interesse no assunto e continuares a trabalhar afincadamente.

        Não vejo nada que te impeça, porque de línguas dominas o essencial (Português e Inglês, não sei se também um pouco de Francês, sendo que podes perfeitamente vir a aprender outras no futuro), de História também tens certamente as bases (além de que ela só será verdadeiramente importante para certos cursos) e de Filosofia tens o que o ensino secundário te dá, mais as tuas investigações pessoais e a tua disponibilidade para aprender continuamente, com todo espírito crítico e a atitude filosófica necessária (de outro modo não escreverias os teus posts argumentativos habituais).

        De resto, já recebi a nota do teste intermédio de Matemática. Foi ainda melhor do que eu pensava: 19,6 (os critérios gerais acabaram por me dar metade da cotação, sendo que aquela parte do exercício valia 8 pontos). E assim acabei por ter uma nota de 20 (arredondada, é certo), que me coloca numa posição mais estável, de acordo com os meus objectivos. Mas continuo a concentrar os meus esforços num 20 (de preferência 20,0) para o próximo teste!

        Desculpa lá por estes desabafos, que já mostraste compreender, mas poderiam soar ridiculamente presunçosos a qualquer pessoa que não me conhecesse pessoalmente. Obrigado pela tua atenção (e comentários!).

  2. Ricardo Says:

    Meu deus do céu xD Este pedro e tu parecem ser muito porreiros xD … Eu ADORO matemática A mas infelizmente tenho um problema em mim que impede ter 16 para cima e só no ultimo teste a prof vira-se e diz: “Finalmente o Ricardo sem NUNCA perder a esperança teve 11.7 valores no teste, em que houve 12 negativas”. Acreditem, fiquei eufórico que até tive mais do que o meu melhor amigo (8.2)!! Falando de testes intermédios não dou muita importância a isso, pois prefiro ter boas notas no testes do que uma coisa que me vale 10% no final! Agpra o que me preocupa é o exame de biologia e geologia que não me vejo ter 9 naquilo!! Já em fisica e quimica só preciso de 6 para ter 10 xDD 😉

    • Andrey Amabov Says:

      Podes crer que aqui somos todos pessoal porreiro (falsas modéstias postas de parte). Estás totalmente à vontade para comentar e deixar a tua opinião em qualquer post!

      Fico satisfeito por saber do teu interesse pela Matemática A, ao mesmo tempo que tenho pena por saber desse teu problema. Mas, mesmo sem saber do que se trata, acredito que o possas superar perfeitamente, dado que és um fã incondicional de futebol de praia e um verdadeiro adepto português conhece bem o segredo para contornar qualquer obstáculo rumo à vitória final. Boa sorte!

      É curioso. Na vossa escola, os testes intermédios só valem 10% da nota final do ano? Para nós, pelo menos para mim, o teste intermédio conta para a avaliação como qualquer outro teste. Percebo a tua opção ao dares prioridade aos testes da tua professora, mas não te esqueças que os intermédios são importantes para ver se estás bem preparado em relação aos padrões nacionais!

      Em relação aos exames de BG e FQ, naturalmente que não vais ter essas notas horríveis de que falas aí! A Taça da Europa acaba hoje e a competição seguinte (segunda etapa da EBSL 2010 em Marselha) só começa no dia 25 de Junho, pelo que terás muito tempo para te preparares convenientemente para os exames nacionais, sem desculpas! O futebol de praia não deve ser um pretexto para não estudar, mas antes uma moralização para as várias vertentes da tua vida!

      • Ricardo Says:

        Ok, tens razão, mas não te esqueças que também não vejo só o Europeu, ou seja, o que quero dizer é que também vejo o Campeonato Italiano de futebol de praia (que dia 10 a 13 de Junho começa) e vou ver estes jogos xD … Mas agora tou triste com esse Portugal que perdeu ontem, mas pronto … Há-de ganhar um dia!

      • Andrey Amabov Says:

        A minha resposta ao teu comentário vai dividir-se em três partes distintas:

        1. Sim, percebo que queiras ver os jogos da taça italiana, que serão certamente muito interessantes. No entanto, tens de fazer uma gestão do tempo, vendo apenas um ou dois jogos por dia e dedicando o resto do tempo ao estudo. Não te esqueças que este é um momento importante da tua vida escolar e vale a pena aplicares-te a sério. Depois, se tiveres boas notas, ficas livre para veres todo o futebol de praia que o Verão reserva para ti!

        2. Estamos todos tristes por Portugal ter perdido, mas o 2º lugar é uma óptima classificação e temos de reconhecer que estamos no caminho certo. Ainda não atingimos o nosso melhor nível, mas isso vai acontecer daqui a algumas semanas, e aí não vai haver Rússia que nos pare!

        3. Muito interessante isso que dizes da taça italiana. Sabia da ocorrência da competição, naturalmente, mas não fazia ideia da possibilidade de acompanhar os jogos via online. Como é que tu fazes? Gostava muito de ver os jogos da Roma (Madjer e Belchior) e do Viareggio (Alan e Hernâni), mas preciso da tua referência, por favor. 🙂

  3. Catarina Says:

    Olá, obrigada por teres escrito este texto, não é exibicionismo de todo e acabaste por me ajudar porque eu identifiquei-me imenso com o que escreveste. Sei que já passaram dois anos que o escreveste e que provavelmente já estás a tirar um curso, mas entrei este ano no ensino secundário (estou no 10ºano) e quero muito seguir medicina! Infelizmente as minhas notas do primeiro periodo não sao suficientes, mas ainda não desisti… porque até tive uma agradável surpresa de um 19 no primeiro teste de física e química deste periodo… Desculpa estar aqui a chatear, mas será que me podias dar alguns conselhos? É que eu sofro do mesmo problema que tu (ou pelo menos que já sofreste) de dar erros estúpidos por falta de atenção ou mesmo por complicar os exercicios por achar que há sempre alguma rasteira e sinto sempre uma enorme ansiedade antes de qualquer teste que acaba por prejudicar o meu rendimento. Obrigada 🙂

    Catarina,

  4. joaopedro Says:

    Nada mau a Física, Catarina! Conseguir 19 numa disciplina tão prestigiada é muito bom e admiro a tua coragem, lutar sempre, de modo a alcançares os teus objectivos … este blog é realmente muito, identifico-me muito com Andrey Amabov, pelo modo como encara todos esses eventos e a sua motivação motiva entusiasticamente o meio circundante … Tal como ele, anseio sempre melhor, mas quando atingimos um patamar elevado ( conseguir dezassete, dezoito, dezanove), criticar o nosso desempenho parece até ridículo …

    Tal como Catarina, nunca desistir é uma das melhores características do ser Humano, nunca desistir garante-nos uma maior resistência às adversidades, somos melhores, crescemos emocionalmente e por fim, somos capazes de enfrentar qualquer desafio. Na escola ou Universidade, querer mais implica ambição, motivação, empenho; Dizem que os génios nascem eruditos, sábios mas nunca dominam a perfeição: » Podemos alcançá-los, ficar sob a sua alçada … Todos podem tornar-se génios, basta querermos, basta trabalharmos …

    Muito bom blog, muito informativo em diversos domínios .. Parabéns a Andrey!

    • Andrey Amabov Says:

      Viva, João Pedro! Muito obrigado pelo seu comentário e pelos elogios que dirige a este meu espaço! No entanto, infelizmente este blog é um projecto passado da minha parte, que só esteve realmente activo em 2010 (e parcialmente activo durante os primeiros meses de 2011), mas que eu deixei de actualizar desde então. Ainda assim, tendo em conta que sempre continuei a receber visitas diárias e pelo carinho que continuo a ter por este pedaço da minha existência durante esse tempo, mantenho-o online. E são precisamente comentários como o seu, que por vezes vão surgindo, que justificam essa ideia.

      Em relação ao conteúdo didáctico do seu comentário, não podia estar mais de acordo! Resta-nos ter a energia moral para conseguirmos aplicar esses princípios salutares na nossa vida académica e quotidiana!

      Muito obrigado pela atenção,
      Saudações,
      André Calado Coroado.


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