Spring Cup Viseu 2010: Belchior brilha e Portugal bate Inglaterra


Começou hoje a tão esperada Spring Cup Futebol de Praia Viseu 2010. A selecção russa, com uma equipa alternativa, venceu a congénere da Suíça, por 5-4. Portugal, sem Madjer e Alan, bateu a Inglaterra por 3-0, num jogo em que Belchior apontou todos os golos da equipa lusitana. Destaque para a frieza defensiva do colectivo português e para o bom entendimento entre os jogadores no ataque, com jogadas de belo efeito. Estamos no caminho certo!

Como vi os jogos? Muito simples: Limo Verde!

Uma vez que a televisão não incluía os canais SPORT TV e tendo em conta que estava sem acesso à Internet, fui obrigado a encontrar outras formas de assistir aos jogos do primeiro dia de competição. Não era muito difícil. Como já referi no post anterior, se queremos muito ver uma determinada transmissão desportiva da SPORT TV, basta caminhar em direcção a um estabelecimento de restauração perto de casa, com os canais desejados e pessoal simpático, pedir delicadamente para colocar a televisão no programa pretendido e saborear a beleza do desporto enquanto tomamos uma merenda suculenta.

Nesta ordem de ideias, à semelhança do que já fizera nas férias do Verão em 2008 e 2009, dirigi-me ao Limo Verde, um agradável café no centro da Parede (concelho de Cascais), e, educado mas resoluto, expressei o meu desejo humilde de ligar o televisor na SPORT TV 2 para desfrutar das jogadas das melhores selecções da Europa. O meu pedido foi atendido e, em poucos minutos, já estava sentado a uma mesa nas imediações da televisão, aguardando as partidas da Spring Cup enquanto o programa sobre a NBA terminava.

Lanchei um copo do mais delicioso sumo de laranja, acompanhado por uma viciante torrada com manteiga, e depois regalei a vista com o espectáculo do futebol de praia em Viseu, maravilhado com as emoções do Rússia vs Suíça, mas sobretudo com os magníficos pormenores técnicos do Portugal vs Inglaterra! Enquanto os jogos decorriam, as senhoras da Parede, com muitos anos de experiência, que tomavam o seu lanchinho, também iam deitando um olhar ao televisor, curiosas acerca da modalidade que suscitava em mim uma tão grande admiração. De vez em quando, faziam-me uma pergunta, interrogando-me sobre quem estava a jogar, qual era o resultado, quem estava a ganhar e se não era muito cansativo correr na areia. Tudo num bom ambiente, de simpatia e boa disposição, que eu apreciei e espero que se volte a repetir no futuro (já este Verão, provavelmente).

Desde já queria reafirmar o meu agradecimento aos funcionários do café, pelo qual eu sinto um carinho natural desde pequeno, amplificado agora por estes momentos únicos de futebol de praia!

Rússia 5 – 4 Suíça: os russos superaram uma Suíça adormecida, que despertou apenas no 3º período

No jogo que marcou o início da Spring Cup Viseu 2010, via-se muito público nas bancadas do Pavilhão Multiusos, com especial destaque para a população jovem, o que constitui um dado extremamente positivo em termos de crescimento da modalidade. As bancadas, tal como tinha sido anunciado, as bancadas estavam muito perto da areia e o banco de suplentes não era mais do que uma zona estreita onde algumas cadeiras estavam colocadas, para os jogadores se sentarem, entre o campo e a primeira fila das bancadas. A atmosfera era espectacular e todo o pavilhão estava envolvido na festa do futebol de praia. O evento prometia.

Quando a transmissão da SPORT TV 2 teve início, as selecção da Rússia e da Suíça dirigiam-se para o centro do terreno, onde os jogadores foram apresentados e entoaram os respectivos hinos nacionais, perspectivando-se um grande jogo da futebol de praia.

A Suíça ia alinhar com Nico (guarda-redes), Spacca, Leu, Mo e Stankovic, com Schirinzi, Meier, Rodrigues, Kaspar e Valentim (guarda-redes suplente) nas opções para entrada no jogo. Deste modo, a equipa suíça apresentava-se em Viseu com a sua melhor selecção, incluindo os grandes nomes da modalidade na Suíça, sem qualquer excepção. Pelo contrário, a Rússia apostava numa mistura inteligente de alguns jogadores mais experientes e dos seus jovens talentos, a maioria dos quais já se tinha estreado na temporada de 2009, sem, no entanto, se conseguir afirmar como protagonistas da sua selecção. Assim, o conjunto de leste jogou com Ippolitov (guarda-redes), Makarov, Strutinskiy, Shkarin e Eremeev a titulares, mantendo Shakmelyan, Aksenov, Amanov, Krasheninikov, e Krushev (guarda-redes substituto) nas reservas da equipa.

Tendo em conta a constituição das equipas e o maior tempo de preparação da selecção helvética, pensei que seria mais provável um triunfo suíço nesse jogo inaugural da Spring Cup. Enganei-me.

Logo desde o primeiro minuto, a Rússia demonstrou que tinha vindo a Viseu para vencer a Spring Cup, entrando em campo com muita determinação e vontade de ganhar. Na sequência do pontapé de saída, que pertenceu aos suíços, surgiu o primeiro golo dos russos: Spacca falha o passe para um companheiro de equipa e Eremeev, num contra-ataque muito rápido, driblou até ao meio-campo helvético e rematou rasteiro, sem hipótese de defesa para Nico Jung. Com a Rússia em vantagem por 1-0, a Suíça não conseguiu reagir, sendo notável a sua falta de acerto ofensivo. Pelo contrário, os russos, que defendiam com segurança, conseguiram impor o seu jogo, praticando uma excelente circulação de bola, que levaria ao segundo golo da tarde: Eremeev, novamente ele, captou o esférico em posição frontal à baliza suíça e disferiu um forte pontapé, bisando na partida e fazendo o 2-0 favorável à Rússia.

No entanto, no pontapé de saída seguinte, a Suíça conseguiria reduzir a desvantagem, numa magnífica jogada de entendimento entre Mo e Stankovic: após um remate interceptado pela defensiva russa, Mo e Stankovic entenderam-se às mil maravilhas no interior da área russa, conduzindo o ataque pelo lado esquerdo, com o número 9 a aproveitar da melhor forma o espaço e a rematar à baliza adversária, colocando o resultado em 2-1. Estava feito o primeiro golo de Stankovic na competição. Porém, depois de um início de 1º período tão agitado, o jogo mergulhou numa certa monotonia, com a Rússia a dispor de menos oportunidades, baixando o ritmo ofensivo, e a Suíça a procurar o empate de uma forma pouco objectiva e organizada. No entanto, a pouco e pouco, os helvéticos iam tentando, melhorando em termos qualitativos, até chegarem ao golo: num pontapé de canto: Stankovic, fugindo à marcação dos defesas, apareceu ao segundo poste e cabeceou para o fundo da baliza defendida por Ippolitov. 2-2 no placar.

Contudo, os russos reagiram muito bem ao golo do empate, marcando imediatamente na jogada seguinte. De facto, a um excelente trabalhou colectivo seguiu-se uma prodigiosa investida individual de Krasheninikov, que fintou um defesa, passou pelo guarda-redes suíço e, em vez de ir buscar a bola para o remate final, fez uma simulação no interior da área suíça, fingindo que Nico o tinha feito cair. Os árbitros deixaram-se iludir pela queda espalhafatosa do número 5 russo e assinalaram grande penalidade, ignorando os protestos desesperados do guardião suíço. No penalti, Krasheninikov, determinado a tudo para marcar, não facilitou e atirou forte, com a bola a entrar junto ao poste, sem qualquer chance de defesa para o pobre Nico, que não queria acreditar na sua falta de sorte: 3-2 para a Rússia, a poucos segundos do fim do 1º período. A Suíça ainda tentou voltar a repor a igualdade, mas não foi bem sucedida, indo mesmo a perder para o primeiro intervalo.

No 2º período, a tendência seria uma Suíça mais agressiva, com vontade de marcar e lutar pela vitória na partida, tirando partido da técnica dos seus jogadores na disputa do resultado. Os pupilos de Nikolai Pisarev, no entanto, estavam também decididos a manter a vantagem, defendendo com muita concentração e dedicação ao seu país. Foi uma luta interessante, mas a maior disciplina táctica da Rússia acabou por prevalecer sobre a criatividade dos helvéticos, que, apesar da sua vontade de praticar bom futebol de praia, falharam na construção de jogadas verdadeiramente perigosas. A dada altura do jogo, a Rússia conseguiu sacudir a pressão dos suíços, começando a levar muito perigo à baliza de Nico, num fluxo ofensivo que culminaria no quarto golo russo, marcado por Eremeev, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Shkarin. 4-2 a favor dos de leste, 3 golos do número 11 da Rússia e a Suíça com a missão mais complicada.

Uma vez que os suíços não conseguiram inverter a situação nos minutos que restavam até ao fim do 2º período, Stankovic e os colegas partiram para os derradeiros 12 minutos de jogo com uma desvantagem por 2 golos. Acabariam por ficar a perder 5-2, com um golos de Aksenov, mas depois Stankovic e Spacca acabariam por reduzir para 5-4, marcando dois golos que se revelariam insuficientes para levar o jogo a prolongamento, apesar dos esforços dos helvéticos.

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