Dedo partido: retrospectiva (5 semanas)


Quarta-feira. 22 de Fevereiro de 2010. Como provavelmente saberão, quer por me conhecerem na vida real, quer por terem lido um post anterior, tenho um dedo partido. Hoje podem ser comemoradas as 5 semanas decorridas sobre a identificação do problema e o início do respectivo tratamento (mas que raio de coisa para se celebrar).

A sério. É mesmo verdade. Aquilo que considerei a princípio uma pancada perfeitamente inócua no dedo médio da mão esquerda era na verdade uma fractura na falange distal, mais concretamente ao nível da cartilagem de crescimento.

E por mais insignificante e anódino que este facto possa parecer, se eu não tivesse tido os cuidados adequados, o dedo poderia ter sofrido um desvio, começando a crescer na direcção errada. Esta situação conduziria à necessidade de uma intervenção cirúrgica, que implicaria um intervalo de tempo bem mais alargado para a recuperação total do dedo e seria certamente dispendiosa. Mas deixemos as considerações gerais sobre o assunto, recorrendo a uma cronologia dos acontecimentos.

Primeira Consulta

Onde é que eu tinha ficado no outro post? Ah, sim! Já me lembro! Nas vésperas da minha visita ao hospital, numa sexta-feira, tinha esperanças de me vir a ser removida a monstruosa tala que tanto me atormentava, sem cessar de comprimir este meu pobre dedo, como se não tivesse sido suficientemente fustigado pelas fatalidades do destino.

De facto, na consulta no hospital da CUF Infante Santo, com o Doutor Jorge Fonseca, excelente ortopedista, soube com grande satisfação que me seria retirada a terrível peça metálica, mas a frustração que se lhe seguiu quando soube que a tala seria substituída por um dedal de plástico quase anulou essa alegria momentânea. Ainda assim, ao envergar o pequeno objecto hospitalar, seguro com um pouco de fita adesiva, ficava livre da asfixia sudorípara em que as ligaduras envolviam a minha desafortunada mão, bem como das forças compressoras induzidas no meu dedo infeliz pelo metal implacável.

Fachada do Hospital da CUF Infante Santo

Actividade física?

No entanto, existiam demasiados pontos negativos, que me povoaram a alma de inquietações e uma raiva interior contra as circunstâncias da vida. Estava proibido de realizar qualquer tipo de actividade física nas 3 semanas seguintes e não tinha permissão para praticar exercícios que implicassem a utilização da mão esquerda nos dois meses subsequentes. Visto que as modalidades desportivas abordadas desde aquele momento até ao fim do 2º período seriam o andebol, o voleibol e o basquetebol, as minhas aulas práticas de educação física ficariam reduzidas aos testes de condição física.

De qualquer maneira, o Doutor escreveu uma declaração médica no qual explicava a situação em questão e estabelecia as restrições acima referidas. Assim, ficou combinado entre mim e a professora que a minha avaliação nas modalidades testadas seria de alguma maneira substituída por um trabalho teórico sobre andebol e basquetebol.

Segunda Consulta

7×2 vezes o sol se pôs, 28/2 vezes o sol nasceu (não liguem a esta forma estúpida de dizer que passaram 2 semanas) e regressei ao consultório do Doutor Jorge Fonseca, como tinha ficado previamente estabelecido. À semelhança do que acontecera na visita anterior, fui muito bem recebido, com um profissionalismo afável e correcto do Doutor, que explicava efectivamente os processos ortopédicos implícitos na evolução do estado do meu dedo e no tratamento do mesmo, em vez de se limitar a enumerar os procedimentos necessários para curar a fractura na cartilagem de crescimento.

A forma paciente como analisou as radiografias (em ambas as ocasiões) e esquematizou a falange distal num desenho anatómico (ainda na primeira consulta) agradaram ao meu espírito científico e permitiram que a minha curiosidade fosse saciada. Por estas mesmas razões, fiquei com uma óptima imagem do Doutor Jorge Fonseca e aconselho todos os que tiverem algum problema de ortopedia a dirigirem-se ao hospital da CUF a procurar os seus serviços.

Desenvolvimentos recentes (até agora)

Nesta consulta ficou definido que eu teria de continuar a usar o dedal 24 horas por dia durante duas semanas, mas apenas por uma questão de protecção, pois a fractura já está praticamente curada. Dadas as notáveis melhorias, o médico autorizou a prática de actividades físicas que não implicassem o uso da mão esquerda, tais como a natação, a corrida e o próprio futebol (desde que não ocupe a ingrata e muito arriscada função de guarda-redes). Por fim, ficou estabelecido que poderia deixar de usar o dedal duas semanas mais tarde, no dia 26 de Fevereiro.

Deste modo, felizmente, já tive a oportunidade de desfrutar de dois banhos muito do meu agrado na piscina do hotel onde passei as férias de Carnaval (o primeiro dos quais está aqui retratado). Mas o grande motivo de contentamento para mim neste momento foi o facto de já ter podido integrar as peladinhas de futebol com os meus colegas na escola, mas não no papel de guarda-redes (naturalmente). Na segunda-feira, uns cruzamentos e tal. Na terça-feira, uns joguinhos de bancos entre os pavilhões e uma participação num confronto disputado no relvado sintético da escola, no extenso intevalo de meia hora entre as aulas de Biologia e Química.

Como certamente terão entendido, faltam apenas dois dias para o meu dedo contactar finalmente com o ar em redor, sem receios, destemido e livre de materiais metálicos ou plásticos que tentem submeter a uma ditadura áspera e cruel. No entanto, durante os joguinhos de futebol terei de continuar a usar a protecção, por uma questão de segurança. Nunca sabemos o que nos traz o dia de amanhã…

Nota: reparei que o outro post acerca deste assunto recebeu algumas visitas de pessoas que procuravam conselhos em casos de dedos partidos. Como estes meus textos não se destinam propriamente a fornecer dicas às pessoas que lhes permitam decidir o que fazer nestas situações, reservei uma pequena parte no final deste post para apresentar algumas directivas muito gerais.

Radiografia aos dedos: podemos distinguir facilmente as diferentes falanges

Sinais de dedo partido: inchaço (edema), dedo vermelho (inicialmente) ou negro (mais tarde), dificuldade em dobras ou esticar completamente o dedo, dor aguda quando faz movimentos.

Atitude imediata: dirigir-se ao serviço de urgências de um hospital, preferencialmente de confiança (não aconselho o hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa). Manter o dedo bem esticado, para não permitir a sua deformação.

No hospital: o seu dedo será submetido a uma radiografia, que posteriormente será analisada pelo médico, para verificar se está mesmo fracturado.

Tratamento: o dedo partido deve ser envolvido por uma tala e várias ligaduras, a fim de ser mantido bem esticado nas semanas seguintes, para curar a fractura. A tala provavelmente terá de ser renovada ao longo do tempo, precisando apenas de frequentar o posto médico mais próximo de sua casa para o efeito.

Consultas: terá de realizar consultas de rotina, para verificar a evolução do seu dedo e alterar de alguma forma o tratamento, que pode ser suavizado, no caso de uma boa evolução, ou eventualmente acompanhado de uma intervenção cirúrgica, se tiver ocorrido algum problema.

Tempo de recuperação: o tempo que o restabelecimento total do dedo vai demorar depende da localização da fractura, isto é, da falange em que ocorreu o problema (proximal, intermédia ou distal), da gravidade da fractura e da sua idade (quanto mais jovem for, mais cartilaginosos serão os seus ossos, e, consequentemente, mais fácil será a correcção de eventuais anomalias).

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28 Respostas to “Dedo partido: retrospectiva (5 semanas)”

  1. carlos Says:

    Boas.

    Gostei do que li, só estou contra no que diz respeito ao hospital francisco xavier.

    Eu parti o dedo da mão direita e a médica que me atendeu foi das melhores consultas que tive até hoje.

    • Andrey Amabov Says:

      Carlos, obrigado pelo seu comentário. Fico contente por saber que gostou do que leu.

      Em relação ao seu ponto de vista acerca do Hospital de São Francisco Xavier, devemos notar que mesmo num hospital com um mau funcionamento, podem existir bons médicos, capazes de proporcionar consultas de qualidade. No meu caso, tenho a dizer que fui realmente mal atendido, mas isso não quer dizer que todos os membros do pessoal daquele hospital sejam incompetentes!

      As críticas que faço ao hospital, de um modo geral, devem-se ao ambiente confuso que se vivia na zona das urgências, onde a entropia reinava, e também a outros casos relativos à minha experiência pessoal (ou de familiares).

      Abraço e obrigado pela sua colaboração!

  2. Belgêncio Says:

    Agradeço plenamente a sua explicação, pois aprendi mais em como se lidar com uma fratura no dedo, uma vez que tenho o mesmo problema.

    Belgêncio Ernesto da Costa.

    • Andrey Amabov Says:

      Não tem nada que agradecer, caro amigo. Escrevi os conselhos finais do post a pensar em pessoas que, como nós, passassem pelo problema aparentemente irrelevante, mas muito aborrecido, de partir um dedo. Espero que as dicas lhe tenham sido úteis e que as suas falanges recuperem depressa. Dentro de algumas semanas, a fractura no dedo será apenas uma história para contar aos seus amigos! Abraço e boas melhoras.

  3. Moontuga Says:

    Olá, numa aula de educação fisica magoei meu dedo numa bola de basquete. No início não doeu tanto e continuei jogando com dificuldade! Começou a inchar imenso parcendo uma “batata”!
    Passaram 1 dia e ficou negro numa das dobras, tal dobra que nao consigo dobrar, e nao consigo esticá-lo completamente! Às vezes é como se não sentisse o dedo, qualquer toque no dedo dói imenso! Será que está partido?? :s Obrigada.

    • Andrey Amabov Says:

      Olá, Moontuga. Realmente, pelos sintomas que descreves, existem fortes probabilidades de teres partido o dedo. A minha situação foi muito semelhante, aliás.

      Se o dedo dói cada vez mais, estando negro e inchado, então tens mesmo de ir a um hospital, para tirares a radiografia e fazeres o tratamento adequado.

      Segue este conselho e consulta um médico. Vais ver que, quanto mais rapidamente actuares, mais depressa a dor passa! E depois é só ter um bocadinho de paciência. Força para a recuperação e as melhoras! Depois diz-me como correu a consulta 🙂

  4. Moontuga Says:

    Olá mais uma vez. Visto que fui a um hospital trataram de tirar a radiografia e verificaram que partido não está 😀 É uma lesão no tendão do dedo está torcido, ou seja, é como se fosse um pé torcido, agora é so continuar com os comprimidos receitados e estar com a ligadura para a melhoria em alguns aspectos. Daqui a uns 5 dias estará como novo 😀 Ah, e obrigada pelo post, alertou-me imenso, que às vezes por mais pequena que seja a pancada “não” quer dizer que não seja grave! 🙂 Está muito bem explicado, parabêns pelo post, e obrigada pelo apoio. Cumprimentos 😀

  5. Andrey Amabov Says:

    Olá mais uma vez, Moontuga. Fico contente por saber que está tudo bem encaminhado e que o teu dedo vai melhorar rapidamente. A tua atitude de consultar um médico hospitalar foi a mais sensata, uma vez que permitiu facilmente a identificação do problema e a sua resolução.

    Ainda bem que é só um tendão torcido! A recuperação será, portanto, muito rápida e tens razões para estar contente! Desejo-te a melhor sorte para a recuperação e sinto-me feliz por ver que este post e a minha experiência contribuíram para que reagisses melhor ao problema. Eu é que agradeço pelos teus comentários e elogios ao post!

    Cumprimentos,
    Tudo a correr bem com esses dedos!

  6. Moontuga Says:

    Olá mais uma vez, não têns nada que agradecer, aquilo que se vê aqui não se vê em qualquer sítio da internet.
    E a forma como são tratados os comentários… eu volto a dizer, parabêns pelo teu trabalho, estás bastante bem, continua assim!

    Quanto ao dedo, desde a passada quinta-feira, (dia 3 de Março) foi desinchando, então fui começando a tentar dobrá-lo e esticá-lo como se estive-se a fazer um exercício.

    Mas na verdade hoje (9 de Março) ele continua negro na dobra e nos lados, continuo com dificuldade em dobrá-los, mas a zona que mais afecta é mesmo os lados.

    Talvez ainda não tenha tido tempo suficiente para melhorar completamente.
    Obrigada mais uma vez, continuação de um bom trabalho.
    Cumprimentos 😀

  7. Moontuga Says:

    Olá mais uma vez Andrey, bem acontece que recentemente (hoje, três de abril de dois mil e onze) dei uma pancada com a mão esquerda, ou seja, onde o meu tendão tinha sido torcido à cerca de um mês por aí, eu mesma suponho que ele ainda às vezes doía mas era só um “tik” de dor, depois passava!

    Hoje na pancada foi o mesmo dedo juntamente com o do lado, bem não doeu nada continuei brincando com a cadela **!

    Mas agora está dando uma dor :X mesmo sem tocar está doendo, o que fiz foi tomar o brufen porque foi o que me receitaram quando consultei um médico quando torcido, porque o mesmo inchou brutalmente de novo! e liguei o dedo da mesma forma que anteriormente!

    Agora com toda a confiança neste site, será que fiz o mais sensato? :/,

    Obrigada,
    Cumprimentos.

    • Andrey Amabov Says:

      Olá, Moontuga. Pois, é realmente muito azar que se tenha voltado a lesionar no dedo. Muito ruim, como se costuma dizer aí no Brasil. Na minha opinião, tomar o Brufen ajuda sempre a contrariar a dor, mas não cura o seu problema nos tendões. Quanto a ligar o dedo da mesma forma que anteriormente, julgo ser uma boa medida a curto prazo. No entanto, o mais provável é que se tenha ressentido da mazela anterior, sendo esta pancada responsável por uma recaída do seu dedo e pelo regresso do problema. Assim, volto a aconselhar a consulta de um médico, pois ele melhor do que ninguém poderá avaliar o seu estado clínico e receitar o tratamento mais adequado.

      Agradeço imenso a confiança que depositaste neste site, mas reitero que as palavras de um profissional de saúde são sempre mais seguras do que as minhas. Por fim, peço desculpa por esta resposta tardia, mas a verdade é que não tenho vindo muito ao meu blogue.

      Desejo-te as melhoras e tudo de bom para o teu dedo. Por favor, diz-me quando melhorares. E força para a recuperação!

      André Calado Coroado.

  8. Moontuga Says:

    Ainda bem então que não cometi um possível erro, a confiança aqui no site é óbvia e segura, sim a razão está desse lado, mas não vou negar que o site ajudou imenso ;).

    Quanto ao dedo a última pancada, começou a desinchar três dias depois, hoje (07-05), quando tendo a uma força no tal tendão ainda causa dor e uma suposta impressão /:, surgiu-me uma dúvida, haverá possibilidade de esta suposta impressão e dor contínua quando forçado o tendão ser permanente?

    A fim de tudo eu acho que não mas já lá vão dois meses :/

    Obrigada!
    Cumprimentos
    Gabriela Silva

    • Andrey Amabov Says:

      Olá Gabriela. Mais uma vez agradeço a sua confiança aqui no meu blogue. Faço os possíveis para, com os meus escassos conhecimentos e a minha experiência pessoal, ajudar a responder às suas questões.

      Fico contente por o seu dedo ter começado a desinchar pouco tempo depois da última pancada. No entanto, se ainda não se sente totalmente restabelecida dois meses após o primeiro incidente, então deve tomar cuidados especiais para que o seu estado não torne a piorar.

      Se é normal continuar a sentir dores fortes tanto tempo depois? Pelo que me consta, os problemas nos tendões são mais difíceis de tratar do que os dos ossos, por exemplo. Nesse sentido, julgo ser normal que precise de mais tempo para ficar totalmente bem. Ainda assim, acho também que as dores poderão ser atenuadas de uma forma simples, tomando medicamentos seguros (nada de muito forte) que lhe sejam receitados por um médico.

      Não se esqueça de que as palavras de um ortopedista são as mais válidas para estas questões! Aconselho vivamente a que torne a ir a uma consulta para acompanhar o caso.

      Sempre ao seu dispor,
      Cumprimentos,
      André Coroado.

  9. sofia Says:

    Olá!
    Eu há alguns tempos a jogar volei aleijei-me no dedo, a bola veio directa á minha mão e ficou a doer muito.
    Durante uma semana que não consegui fechar o dedo, se pegasse em alguma coisa, deixava cair. Inchou muito e ficou roxo. Mas pensei que com o tempo passa-se.
    Já passou um mês, o dedo não fecha completamente e doí-me bastante no sitio da dobra.
    Não quero ir ao médico só por causa de um dedo.
    Isto passa certo?

    • Andrey Amabov Says:

      Olá, Sofia. Eu acho que, se a dor e os restantes sintomas persistem ao fim de um mês, então a situação é grave e não vai passar sem tratamento. Será necessário recorrer aos cuidados de um profissional de saúde.

      Acho que não tem qualquer razão para recear consultar um médico, pois esta é a atitude mais sensata que pode tomar. Além disso, mesmo as pequenas coisas devem ser tratadas por pessoas que são especialistas na área da saúde. Não se sinta envergonhada por se dirigir a um médico nesta situação e nunca hesite em gastar dinheiro pela sua saúde, que é o valor mais importante de todos!

      Cumprimentos,
      Votos de boas melhoras,
      André Coroado.

      • sofia Says:

        Tipo continua-me a doer e sinto mesmo é quando estou a pegar em sacas das compras e isso, tenho logo que mudar de mão porque incomoda. Mas então como faço? Vou ao hospital ou ao centro de saúde? Isto não passa mesmo sem ir ao médico pois não? Não é por causa do dinheiro, é mesmo porque é só um dedo! E tenho uma familiar que trabalha na área da saúde que está sempre a dizer que as pessoas se queixam por tudo e por nada, é porque lhe doí a unha, é por isto, é por aquilo que pronto! Não queria ser uma dessas pessoas!
        Obrigado pela resposta,
        agradecia só que disse-se então se devo ir ao hospital ou ao centro de saúde.
        Obrigado

      • Andrey Amabov Says:

        Sofia, tenho de lhe pedir desculpa por só agora estar a responder ao seu comentário. Eu já o tinha visto antes, mas na altura limitei-me a aprová-lo e a adiar a resposta. Seja como for, o meu conselho estava dado no primeiro comentário, em que lhe aconselhava a consulta de um profissional de saúde. Uma vez que a dor persistia, era necessário cuidar do seu dedo de uma forma especializada, o que envolveria a imobilização do mesmo e, possivelmente, a medicação com um analgésico para evitar as dores. De facto, é só um dedo, mas um dedo é importante na nossa vida quotidiana e por essa razão precisamos dos nossos dedos a 100% todos os dias! Não confundamos as situações, um dedo partido é um problema real e tem de ser tratado como qualquer outra anomalia. Não se trata de uma doença fictícia inventada por um hipocondríaco sem noção da realidade! Peço-lhe, portanto, para ser consciente das necessidades e consultar um médico quando achar necessário!

        Cumprimentos,
        Peço desculpa pelo atraso de 2 meses,
        André Calado Coroado.

      • sofia Says:

        Olá, não faz mal o atraso.
        Eu acabei por ir ao hospital, e disseram-me que era uma atrite e para tomar brufen. O mais engraçado é que nem me tocaram no dedo. Só me fizeram um raio-x e mais nada. Mas ainda hoje me doi. Não tomei brufen porque é um remédio muito forte. Quando estico ou dobro o dedo ainda sinto aquela dor que é incomodativa. Mas pronto, iso há-de passar. Se os médicos disseram que era uma atrite é porque deve ser. Mas eu pensei que as atrites se formassem com a idade e não com um acidente. Acha que devo consultar outro médioco ou deixo isto passar?
        Obrigado pela a atenção.

      • Andrey Amabov Says:

        Estimada Sofia, de acordo com a minha modesta pesquisa, as artrites podem estar associadas às mais diversas causas, entre elas eventuais traumas físicos. Por este motivo, julgo perfeitamente legítima a opinião dos médicos, dos quais não pretendo duvidar, e não posso deixar de reprovar a sua decisão de não tomar brufen, por o considerar um remédio demasiado forte. Se não tomou qualquer analgésico, como espera que as dores cessem? Em todo o caso, se algo continua errado, acho que deve começar por seguir esse conselho dos médicos (há outros analgésicos mais leves do que o brufen, se quiser) e, numa fase posterior, caso as dores persistam, seria importante voltar a consultar um profissional de saúde.
        Mais uma vez peço desculpa pela demora,
        André Calado Coroado.

  10. Tita Says:

    Oi…
    É o seguinte na terça-passada bati com o dedo do pé, ficou logo de lado, eu quando vi mexi logo nele e tentei po-lo direito o mais possível. Fui ao hospital, fiz raio-x e a medica disse que era partido. Apenas me ligaram o dedo mindinho (que é o que está partido) ao dedo do lado com um tipo de gaze autocolante, nada mais…
    A médica receitou-me brufen e um outro medicamento, o dedo não me doi praticamente nada quando estou parada doi-me um pouco quando tento andar com o pé no chão, pois chateia andar sempre com as moletas em casa e por isso só tenho tomado o brufen, ainda nem toquei no outro medicamento.
    O que quero saber é se realmente devia estar a tomar o outro medicamento?
    O que se costuma tomar quando se parte algo, é mesmo só algo para as dores ou tem de se tomar um outro que ajuda de alguma maneira?
    Desde já um obrigada!!!

    • Andrey Amabov Says:

      Olá Tita. Desde já peço imensa desculpa por só ter visto o seu comentário agora, mas de facto cada vez visito menos este meu blogue. Espero que já tenha conseguido resolver a solução da melhor maneira, dado que já passaram quase 3 semanas desde o seu comentário. No entanto, julgo que se o medicamento lhe foi receitado pela médica, então é o tratamento mais adequado neste momento. As dores devem desaparecer à medida que o dedo se vai curando, além de o Brufen (um analgésico mais forte do que o ben-u-ron, por exemplo) também ajudar bastante. Por favor, tenha em conta que não reúno qualquer experiência na área da saúde e por essa razão aconselho sempre a consulta de um médico.

      Obrigado pelo seu voto de confiança,
      Cumprimentos,
      E desculpe pro só agora responder.

  11. Mia Castro Says:

    Buá … neste momento estou cheia de dores … nem o Brufen me ajuda … ainda por cima esqueço que tenho o dedo partido e vai tudo à frente, até ao grito pela dor que sinto, Estou cansada de ter o dedo doente. Mas foi deveras elucidativo este post. Parabéns!

    • Andrey Amabov Says:

      Espero que o post lhe tenha sido útil! É apenas o relato de uma situação pessoal, acompanhado de alguma pesquisa, destinada a ajudar pessoas que, como eu, sofram estes pequenos incidentes. Nestas situações, é sempre importante tomar as devidas precauções e tratar a lesão o mais rapidamente possível, de preferência mediante as ordens de um profissional de saúde! Obrigado pela sua consulta e pelo seu comentário!

  12. tiago Says:

    parece impossivel mas aconteceu….
    eu parti o dedo mindinho da mao esquerda no dia 7 de janeiro.
    hoje quando chegava a casa ,perto de á 1 hora o autocarro fez uma travagem e eu agarreime ao poste e senti uma dor aguda no dedo .
    ate agora dobro o dedo muito bem mas com dores .
    por favor informe-me
    obrigado
    tiago

    • Andrey Amabov Says:

      Tiago, lamento só responder agora, mas tenho andado muito afastado do blogue ultimamente…

      Na verdade, o meu principal conselho para si é consultar um profissional de saúde. Esta é sempre a melhor opção, e por favor, não tenha vergonha de se dirigir a um hospital ou uma clínica por achar que o problema não é grave: são eles que têm de analisar isso. De qualquer forma, até lá, deve imobilizar o dedo o mais possível, mantendo-o direito, pois isso ajuda no processo de cura, além de diminuir as dores. No hospital ou clínica será isso que lhe vão fazer: imobilizar o dedo com uma tala ou um simples dedal. Para diminuir as dores, experimente tomar um analgésico comum, como ben-u-ron ou Ibuprofeno (este mais forte).

      As suas melhoras,
      Desculpe pela demora…

  13. Joana Says:

    Boa Tarde. Ontem a jogar basketball magoei-me no dedo. Quando acordei este estava mt negro e inchado (está o dobro dos outros!) . Consigo dobrá-lo mas com muitas dificuldades mas não o consigo esticar. Já pus mt gelo. Será que está partido ?

  14. Claudio Says:

    Quanto tempo e que andou com gesso ou talas?

    • André Calado Coroado Says:

      Olá Cláudio. Foram 2 semanas com a tala. Um abraço e as melhoras caso te tenha acontecido o mesmo!


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