Rick Wakeman: Journey to the Centre of the Earth!


Começo com saudações cordiais aos estimados leitores deste blogue. Hoje vou divulgar uma peça musical que descobri na semana passada e tem vindo a adquirir uma importância fundamental na minha vida neste últimos dias. Emocionalmente tem muito poder e conjuga a essência resplandecente de uma das maiores obras vernianas com uma extraordinária qualidade de construção musical.

Como o título indica, trata-se da peça Journey to the Centre of the Earth, interpretada pelo magnânimo teclista inglês Rick Wakeman. O álbum, Journey to the Centre of the Earth, do qual faz parte a música a que me refiro, trata-se de um dos mais prestigiados sucessos da sua carreira a solo e data do ano de 1974.

Rick Wakeman

Richard Wakeman nasceu em Londres, no dia 18 de Maio. A sua excelente formação musical, de feição clássica, conferiu-lhe uma espectacular técnica de teclado. Wakeman revelou-se desde cedo um autêntico virtuoso do piano, ao órgão, ao clavicórdio, diferentes modelos de sintetizadores e a todo o tipo de instrumentos musicais que envolvam teclas.

Este vulto do mundo das teclas foi um dos fundadores do Rock Progressivo e do Rock Sinfónico. Pioneiro no uso de teclados electrónicos, Wakeman revolucionou a música rock para teclado e coloriu a música das últimas décadas do século XX com as suas inovações fantásticas.

Corria o ano de 1970 quando Rick Wakeman se tornou mundialmente célebre, como teclista da banda The Strawbs. Nos anos seguintes, integrou a banda Yes, mas devido às suas relações tempestuosas com os restantes membros do grupo, a sua presença na banda foi muito intermitente. Wakeman desenvolveu uma extensa carreira a solo, associando-se frequentemente a outras figuras da música rock. Elton John, Alice Cooper e Lou Reed são apenas alguns dos nomes do rock e da música alternativa com as quais Rick Wakeman trabalhou.

Considerado por muitos o teclista mais dotado do rock, Wakeman apresenta uma extensa discografia, com uma infinidade de títulos nos quais aborda os mais variados temas, com especial incidência nos mitos e lendas britânicas, episódios da História de Inglaterra e assuntos ligados à temática da astronomia, a magia do cosmos.

Rick Wakeman em plena actividade musical: a transcendência da alma

Actualmente, aos 60 anos, a energia serena e penetrante que imprime nas suas músicas continua a iluminar as almas humanas, com as suas participações em concertos um pouco por todo o mundo. Num futuro próximo, Rick Wakeman vai actuar no Brasil, na Virada Cultural, que se realizará em São Paulo, nos dias 15 e 16 de Maio. Será precisamente nesse evento social e artístico que Wakeman fará as delícias do público com a interpretação de Journey to the Centre of the Earth, deleitando milhares de pessoas que se deixarão comover pela força suave e poderosa da sua música fenomenal.

O alcance emocional da sua arte é tremendo, tal é a inspiração sentimental de Wakeman quando os seus dedos sagrados percutem o teclado, tornando as teclas do piano mais resplandecentes do que nunca, também elas trespassadas pela magia da sua música.

Viagem ao Centro da Terra

A música Journey to the Centre of the Earth foi criada com base na obra imortal com o mesmo título do maior escritor francês de todos os tempos, o colossal e eterno Júlio Verne. Nesta fabulosa história de ficção científica, publicada em 1864, Verne narra ao leitor a fascinante viagem do professor de geologia alemão Otto Lidenbrock e do seu querido sobrinho Axel com destino ao centro da Terra.

Numa das suas pesquisas de biblioteca, Lidenbrock descobre um manuscrito de um alquimista islandês do século XVI com uma mensagem encriptada. Axel acaba por descodificar o conteúdo da mensagem, que afinal contém surpreendentes instruções no sentido de levar a cabo uma arriscada e muito aliciante viagem ao centro do planeta azul. Contrariando os receios do sobrinho, que estava noivo, Lidenbrock não hesita e faz-se ao caminho, utilizando todos os meios de transporte necessários para chegar à Islândia, a maravilhosa ilha vulcânica onde se erguia o Monte Sneffels, que deveria permitir a descida até às entranhas da Terra.

Uma vez na Islândia, Axel e o tio procuram alguém de confiança para os auxiliar na sua difícil empresa, acabando por encontrar Hans, um jovem vigoroso, leal e dedicado que lhes servirá de guia. E assim começa a viagem mais extraordinária e imaginativa da literatura de todos os tempos!

Não vos vou contar pormenorizadamente o que acontece no interior do vulcão, nas camadas mais profundas do planeta. No entanto, posso dizer que após as galerias tortuosas da chaminé vulcânica e da câmara magmática do Sneffels, os intrépidos viajantes descobrem algo que não esperavam certamente. Convenhamos que florestas de cogumelos gigantes, oceanos subterrâneos, monstros marinhos e dinossauros colossais não estavam nem podiam estar nas expectativas dos três aventureiros.

E assim, durante várias semanas, dois destemidos alemães e um bravo islandês socorrem-se de todos os meios que se encontram à sua disposição e sacrificam tudo aquilo que a sua natureza humana lhes providencia para tentarem aquilo que hoje sabemos ser impossível. Terão conseguido? Terão perecido nas entranhas da tão esfera terrestre? A resposta está num emocionante e viciante livro que todos os seres humanos deviam ler.

Júlio Verne e a sua maravilhosa obra: Viagem ao Centro da Terra

Uma reflexão sobre as capacidades do ser humano na luta pelos fins em que acredita. Um desafio às concepções dogmáticas da ciência da época. Uma soberba história de acção e aventura em que não falta absolutamente nada, nem mesmo um belo romance a coroar uma obra sublime a todos os níveis.

Pessoalmente, já li o livro há longos 5 anos, mas tenciono voltar a pegar nele num futuro mais ou menos próximo.

Journey to the Centre of the Earth

Nesta música, Rick Wakeman retrata a pavorosa viagem das personagens vernianas (e do próprio escritor, em boa verdade) ao centro da Terra de uma forma simplesmente esplêndida, conseguindo reproduzir na perfeição a magia profunda e inspiradora que só encontramos na grandiosa obra de Júlio Verne. Enquanto ouvimos as suaves e penetrantes melodias expressivamente libertadas por Rick Wakeman nos teclados dos vários sintetizadores, somos invadidos por uma estranha sensação de vivacidade, num misticismo surpreendente. Levados pela fantasia do som, somos transportados para a gloriosa epopeia representada pela Viagem ao Centro da Terra.

Começamos por escutar a bela e sonante letra da canção, simples, engraçada e profunda, exemplarmente interpretada pelo vocalista, que retrata a parte inicial da aventura dos corajosos viajantes. Depois, a música prossegue com um longo segmento sem voz, iluminado pela arrebatadora técnica de Wakeman, que se prolonga praticamente até ao fim da música, no momento em que se ouve um sonante Journey to the Centre of the Earth, soltado pelo vocalista.

Com motivos musicais espectaculares, uma melodia de base extremamente forte e apropriada ao assunto em questão e uma energia e vivacidade fora do vulgar fazem da prestação de Rick Wakeman nesta gravação musical ao vivo um autêntico marco da sua carreira e um ícone da expressividade musical. Apreciem a fantasia musical brilhantemente presente neste momento tão profundo:

Nota: Tomei conhecimento do músico e da espectacular obra de arte no blogue dedicado a Júlio Verne em língua portuguesa. Podem ver o post original aqui.

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24 Respostas to “Rick Wakeman: Journey to the Centre of the Earth!”

  1. LVSITANO Says:

    Como te disse hoje, sempre gostei muito da sonoridade dos sintetizadores. Embora já existissem há mais anos, foram largamente introduzidos na música na década 80. A música Pop era a mais intensiva no uso deste moderno instrumento, mas um pouco por todos os estilos começaram a surgir melodias provenientes deste tipo de teclados.

    Até na cena Metal, com o surgimento do Black Metal e das variantes mais sinfónicas da música extrema.

    A música que nos apresentas é dotada de uma vivacidade muito própria e decerto que a obra de Júlio Verne se pode rever nela, quanto mais não seja da forma subjectiva como o compositor a interpretou.

    Obrigado pela partilha!

    • Andrey Amabov Says:

      Podes crer! Nenhuma música conseguiria retratar melhor a fantasia transcendental da mais imaginativa de todas as Viagens Extraordinárias (nome da colectânea de romances de aventuras que constitui o cerne do legado verniano) do que este deslumbrante momento de expressão sonora e emocional. O poder e energia transmitidos pela leitura da obra são efectivamente o motor da inspiração de Rick Wakeman.

      Os conhecimentos musicais do compositor são bem evidentes na peça, quer pela complexidade das linhas melódicas quer pela técnica descomunal que o colossal teclista demonstra durante a sua actuação. Ainda assim, nada consegue superar a entrega profunda do artista à sua obra, sentindo realmente aquilo que está a tocar, vivendo de uma forma muito intensa a sua música e transmitindo, por sua vez, esse entusiasmo penetrante a quem o escuta. E, tendo em conta que recorre a sintetizadores e toca de pé, o alcance deste efeito acaba por merecer ainda mais respeito da nossa parte!

      Não precisas de agradecer pela partilha. Afinal de contas, limitei-me a cumprir a minha parte, visto que todos devemos divulgar aquilo que consideramos digno de interesse! Tu próprio acabaste por fazer o mesmo no teu comentário, ao expores o teu frutuoso conhecimento acerca do uso de sintetizadores na música recente! E obrigado pelo comentário!

  2. naná hayne Says:

    Oi,

    Achei o teu blog por acaso, pesquisando sobre Rick Wakeman!
    E não poderia deixar de fazer um comentário pelo excelente conteúdo do post!

    E te agradeço muitooooooooo por ter escrito, só assim eu soube com uma alegria que vc nem imagina, que Rick Wakeman, vai estar aqui na Virada Cultural, que não vou perder de modo algum!!!

    Você conhece algo sobre SteamPunk? E o movimento no Brasil?
    Se quiser conhecer acho que vai gostar… digo isto pela forma entusiasta com que escreveu sobre Júlio Verne.

    Caso não conheça te deixo aqui um link para o Conselho Steampunk :
    http://www.steampunk.com.br/conselho-steampunk/

    Obrigada por esta postagem 🙂

    • Andrey Amabov Says:

      Muito obrigado pelo seu comentário!

      Fico muito contente por saber que gostou da postagem e delirou com a informação relativa à presença de Rick Wakeman na Virada Cultural. De facto, ele é um mestre nos teclados e a sua arte merece ser apreciada!

      Sou um grande admirador da obra de Júlio Verne e já publiquei alguns artigos aqui no meu blogue sobre o escritor. Acho fascinante todo aquele universo mágico alicerçado na realidade que está presentes em tantas das suas histórias. Um autor bilhante!

      Em relação ao SteamPunk, devo dizer que não conhecia, mas visitei o site e fiquei muito curioso. Penso ser uma excelente ideia aproveitar os resíduos da actividade industrial, prestes a serem deitados para o lixo, na arte e outros domínios da cultura onde nos podem ser úteis. Os seus trabalhos na área da reutilização do lixo electrónico nas artes plásticas também me pareceram extraordinários, e desde já lhe dou os meus sinceros parabéns pelos trabalhos que divulgou no seu blogue.

      Não tem de agradecer pela postagem. Cumpri o meu dever.

  3. Antonio Carlos Saraiva Coelho Says:

    Olá Andrey.

    Acabei de encontrar o seu blogue e como no início do texto você diz que conheceu recentemente a obra do Rick Wakeman, gostaria de te dar algumas informações, se me permite.

    Como você bem escreveu, o disco Journey to the Centre of The Earth é de 1974 e originalmente é uma peça de cerca de 40 minutos, apresentada com Orquestra e Coro, além da presença de um narrador.

    O vídeo que você postou acima é de uma versão “simplificada” do Journey, gravada durante um show do Wakeman no comecinho dos anos 90.

    Recomendo a você que de uma conferida na obra original, que é muito mais impressionante, e cujo vídeo da primeira parte eu posto abaixo:

    Trata-se de uma montagem feita por um grande amigo com cenas do Wakeman tocando em 1974 e usando o som do disco original. A peça toda está dividida em várias partes no youtube, mas é bem fácil encontrar todas. Vale muito a pena ver.

    Aqui em São Paulo estamos todos aguardando a apresentação prometida para a Virada Cultural. Vamos ver se dá certo.

    Forte Abraço.

    • Andrey Amabov Says:

      Muito obrigado pelo seu comentário, António! As informações que me cedeu foram muito importantes e conseguiram dissipar algumas dúvidas que me atormentavam há algum tempo. De facto, é um prazer poder trocar informação com pessoas tão cultas e interessadas nos assuntos que se encontram do outro lado do Atlântico, mas apenas à distância de um clique! Agradeço, mais uma vez, a si e a todos os seus compatriotas que têm comentado o meu blogue ultimamente, contribuindo para o seu enriquecimento e diversificação cultural.

      Em relação aos dados que me forneceu, devo dizer que representaram a solução do enigma que eu ainda não tinha conseguido resolver. Passo a explicar a situação:

      Como referi no post, tive conhecimento da música no blogue dedicado e Júlio Verne em língua portuguesa. O texto publicado nesse artigo apresentava o vídeo que coloquei neste post como um excerto da música Journey to the Center of the Earth. Pensei, por isso, que se tratasse de uma peça escrita por Rick Wakeman e interpretada por ele a alguns colegas numa banda.

      Na ânsia de obter mais informação sobre a música tão profunda e que me comoveu tanto, procurei na wikipédia e em outras fontes na Internet alguns dados relacionados com o assunto em questão. Descobri que Journey to the Center of the Earth era um álbum, datado de 1974, constituindo o primeiro grande sucesso de Rick Wakeman. Vi então que estava dividido em duas partes, cada uma das quais subdividida em duas músicas distintas. Ora a primeira parte era justamente The Journey. Achei, portanto, que o excerto apresentado no vídeo que eu tinha visionado não seria mais do que a primeira música do álbum, The Journey.

      É verdade que, segundo as fontes que eu consultei, Journey to the Centre of the Earth era uma obra mais complexa, escrita para orquestra, coro, narrador, entre outros. Mas como me tinha sentido tão tocado pela beleza do excerto presente naquele vídeo, não quis deixar de acreditar que aquela era a verdadeira música. Para solucionar o problema, considerei que o álbum original se referia à música que eu escutara, interpretada por Rick Wakeman, um vocalista, um baterista e um guitarrista, gravado em 1974. Por outro lado, a grande obra para orquestra e coro teria sido gravada posteriormente, um ou dois anos mais tarde, com base na música original.

      Uma resposta muito rebuscada, eu sei. No entanto, foi aquela que consegui arranjar provisoriamente até ter a oportunidade de esclarecer as minhas dúvidas. Pois bem, todas as questões foram exemplarmente respondidas por si no seu prolífico comentário, que me mostrou a verdade: toda a minha teoria estava invertida, sendo o álbum originalmente escrito para um grande conjunto de instrumentos musicais, enquanto outras versões adaptadas, com o auxílio de múltiplos sintetizadores, foram gravadas em ocasiões seguintes.

      Já vi e ouvi o vídeo do seu grande amigo em homenagem a Rick Wakeman, contendo a versão integral do álbum. Gostei muito! Na verdade, já me tinha deparado com ele enquanto pesquisava no youtube, e até já tinha escutado uma parte, mas não com os ouvidos atentos com que assisti ao vídeo agora.

      Adorei a música em si, que está muito profunda e emotiva, além de fornecer um retrato exacto da extraordinária viagem das personagens vernianas. O arranjo visual, com o recurso a cenas dos concertos de Wakeman na Austrália, momentos da gravação daquele álbum e espectaculares imagens do filme de 1959, que ainda não tive o privilégio de ver, estava igualmente fascinante! Muitos parabéns ao seu amigo e um agradecimento ao António por ter feito chegar até mim este magnífico trabalho.

      O vídeo que inseri neste post, não tendo a mesma riqueza orquestral do vídeo elaborado pelo seu amigo, constitui, no entanto, uma magnífica demonstração de técnica de teclado e expressividade artística. Na minha opinião, acaba por ser isso que contribui para a valorização do filme e me fez apaixonar pela peça. Isto, claro, sem querer denegrir a qualidade do original, que é uma belíssima obra da música do século XX, de uma magnitude muito superior a esta simplificação. Certamente entendo o que quero dizer. Uma questão de gostos…

      Bem, esta resposta já vai longa, por isso resta-me despedir-me e fazer votos para que tudo corra bem aí na Virada Cultural, com Rick Wakeman a protagonizar uma excelente actuação e a surpreender o público presente, incluindo o António!

      Mais uma vez, obrigado pelo comentário!

      • Antonio Carlos Saraiva Coelho Says:

        Ola Andrey.

        Que bom que gostou do vídeo.

        Rick Wakeman é um grande artista e acompanho sua carreira desde que eu tinha 12 anos. Tenho 47 agora…

        Eu era colaborador de um site em Portugues sobre Wakeman e, inclusive, cheguei a escrever uma biografia.

        Infelizmente esse site nao esta mais no ar.

        Amo Portugal e ja estive por ai algumas vezes. Meus pais eram de Trancoso, proximo a cidade da Guarda, na Beira Alta.

        Ate mais.

      • Andrey Amabov Says:

        Olá António.

        Mais uma vez gostaria de agradecer pela sua disponibilidade para comentar o meu blogue e pelas suas palavras tão simpáticas e interessantes. Fico muito satisfeito por ver que se interessa tanto pela obra de Wakeman e o facto de ter participado num site sobre o artista constitui decerto uma prova do seu empreendedorismo. Parabéns pela iniciativa! Graças a pessoas como você, a obra do grande mestre dos teclados continua a ser divulgada na Internet, acabando por chegar aos membros das gerações mais recentes, como eu.

        Ao ler o que diz no comentário sobre as suas origens portuguesas não pude deixar de sorrir, invadido por um sentimento de união e amizade cultural entre Portugal e Brasil. De facto, a interacção cultural dos dois países é tão profunda, tão abrangente, tão vasta, que a única atitude inteligente à tirar partido de tudo aquilo que as duas nações têm para trocar entre si.

        Não conheço a zona de Trancoso, nem tão pouco a cidade da Guarda ou a Beira Alta. No entanto, são locais que, em ocasiões propícias, não poderei deixar de visitar. Fico muito feliz pelo amor que nutre por Portugal e devo dizer que retribuo, na medida do que me é permitido pela minha experiência de vida, com sentimentos de paixão pelos solos brasileiros. Já estive no Rio de Janeiro e adorei! Tenho de voltar, agora que já não sou uma criança.

        Abraços e votos de felicidades,
        André.

  4. Antonio Carlos Saraiva Coelho Says:

    Só para complementar. Na montagem que o meu amigo fez, ele também usa cenas do filme clássico de 1959, Viagem ao Centro da Terra.

  5. Luiz Claudio Says:

    Amigo, sem nenhum remorso, serei redundante em classificar este conteúdo como tambem uma Obra de Arte. A maneira simples que voce conseguiu esboçar aqui, não revela o enorme trabalho que deve ter custado para exibir essa jóia. Você está de PARABÉNS, assim como todos os que admiram um bom mixer de música e arte. Não considero inconveniente aproveitar a oportunidade e fazer um pedido ao leitores desse blog, que estou buscando o vídeo desse Show, que foi realizado no Rio de Janeiro, em 1975 no Maracananzinho.

    Por favor contatos por lctoddy@yahoo.com.

    Abraço.

    • Andrey Amabov Says:

      Caro Luiz, agradeço desde já o seu comentário aqui no blogue. Naturalmente que esta minha apresentação do artista, da obra verniana e da peça musical não se comparam ao trabalho que Júlio Verne teve para escrever uma história tão fantástica e ao empenho de Rick Wakeman na produção deste espectacular momento sonoro.

      Em relação ao vídeo do Show do prodigioso teclista britânico no Rio de Janeiro, em 1975, peço desculpa mas não consegui encontrar nada. Pode sempre tentar comunicar com os estudiosos da obra de Wakeman! Eles devem saber melhor do que ninguém onde encontrar essas pérolas musicais!

      Abraço,
      André Coroado.

  6. Antonio Carlos Saraiva Coelho Says:

    Respondendo ao Luiz Claudio…

    O vídeo com o show do Rick Wakeman, tocando no Brasil em 1975, nunca foi lançado comercialmente. A Rede Globo de Televisão gravou e exibiu alguns trechos num especial que foi ao ar em dezembro de 1975. O mais próximo que existe é um DVD oficial gravado durante um show na Austrália em Fevereiro de 75, onde Rick Wakeman toca a Viagem ao Centro da Terra inteira, acompanhado de banda, orquestra e coral, além de músicas dos discos “As Seis Esposas de Henrique VIII” e “O Rei Arthur”. Esse DVD, cujo título é Journey to the Centre of the Earth, é bem fácil de ser encontrado aqui no Brasil em lojas como Americanas e Saraiva.

    Abraço.

  7. Maria Cecília Says:

    Prezados,
    Também tive o privilégio de poder assistir, então com apenas 16 anos, ao show “Jornada ao Centro da Terra”, no Maracanazinho no Rio de Janeiro em 1975, em que Rick Wakemam tocou acompanhado da orquestra sinfónica brasileira regida pelo maestro Isac Karabitchevsky. O narrador foi Murilo Néri e o coral da Universidade Gama Filho, RJ, deu o toque especial. Este show marcou muito a minha adolescência e a minha preferência musical.

    Gostaria imensamente de poder rever um documentário, vídeo ou fotos. Será que naquela multidão presente ninguém conseguiu registrar nada?

    Att,
    Maria Cecília.

    • Andrey Amabov Says:

      Antes de mais nada quero agradecer-lhe pelo seu comentário aqui no meu blogue. Fico muito satisfeito por ver que pessoas como a Maria Cecília lêem o que escrevo e comentam as minhas postagens, demonstrando a sua consideração pelo meu trabalho e pela validade das informações aqui divulgadas.

      No entanto, pessoalmente não a posso ajudar. Sou português e tenho apenas 17 anos, pelo que não estive presente no referido concerto nem conheço ninguém que tenha estado. Além disso, pouco sei da obre de Rick Wakeman: descobri a peça e adaptações de “Viagem ao Centro da Terra” através de um blogue sobre Júlio Verne.

      Aconselho a que entre em contacto com António Saraiva Coelho, que entende muito sobre a obra de Wakeman e já comentou este artigo.

      Mais uma vez obrigado!

  8. Antonio Carlos Saraiva Coelho Says:

    Olá Maria Cecília.

    Muito legal você ter podido assistir a essa bela apresentação em 1975.
    Infelizmente nunca apareceu nenhum material em vídeo sobre essas apresentações aqui no Brasil. Algumas fotos foram publicadas em revistas da época como a POP. O mais próximo que temos disso em DVD é uma apresentação do Wakeman, também em 1975, só que gravada na Austrália.
    Esse DVD, cujo título é Journey to the Centre of the Earth, é bem fácil de ser encontrado aqui no Brasil em lojas como Americanas e Saraiva.

    Caso queira saber mais sobre Rick Wakeman, dá uma passada na comunidade do orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=37729
    Abração.

  9. Antonio Carlos Saraiva Coelho Says:

    Só complementando.

    Tive a oportunidade de ouvir, faz alguns anos, uma gravação em áudio que alguém conseguiu fazer no meio da platéia do Maracanazinho no Rio. É possível ouvir o Murilo Neri falando ao microfone: “O Projeto Aquarius e a Rede Globo de Televisão apresentam…” aí começa uma gritaria só. Pouco se ouve da música, apenas um eco. É possível ouvir a pessoa que estava com o gravador, cantando e assoviando junto com as músicas. É, no mínimo, curioso.

    • Andrey Amabov Says:

      Olá, António! Como está?

      Já tinha saudades dos seus comentários sempre muito completos, com inúmeras informações de grande relevo para o assunto! Só posso agradecer-lhe pela ajuda imediata e prestável que deu à Maria Cecília e por contribuir para dinamizar este blogue, transformando-o num espaço mais saudável.

      Obrigado! Tudo a correr bem!

    • Marcus Vinicius Says:

      António, eu estava lá em 1975!!!! Seria possível você recuperar contacto com a pessoa que gravou o áudio desse show? Se souber de alguma coisa me fale, OK?
      Obrigado… Marcus.

      • Antonio Carlos Saraiva Coelho Says:

        Olá Marcus, como está?

        Em que lugar do Brasil você está?
        Entre em contato comigo e vamos conversar.
        ascoelho@hotmail.com

        Abraço

  10. Antonio Carlos Saraiva Coelho Says:

    Olá Andrey.

    Não há o que agradecer, meu amigo.

    Um grande abraço para você.

  11. Frederico J. Says:

    Caro amigo Andrey, há possibilidade de colocar este seu artigo no blogue dedicado a J. Verne juntamente com todos os devidos créditos (seu nome e blog)?

    Cumprimentos
    Frederico J.

  12. Andrey Amabov Says:

    Olá, Frederico. É claro que podes colocar o artigo no blogue! Será para mim uma honra colaborar com o blogue dedicado a Júlio Verne em língua portuguesa!

    Só um esclarecimento: sou o André Coroado, o “amigodeverne” que costuma visitar o blogue e por vezes comenta alguns artigos. Podes conferir na página “Apresentação”! Eu sei que o “Andrey Amabov” me disfarça bem, mas não passa de uma alcunha que inventei para mim mesmo!

    A propósito, foi um artigo teu no blogue que motivou este trabalho da minha parte, há mais de um ano. Rick Wakeman é mesmo fantástico, mas Júlio Verne ainda o é mais!

  13. Frederico J. Says:

    Ah, conheço perfeitamente. Como vai o futebol de praia?;)

    Por mero acaso encontrei este post sobre o Rick e achei bastante interessante, daí o meu pedido. Pronto, sendo assim o post sairá na 6ª feira pois amanhã é o dia da morte do Verne.

    Um abraço e até breve.
    Fred

    • Andrey Amabov Says:

      Foi, de facto, uma feliz coincidência que tivesses encontrado este artigo no meu blogue. Fico contente por saber que gostaste e reitero a honra de ver este texto publicado num blogue tão prestigiado e interessante como o blogue dedicado a Júlio Verne! Saúdo também a tua escolha, do dia da morte de Verne, para a publicação do post.

      Ah! E o futebol de praia vai muito bem, obrigado. Está a decorrer o Mundialito de Clubes 2011, com a presença do Sporting. Podes saber de tudo em http://www.facebook.com/pages/BEACH-SOCCER-RESTELO/151243778268809 (página do facebook do meu projecto escolar sobre a modalidade). De qualquer maneira, convido-te a gostar da página, o que só beneficia o nosso trabalho!

      Abraço verniano,
      André.


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