Quizz Pessoal


Este interessante questionário de cariz introspectivo tem andado a circular na blogosfera e acabou por chegar até mim através de um desafio endereçado pelo Marco Formiga, do lvsitano.net.

De início fiquei um pouco de pé atrás, porque o questionário era grande e não sabia se teria coragem e vontade de responder às suas 25 perguntas, a maior parte das quais incidia sobre assuntos pessoais. No entanto, vencida a timidez e ultrapassada a primeira vaga de testes do segundo período, cá estou eu para enfrentar o terrível quizz!

Meditação Introspectiva: A perscrutação do Eu Interior

Meditação Introspectiva: A perscrutação do Eu Interior

Tens medo de quê?

Tenho algum receio de não conseguir triunfar na vida adulta: não alcançar um emprego que me agrade do ponto de vista pessoal e financeiro, não contribuir para o desenvolvimento do meu país, não ajudar o mundo a vencer os seus problemas, não ser bem sucedido no amor, não constituir família, não alcançar uma felicidade durável.

Tens algum guilty pleasure?

Acho que todos temos. Daí os conflitos interiores que constantemente assolam a nossa alma. De vez em quando faço coisas que me dão prazer no instante da acção, mas das quais me venho a arrepender mais tarde. Em todo o caso, as lições vão sendo aprendidas ao longo do tempo.

Farias alguma “loucura” por Amor/Amizade?

Eventualmente. Sob a capa de racionalidade que costumo vestir diariamente esconde-se um lado sentimental que também se manifesta de alguma maneira. A componente racional tem muito poder e, geralmente, consegue controlar os impulsos sensíveis provenientes das emoções. Isto não significa que o romantismo oculto nas profundezas do meu ser não possa vir a tomar a iniciativa em algumas situações futuras.

Qual o teu maior sonho? [não vale responder: Paz, Amor e Felicidade]

O meu maior sonho? Ajudar a humanidade, o planeta, o universo e sentir uma satisfação harmoniosa proveniente das minhas acções. Basicamente, pretendo fazer o meu melhor. Correcção:  fazer melhor do que o meu melhor.

Nos momentos de tristeza/abatimento, isolas-te ou preferes colo? [não vale brincar]

De um modo geral, o isolamento costuma ser a opção escolhida. No entanto, na presença de um confidente, não hesito em partilhar os meus problemas e pedir auxílio na sua resolução. Afinal, a união e a amizade também são importantes nos momentos menos agradáveis, não é verdade?

Entre uma pessoa extrovertida e outra introvertida, qual seria a escolha abstracta?

Esta é uma pergunta difícil. Em princípio, será mais fácil comunicar com uma pessoa extrovertida, em virtude da sua maior capacidade de expressão emocional. No entanto, justamente por isso, as pessoas introvertidas podem suscitar mais interesse, pois a descoberta da chave que permite conhecer realmente essas pessoas acabará por constituir um desafio ainda maior. Aliás, sou uma pessoa com alguma propensão para me relacionar com pessoas um pouco mais tímidas.

Sentes que te sentes bem na vida, ou há insatisfação para além do desejável?

Na minha perspectiva, a insatisfação é uma constante da vida humana e não pode ser suprimida. Na verdade, se não fosse a insatisfação não haveria desejo, e a nossa existência perderia o seu sentido. De qualquer forma, nesta fase da minha vida, estou feliz com o que sou, o que faço, o que penso e o que sinto. Atravesso neste momento uma idade mágica, muito enriquecedora, em que o meu processo de aprendizagem está a dar um grande salto, a todos os níveis.

Consideras-te mais crítico ou mais ponderado? (mesmo sabendo que há críticas ponderadas)

Quando se me afigura uma coisa nova, por vezes, pode despertar em mim uma determinada reacção emocional. Nesse momento, posso adorar ou detestar. Num segundo momento, de análise metódica e racional, adopto uma verdadeira atitude crítica, pondero os factores em jogo e formulo uma opinião sincera.

Julgas-te impulsivo, de fazer filmes… paciente, ou…? (define o que te julgas no geral)

Como já fiz questão de referir, à semelhança do que deve acontecer com todos os seres humanos, encerro dentro de mim mesmo uma curiosa dicotomia entre logos (razão) e pathos (sentimentos e emoções). Nessa querela eterna, a razão costuma tomar a liderança, embora a imprevisibilidade das estratégias usadas pelos sentimentos também tenham uma palavra a dizer. Respondendo à pergunta: sou geralmente uma pessoa bastante paciente, contudo, por vezes, sou absorvido por certas questões que actuam sobre o meu lado emocional e me tornam mais impulsivo.

Consegues desejar mal a alguém e eventualmente concretizar? [responder com sinceridade]

Na sequência do primeiro impulso que surge na minha mente, posso eventualmente vir a desejar algum tipo de mal a uma dada pessoa. No entanto, não passa de um devaneio irracional sem expressão nas minhas acções. Os conflitos não são passíveis de serem resolvidos com base na violência e numa cadeia interminável de vinganças.

Contens-te publicamente em manifestações de afecto? (abraçar, beijar, rir alto…)

Penso que acima de tudo sei distinguir as situações. Há momentos em que podemos manifestar afecto publicamente, ao contrário de outros, mais formais, nos quais estas inclinações sensíveis devem ser refreadas. De qualquer forma, pelo menos no que diz respeito ao riso, uma boa gargalhada nunca pode ser totalmente abafada.

Qual o lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?

Estas duas atitudes são aqui considerados defeitos? Bem, no meu ponto de vista, o orgulho pode ser importante numa perspectiva de valorizar aspectos positivos e criar uma distinção justa. Neste contexto, não tenho problemas em sentir orgulho relativamente a tudo aquilo que eu ou as pessoas que me rodeiam fazem de positivo e merece ser admirado. Isto, claro, sem permitir que o orgulho se transforme numa presunção ilógica e improdutiva.

A teimosia está presente na minha pessoa até certo ponto. Nada de muito importante: apenas alguma obstinações esporádicas. A persistência, essa sim, é uma palavra marcante da minha perspectiva de viver, pois quando decido levar a cabo uma determinada acção, lutando por um fim justo em que acredito, o combate não cessa enquanto os meus nobres propósitos não tiverem sido atendidos.

Casamento entre homossexuais e direito à adopção?

Sim. Para mim o casamento não é mais do que uma união jurídica entre duas pessoas que se amam. Não é isto aplicável aos homossexuais? A adopção é um tema mais complexo. Percebo que possa causar impressão até mesmo a pessoas com uma mente actual e progressista. No entanto, se a criança for convenientemente amada e educada pelos pais adoptivos, qual será a importância da orientação sexual do casal? Para além disso, há muitas crianças que crescem sem a influência do progenitor de um dos sexos, sem que esta falta tenha consequências no seu futuro.

O que te faz continuar o blogue?

Continuo o blogue porque gosto muito de escrever e tenho muitos temas sobre os quais gostaria de expressar as minhas ideias. O registo das minhas experiências quotidianas, a partilha de interesses com possíveis leitores e a divulgação do futebol de praia na blogosfera são outros motivos de peso para a continuidade do blogue.

O número de visitas ou de comentários influencia o teu blogue?

Acho que qualquer blogger se sente satisfeito quando verifica que o seu blogue tem sido visitado com frequência e encontra comentários novos dos seus leitores. No entanto, eu não altero a minha forma de escrever ou os temas que abordo para ganhar mais leitores ou motivar mais comentários, pois o blogue é acima de tudo o meu espaço, onde eu posso expressar a minha individualidade de uma forma livre e desinibida. Simplesmente tento reunir um conjunto de requisitos mínimos que confiram aos meus posts um carácter mais apelativo para possíveis visitantes.

Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria ela?

Mais ou menos como é agora: grande diversidade, muita interacção entre diferentes blogues, acesso à informação facilitado… O mais importante seria talvez lutar por uma maior aceitação da blogosfera junto da população em geral e incentivar as pessoas a criar o seu próprio espaço.

Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim, em que moldes? Caso não, porquê?

Sim, encontros de bloguistas orientados na perspectiva de uma troca de ideias saudável e enriquecedora, de uma forma honesta e construtiva. Seriam sem dúvida importantes para a dinamização da blogosfera.

Sabes brincar contigo mesmo e rir com quem brinca contigo? (sem ironias)

De um modo geral, sim. A vida é mais interessante se formos capazes de entrar nos jogos de humor, desde que desenvolvidos num clima de respeito mútuo e cordialidade. Se estes limites forem quebrados, o que até pode ser um pouco difícil de descobrir, então não podemos tolerar essas “brincadeiras”.

Já agora, qual ou quais os teus piores defeitos?

Normalmente são defeitos que derivam da exacerbação de certas qualidades. Já aqui falei na teimosia, conforme também poderia ter referido o excesso de confiança em mim, a curiosidade levada ao extremo, ou mesmo o perfeccionismo desmedido. Mas acho que o pior será talvez tomar por certos os projectos que concebo para um futuro próximo. Quando os planos não se concretizam, a situação é mais difícil de suportar e provoca uma dor assaz irritante.

E em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?

Dizem que sou inteligente, rico em conhecimentos e com boa escrita. Penso ser também da opinião das pessoas que, embora pouco dado a grandes eventos sociais, sou bom companheiro e simpático dentro do meu círculo de amigos. Pessoalmente, sou capaz de reconhecer grande parte destas qualidades, embora tenha consciência de que todas estas concepções vindas do exterior são baseadas em aparências, sendo por isso mesmo diferentes da minha verdadeira realidade. Essa realidade, interior e escondida, só pode ser conhecida por mim, o que também já é difícil!

Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?

Um computador, definitivamente, por ser aquele que assegura a manutenção de um contacto mais amplo com a humanidade, com melhor qualidade em todas as vertentes.

Elogias ou guardas para ti?

Elogio, pois a valorização das coisas positivas que são produzidas pelas outras pessoas constitui um incentivo para fazerem mais e melhor, o que poderá conduzir a passos significativos na luta  por um mundo melhor.

Tens a humildade suficiente para pedir desculpa sem ser indirectamente?

Sim, quando vejo que as pessoas merecem realmente um pedido de desculpas e estão receptivas à minha mensagem de arrependimento. Por vezes, pedir desculpa é complicado; porém, se me considero realmente culpado, constitui uma atitude necessária ao meu crescimento e a prova da assimilação de uma nova lição. Apesar deste bom senso que procuro demonstrar, penso que ainda poderei fazer progressos nesta área.

Consideras-te, de grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?

Voltamos assim à questão das duas naturezas da minha pessoa. De qualquer forma, julgo ser, de um modo geral, um indivíduo bastante pragmático e racional nas suas acções. Salvo muito raras excepções (talvez não assim tão raras…).

Perdoas com facilidade?

Se conseguir detectar sinais de verdadeiro arrependimento na pessoa que pede desculpa, então não hesitarei em perdoar. Todavia, se, pelo contrário, uma pessoa me dirigir um pedido de desculpas desprovido de sinceridade e impregnado de oportunismo, não vejo razões para o aceitar e critico esta sua hipocrisia. Voltando ao primeiro caso: a concessão do perdão perante um pedido de desculpas justo e honesto é um acto tão nobre e construtivo como o próprio pedido de desculpas.

Fantástico! Sinto que aprendi algo mais sobre mim mesmo! Nada que eu não soubesse realmente antes, mas agora as informações estão ordenadas e bem organizadas na minha mente.

Obrigado pelo desafio a todos aqueles que o divulgaram até chegar a mim!

Passo a palavra a todos os bloggers que estejam interessados em responder!

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Uma resposta to “Quizz Pessoal”

  1. Pedro Says:

    Parabéns, grande post!


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