Portugal e Brasil – Dois irmãos zangados


Todos estarão certamente recordados da polémica que se gerou em torno das declarações da actriz brasileira Maitê Proença num vídeo gravado em Portugal e no qual deliberadamente troçava do nosso país e da nossa cultura. As imagens foram emitidas em todos os canais generalistas portugueses e chocaram a população portuguesa. Ao fim e ao cabo, as pessoas inteligentes, após uma fase inicial em que se sentiram ofendidas no seu orgulho lusitano, acabaram por esquecer, deixando as insinuações sem fundamento de uma pessoa tão ignóbil morrer atropeladas pelo tempo.

Foi nessa altura que o meu colega e amigo Marco Formiga, no seu blogue pessoal lvsitano.net publicou este artigo sobre o sucedido. Revoltado contra este ser reles a quem chamam maitê proença, espelhou a sua fúria enraivecida numa escrita espontânea e ao mesmo tempo criativa, dirigindo alguns insultos muito apropriados à tal senhora.

Nova imagem do blogue do Marco

Os comentários ao post confirmaram a onda de revolta gerada nos leitores do blogue e surgiu inclusivamente uma pessoa de nacionalidade brasileira a criticar o comportamento de maitê proença. E aliás só podia ser assim, tendo em conta a gravidade do gesto da actriz. No entanto, nos últimos dias, um(a) leitor(a) também de nacionalidade brasileira comentou o artigo contestando uma passagem do post do Marco.

O referido excerto, apesar de denotar um espírito de revolta contra a ignorância de maitê proença e um desejo de vingança verbal, está de acordo com os factos e não inventa rigorosamente nada:

“Com certeza que aquela peça infinita de improficuidade não se lembra que foram os portugueses quem chegou ao Brasil e quem lhes deu alguma esperança de progresso, numa altura em que lá só se conheciam as tangas e pobres vestes de homens que ainda viviam na forma selvagem.”

Como vêm, apesar da agressividade aparente e da rudeza com que os factos são referidos, nada disto é ficção: tudo corresponde a um retrato fiel da realidade do achamento do Brasil.

Todavia, não foi isto que o/a senhor(a) JLK pensou. Deste modo, sem nunca faltar ao respeito, este indivíduo criticou a frase do Marco e alegou conter fugas à verdade:

Desculpe, mas isso é mentira.

Os portugueses atrasaram em tudo o nosso progresso. O Brasil só começou a se desenvolver quando chegaram imigrantes de outras nacionalidades (italianos, espanhois, alemães, etc, etc)

Se hoje somos a 8a. economia do mundo e uma potencia industrial é por causa deles, e não dos portugueses, que só espalharam atraso e miséria por onde andaram.

Não é por outra razão que são o país mais atrasado da Europa e são desprezados pelos paises ricos da UE.

Não quero ofender ninguém, mas esta é a realidade.

Pois bem, tenciono fazer uma longa revisão dos factos relativos à História do Brasil, centrando-me na acção dos portugueses e estabelecendo comparações com o papel de espanhóis, italianos e alemães. Se não acharem o tema interessante, nem vale a pena perderem o vosso tempo com isto. Mas para quem tiver curiosidade, dêem uma vista de olhos.

Achamento e Colonização do Brasil

Pedro Álvares Cabral

Para começar: é do conhecimento geral que os portugueses foram o primeiro povo civilizado a atingir a terra que hoje se chama Brasil. Em 1500, o ilustre navegador lusitano Pedro Álvares Cabral, ao serviço de El-Rei D. Manuel I, descobriu ocasionalmente umas terras a sudoeste da Europa, a que chamou Terra de Vera Cruz (tudo isto foi registado no diário de Pêro Vaz de Caminha).

Ora nesta época, os povos brasileiros estavam divididos em tribos primitivas (tupis, guaranis, tapuas, etc…) que viviam em condições precárias, numa constante luta pela sobrevivência. Muitas destas tribos eram rivais umas das outras e ocorriam combates sangrentos pela simples competição pelos recursos naturais. Muitas delas praticavam o canibalismo. Algumas delas eram nómadas, estando atrasadas mais de 10 000 anos na História!

Os portugueses foram-se estabelecendo no Brasil, colonizando estes vastos territórios e dividindo-os em capitanias. Naturalmente que, sendo uma terra da Coroa Portuguesa, os colonos tentavam explorar os recursos locais de acordo com os seus próprios interesses.

Tráfego de Escravos e Exploração Humana

É perfeitamente verdade que os portugueses tentaram escravizar as populações locais, como qualquer outro povo europeu teria feito, mas os ameríndios não conseguiam trabalhar como seria desejado. Então os portugueses iniciaram o tráfego de escravos no Oceano Atlântico, trazendo-os de África em condições verdadeiramente desumanas. É igualmente verdade que, no Brasil, esses mesmos escravos eram muito mal tratados. Mas também é indiscutível que todos os outros povos europeus, sem excepção, recorriam à escravatura neste momento, e quando iniciaram a sua expansão marítima (muito tempo depois de Portugal) também se revelaram grandes adeptos do tráfego de escravos.

São estes os pontos mais negativos da acção dos portugueses no Brasil. Não há desculpas possíveis, todos os portugueses estão conscientes disso e não há maneira de desculpar estas acções terríveis dos nossos antepassados. Agora, temos de perceber que isto era comum no contexto da época, e não exclusivo dos lusitanos. Vir dizer que os portugueses arruinaram o vosso país, e que os outros povos, supercivilizados, foram muito amiguinhos do Brasil… por favor, qualquer outro povo teria cometido as mesmas atrocidades no lugar dos colonos portugueses!

Acção Determinante dos Portugueses

Para lá dos horrores da escravatura, os portugueses fizeram muitas coisas positivas no Brasil. Alguns lusitanos, aventureiros intrépidos, guiados pelos indígenas locais, levaram a cabo interessantes explorações ao interior – as bandeiras – no sentido de desvendar essas extensas áreas desconhecidas e povoar algumas delas. Construíram muitas cidades, além de vias de comunicação e muitas outras infraestruturas, trouxeram equipamentos de Portugal que revolucionaram a vida no Brasil, enfim, lançaram as bases do Brasil, edificando uma verdadeira civilização num local que permanecia em estado selvagem, um infinito agregado de terrenos baldios onde a espécie humana não fazia uso de grande parte das suas capacidades.

Ainda que esse crescimento do Brasil não se tenha verificado de forma tão rápida e organizada como se desejaria, a verdade incontestável é que foram os portugueses quem de facto iniciou a construção do Brasil. Decerto que o Brasil de hoje em dia nada tem a ver com a colónia portuguesa que obteve a sua independência em 1822, e posso mesmo admitir que nesse momento o Brasil não apresentava a prosperidade de outras colónias sul-americanas.  No entanto, o que não se pode negar é que foram os portugueses quem começou a exploração do Brasil, o povoamento destes territórios e toda uma transformação daquela vasta área que possibilitaria o florescimento de um novo país.

Não nego que os portugueses colonizaram o Brasil e moldaram este local de acordo com as suas necessidades momentâneas, encarando-o como uma fonte de enriquecimento da metrópole e não como um futuro país.Neste ponto, poderei concordar com quem disser que os portugueses tiveram uma atitude egocêntrica e pouco visionária, pois não se preocuparam com o futuro daquelas terras e com as gerações vindouras que viriam a constituir a população de um novo país. Mas aqui voltamos à mesma questão? Quem, no seu lugar, não teria agido da mesma maneira? Se os outros povos, nomeadamente os espanhóis, ocuparam de forma diferente as suas colónias, foi porque optaram por um modelo de exploração diferente, criando nos territórios da América do Sul um prolongamento da metrópole espanhola, exactamente com as mesmas característas. Tê-lo-iam feito por preocupação com os países que futuramente viriam a nascer nessas regiões? Obviamente que não! Fizeram-no por a considerarem a forma mais eficaz de tirar partido das colónias fundadas.

Além de tudo isto, apesar de os ameríndios terem sido por vezes maltratados, houve períodos de paz com as tribos locais, tempos de prosperidade em que se trocavam ideias, e em que os portugueses procuravam civilizar os ameríndios. Os padres jesuítas foram exímios nesta vertente humanística, desenvolvendo um trabalho espectacular na defesa das populações locais e no ensino (da língua portuguesa, da cultura, dos costumes, da religião).

Sem dúvida que a intervenção dos portugueses neste território foi extremamente positiva entre 1500 e 1822! Quem disser o contrário, peço imensa desculpa, mas não sabe realmente do que fala. Já para não referir que a independência do Brasil foi obtida sem luta armada entre portugueses e brasileiros, e inclusivamente foi proclamado pelo príncipe português D. Pedro, futuro rei D. Pedro IV.

Praça Mauá, Rio de Janeiro (1820)

Praça Mauá, Rio de Janeiro (1820)

Espanhóis, italianos, alemães… amigos ???

Quanto à acção supostamente benéfica dos outros povos, analisemos caso a caso. Os espanhóis foram a segunda nação europeia a iniciarem o seu processo de expansão marítima (a seguir a Portugal, naturalmente). No século XVI, o poder dos espanhóis foi crescendo, de tal forma que acabariam por alcançar a hegemonia mundial em meados desse mesmo século. Mas saberá por acaso como é que eles conduziam a sua expansão territorial? Adoptaram uma política de conquista, arrasando as populações locais e conquistando todos os territórios recorrendo à violência. Não poupavam ninguém. Sistema utilizado: matar, matar, matar… destruir, devastar, pilhar.

Os portugueses, sempre que encontravam uma população diferente, procuravam comunicar pacificamente, trocar produtos e aprender um pouco com aquela cultura, ao mesmo tempo que enriqueciam a sua. Os espanhóis, esses sim, deixaram um rasto de miséria e destruição por todos os sítios por onde passam, um cheiro sulfuroso a morte e destruição. Cortez no México, Pizarro no Perú, enfim… Mas não, os espanhóis ajudaram o Brasil a encontrar o caminho do progresso… Se os espanhóis tivessem chegado ao Brasil, até eram capazes de construir um grande Império… mas primeiro dizimavam as tribos locais!!! E pelo cenário verificado actualmente na Venezuela, Colômbia, Argentina, e outras antigas colónias espanholas, não me parece que eles fossem assim tão amigos…

Quanto aos italianos, praticamente não tiveram expansão marítima, e o seu imperialismo resumiu-se a algumas colónias africanas no século XIX. O mesmo se pode dizer do povo alemão, que deteve o domínio de certas regiões no continente africano, também a partir do século XIX. Sem dúvida que são povos culturalmente avançados, com culturas interessantes, que por várias vezes contribuíram para o progresso da humanidade.

Mas, em contrapartida, são países cuja história está manchada pela participação na segunda guerra mundial, na qual combateram lado a lado em nome de princípios retrógrados e desumanos como o Imperialismo e o anti-semitismo. O holocausto, que culminou no extermínio de grande parte da população judaica europeia, constituindo seguramente um dos momentos mais vergonhosos e uma das maiores tragédias humanitárias da História, foi obra dos alemães, sempre com o consentimento e a participação dos italianos.

Por isso, não há civilizações perfeitas, e todos os povos têm qualquer coisa de negativo. Dizer que os portugueses semeiam a miséria por todos os sítios por onde passam enquanto espanhóis, italianos e alemães são os amigos que trazem o progresso, não me parece nada verdadeiro nem justo para o povo lusitano.

O segredo do sucesso brasileiro

Não posso excluir a possibilidade de os emigrantes provenientes de diferentes países europeus terem contribuído para o desenvolvimento do Brasil. Tenho perfeita consciência de que, após a independência daquele que é territorialmente o maior país sul-americano, a acção dos portugueses se tornou menos preponderante do que a intervenção de alguns emigrantes europeus. Refiro-me sobretudo os italianos, que deixaram uma herança cultural muito vasta no Brasil.

Mapa do Brasil e respectiva divisão em estados

Mas se o país cresceu e é hoje a 8ª potência económica mundial é graças ao esforço e trabalho desenvolvido por um grupo algo restrito da população brasileira (inferior à metade da população) e sobretudo devido à enorme abundância de recursos naturais em território brasileiro, que confere a este país uma riqueza e um crescimento económico extraordinários, algo que não acontece em Portugal. Naturalmente que aqui também será necessário ter em conta o contexto geopolítico específico do Brasil e as excelentes políticas implementadas pelos recentes governos, liderados por Lula da Silva, um dirigente exemplar a vários níveis (e que, tal como eu defendo neste post, é apologista da união de esforços entre Portugal e Brasil).

Afinal o Brasil está assim tão bem?

Não obstante a sua estabilidade económica, o Brasil só entrou na lista dos países desenvolvidos muito recentemente, em 2008. Isto porque embora economicamente o Brasil seja um país de grande prosperidade, com um PIB muito elevado, continuam a verificar-se grandes problemas sociais e humanos. Os contrastes entre ricos e pobres são ainda abismais e muito frequentes na população brasileira, sendo que os lucros que advêm da exploração dos recursos naturais têm sido tradicionalmente esbanjados em luxos, para aumentar o conforto das minorias abastadas.

Enquanto isso, uma parte muito significativa da população vive em condições precárias, sem ver satisfeitas as condições de saúde e educação mais elementares, não obstantes os recentes progressos que se têm verificado, com a classe média a crescer, mais uma vez em  virtude das boas políticas de cariz social que têm sido postas em prática muito recentemente. Na verdade, por trás das máscaras da gente feliz a sorrir e das imagens das praias paradisíacas da Cidade Maravilhosa (que merece indiscutivelmente esse epíteto), esconde-se a outra face do Brasil: um mundo de sofrimento, luta pela sobrevivência e criminalidade, nas favelas, que ainda são uma realidade.

Felizmente, este fenómeno não se verifica em Portugal (pelo menos desta forma) e as condições de saúde e educação dos portugueses em geral são significativamente melhores do que as do Brasil. Daí que o nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) seja ainda bastante superior ao valor brasileiro.

Portugal – Os coitadinhos da Europa?

É verdade que Portugal está longe de ser um país perfeito. Estamos a enfrentar um período difícil, com vários problemas a nível económico, que por sua vez condicionam em grande medida a nossa situação social, com o desemprego a constituir outro dos grandes problemas da actualidade. Os impostos elevados, os salários baixos e o Estado sem capacidade para dar a volta à situação. Os portugueses, muitas vezes, têm uma visão pessimista da questão que não ajuda nada, pois remete a culpa dos problemas do país para os outros e parte do princípio que não podemos fazer nada para progredir.

Ainda assim, o panorama português na actualidade não é tão negro como se posso pensar, pois estão reunidas várias condições que nos permitem viver minimamente bem e sem enveredarmos pelo caminho sinuoso do caos. Sinceramente, prefiro viver em Portugal do que no Brasil. E há muitos países europeus cuja situação é bem pior do que a nossa. Estamos no meio (vejam as estatísticas, antes de dizerem que não).

O meu patriotismo

“Desfralda a invicta bandeira à luz viva do teu Céu”

Independentemente do facto de o nosso contexto actual ser favorável ou não, eu estou com vontade de melhorar e acho que, com muita união e vontade de trabalhar, conseguiremos ser bem sucedidos na luta por um futuro melhor para o nosso país. Espero que o mesmo aconteça com todos os outros países e acho que estas disputas entre Portugal e Brasil são simplesmente estúpidas. Eu próprio, esclarecida esta questão acerca da interacção entre povos e culturas, prometo encerrar aqui no meu blogue a discussão acerca do tema. Na verdade, já disse tudo o que penso sobre esta questão e não tenciono alimentar mais a polémica.

Sou um português muito patriótico, tenho muito orgulho em fazer parte desta nobre nação e estou disposto a dar tudo o que puder para ajudar o meu país. Estou, no entanto, consciente de que Portugal não é um país perfeito, apresentando vários problemas que é preciso resolver, bem como uma História de altos e baixos, com grandes momentos que causam em mim uma admiração infinita, mas também episódios terríveis, em que os nossos antepassados tiveram um comportamento lastimável.

Isso não invalida em nada a minha veneração à pátria e o meu espírito de amor nacional, antes pelo contrário: vejo os actos grandiosos do passado como uma fonte de inspiração para os desafios futuros e as nossas acções deploráveis como erros do passado, que serão necessariamente evitados nas próximas ocasiões e com os quais é necessário aprender para dar continuidade à evolução cultural da nação e da própria espécie humana.

Por último, gostaria de reafirmar o meu desejo para que estas querelas ridículas entre Portugal e Brasil terminarem depressa e unirmos esforços na luta por um futuro melhor. Os portugueses têm muitas vantagens relativamente aos brasileiros, conforme os brasileiros estão mais avançados em muito aspectos. Penso que seria benéfico para ambos os países um reforço das nossas relações diplomáticas, estimulando uma cooperação saudável, alicerçada no respeito mútuo e na vontade de alcançar um futuro mais sorridente. Se podemos ser felizes e trabalhar em conjunto por um mundo cada vez melhor, por que razão despender energias em querelas idiotas que não levam a lado nenhum?

Não vale a pena entrarmos em discussões estúpidas para provar que “nós somos melhores do que vocês”. A vertente competitiva já está assegurada pelo desporto, em particular pelo futebol de praia, modalidade fantástica na qual os confrontos entre Portugal e Brasil são sempre duelos espectaculares!

Portugal X Brasil no Campeonato do Mundo FIFA Rio de Janeiro 2006

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4 Respostas to “Portugal e Brasil – Dois irmãos zangados”

  1. Marquinho Says:

    Antes de mais nada, muito obrigado pelo link para o meu blog e pela discussão pública e aberta deste tema tão importante que é a História por detrás da descoberta do Brasil.

    Eu descredibilizo essa minha citação que referes apenas por ser incrivelmente rude e triste; mesmo sendo verdade, devia tê-lo dito de outra forma… Da forma que tu fazes neste post!

    Está tudo bem feito e abordaste tudo o que era preciso: o contexto histórico, os descobrimentos portugueses e só depois europeus, as condições miseráveis em que viviam as populações brasileiras da altura, o papel dos portugueses… Está perfeito.
    A ponte para a actualidade é concisa e, felizmente, não se nota dada a fluência do texto. Só peca por ser muito longo, mas factos não podem ser resumidos nem escondidos.

    Os parabéns por este belo artigo, que bateu a minha agressividade aos pontos e lançou luz sobre a verdadeira origem do progresso no Brasil. Brasil, inclusivamente o país cuja bandeira ostenta o famoso “Ordem e Progresso”…

    • Andrey Amabov Says:

      Antes de mais nada queira agradecer por este comentário tão moralizador. Fiquei satisfeito com o resultado final do post e acho que consegui focar todos os pontos pertinentes. A tua opinião é sempre fundamental e contribui em grande medida para o progresso deste blogue.

      Mais uma vez, voltei a fazer um post demasiado longo: 2354 palavras! Naturalmente que tenho de refrear este meu entusiasmo quando escrevo os meus artigos, mas neste caso, tal como referiste, existiam inúmeros aspectos de importância capital.

      Engraçada a forma como acabaste o teu comentário. O lema presente na bandeira brasileira dá muitas vezes origem a comentários jocosos e alimenta as intrigas entre os dois irmãos lusófonos.

      A minha breve opinião: são três palavras muito simples, que definem aqueles que são ou pelo menos deveriam ser os objectivos de cada nação. Isto não significa que o Brasil seja realmente o país da Ordem e do Progresso, nem tão pouco quer dizer que o povo brasileiro trabalhe mais do que os restantes para alcançar esse estado de prosperidade. Mas a mensagem é muito positiva e deve ser respeitada.

      No teu caso, a referência ao lema da bandeira brasileira, apesar de impregnada de ironia, é perfeitamente inocente e produz uma conclusão brilhante para o teu comentário. Neste caso, mantiveste o respeito pelo país e os respectivos símbolos nacionais.

      É justamente isto que se pretende que a população do mundo luso-brasileiro ponha em prática! Por um futuro melhor!

  2. jessica vargas Says:

    meu sonho é ver esses países unidos… brasil portugal

    te amo brasil

    • Andrey Amabov Says:

      Obrigado pelo seu comentário! De facto, os nossos países só têm a ganhar com uma cooperação bem estruturada entre ambos, a todos os níveis, facilitando o desenvolvimento das nações. O fortalecimento dos laços culturais entre Portugal e Brasil constitui uma condição essencial para um bom relacionamento entre os povos e o fim de todos os preconceitos que continuam a separar os dois irmãos lusófonos.

      A mensagem do seu comentário coincide com o conteúdo do meu artigo: ambos desejamos a destruição do fosso entre Portugal e Brasil rumo ao sucesso dos dois países. Somo pessoas que amam o seu país e isso reflecte-se na nossa concepção das relações internacionais. O nacionalismo, ideologia desenfreada e fundamentalista, não passa de uma estupidez, uma forma irracional de viver o patriotismo, que impede as pessoas de apreciar realmente os aspectos positivos do seu país, lutando pela correcção dos seus problemas. É contra estas mentes doentes, obscurecidas pelo sono da ignorância, que temos de lutar.


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