Estou farto deste mau tempo!


Alguns minutos antes da uma da tarde. Estou na biblioteca da escola enquanto aguardo a minha habitual hora de almoço. Sem nada de importante para fazer, venho dar uma vista de olhos ao meu blogue. Nada de novo. Quando já ponderava abandonar o computador, eis que me surge a ideia para um novo post. Vou então fazer uma rápida alusão ao estado do tempo e deixar as minhas impressões sobre este assunto.

Hoje está muito mau tempo. Tal como tem acontecido nos últimos dias, faz muito frio e o sol permance oculto por detrás das nuvens cinzentas. Como se não bastasse, o dia está chuvoso e o solo está repleto de poças de água. Parece que a chuva parou, mas certamente não tardará a recomeçar.

Os próprios termómetros têm frio!

Isto, meus caros leitores, é muito aborrecido, pois além de restringir em grande medida a minha vida ao ar livre, cria em mim um acentuado mal-estar físico associado às baixas temperaturas. Sempre fui muito sensível ao frio e por mais agasalhado que esteja nunca me consigo sentir verdadeiramente confortável. Em casa é diferente: com aquecedor, o meu quarto mantém-se a uma temperatura bastante agradável, criando um ambiente acolhedor. Mas aqui na escola as salas são muito maiores e os aquecedores mal funcionam: uma autêntica tortura! Por acaso, felizmente, aqui na biblioteca está quentinho, mas é apenas uma excepção!

Como se não bastasse, temos o céu nublado e a chuva irritante a torturar a nossa boa disposição. O meu estado de espírito é sempre afectado por este deprimente estado do tempo. E assim eu pergunto: como é algumas pessoas afirmam preferir os gelados frios invernais às doces temperaturas veranianas?

A Chuva: Agente Corrosivo da Alma

A Chuva: Agente Corrosivo da Alma

Claro que a chuva é importante para a vida no planeta e para todas as actividades humanas, nomeadamente a agricultura. Também é verdade que estes frios de Janeiro têm de existir, pois são parte integrante do clima desta região, e temos o dever de lutar contra o aquecimento global. Mas eu, pessoalmente, não suporto estes frios intensos e esta chuva persistente! Estou farto deste tempo altamente corrosivo para a alma!

Enfim, se ao menos nevasse… Nesse caso, todas as sensações negativas associadas ao frio seriam compensadas pela diversão desmesurada das brincadeiras na neve. Mas aqui em Lisboa nunca conseguiremos ter mais de 1 mm de neve no solo.

O melhor é seguir em frente com a minha vida e esperar pacientemente por melhorias no estado do tempo. Daqui a uns dias as temperaturas começarão a aumentar e as nuvens dissipar-se-ão na esfera celeste. São precisamente estes períodos de mau tempo que nos permitem dar valor aos calores do verão e ao bom tempo em geral.

E agora tenho de me ir embora. Vou almoçar enquanto uns colegas mais novos se apropriam do computador. Já estão à minha espera desde o início deste post e eu prometi ser breve!

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4 Respostas to “Estou farto deste mau tempo!”

  1. Marquinho Says:

    Todas as estações são extremamente importantes. E todas têm o seu lado poético e literário. Eu falo quase sempre no lado poético porque penso ser importantíssimo esse aspecto – dar um tom bonito e musical a tudo.

    Gosto muito das temperaturas ardentes do Verão e dos ventos amenos da Primavera, mas que ninguém me prive das escuras folhagens do Outono e dos sopros cortantes do Inverno. Sem mencionar a servência incontrolável dos doces flocos aquáticos, que quando agrupados lhes chamamos “chuva”.

    O Inverno e o Outono são, sem sombra de dúvida, as épocas de maior criatividade e inspiração metafísica e literária. O tempo depressivo e obscuro que o Inverno nos imprime é o mais susceptível de grandes grandes criações espirituais, mas só a quem as consegue perceber e sentir.

    Abraço, Marco.

  2. Andrey Amabov Says:

    Eu sei que todas as estações são fundamentais para o equilíbrio na natureza e a prosperidade de uma determinada região. As estações do ano são um ciclo indispensável ao bom funcionamento do nosso planeta e que não pode ser suprimido.

    Mas o facto de eu reconhecer que todas as estações do ano são importantes não significa que eu tenha de gostar propriamente delas. Em todo o caso, existem vários critérios para decidir se gosto ou não de uma determinada estação. Posso gostar de uma estação se a analisar através de um certo prisma, mas ter uma opinião diferente se a olhar noutra perspectiva.

    Quando fiz estas duras críticas ao Inverno, deixei bem explícito que as razões desta minha conflituosa relação com a estação dos gelos se deve às minhas sensações físicas durante este período do ano.

    Eu referi e tu confirmaste que o Inverno gera um clima de depressão acentuado que paira sobre os seres humanos. Associando a depressão a um sentido pejorativo, como algo que prejudica a vertente psicológica da saúde das pessoas, usei-a como argumento para confirmar esta minha repulsão pelo Inverno. Tu preferiste analisar a questão de um modo poético, e explicaste de uma forma interessante o teu ponto de vista e a tua admiração por esta estação.

    No plano poético, a minha visão sobre o Inverno também poderá ser diferente. Reflectindo sobre o assunto, acabo por concluir que aprecio esta época meteorologicamente agreste, sobretudo por causa das chuvas e dos temporais que assolam a região. Gosto muito de ver chover e estes ambientes “tristes” também me fascinam.

    Nesse contexto, entendo que se possam encontrar novos motivos de inspiração e criatividade literária. Naturalmente que a experiência metafísica também saíra beneficiada. Assim, compreendo que a produtividade artística de muitas pessoas seja maior durante o Inverno.

    De facto, a maioria das grandes obras líricas tratam de temas tristes (frustrações amorosas, angústia existencial, morte…) e seriam inevitavelmente o produto de um estado de depressão do autor, possivelmente relacionado com o tempo (além das tumultuosas vivências dos poetas).

    Mas não te esqueças de que todos os seres humanos e todos os artistas são diferentes. Se alguns se sentirão mais inspirados pelos “sopros cortantes do Inverno” e escreverão sublimes textos com base nestas intensas deslocações de ar dos centros de altas pressões para os centros de baixas pressões, outros poderão achar mais propício ao desenvolvimento das suas epopeias o florescimento primaveril da natureza ou a sublime harmonia de uma tarde de Verão.

    Penso abordei os vários aspectos aqui em jogo. Em relação às questões do conforto físico e sanidade mental, esclareci as razões pelas quais o Inverno é a minha estação preterida. Quanto à beleza poética de todas as estações, concordei contigo e expliquei que, nesse plano, admiro as duas estações solsticiais de modo semelhante. Em relação à componente metafísica e literária, admiti a tua concepção, que expuseste recorrendo a uma escrita igualmente poética (deve ser do Inverno). Não tinha ainda pensado detalhadamente nesta hipótese. Ainda assim, expliquei que esta maior ou menor inspiração espiritual consoante as estações varia de pessoa para pessoa.

    No meu caso, penso que as experiências vividas se sobrepõem às questões meteorológicas e a forma como vejo o estado do tempo depende do meu estado de espírito no momento. Excepto quando os frios e chuvas são perpétuos: aí lá está a tal depressão (não saudável).

    Obrigado pelo comentário! É sempre bom haver posições diversas das nossas!

  3. anónimo Says:

    “Daqui a uns dias as temperaturas começaram a aumentar e as nuvens dissipar-se-ão na esfera celeste.”

    Começarão André, começarão.

    • Andrey Amabov Says:

      Ups! Uma falha imperdoável! Tenho vergonha de ter cometido este erro tão elementar.

      Mas enfim. Foi por distracção: na mesma frase escrevo “começarão” com a grafia errada e “dissipar-se-ão” da forma correcta. De qualquer forma, o erro já foi rectificado. Na biblioteca, com a fome a corroer as minhas entranhas e o tempo a voar, não tive o cuidado necessário na redacção das últimas linhas.

      Para além disso, por mais idiota que fosse o erro, ele existia e por isso era importante a sua detecção e posterior correcção.

      Deste modo, não posso deixar de agradecer, pois todos os comentários construtivos são fundamentais!


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