Tavares, Durval, Bruno Novo e Jordan lideram a divisão Norte da Liga Italiana!

A selecção portuguesa de futebol de praia é reconhecidamente uma das melhores da modalidade, representando o país ao mais alto nível em todas as competições internacionais, coma jogadores de grande qualidade técnica que proporcionam grandes espectáculos nas areias de todo o mundo.

Contudo, os atletas portugueses não se destacam apenas ao nível da selecção nacional, uma vez que também no futebol de praia existem clubes que competem em ligas nacionais. O Campeonato Italiano destaca-se entre as ligas existentes, reunindo um vasto número de equipas, onde actuam os melhores jogadores do futebol de praia italiano, europeu e mundial. Desta forma, os jogadores portugueses, enquanto grandes atletas da modalidade, costumam marcar presença nas competições italianas, onde por vezes alcançam excelentes resultados. Tem sido o caso de Madjer, Alan, Belchior, Hernâni, Marinho, Torres, Sousa e Zé Maria, que nas últimas temporadas têm feito excelentes prestações, ao serviço dos mais diversos emblemas transalpinos.

No entanto, não são só estes nomes mais ilustres da selecção nacional que participam nos eventos italianos! De facto, se já em 2010 Nuno Tavares e Durval haviam participado no Campeonato Italiano ao serviço do Sambenedettese, este ano foram 4 os portugueses contratados pelo clube de San Benedetto del Tronto, com Bruno Novo e Jordan a juntarem-se aos companheiros de selecção para a temporada de 2011!

E a época não podia ter começado melhor! Após uma primeira semana marcada pela apresentação oficial da equipa e pelos treinos, o Sambenedettese disputou, no passado fim-de-semana, em Viareggio, a primeira etapa da divisão Norte, na qual está inserido. Enfrentando 3 equipas muito diferentes, a equipa mais portuguesa do Norte de Itália soube contornar todas as dificuldades que se lhe afiguraram, derrotando Casino de Veneza, Viareggio e Coliseu, com a particularidade de todos os golos da equipa, nos 3 jogos, terem sido marcados pelos jogadores portugueses!

Durval e Jordan (a vermelho e azul) jogaram na equipa do Sambenedettese que derrotou o Casino de Veneza por 4-3 no jogo inaugural da primeira etapa. Os golos foram da autoria de Jordan, Bruno Novo e Durval (2).

O primeiro adversário era o mais acessível, apesar de ter sabido construir uma oposição de peso ao conjunto do Sambenedettese. Ainda assim, os 2 golos de Durval, experiente na Liga Italiana, e as estreias em grande de Jordan e Bruno Novo, com 1 golo de cada um, foram suficientes para a equipa de San Benedetto vencer o jogo (4-3) e conqusitar os primeiros 3 pontos.

O segundo jogo constituía um desafio mais imponente, uma vez que o Sambenedettese teria como adversário o conjunto da casa, o histórico Viareggio. Porém, mais uma vez, a capacidade ofensiva dos jogadores lusitanos potenciou um excelente resultado, com Bruno Novo em grande destaque, ao apontar 3 golos, bem como Tavares, autor de 2 tentos, e ainda Durval, que marcou o outro golo da equipa. O clube de San Benedetto venceu por 6-4 e alcançou assim a sua segunda vitória consecutiva, somando 6 pontos. Finalmente, no terceiro jogo desta primeira etapa, o Sambenedettese enfrentava a fortíssima equipa do Coliseu, que contava nas suas fileiras com grandes nomes da modalidade, tais como os italianos Del Mestre, Leghissa, Soria e Maradona Junior, os espanhóis Javi Torres, Cristian Torres e Kuman e o brasileiro Rui Mota. Porém, a equipa do Sambenedettese contava com Jordan, Bruno Novo, Durval e Tavares, que mais uma vez deram provas da sua enorme qualidade e derrotaram com categoria os seus adversários.

Num jogo muito equilibrado, em que a incerteza no marcador foi uma constante, Jordan marcou por uma vez, sendo que Durval e Bruno Novo bisaram, terminando o tempo regulamentar com uma igualdade a 5 bolas. Foi então necessário recorrer ao prolongamento de 3 minutos, em que o Sambenedettese conseguiu confirmar o ascendente que se vinha a verificar desde o 3º período, com um golo de Durval que fez o 6-5 favorável à equipa de San Benedetto, que conquistou assim 2 preciosos pontos.

A equipa do Sambenedettese lidera neste momento o grupo Norte do Campeonato Italiano, com 8 pontos conquistados, beneficiando dos deslizes do Coliseu e do Milão, surpreendentemente derrotado pelo Viareggio. Por seu turno, Bruno Novo e Durval estão bem posicionados na classificação de marcadores, com 6 golos apontados por cada um, sendo que os outros golos da equipa foram da autoria de Jordan e Tavares, cada um com 2 tentos registados.

Para mais informações sobre os jogos aconselhamos a consulta do site oficial da competição. Aproveitamos para anunciar que a segunda etapa da divisão Norte se disputará entre os dias 7 e 10 de Julho, enquanto as duas etapas da divisão Sul se disputarão entre os dias 1 e 3 de Julho e 14 e 17 de Julho. A fase final terá lugar em Ostia, perto de Roma, entre 26 e 28 de Julho.

Ricardo Sá: ECOMODA

Nota introdutória: É verdade. Não escrevo livremente no meu blogue há muito tempo. Na maior parte das vezes, limito-me a colocar os textos que elaboro para a disciplina de Português ou a utilizar os posts no blogue para um fim específico. A meu ver, não podem existir grandes dúvidas em torno da contestação a esta atitude anti-bloguística que tem desvalorizado a cada dia que passa a qualidade deste site (que nunca atingiu os níveis por mim desejados).

Em todo o caso, não é por eu não escrever no meu blogue que o blogue deve permanecer no obscurantismo e por essa mesma razão, aliada à importância de conceder um favor a uma amigo, acolhi de boa vontade um texto da sua autoria, que ganha ainda mais interesse por contar uma história interessante! Por isso, sugiro a todos a leitura deste texto do Ricardo Sá, no qual traz até nós as aventuras de um grupo de Área de Projecto da sua turma, em São Miguel, nos Açores. Tema? Moda Ecológica, uma ideia vanguardista que pode vir a ter futuro!

Concedo agora a palavra ao Ricardo:

Hoje vou falar de um projecto que, aviso desde já, não estava à espera de que tivesse tanto sucesso como está a ter. Este projecto ocorreu na Escola Secundária Antero de Quental, Açores, São Miguel, sendo que se chama “ ECOMODA” e inclui reinventar novas roupas com materiais reciclados (jornais, tampas de garrafas de cerveja e muitas outras coisas reutilizáveis!) .

O projecto começou em Setembro, quando se procedeu à divisão dos grupos no âmbito da Turma E. Ficaram neste grupo 8 magníficas pessoas: Beatriz Fraga, Beatriz Farias, Beatriz Tavares, Dina Reis, Jéssica Carreiro, Maria João, Maria Rita, Rita Raposo e Soraia Pereira. A partir deste mês instaurou-se a “revolução” da moda ecológica. Como o trabalho destas alunas implicava bastante esforço manifestaram uma opinião unâmine: trabalhar durante a tarde, nos dias em que se não haveria aulas. Por exemplo, não podiam trabalhar na quinta-feira, pois tinham a tarde preenchida com aulas. Felizmente, todas elas trabalhavam num projecto que, a pouco e pouco, foi conquistando alguma “fama” na escola, pois criaram o facebook para o Ecomoda (com o facebook as pessoas sabem de tudo).

No dia 12 de Outubro de 2010, os adolescentes que queriam participar podiam inscrever-se no ECOMODA, pois as alunas iriam organizar um desfile no dia 13 de Maio do ano seguinte (2011). Começaram então a surgir muitos pedidos (cerca de 30 pessoas), o que implicava 30 vestidos. Lembro-me de elas terem pedido para a professora de Matemática participar no desfile, algo que a professora aceitou. Não eram só as raparigas que queriam desfilar: muitos rapazes também o queriam! Em todas as tardes, elas foram começando a trabalhar mais arduamente, pois estavam a somar-se bastantes pedidos.

Houve dias de semana em que fui ao seu local de trabalho ver os vestidos, sendo que fiquei imensamente admirado! Todos os vestidos eram espectaculares! Com o decorrer do tempo, começaram a vir os elogios da parte dos professores que de vez em quando viam os vestidos na Galeria: “ que vestido de lindo!” (uma das muitas expressões utilizadas pelos docentes).

O Professor Jorge Cabral, que é o nosso Professor de Área de Projecto, ficou encarregue das partes consideradas mais difíceis, sendo que uma delas era falar com a Anima para poder patrocinar o desfile, algo que foi de imediato aceite pela Anima. A partir de meados de Abril, as excelentes raparigas ficaram ansiosas pelo facto de se estar a aproximar o dia do Desfile. Estavam a faltar os retoques para o evento, que concordaram agendar para o Jardim Antero de Quental.

No dia do Desfile, 13 de Maio de 2011 (sexta-feira, dia no qual se diz que acontecessem azares, mas felizmente elas não tiveram azar nenhum!), as alunas estavam todas vestidas da mesma cor (preto), pois assim o quiseram e julgo que simbolizava o que tinham de semelhança entre elas. Houve 4 júris, que iam decidir os vencedores dos prémios: cheques de oferta, atribuídos aos 3 primeiros lugares e também para a Simpatia, Fotogenia e Ecomoda. Tinham montado uma tenda enorme ao pé do Jardim onde ficavam alojados os participantes. Ficaram distribuídas nos seus lugares as organizadoras, umas ao pé da apresentadora, outra ao pé dos jurados, outras ao pé dos participantes e ainda outras a vigiar. De referir ainda que a apresentadora era a Professora de Português.

O desfile começava às 10 h e ia ser constituído por 2 partes. Começou a afluir muita gente e, como é normal na adolescência, ficaram cada vez mais nervosas. O desfile começou e principiaram a aparecer ao vivo e a cores os vestidos. Todos ficaram estupefactos pelas roupas bem criativas e vivas. Filmaram, tiraram fotografias a todas/todos os participantes, tanto femininos como masculinos!  No final da 1ª parte, teve lugar uma actuação de 2 pessoas que trabalhavam no ECOMODA: Beatriz Farias e Rita Raposo. Cantaram muito bem! De salientar a bela perfomance da professora de Matemática, que desfilou muito bem!

Na 2ª parte, foi mais do mesmo, mas no bom sentido, com novos vestidos e novas participantes que ainda não tinham desfilado! No final da 2 parte, foi chegada a altura de a apresentadora anunciar os vencedores, sendo que os prémios foram muito bem entregues. Foram entregues os prémios da Simpatia (venceu um rapaz), Ecomoda e Fotogénico (nestas categorias venceram 2 raparigas).

O que fica aqui mostrado é o facto de haver uma alternativa para as roupas que utilizamos no dia-a-dia. Para concluir, anunciarei que, de 16 a 21 de Maio 2011, está a decorrer uma exposição na Anima para o público contemplar os vestidos, sendo os cheques de prenda entregues neste dias.

Parabéns às minhas colegas/amigas pelo excelente trabalho que fizeram este ano lectivo! Que o vosso projecto sirva de exemplo para próximos eventos escolares. Viva o ECOMODA!

Um abraço do vosso colega/amigo Ricardo Sá!

BERUBY: GANHA DINH€IRO usando a Internet (simples)

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Na sociedade actual, o dinheiro emerge como um bem essencial para uma vida saudável, segura e confortável. Sem dinheiro não conseguimos concretizar os nossos desejos materiais, alcançar algumas das metas que traçamos e viver dentro dos padrões pretendidos. Hoje em dia, no contexto de crise económica em que Portugal está mergulhado, a poupança e a contenção das despesas assume uma importância primordial. Mas já pensou em aumentar as suas receitas?

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De facto, numa época financeiramente tão conturbada como a que atravessamos, a procura de meios alternativos de fazer dinheiro constitui uma hipótese a considerar. E, neste capítulo, a Internet desempenha inquestionavelmente um papel fundamental, oferecendo-nos milhares de maneiras diferentes de aumentar os seus rendimentos. Inclusivamente, existem maneiras muito simples de o fazer!

Sites PTC

Uma das formas mais simples de fazer dinheiro online consiste no recurso aos sites PTC, do inglês Paid to Click, onde os membros são pagos por clicar em anúncios publicitários ou ligações para outros sites da Internet, sem qualquer investimento por parte do utilizador! São sites que, apesar de oferecerem preços aparentemente insignificantes por cada dia de actividade, possibilitam a obtenção de largas quantias ao fim de algum tempo, caso o utilizador explore adequadamente as funcionalidades disponibilizadas.

BERUBY

Não terei dúvidas em considerar o Beruby um dos melhores (se não mesmo o melhor) sites PTC à nossa disposição na Internet. Na verdade, várias pessoas constroem contas de 500 € em Beruby, com base numa utilização inteligente das possibilidades por ele oferecidas. De utilização extremamente fácil, credibilidade total e lucros atractivos, o Beruby é claramente um site que vale a pena experimentar!

Neste site, os pagamentos ao utilizador processam-se sobretudo por PayPal ou por transferência bancária, sendo o primeiro pagamento realizado quando tiver atingido um valor de 10 €.

A primeira vantagem está no bónus de inscrição instantaneamente oferecido pela Beruby: 1 € de bónus! Seguidamente, o utilizador pode começar a ganhar dinheiro, servindo-se das 3 modalidades oferecidas pelo site: ganhar por visita, ganhar por registo e ganhar por compra.

1) Ganhar por Registo

Para ganhar por registo, é necessário aceder aos sites indicados na secção correspondente, fazendo o registo nesses sites e ganhando uma comissão. Neste capítulo, é preciso ter cuidado para não se inscrever em sites que requeiram o seu número de telemóvel para lhe enviarem mensagens pagas. Assim, deve limitar-se a subscrever os serviços totalmente gratuitos, que lhe rendem uma determinada comissão, indicada no Beruby.

Eis a lista dos serviços gratuitos em que me inscrevi e que me renderam 1,47 €:

  • Clube Fashion
  • Gabriella
  • Goodlife
  • Iminent
  • LetsBonus
  • Miau.pt
  • TARA
  • Westrags
Para clientes Vodafone, aconselho ainda a inscrição nos 3 serviços disponibilizados pela operadora, cada um dos quais rende 50 cêntimos, perfazendo um total de 1,50 €.

2. Ganhar por Visita

Esta é a forma mais simples de ganhar em Beruby, embora seja também a menos rentável (aparentemente). Consiste em visitar diariamente alguns dos sites mais famosos e utilizados da Internet, fazendo-o a partir de Beruby. Sim, aqui pode fazer dinheiro visitando o Facebook, o Youtube, o Sapo, o Hi5, o site oficial do jornal A BOLA e também o blogue da Beruby.
No total, as visitas diárias a estes websites a partir de Beruby rendem 3,5 cêntimos. Além disso, a simples visita diária à sua conta Beruby rende 1 cêntimo. Assim, pode auferir 4,5 cêntimos diários sem qualquer dificuldade, gastando cerca de 1 minuto nesta actividade muito simples!

3) Ganhar por Compra

Esta será, porventura, a modalidade de ganhos em Beruby  que permitirá coleccionar quantias mais avultadas. Porém, o nível de adequação desta campanha varia de pessoa para pessoa, uma vez que exige que o utilizador faça compras pela Internet (algo que nem todos os portugueses fazem). Porém, se está habituado a comprar pela Internet, esta é a área certa para si, uma vez que poderá fazer dinheiro sem esforço algum, sempre que comprar algo de que necessita.
Naturalmente que, nesta secção, as comissões não atingem valores muito elevados. Porém, se o valor do produto comprado for de 50 €, aplicando-se uma comissão de 3% do valor da compra, terá 1,50 € na sua conta Beruby, o que é um valor bastante agradável.

COMO GANHAR MUITO MAIS: REFERIDOS!

Como pode certamente entender, nenhuma das modalidades acima apresentadas (visita, registo e compra) permite a obtenção de quantias muito elevadas. Como explicar, então, que algumas pessoas já tenham conseguido lucros tão avultados em Beruby?

O segredo do sucesso destes utilizadores prende-se com a formação de uma vasta rede de referidos. Esta estratégia consiste basicamente em o utilizador convidar outras pessoas para se inscreverem em Beruby, sendo que, no momento da sua inscrição, se tornam referidos do utilizador. Para convidar pessoas para se inscreverem em Beruby terá de utilizar o seu link de convite, que poderá encontrar em “Minha Rede”.

Uma vez inscritas, essas pessoas passam a contribuir para o aumento dos seus lucros, uma vez que o utilizador ganha cerca de 10% do valor das comissões de cada referido. Ora, isto significa que, quando um utilizador consegue arranjar 10 referidos, o que é relativamente fácil, pode duplicar o valor dos seus ganhos diários!

E, caso o utilizador se sirva de uma plataforma de divulgação adequada, como sites, blogs, facebook, twitter e outros, será muito fácil atingir um grande número de referidos, que possibilitarão uma expansão impressionante dos seus ganhos!

Assim, a formação de uma rede de referidos constitui uma mais valia de Beruby, possibilitando a obtenção de quantias verdadeiramente avultadas com base neste site.

INSCREVA-SE JÁ!

Resta-me apelar a que todos se inscrevam em Beruby, pois terão certamente muito a ganhar! Clique aqui e inicie o registo, que é fácil e não custa tempo algum! Verá que vale a pena!

Estou, naturalmente, totalmente disponível para responder às vossas questões e prometo ajudar em tudo o que for preciso. Por favor, deixem as vossas dúvidas e opiniões nos comentários, para que eu possa responder e auxiliar-vos em tudo o que seja necessário.

Votos de sucesso,
André Coroado (Andrey Amabov).

Algumas sugestões acerca do assassinato de Bin Laden e as políticas da administração Obama

Na sequência de uma interessante discussão no moral do Pedro Pereira no facebook, tertúlia essa que gerou um avultado número de comentários, achei relevante expor a minha opinião acerca do tema em questão: o assassinato de Osama Bin Laden por forças militares norte-americanas, as consequências e possíveis represálias que tal ocorrência poderá motivar e o papel do Presidente dos EUA nesta questão polémica e delicada. Enfim, publiquei um comentário no qual expressava as minha posições, sintetizando um pouco as conclusões a meu ver brilhantes que tinham sido alcançadas. Deixo agora o meu comentário aqui no blogue, para que possa transmitir o que penso acerca do assunto a um número mais alargado de leitores. A discussão gerada no facebook pode ser lida integralmente aqui.

Em primeiro lugar, concordo com quem afirma que o assassinato de Osama Bin Laden representa uma violação dos direitos humanos e uma forma de réplica baseada no mesmo princípio subjacente à estruturação do terrorismo.

Enquanto política anti-terrorista deixa realmente muito a desejar, pois Bin Laden era acima de tudo um símbolo do movimento extremista islâmico. A morte do seu líder espiritual deverá semear a ira nos activistas da Al-Qaeda, que, feridos no seu orgulho fundamentalista, decerto se tentarão desforrar dos norte-americanos e da sociedade ocidental que tanto repudiam… Quanto a Portugal estar incluído nos potenciais países afectados por ataques terroristas, julgo que, pelo menos a curto prazo, não corremos esse risco, dada a nossa reduzida preponderância política e económica no ocidente. Porém, mesmo cingindo-nos a uma lógica egoísta, existem inúmeras razões para encararmos com muita seriedade esta situação (um atentado num dado país do ocidente não deixaria de produzir repercussões mais ou menos acentuadas nas diversas nações europeias).

Quanto à atribuição do prémio Nobel da Paz a Obama, aí sim, gostaria de me manifestar mais alongadamente… Penso que existem muitos factores a ter em conta e devemos ser prudentes na análise da questão. Afinal, a contestação à atribuição surgiu imediatamente após a revelação do vencedor, dado que por toda a parte se ergueram vozes contra a atribuição do prémio a um chefe de estado que acabara de reforçar o contingente norte-americano no Afeganistão, ao passo que outras personalidades se teriam destacado mais vivamente em nome dos valores pacifistas. Relativamente à morte de Bin Laden, tratou-se, decerto, de uma acção deliberada da parte do exército norte-americano, que terá indubitavelmente envolvido um trabalho moroso de planificação da missão e, a meu ver, o consentimento de Obama, que terá conhecimento das manobras conduzidas pelas milícias norte-americanas no Oriente… De facto, se assim for, estamos perante um Nobel da Paz que pactua com a filosofia do “olho por olho”, não existindo desculpa possível. 

Porém, Obama não governa sozinho, sendo decerto influenciado por inúmeros parceiros governamentais, outros órgãos de poder, políticos de ideias divergentes (aqui temo pela fogosidade (pseudo)patriótica dos republicanos), um sistema capitalista complexo (do qual pouco entendo, mas que acredito que possa influenciar as decisões políticas) e um povo, cuja vontade também tem algum peso… E, relativamente aos cidadãos, não nos esqueçamos da verdadeira finalidade de Obama, oculta por detrás de um eventual desejo de “devolver o orgulho aos norte-americanos”: a crescente proximidade das eleições presidenciais nos EUA, que não se afiguram fáceis para Obama, considerando os maus resultados dos democratas nas eleições legislativas (ainda que se tratem de votações bem distintas, julgo existir uma correlação da qual se poderão retirar algumas conclusões) e a perda de popularidade de Obama em tempos recentes… Talvez a administração Obama tenha actuado no sentido de acelerar as buscas de Bin Laden, autorizando os agentes da missão a usar a força necessária, antevendo um cenário de prosperidade eleitora… 

Não sei se foram muito rebuscadas, ou simplesmente descontextualizadas estas hipóteses. De qualquer modo, são tantas as explicações que podemos conceber neste momento (altamente propício a teorias da conspiração), que nem sei no que pensar!

Os Lusíadas: um Poema e um Museu

Segundo a tese apresentada, Os Lusíadas transcendem largamente as dimensões de um poema vulgar. São uma obra colossal da literatura portuguesa, funcionando igualmente como registo da grandeza da Pátria que os portugueses lograram erigir. A sua dualidade exprime-se através da magnificência nacional e da genialidade do poeta que eximiamente a revelou ao mundo, relatando feitos verídicos de autoria lusitana. O autor defende, portanto, a elevação d’ Os Lusíadas ao duplo estatuto de poema e museu, face à grandeza camoniana de conjugar factos reais numa glorificação apoteótica do povo português.

N’ Os Lusíadas, sobressaem a riqueza literária de um poema épico colossal e o seu enorme valor enquanto fonte documental da glória portuguesa do passado. São indubitáveis «o engenho e arte» que Camões incutiu nesta obra, transformando-a num ícone da literatura nacional, enquanto registava «As obras portuguesas singulares», para que fossem reconhecidas pelo seu heroísmo. Contudo, o poeta não se limitou a demonstrar a glória inerente aos eventos mais resplandecentes da viagem e da História portuguesa: Camões almejava uma difusão universal da grandeza lusíada («Cantando espalharei por toda a parte»), visando a superação dos modelos clássicos («Julgas agora, Rei, se houve no mundo / Gentes que tais caminhos cometessem?») e a ascensão de Portugal a um estatuto supremo («Que outro valor mais alto se alevanta!»). Consequentemente, Camões imortalizou os feitos portugueses, materializando o seu amor à Pátria numa epopeia representativa da identidade nacional.

Camões operou também uma restrição do universo épico aos feitos reais dos portugueses, que os heróis nacionais efectivamente praticaram («obras tão dignas de memória»), ficcionando apenas a intervenção dos deuses clássicos, alegórica («Só pera fazer versos deleitosos / Servimos»), e pequenos episódios estilisticamente criados pelo poeta para engrandecer a glória portuguesa, alicerçados em factos verdadeiros. Não obstante, Camões deseja que os extraordinários feitos reais dos portugueses superem as acções fictícias dos heróis clássicos («As verdadeiras, vossas, são tamanhas / Que excedem as sonhadas, fabulosas»). Assim, escrever uma epopeia da grandiosidade das epopeias clássicas sem ficcionar significativamente constitui uma prova da genialidade camoniana e da glorificação prodigiosa dos portugueses na obra.

Concluindo, Os Lusíadas são uma epopeia que engrandece Portugal duplamente: pela magnificência literária da obra e pela forma extraordinária como dignificam cada feito da História de Portugal. Poema paradigmático da literatura portuguesa, Os Lusíadas revelam ao mundo a honra gloriosa encerrada no «peito ilustre lusitano». Nos seus versos, simultaneamente verdadeiros e transcendentes, perpassa um sentimento patriótico que vivifica a alma lusíada!

Elementos da Tragédia Clássica na transmissão da mensagem sociopolítica de «Felizmente há Luar!»

A defesa da liberdade e da justiça, atitude de rebeldia, constitui a hybris (desafio) desta tragédia. Como consequência, a prisão dos conspiradores provocará o sofrimento (pathos) das personagens e despertará a compaixão do espectador.

Segundo a tese acima apresentada, «Felizmente há Luar» inclui elementos estruturais da tragédia clássica, sendo o desafio representado pela apologia da liberdade e da justiça, dada a ousadia patente nesta luta. Considera igualmente que o encarceramento dos revoltosos motiva o sofrimento nas personagens, gerando compaixão no espectador. Assim, o juízo crítico apresentado enquadra a peça na tragédia clássica, apontando o combate por liberdade e justiça como a hybris e entrevendo o pathos nas emoções despoletadas pela prisão dos conspiradores.

Inquestionavelmente, a batalha em prol dos valores liberais está presente na totalidade da obra. Inicialmente, as informações fornecidas pelos populares sugerem uma imagem de Gomes Freire como «um amigo do povo», disposto a lutar contra o sistema sociopolítico vigente, («capaz de se bater com os senhores do Rossio…»). Todavia, tal propósito não se compatibiliza com os interesses dos membros da Junta Governativa («que honras, que posições seriam as nossas, se ao povo fosse dado escolher os seus chefes?»). Assim, os regentes desenvolvem uma feroz oposição aos seus intentos liberais, implementando medidas que visam a prisão daquele «que mais nos convém que tenha sido o chefe da conjura», pois «Em política, quem não é por nós, é contra nós». A luta por liberdade e justiça representa, por conseguinte, o desafio subjacente a esta peça.

Consequentemente, a improbidade patente no encarceramento e condenação do general gera um sofrimento acentuado nas personagens, nomeadamente em Matilde, sua esposa, que empreende esforços infatigáveis no salvamento do marido («troco a minha vida pela dele!»), manifestando constantemente as suas perturbações emocionais («O meu homem!»). Progressivamente, Matilde toma consciência da dimensão do problema, rebelando-se em prantos desesperados, desejando, ironicamente, que o general «tivesse sido menos homem». Os apelos à consciência social do espectador mantêm-se presentes nas suas palavras, rogando-lhes que «Limpem os olhos ao clarão daquela fogueira e abram as almas ao que ela nos ensina!». Indubitavelmente, a comoção apodera-se do espectador, propiciando a recepção da mensagem presente.

Sumariando, em «Felizmente há luar», a defesa dos valores liberais e os obstáculos que se lhe interpõem constituem a hybris, estando o pathos presente no sofrimento causado pela condenação dos seus apologistas. Efectivamente, o desenvolvimento da peça com base numa interligação com os moldes de concepção da tragédia clássica (exposição contínua das questões suscitadas pela hybris, aliada a uma exploração eficaz do pathos) potencia o acolhimento dos valores da liberdade e da justiça, operando uma sublimação da luta correspondente.

A tempestade do mar (Pieter Brueghel)

Durante o segundo período do ano lectivo, no âmbito da disciplina de Português, fomos incumbidos da estimulante tarefa de elaborar a leitura de uma imagem fixa, mais concretamente, de uma pintura. Autorizado a escolher uma das sete obras de arte que constituíam o leque de opções elegíveis, não me deixei tomar por grandes dúvidas e foi com determinação (e alguma afeição que começava a nascer em mim relativamente à pintura) que abracei este projecto, de resultado aparentemente bem sucedido, que coloco hoje online.

Trata-se, confesso, de um modo de, utilizando um texto previamente redigido para fins escolares, manter o blogue em actividade, à semelhança de outras situações em que me socorri desta estratégia no passado. Em todo o caso, acredito que a partilha deste texto pode vir a ser interessante, pelo que vos deixo a minha leitura da obra plástica A tempestade do mar, de Brueghel.

Esta imagem corresponde a uma reprodução em miniatura de um quadro do pintor holandês Pieter Brueghel, intitulado A tempestade do mar, que data de 1568. A obra de arte original, que se encontra exposta em Viena, apresenta 71 cm de altura por 97 cm de largura, constituindo uma pintura a óleo sobre madeira. Distintamente, a reprodução presente no manual escolar possui dimensões mais modestas, tratando-se de uma fotografia do quadro referido.

O quadro representa um cenário exterior, mais concretamente, um ambiente marítimo dominado pela agitação oceânica, com grandes ondas sinuosas vagueando tortuosamente pela superfície, sob o céu sombrio, carregado de nuvens. No mar, sobressaem as embarcações, presumivelmente caravelas, dada a existência da vela latina (triangular), que oscilam ao sabor das vagas, numa água polvilhada de criaturas marinhas, que rivalizam com as aves esvoaçantes do céu. A obra pode, pois, ser enquadrada no âmbito da arte figurativa, surgindo possivelmente associada à alusão a cenas históricas, visto não me parecer que se trate da mera representação de uma paisagem.

Inscrita num formato rectangular, a imagem transmite-se por meio de um emaranhado de linhas oblíquas, parcialmente curvas nas extremidades, que configuram a impressão de movimento subjacente a todo o quadro. A linha do horizonte, horizontal apesar das irregularidades patentes no seu desenho, assume também um impacto significativo na interpretação da semântica da imagem. Porém, mais do que o traçado livre e impetuoso das linhas de força, destaca-se na imagem o carácter esbatido e incerto que os contornos de alguns elementos da imagem apresentam. De facto, embora os triângulos e formas curvilíneas sejam realçados nesta imagem, a semântica criada por Brueghel atinge o observador pelo jogo da incerteza, do mistério, do desconhecido.

O efeito de profundidade, indispensável numa paisagem deste género, encontra-se presente através da diferença de tamanho entre as embarcações mais próximas e as caravelas mais distantes, acompanhada da diminuição do rigor na representação da ondulação em função da distância. Contudo, dado que a criatividade do pintor pretende conferir ao observador uma enorme liberdade de interpretação, a imagem surge imbuída de uma certa liberdade e fluidez, que dispensa o recurso a técnicas de perspectiva elaboradas.

A nível de análise cromática deve ser referida a predominância de cores quentes, maioritariamente escuras, que sugerem a transformação do oceano num agitado mar de lava, enfatizando a intensidade opressiva da tempestade que se abate sobre as naus. Assim, a utilização de tonalidades avermelhadas, alaranjadas e acastanhadas nas vagas indomáveis acentua o tumulto marítimo instalado na pintura, podendo talvez estar associadas às emoções experimentadas pelos tripulantes dos navios. De realçar também que o céu, tenuemente separado do oceano pela linha do horizonte, se encontra em sintonia cromática com as ondas a do mar, cobrindo-se de uma escuridão alaranjada que paira sobre as embarcações, ampliando as dimensões da tormenta.

Não obstante, merece ser mencionada a existência de uma zona do mar de tonalidades mais claras, que se aproximam mais da cor fria e azul que o mar efectivamente assume. Deste modo, verifica-se um contraste de cores claras e escuras, coincidente com um gradiente de temperatura, que orienta o modo como o observador vê a pintura. Além disso, este contraste atribui um significado distinto à região azul esverdeada do mar: a possível existência de uma solução para os problemas, a possibilidade de encontrar uma saída para a tempestade, que permita escapar à fúria dos elementos em conflito feroz.

Podemos, portanto, afirmar que, apesar de a conformação das ondas e a distribuição de criaturas marinhas ser comum às diferentes regiões do mar, se manifesta por via da cor uma certa heterogeneidade do oceano, que poderá conter a chave para a superação da tempestade. A luz, que parece estar sob o jugo da penumbra em todo o quadro, parece dar sinais de si nesta região verde azulada do mar, trazendo consigo uma ideia de esperança associada: a crença na capacidade de ultrapassar os perigos e obstáculos, por maiores e mais temíveis que estes sejam.

A reprodução da imagem no manual da disciplina de Português surge acompanhada de uma sucinta descrição, perfeitamente banal e quase totalmente desprovida de informação complementar. É apenas providenciada aos alunos a informação de que se trata de um quadro de Brueghel, sem lhes serem indicados detalhes sobre o artista ou sobre a técnica utilizada. A informação mais relevante, passível de uma associação ao conteúdo do quadro, reside na indicação da data de realização da obra: 1568. Esta informação permite relacionar a representação de uma cena histórica, ligada à navegação, com as empresas marítimas que foram realmente levadas a cabo durante a época em que o quadro foi produzido, num século que se iniciou com o domínio de vastas regiões por parte dos portugueses, que progressivamente foi dando lugar a uma hegemonia espanhola, sendo igualmente notório o início da expansão marítima holandesa, em meados do século (recorde-se que Brueghel era oriundo dos Países Baixos).

Podem ser associadas a esta imagem diversas funções distintas. Todavia, a que julgo estar mais evidente é a função referencial e descritiva, na medida em que a pintura apresenta ao observador algumas características e peculiaridades da navegação, retratando esta realidade de um modo subjectivo e de certo modo imaginário. Assim, o autor utiliza o poder da pintura para descrever uma situação de tempestade marítima, dando a conhecer uma componente fundamental das viagens oceânicas, submetendo a apresentação do tema aos significados que lhes atribui e, naturalmente, ao seu estilo pessoal. No entanto, a função narrativa também poderá estar presente, se a finalidade do quadro se prender com o relato de um episódio histórico em particular, caso pretenda representar uma cena de uma determinada viagem marítima de um povo europeu. Simultaneamente, a imagem pode desempenhar uma função estética, no caso de o movimento colorido do quadro se afigurar sugestivo e belo aos olhos do observador.

Finalmente, penso que a imagem pode ser facilmente relacionada com Os Lusíadas, uma vez que retrata uma cena marítima, lidando com a temática das tempestades e tormentas, sempre tão presente na epopeia camoniana. Esta pintura de Brueghel poderia ser enquadrada em várias partes da obra, nomeadamente no episódio da tempestade, situado no Canto VI, dado que se pode estabelecer uma ligação entre o panorama tumultuoso que o quadro nos mostra e o contexto de perigo e terror vivenciado pelos navegadores portugueses aquando do abatimento da tempestade sobre a armada de Vasco da Gama. Curiosamente, a elaboração da pintura por parte de Brueghel e a leitura d’ Os Lusíadas por Luís Vaz de Camões a D. Sebastião distam apenas 4 anos no tempo, acentuando o grau de correlação entre as duas obras da genialidade humana.